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Cicloviagem Solo - Serra da Graciosa x Lagamar

Cicloviagem de 5 dias, serra e litoral entre PR e SP. Curitiba x graciosa x Paranaguá x ilhas das peças, superagui e cardoso, fim cananéia.

Bike Trip Camping Hiking

Cicloviagem de aniversário! Primeira ciclo solo!

Dados:

De 21/12 a 25/12 - 5 dias de viagem

Rodoviária de Curitiba até Cananéia-SP

Por onde: Via serra da graciosa (sem pegar a régis Bittencourt) + ilha das peças, superagui e ilha do Cardoso ( trecho do circuito Lagamar)

Durante a viagem 1 dia estacionada na ilha do cardoso para trekking de 23kms.

Total pedalado: 200 kms aproximadamente

Hospedagens:

Paranaguá - Casa de ciclista

Superagui - Camping tubarão

Ilha do Cardoso - Camping do Vlad

Cananéia - Canoa hostel

 

Ônibus:

SP x Curitiba pela Cometa (R$133)

Cananéia x Registro x SP pela empresa Valle Sul (R$23+R$55) (se houvesse onibus direto R$88)

 

Barcos e balsas:

Balsa Paranagua x ilha das peças (R$25)

Ilha das peças x superagui (R$20)

Barra do ararapira x Pontal do leste (ilha do cardoso)(R$50)

Balsa Marujá (ilha do cardoso) x cananeia (R$56)

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5 dias realizando um desejo antigo, o de cicloviajar sozinha de maneira autosuficiente e no meu aniversário, que é no Natal.

Escolhi os caminhos mais bonitos e calmos, a serra da graciosa com suas flores que acessei por quatro barras e trilha do alemão, em seguida 4 dias por ilhas desertas no litoral divisa PR e SP, descobri um paraíso no litoral sul de meu estado! Encontrei ao longo do trajeto pedalado apenas 4 pessoas,  em compensação rica fauna, diferentes aves, revoada de Guarás vermelhos, caravelas, águas vivas, bichos de cores roxas e azuis e até mesmo uma cobrinha. 

No dia de descanso na ilha do cardoso fiz uma caminhada de 23kms, passando por 4 praias desertas de paisagem ímpar, até cambriú.

Tive a estrada e a bike como companheiras, a coragem e o amor pela aventura e Natureza como guias. Senti muita paz e a certeza de que era o lugar onde exatamente queria estar no meu aniversário, meus 20 anos começando ir embora e uma enorme vontade de fazer mais disso!

Não tive apoio, mas tive alguns anjos antes e no caminho dando hospedagem, pizza, dicas de trajeto ou um pedaço de bolo de maçã.

Logo de cara obrigada :Domingos Pimentel(alforges), Aramis (pedalando sem fronteiras) hospedagem, Thiago Theodoro  (grande amigo call), Marcão (westadventure) e amigos pelas dicas,  André e Afonso pela companhia no cardoso, Pessoal do Camping tubarão/superagui e do Camping do vlad na ilha do cardoso, barqueiros, marinheiros da balsa, todos que cruzaram meu caminho ♥

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Descrições do dia a dia:

â–ºDIA 1 - 22/12/2019

Saí de SP/Tietê  00h30 do dia 21/12/2019 com a empresa Cometa para Curitiba, embarquei a bike montada com alforges sem problemas!

 

Cheguei cerca de 7hs na rodoviária de Curitiba, tomei café, carreguei o celular e saí 7h50, sentido Serra da graciosa só que por dentro, fui até o jardim botânico pela ciclovia bem próxima da rodoviária, do jardim botânico em diante eu continuei por dentro sentido Atuba > Quatro Barras > pela D. Pedro / estrada da graciosa, em 1 hora de pedalada a paisagem urbana vai mudando já, ficando muito agradável! Compreendi por que a maioria dos tracklogs faziam esse trajeto e não pela Régis Bittencourt. 

