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Pico do Corcovado de Ubatuba

Pico do Corcovado de Ubatuba

Pico do Corcovado de Ubatuba

O Pico do Corcovado de Ubatuba é um daqueles lugares que ao pesquisarmos pela primeira vez vemos uma pequena trilha de pouco mais de cinco quilômetros que termina em um pico com pouco mais que 1100 metros de altitude. Com apenas estas duas informações em mãos é suficiente para enganar qualquer pessoa dando a impressão de ser um passeio, mas ao olharmos o desnível acumulado que fica em torno de 1300 metros e uma inclinação média de 48% nos ultimo 600 metros antes da ultima curva de nível que inicia a cumeeira final eu já comecei a comparar com outros picos que já fiz. Fiquei pensando “Pedra da Mina via Paiolinho tem 1350 acumulados, Capim Amarelo mais ou menos isso também, mas as duas possuem até 3 km a mais de extensão... F$#%$#”.

Já imaginando que seria difícil eu posterguei ao longo de 2016, mas no inicio de 2017 veio a oportunidade e resolvi encarar. Duas semanas antes eu havia feito a primeira trilha do ano ao subir o Pico do Queixo da Anta, uma trilha curta e inclinada que leva a um cume de 1700 metros, foram 6 horas para subir e descer então isso tirou um pouco da ferrugem do final do ano, mas não foi o suficiente.

Já que era pra subir e tirar a poeira então eu aproveitei para treinar um pouco de resistência, meti 22 kg de um monte de coisas na cargueira e lá fomos. Logo de início já percebi que não estava encontrando meu ritmo, havíamos andado apenas 2 km e subido menos de 180 metros, mas já me sentia a ponto de desistir. Apesar de ser uma trilhas com muita água e por dentro da floresta protegido do sol, o calor e umidade são um obstáculo diferente, o corpo não refrigera e parece que suamos o dobro que em campos de altitude.

Fiz uma pausa para auto checagem: Batimento = alterado, respiração= irregular, reposição= correta, ritmo=passo acelerado, peso= acima do recomendável, distribuição do peso e centro de gravidade da cargueira = correta. Conclusão, diminuir o ritmo e respirar melhor para subir bem.

Subi nos meus passinhos por milhões de degraus e corrimões de raízes, alguns trechinhos de progressão em pedras, raízes, trocos ou em cordas, e 7 horas depois cheguei.

O visual encanta e compensa o esforço, no verão já é lindo, mas fiquei lembrando as centenas fotos que vi do local no período do inverno aonde a visibilidade é maior e paisagem muito mais bonita. Quem sabe eu volte no inverno....

A descida é ainda mais desafiadora do que a subida, me senti uma vovozinha, um passinho de cada vez e na bengalinha, mas 5 horas depois havia chegado ao fim desse desafio.

Agradecimento a Ludmila Bezerra por me convidar e aos novos amigos por me receberem.

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------------------------- 02/06/2017 11:24

voltarei no inverno, que deve ser muito mais bonito.