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Expedição Bolívia - Peru: Potosí (BOL) - Set/10

Expedição Bolívia - Peru: Potosí (BOL) - Set/10

Trecho 3: Potosí, a cidade que no auge foi uma das mais ricas do mundo, em função da extração de prata. O passado glorioso ficou para trás.

Sucre a Potosí - (10/9)

Acordei hoje disposto a ir para Potosí. Essa idéia já tinha se fixado na minha cabeça desde ontem, e hoje eu já fazia os preparativos. Dei uma última volta pelo centro de Sucre, me despedindo desta cidade encantadora. Aproveitei para comprar frutas (chirimoya!) e alguns gêneros de higiene. Visitei também um lugar sobre o qual havia lido, a salteñaria El Pátio (calle San Alberto 18). As salteñas lá realmente são deliciosas. No Hostal Cruz de Popayan consegui fazer reserva para o Hostal La Casona (calle Chiquisaca 460. Tel.: 623 0523) em Potosí e comprar a passagem pela cia. Transtrin Dilrey por Bs. 20.

A viagem até Potosí foi melhor do que pensei. Saí as 13h da rodô, e às 16h estava na cidade de Potosí. Tirando o calor monstro e o motorista que não parava de buzinar, tudo correu bem. Potosí não impressiona logo de cara. Na verdade o terminal de buses fica longe do centro, numa região bem feia. Tomei o táxi até o hostal pagando Bs. 10. O hostal também não é tão legal como eu imaginava, a princípio, e agora estou em um quarto compartilhado, pagando Bs. 35. O foda é esse cheiro de europeu fedido no quarto...(rs).

Saí para andar, aproveitar um pouco do sol, porque já deu pra sentir que Potosí é bem fria. Tirei algumas fotos, e acabei entrando em um lugar chamado Teatro Omiste, com uma fachada linda. Estou com dor de cabeça, e acho que já seja efeito da altitude. Acabei comendo um lanche (bom) e um café (ruim) num lugar bem legal, chamado 4060 m.s.n.m. (calle Ayacucho). Ainda com dor de cabeça, me pus a caminhar e tomar bastante água. Nesse meio tempo, acabei seguindo uma banda escolar que fazia seu ensaio na rua (!), e uma pequena multidão seguindo. Aproveitei para tirar mais fotos, a iluminação noturna de Potosí é bem interessante.

De volta ao hostel, banho e um propósito: ir a um bar bem popular, para ver como o potosino se diverte. Acabei fazendo amizade com um garoto norte-americano chamado Ben, e fomos juntos a um bar chamado Infe Karaokê (calle Chuquisaca com Padilla). Lá conhecemos três advogados que comemoravam o nascimento da filha de um deles. Só posso dizer que foi uma noite bem divertida, tipicamente boliviana. Voltei bêbado para o hostal, e amanhã estou ferrado: vou fazer o tour nas minas do Cerro Rico.

Potosí - (11/9)

Depois da animada noite de anterior, não teve jeito: dormi com minha amiga bebedeira e acordei com a minha companheira ressaca.

7h da manhã, e eu já de pé para me preparar para a visita às minas de Cerro Rico. Paguei Bs. 60 pelo tour, com todo equipamento incluído (calças, botas, jaqueta, capacete e lâmpada). De cara já não gostei do guia Jony, um cara meio metido a sabichão e com umas brincadeiras pra lá de sem graça.

Seguimos para a mina, com uma parada num mercado de rua para comprar folhas de coca, sucos, álcool e dinamite para presentear aos mineiros. Depois de uma longa e chata explicação dos costumes mineiros, com direito até a provar do álcool que os mineiros bebem (96º GL!!), seguimos para as minas.

Entramos na mina, separados em dois grupos: dos que queriam explicação em inglês e dos que queriam em espanhol. Fiquei no último, com um casal francês (Julian e Noemy). O guia pegou um pouco no pé da Noemy, com umas brincadeiras de cunho sexual. Tava chato e bobo.

Sobre o tour: sinceramente, eu não recomendo. Pega seu dinheiro e vá visitar o Petar, ou qualquer outra caverna no mundo. O tour não é turístico (deste aspecto eu gosto!) mas tampouco é um tour realístico. Basicamente se anda em túneis, se vê a extração do mineral, mas não sei, eu não curti. No final o Jony ficou um pouco melhor e deu até pra dar umas risadas, mas a impressão ruim não apagou.

Voltamos ao hostal e eu morto de fome corri para o restaurante mais próximo, El Empredradillo. Comi o menu del día, um pouco caro pelo que foi oferecido, e ainda perdi meu fleece, não sei bem onde. Fui obrigado a comprar um fleece novo, e achei que fiz um bom negócio: fleece North Face (usado) por Bs. 200 (algo como US$ 28).

Não consegui descansar, acabei saindo e fui visitar a Casa de la Moneda, construção antiga e muito bonita, onde se cunhava as moedas usada aqui e na Espanha. A visita guiada custa Bs. 20, e vale a pena. Estou me sentindo muito cansado. Acho que é a altitude mesmo. A dor de cabeça não cede, no máximo diminui. Tenho tomado muita água e mate de coca. Vamos ver como as coisas ficam daqui em diante.

À noite, acabei indo ao bar 4060 m.s.n.m. de novo. Um lomito especial, água e mate de coca por Bs. 29. Preciso descansar, mas antes preciso decidir o que vou fazer amanha: ir a Uyuni, ou voltar à Sucre buscar meu chapéu, que esqueci no hostel?

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 01/20/2017 10:07

Performed from 09/05/2010 to 10/10/2010

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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