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Expedição Bolívia - Peru: Machu Pichu (PER) - Set/10

Expedição Bolívia - Peru: Machu Pichu (PER) - Set/10

Trecho 10: Machu Pichu, a cidade perdida, mundialmente conhecida. Estava na minha lista há muito tempo, mas quando cheguei lá...foi ok.

Machu Pichu (30/9)

O hostal Number Two fica colado a uma "discoteca", o que significa dizer que eu dormi (ou tentei) ao som do melhor pop peruano da atualidade. Levantei às 3h15 sem precisar ser despertado. Arrumei tudo, deixei a mochila maior na "recepção" (o zôo!) e fui para o ponto de ônibus. 4h da manhã, e já havia uma fila. Pequena, mas havia. Fiquei de papo com um peruano que vive nos EUA e trouxe a família da mulher para conhecer Machu Pichu.

5h30 os ônibus começam a subir a montanha. Impressiona demais o visual das montanhas ao redor, com a neblina comum a essa hora. Na chegada ao centro de visitantes, rola uma excitação natural. Alguns gringos se põe loucos, gritam, outros ficam perguntando coisas sem sentido...é o "poder inca". Antes da entrada, um funcionário passa pela fila perguntando qual o horário você quer subir o Wayna Pichu, a montanha que está a frente de Machu Pichu: entre 7h e 8h, ou entre 10h e 11h. Escolhi o primeiro.

A primeira vista de Machu Pichu foi sob neblina, a Cidade Perdida envolta em brumas. Machu Pichu foi um sonho de doze anos atrás, mas já nao me empolgava tanto quanto antes. Tinha se tornado um lugar explorado demasiadamente pelo turismo. Mesmo assim, era legal estar ali, presente naquele lugar. Comecei a caminhar em direção a Wayna Pichu e seu posto de controle. Estava fechado. Eram umas 6h20 da manhã, abriria às 7h. Fiquei andando numa parte de Machu Pichu chamado Intiwatana, ou Observatório Astronômico, muito bonito. A maneira como eles encaixavam as pedras é quase mágico.

Às 7h, fila para subir Wayna Pichu. Só consegui passar e dar entrada às 7h50. Passe livre, segui a trilha. Íngreme, com alguns pontos de exposição bem acentuados, fiz a trilha num tempo muito bom, isso sem forçar: quarenta minutos. Chegar ao topo do Wayna Pichu é ver Machu Pichu de um ângulo superior, e é de paralisar o olhar! Desci bem mais rápido do que subi, e fui terminar de ver o resto da Cidade Perdida. Desta vez não quis guia, então me contentei somente com a parte arquitetônica, já que História e Cultura não teria.

Estava sem saco para agüentar guia. Fiz fotos dos principais pontos, caminhei, dei uma meditada. E concluí que meu tempo em Machu Pichu era aquele. 10h45 peguei bus de volta a Águas Calientes. Já em Águas Calientes teria que ficar até às 17h03, horário de partida do trem para Ollanta. Comi um hambúrguer no restaurante do Vicente, um peruano gente fina que conheci aqui. Deixei a mochila no restaurante e fui tomar um baño termal no balneário público. São quatro piscinas, três delas com águas quentes, onde se pode banhar-se em águas de potássio e mineral. Fiquei ali um tempo, " cozinhando" na água quente. É extremamente relaxante, saí de lá renovado depois da correria e pernada de Machu Pichu. Voltei ao restaurante do Vicente, e ele me convenceu a comer um prato típico peruano, chamado cuy al horno. É um porquinho da Índia assado inteiro, cabeça, pé, tudo...uma delícia!! Só quero comer cuy agora!

Fiquei ali de bobeira um tempo, quando começou a dar uns trovões e a luz de Águas Calientes acabou. Peguei minha mochila e desci para a estação de trem, eram umas 15h40. Mal cheguei na estação, começou uma chuva forte. Escapei desta. O trem partiu no horário programado, 17h03. Foi uma viagem tranquila, mas com chuva. Conheci uma médica argentina, de Mendoza, baita papo bom e alto astral, chamada Maria Marta (apelido Matri). Eu já tinha como destino a estaçâo de Ollanta, onde encontraria o casal brasileiro Paulo e Elza no dia seguinte. Fiquei em uma hospedagem perto da estação de trem de Ollanta, pagando s/30 por um quarto com banheiro. Bacana o lugar, simples mas aconchegante. Meu dia acabava bem, cansado, mas feliz. Tinha realizado um "sonho" de doze anos. Amanhã encontro o Paulo e a Elza.


Dicas:Sei lá, Machu Pichu desperta diferentes reações nas pessoas. Em mim foi menos do que eu esperava. Mesmo assim é bem legal, impressiona. O bacana é ser um dos primeiros 400 a chegar e garantir a subida ao Wayna Pichu, um verdadeiro espetáculo de visual. Curta, aproveite. Cada um tem um tempo determinado em Machu Pichu. O balneário público de Águas Calientes cobra s/10, e você precisa ter toalha, ou alugar uma por s/3.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 05/15/2017 00:57

Performed from 09/05/2010 to 10/10/2010

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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