 

Tracklog no strava:  https://www.strava.com/activities/2947902292

Sobre o trecho acima, totalmente seguro, inicialmente um bairro industrial, depois ao cair na estrada da graciosa já é estrada turística mesmo, onde vi diversos ciclistas e parei na Parada da Graciosa, local com caldo de cana, salgados e se precisar assistência para a bike,  acessórios, em breve o dono, Hênio afirmou que até alugará bikes por lá! Ele é um ciclista paulista muito gente fina, sua esposa também! Me deu várias dicas, boa prosa!   https://www.facebook.com/paradagraciosa

Segui sentido Quatro Barras ainda, Peguei a Av. D. Pedro II, descendo para encontrar o que eu mais esperava naquele dia a trilha do Alemão ou caminho antigo da serra da graciosa.

Encontrei ciclistas pelo caminho que me alertaram por onde seguir no fim numa trifurcação, por baixo de um viaduto e subir a esquerda, depois já num local chamado Velho casarão (motoclube) parei pra pedir informação, só depois de um subidão e alguns kms é a entrada para a Trilha do alemão.

Sobre a trilha do alemão:

Tem só 5kms, mas cheinha de pedras que dificultam o pedal, lindíssima!, pensei que não iria encontrar carros, mas passaram 2 por mim, tem umas 2 casas ao longo da trilha e a última delas que dá acesso as trilhas do Morro dos sete e Mãe catira tem 3 cachorros bravos, ao parar de frente eles já vieram latindo, eu já sabia, levei linguiça defumada e dei uma para cá, ufa!

Alguns ciclistas me alertaram disso, eu sempre tive muito medo de cachorros, primeira fase completada então com sucesso! (rs)

 

Ao fim da trilha do Alemão finalmente, cai na serra da graciosa, comecei a descer em asfalto e logo virou paralelepipedo, não é inteira de paralelepípedo... 

Detalhe: Eu optei pela trilha do alemão, mas é possível seguir em frente e fazer a serra da graciosa completa, inclusive a partir do portal, não fiz questão, tempo curto e querendo chover e o trecho que percorri já me bastou em belezas mil, flores, cachoeira, vista para as montanhas! (E mão que não aguentava mais frear kkkk rs!)

Uns 10 minutos e já cai na primeira de muitas paradas existentes, comi um pastel que era como um almoço! E bebi um caldo de cana que é coisa que não falta no trajeto todinho!

Continuei a descer, passei por pontes sobre rios lindos como o Mãe Catira

Parte Final do dia 1

Chegando em morretes nadei no rio duas vezes em dois pontos, estava bem calor, passei na entrada do caminho do Itupava. 

Pedalar de Morretes até Paranaguá  pela BR277, foi a parte tensa, acostamento apertado, caminhões, não recomendo muito, busque rotas alternativas possíveis, olhando depois o mapa com calma vi que é possível dar umas desviadas, principalmente por Alexandra, recomendo.

Ao chegar em Paranguá dormir na casa de um ciclista, o Aramis que também faz muitas cicloviagens e ele me recebeu muito bem. Muita pizza, histórias da Patagônia, dicas.

Seu instagram e facebook é https://www.facebook.com/PedalandoSFronteiras 

DIA 2 - 23/12/2019:

Balsa de Paranaguá x ilha das peças ás 9h30 (R$25), bem tranquilo de embarcar com a bike, no meu caso foi um dia atipico e teve de mudar de barco, ainda assim, tudo ok!

Cheguei cerca de 12h na ilha das peças, comecei pedalar 12h30 - pedal na ilha das peças, cerca de 13kms, cheguei ao fim da praia umas 15hs por aí e foi fácil o barco pra Superagui (R$20), pois haviam alguns meninos caiçaras de barco brincando na ilha, me atravessaram, cheguei no Superagui e fui direto comer no Restaurante e pousada (muito charmosa) "Sobre Ondas" (R$20) com peixe, muito bom!, e pra minha surpresa na ilha tinha até wi-fi, pude avisar que estava tudo bem á todos. 

Fiquei no camping tubarão (R$25) á 5 minutos dali, camping muito bem estruturado, com banheiros limpos, cozinha, tomada, muito bom mesmo!

