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Marins X Itaguaré

Marins X Itaguaré

Trekking Marins x Itaguare uma lição pra vida toda.

Relato da Travessia Marins x Itaguaré

Vou relatar a minha experiência do meu ponto de vista, a montanha traz varias emoções e sentimentos particulares e mesmo estando num grupo com mais 9 pessoas sei que cada um teve seus momentos e provavelmente não iguais aos meus.

Foram quase 2 meses de preparação e ansiedade até o inicio da nossa aventura.

Um dia antes da viagem fui comunicada que o piloto que iria fazer o nosso translado e resgate havia mudado, o Edson foi pra Blumenau e no lugar dele foi o Marco Aurelio que conhecemos na hora e de cara já não me senti confortável com o motorista.

O nosso ponto de encontro foi as 20:30 do dia 09/12/2015, partimos praticamente no horário marcado, uma parada em SJC para pegar o ultimo participante e uma voltinha no supermercado Extra 24 horas para pegar um item esquecido e rumo a Piquete-SP.

Assim que saímos da Rodovia e entramos numa estrada de terra a tranquilidade acabou o motorista ficou muito nervoso com a estrada que é terra cheia de curvas e subidas sem fim.

Depois de muito custo e sobe e desce da Van chegamos na base do Marins.

Pouco tempo depois todos dormindo ou pelo menos deitados para descansar um pouco até o dia clarear.

Inicio: As 05:00 da manhã o Weslley se encarregou de nos levantar um café e checagem das mochilas, mais uma vez conversamos sobre agua e mantivemos a meta de subir com 5 litros cada um. Iniciamos a caminhada por volta das 07:00 do dia 10/10/2015 Eu e mais 09 guerreiros da esquerda para a direita Henrique Boney, Carol, Fernanda, Eu, Vinicius, Andre, Monica Weslley, Romário e Leonardo na frente.

Cerca de 50 minutos de caminhada e já estávamos no Morro do Careca, conversamos sobre agua novamente sabíamos que estávamos subindo com o mínimo de agua possível e apesar de achar realmente achávamos que estava bom.

Alguns passos e inicio da trilha.

É uma subida sem fim, pedras e pedras e mais pedras. O trecho até o Pico dos Marins é muito bem marcado com setas brancas.

Paramos muitas vezes para descansar o Sol estava forte e o Vinicius (filho da Carol) e o Weslley não se protegeram como deveriam do Sol.

Ao chegar ao pé do Marins o Vinicius já não estava bem, com febre e aparentemente desidratado.

Decidimos parar e acampar no pé do Marins, após montar acampamento e descansar atacamos o cume descansados e sem o peso das cargueiras foi tranquilo. A Carol ficou no acampamento com o Vinicius.

O nosso plano inicial era acampar depois do Marinzinho, sabíamos que era um plano audacioso e logo percebemos que não daria pra cumprir a programação, pois estávamos todos muito cansados.

Combinamos de acordar as 05:00 e iniciar a caminhada o mais cedo possível pra aproveitar enquanto o Sol não estava forte e sabíamos que a caminhada era dura.

Estávamos com 1,5 litros de agua para cada integrante em média era pouco e precisávamos chegar ao pé do Itaguaré, pois agua somente lá.

Logo que levantamos constatamos que o Vinícius estava recuperado. Antes de começar a seguir sentido Marinzinho o Weslley machucou o joelho.

Segundo Dia: Iniciamos a caminhada as 07:00 e caminhamos por 3 horas sem parar e descansamos certa de 20 minutos.

Passamos pelo trecho de cordas sem muita emoção

Mais 1:30 de caminhada e estávamos na Pedra Redonda, que não é redonda .

Neste momento o Léo e o André se separaram do grupo, foram na frente na esperança de encontrar agua antes camping do Itaguaré. Era pouco provável mais valia a pena tentar já estava o grupo já estava bem cansado o Weslley além de machucado dava sinais de desidratação.

Caminhamos mais 1:30 paramos novamente uns 20 minutos e neste momento o grupo se separou mais uma vez .

Carol, Vinicius e Romário saíram na frente. Algum tempo depois encontramos o André que começou a sentir dores na barriga, sem agua não conseguiu acompanhar o Léo e já tinha passado por ele a Carol, Vinicius e Romário.

As 15:30 chegamos na ultima área de camping antes do Itaguaré estávamos bem perto do nosso objetivo e neste momento eu já não tinha mais água.

O Léo não tinha voltado então deduzimos que ele não tinha encontrado a tal possível agua antes do Itaguaré.

Saí na frente com a Fernanda e o Weslley, deixando pra traz o Boney com a Monica e o André.

Monica muito cansada e Andre com dor e dando sinais de desidratação.

O Boney estava bem e cuidando dos outros integrantes, eu e a Fernanda nos afastamos falando que votaríamos de qualquer jeito pra ajuda-los.

Poucos minutos depois foi à vez do Weslley parar, desidratado, nauseado e com o joelho machucado não conseguia mais andar.

Eu estava um pouco na frente e a Fernanda me alcançou dizendo que o Weslley estava parado olhei pra trás e vi ele em cima de uma pedra sem forças e neste momento quase me desesperei, senti um frio na barriga, e um pouco de medo.

Era pouco mais de 16:00 horas até o ponto de agua levaríamos mais uma hora de caminhada e mais uma hora voltando se eles não andassem mais então certamente escureceria com algumas pessoas do grupo na trilha.

Chegamos na área de camping do Itaguaré a Carol e o Leo já estavam se preparando pra voltar

Passamos a situação pra eles e enquanto eles retornavam em busca dos quatro integrantes eu a Fernanda e o Vinicius fomos buscar mais agua.

Quando retornamos com agua para o acampamento no mesmo momento chega o Boney com o Weslley, Monica e André e mais a Carol e o Leo.

Graças a Deus estávamos todos em segurança, montamos acampamento, fizemos a comida, e descansar para atacar o Itaguare no outro dia.

Terceiro e ultimo dia: acordamos todos bem e renovados as 08:00 todo o grupo começou a caminhada rumo ao cume. Pouco tempo depois já tínhamos atingido o nosso objetivo.

Algumas fotos depois iniciamos a descida, desmontamos as barracas e pegamos a trilha em direção ao ponto de resgate.

Depois de uma hora de caminhada iniciamos o trecho de mata e estava tudo bem até aí.

O Weslley sentia dores mais estava andando bem , Monica e Andre também estavam recuperados e todo o grupo já estava bem cansado.

Logo que iniciamos o trecho de mata foi a vez do Henrique Boney se machucar, um escorregão e ficou andando com dificuldade.

Marquei o resgate para 13:00 hrs e chegamos no horário o motorista ja estava lá com a Van nos esperando e nitidamente mau humorado.

Fim da nossa aventura, com dois machucados todos com arranhões e marcas de uma travessia maravilhosa e dura.

Pra mim foi uma super experiência onde pude testar meus limites e aprender a respeitar mais e mais a montanha.

Alexandra Carvalho
Alexandra Carvalho

Published on 02/17/2017 23:19

Performed from 10/10/2015 to 10/12/2015

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Alexandra Carvalho

Alexandra Carvalho

são paulo

Rox
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Mulher, mãe, guerreira, curto movimento e viver natureza. montanha, praia, Trekking, hiking, bike, corrida e escalada.

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