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Travessia Joanópolis a São Francisco Xavier

Travessia Joanópolis a São Francisco Xavier

Travessia Joanópolis a São Francisco Xavier via 8 picos de Monte Verde

Trekking Mountaineering Camping

Alguns membros do Grupo Trilhadeiros de Montanhismo formaram um time para encarar a Serra Fina, e como parte do treino coletivo fazem várias trilhas meses antes, subindo e pernoitando em picos, com o objetivo de se preparar fisicamente, aumentar a resistência física, testar seus equipamentos, se adaptar ao camping selvagem, desenvolver sua própria alimentação de montanha, criar suas técnicas de ritmo, alimentação e hidratação, etc, em ambientes menos remotos que a Serra Fina para que todos estejam bem preparados para o grande dia.

Desta vez o treino escolhido foi a Travessia de Joanópolis a São Francisco Xavier via 8 picos da Serra da Mantiqueira em Monte Verde – Camanducaia / MG, por conter dois traçados novos e ser uma travessia que até aonde sabemos, nenhum grupo havia realizado até então, e claro, oferecer um desafio menos intenso do que a Serra dos Órgãos e Marins-Itaguaré, próximas trilhas de treino antes do grupo se jogar na Travessia da Serra Fina.

Grupo preparado, van lotada, lá fomos nós encarar o treino.

Distância: 22 km

Desnível positivo: 1300m

Desnível negativo: 1800 m

Desnível acumulado: 3100 m

Elevação mínima: 740m

Elevação máxima: 2021m

(Os dados de distancia e elevação foram obtidos através de GPS pessoal, podem sofrer alterações em comparação com medidas oficiais.)

Primeiro Trecho: De Joanópolis, Pedra do Rastejo, Pico do Selado até o camping no Platô.

Subidaaaaaaaaaaaa!!! (Grito do pelotão antes de todas as subidas)

Começamos encarar os 7 km e 900 metros de elevação perto do meio dia, com entusiasmo e peso médio de 15 kg (4 litros de água) de cargueira por pessoa, mas logo sentimos a influencia da umidade e o peso da elevação do terreno, então para atenuar índice de calor e não termos problemas com esgotamento de energia logo no primeiro dia, fomos parando 10 min para reposição a cada 50 de avanço, desta forma o grupo foi avançando de forma homogênea pelos degraus de raízes e se apoiando em bambus e no gel para vencer a inclinação de até 53%.

Pelos poderes do gel e da rapadura finalizamos a subida mais forte do dia e chegamos literalmente rastejando até Pedra do Rastejo na altitude de 1850, que ganhou este nome por literalmente obrigar os corajosos a passar por um labirinto de rochas se embrenhando por baixo delas até alcançar seu platô. Um ótimo lugar para recarregar a energia e finalmente respirar o ar acima da floresta densa, uma brisa fresca e ainda ter o belíssimo (e até desanimador) panorama da serra que ainda iríamos atravessar.

Trilha que segue... Voltamos para mata acima, desta vez com uma leve inclinação rumo ao Pico do Selado, não sem antes quase nos desorientarmos pelo labirinto de trilhas abertas por cavalos que pastam por ali, e sermos brindados por pegadas na lama de porco do mato (Queixada? Cateto?) e Lobo Guará.

Alcançamos o Selado as 18 horas, rapidamente nos reagrupamos, sacamos as lanternas e continuamos sentido Platô, agora em uma trilha larga, batida, praticamente uma estrada, nos permitindo acelerar os passos e passar pela neblina como fantasmas, parando no pasto do Platô para acamparmos meia hora depois . Que subida puxada, concordamos que foi mais exaustiva que o Capim Amarelo.

Segundo Trecho: Do Platô, Chapéu do Bispo, Pedra Redonda, Pedra Partida, Vale da Onça, Rochedo dos Poncianos, Pico da Onça e terminando em São Francisco Xavier.

Depois de 8 horas desmaiados em barracas e bivac, 8 horas já estávamos na trilha, paramos na Dona Flor do Starbar para abastecer nossa água com mais 3 litros cada um, afinal, novamente não teríamos água no caminho. Partimos.

Subidaaaaaaaaaaaa!!!

Pausa para fazer selfies na Pedra Redonda, antes das 11 já estávamos lagarteando na Pedra Partida e olhando o próximo destino e o vale que nos esperava. Como diz um amigo, "melhor no bucho que nas costas", então botamos tudo que sobrou de alimentos no estômago antes de atravessar o Vale da Onça para termos forças para encarar muito quebra mato desorientador para subir o Rochedo dos Poncianos. O Vale da Onça (nome dado por conter odor de urina nas árvores que lembra xixi de gato) é uma floresta quase intocada, com árvores de mata intermediária entre atlântica e campos serranos e um labirinto de trilhas de animais que se cruzam iniciando e terminando em lugar algum, o que nos obrigava a se abaixar para identificar essas trilhas e pegar atalhos entre uma trilha e outra até chegar no inicio da subida do Rochedo.

Subidaaaaaaaaaaaa!!!

Conquistamos os Poncianos, após os pulos, saltos, gritos e comemorações rapidamente partimos para o Pico da Onça para terminarmos logo os oito pontos culminantes dessa travessia e descer para São Francisco Xavier jogando o corpo na trilha e acelerando ate fim gastanto as ultimas gotas energia .

Terminamos as 17 horas com açaí e suco de cevada.

Da esquerda para a direita, participaram: Boney, Araguacy, Talita, Guilherme, Alan, Suellen, Agostina, Danilo, Alexandra, Elaine, Sebastião, Maria, William e Mayne.

Alimentos do primeiro dia: 300g de ração energética, 5 paçocas, 5 bananinhas, 1 gel, 1 bala de rapadura, 8 polenguinhos, 10 cm de linguiça defumada, 3 litros de água, 1L de Tang, uma porção de arroz com brócolis, bacalhau e batata.

Alimentos do segundo dia: 300g de ração energética, 5 paçocas, 5 bananinhas, 2 litros de água.

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Alexandra Carvalho
Alexandra Carvalho 03/14/2017 16:15

Muito boa essa travessia amei d+

Diogo dos Santos Ribeiro
Diogo dos Santos Ribeiro 04/10/2017 09:56

Este relato tá cheio de dicas para preparo !!!!! Gostei