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Expedição Bolívia - Peru: Aguas Calientes (PER) - Set/10

Expedição Bolívia - Peru: Aguas Calientes (PER) - Set/10

Trecho 9: depois de uma indisposição estomacal medonha, o jeito foi pegar o trem para chegar até Águas Calientes. Dali, Machu Pichu!

Cusco - Ollantaytambo - Águas Calientes (29/9)

Apesar de estar tudo arrumado desde a noite anterior, algumas coisas ficaram para fora da mochila. Engraçado, a gente vai acumulando experiências e mais quinquilharias durante a viagem. E olha que eu não sou do tipo consumista, que compra por atacado.

Saí da Hospedaje Conquista por volta das 8h da manhã. Já deixei acertada a volta, talvez para o dia 4/10 (talvez!). Pessoal gente boa que trabalha na Hospedaje. Peguei um táxi na porta da Hospedaje. Até o local de onde saem as vans para Ollanta (chamada Av. Pavitos) a corrida sai por s/3. Mal o táxi encostou, o carro foi cercado, minha mochila "sequestrada", uma loucura: é a concorrência das empresas de transporte atrás dos "turistas" para Urubamba e Ollanta.

Paguei s/10 por uma van bem confortável. No caminho vim conversando com um peruano, de nome Raúl, que é guia da região. Foi uma conversa bem didática sobre mulheres, bebidas e palavrões de Peru e Brasil...(rs).

A viagem durou uma hora e quarenta minutos. Cheguei em Ollantaytambo às 10h, e o trem sai às 12h50. Muito tempo para observar. Pedi um café num bar perto da estação, e fiquei olhando o movimento: gringos e nacionales apressados querendo pegar o trem. 12h20, o trem chega e o acesso é liberado. Uma fila se forma, na verdade duas, uma de estrangeiros, outra de peruanos. Tudo é tranqüilo e organizado. O vagão do trem é bem bacana, assentos frente a frente separados por uma mesinha. Nos servem bebidas e tira gostos. Comigo vão um casal belga, acho que recém casados (por causa das brincadeirinhas infantis dos dois...) e um senhor norte-americano, muito simpático. Faz trabalhos voluntários pelo mundo junto com a esposa (África do Sul, Bolívia, Peru). Batemos um papo ótimo, foi bom saber das histórias dele.

Uma hora e meia depois de sairmos de Ollanta, chegamos em Águas Calientes. A estação é simpática, e na saída somos atacados por um monte de gente oferecendo de tudo (esses "ataques" são normais no Peru, a gente se acostuma rápido). Peguei o primeiro que falou comigo e me hospedei num lugar bem razoável por s/30, chamado Hostal Number Two (calle Inca Roca s/n, ao lado do restaurante Los Incas). Baño privado.

Águas Calientes fica toda esparramada em uma ladeira. No topo, um parque municipal com baños termales. Vários bares e restaurantes ao longo desta ladeira. De fato, é um lugar curioso e gostoso, tem um clima de descontração geral. Assim que eu me instalei, fui procurar comprar a entrada para Machu Pichu: s/126, e não aceita cartão nem dólar. O ônibus que leva e traz para lá custa mais US$ 14 (ida e volta), US$ 7 por trecho. Coisa para gringo mesmo. Comprei a ida, na volta pretendo fazer caminhando.

Uma volta pela cidade, e percebe-se a exuberância da natureza aqui. Montanhas e mata. Clima amazônico, um calor úmido que é novidade para mim nesta viagem. Comi uma pizza e descobri que Águas Calientes cobra uma taxa de s/7 de todo mundo que come ali nos restaurantes. Por pagar com cartão, mais s/3. Porra! Exploração total!

Fui andar, ajudar na digestão. Dei de cara com um comício político. Este tipo de evento deve ser igual em todo mundo: um bando de baba-ovos aplaudindo cada besteira que o candidato diz. Não agüentei muito tempo, subi a ladeira. Precisava arrumar a mochila para amanhã.

A última da noite: fui à recepção do hostal (que na verdade é um dos quartos...) pedir para que me despertassem as 3h30 da manhã. A menina que me atendeu saiu com um macaco (macaco, mono, monkey!) pendurado no ombro. Muito simpática, me atendeu bem, disse que me acordaria, mas tentava a todo custo manter a porta da "recepção" (do quarto...) fechada. Num descuido, vi um monte de gaiolas com todo tipo de bichos. Acabara de descobrir que estava hospedado em um zoológico...ou a sede de algum traficante de animais silvestres!

Dicas: O trem de Ollanta para Aguas Calientes é um meio caro de chegar até lá, mas compensa pelo serviço e pelas pessoas que você pode topar. Tive altas conversas com o pessoal. Chegando em Ollanta, fica esperto, um monte de gente vai te oferecer coisas, mantenha a calma e tente escolher o melhor. Nem sempre dá certo...(rs)

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 04/28/2017 22:06

Performed from 09/05/2010 to 10/10/2010

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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