Nesse dia montei tudo, sai pra dar uma volta e na madrugada: caiu o mundo de chva e raios rsrs

Mesmo assim no outro dia segui viagem, cerca de 10hs. 

â–ºDIA 3 - 23/12/2019:

Superagui trilha da praia deserta 4km (trilha muito bonita!) + praia deserta 30km +-  até a barra do ararapira (novidade no trajeto, talvez quase o maior perrengue da viagem para mim, eu aguardei esse barco acenando com espelho e camiseta colorida (estilo " a naufraga" mesmo rs) cerca de 1 hora sem sucesso!, não deu pra passar na maré alta e a chuva ameaçando vir com raios, mas não veio, quando eu desisti, comecei atravessar item por item de minha bagagem, surgiu o barqueiro Ismael e cobrou (R$50) barco até o pontal do leste que é a ponta da ilha do cardoso e pedal de +-14km até maruja, chegada 17h30, já fiz amigos logo de cara na praia, armei a barraca no camping do vlad (R$35). 

O Camping do Vlad, eu não sabia mas é o point  do Marujá(Bar do Bob marley, só toca bob e tem cangas do Bob penduradas), é um restaurante também e pousada, tem café da manhã, omelete, cerveja etc... e o Sr. Vlad e familia são maravilhosos!!!

Trilha do Superagui, os alagamanentos não passam do joelho rs:

DIA 4: 24/12/2019

trekking praia lajes x fole x cambriu

Nesse dia acordei no camping do Vlad, pedi um café e um pão na chapa, acabei ganhando um pedaço de bolo e dedo de prosa ðŸ˜Â

Nesse dedo de prosa com Alice e sua filha, recebi a dica de que era possível, ir caminhando até uma praia chamada cambriu!
Anotei todas as dicas, o relógio marcava 8hs, tinha 2 planos, ou encontrar um grupo indo para as tais piscinas naturais de lá e me juntar ou ir solo até essa última praia, cambriu, passando pelas praias de lajes, depois fole e cambriu, 12km ida.
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Acabei fazendo o plano de caminhar 12kms, a trilha ao final da praia do maruja onde estava, inicia escondida ao lado de uma bica, algumas pessoas não acham e conseguem ir pelas rochas na praia.
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A trilha para lajes é fácil e lindaaa, mas vá de tênis, tem lama, raízes, subida, são uns 25 minutos se caminhar sem parar como fiz, se não estiver acostumado, 40min. 

É possível fazer de bike, se carregar a bike nessa primeira parte da trilha (ou pelas rochas).

Vai demandar carregar em subida íngreme por mais de meia hora, eu preferi caminhar esses 23km.

 

 

DIA 5 : 25/12/2019

Apenas pedal recreativo até a vila vizinha, enseada da baleia,  ver o mirante, nadar no pier.

13h30 Peguei a balsa para Cananéia-SP, (atenção existem dois píers, a balsa para no pier amarelo)

Cheguei cerca de 15h30/16hs em cananéia, fui direto para a rodoviária (que não existe, é na porta da empresa valle sul numa rua normal), chegando lá para a minha grande surpresa, não havia mais passagens para SP no dia 25/12.

A Valle sul monopoliza a região e mesmo com ônibus extras em feriado não dá conta da demanda, se fosse só isso tudo bem, mas me atenderam mal e aí voltei no dia 25/12 mesmo para tentar ir para Registro, uma cidade á frente, o motorista não deixou embarcar com a bike, não me deu instruções, só riu da minha cara e foi-se embora! 

Então eu não me estressei, fui procurar um hostel, achei o canoa hostel (RS50) quarto misto com 6 camas, tem café incluso - E depois de arrumar onde ficar eu fui rodar pela cidade buscando caixas para embalar minha bike.

Achei uma bicicletaria fechada, bati palmas, e o dono veio e me ajudou dando uma caixa de bike mesmo, com outras caixas que arrumei em um mercado já dava pra embalar a bike. Voltei ao hostel, tirei as rodas, abaixei o banco e coloquei na caixa, vi que era muito fácil e decidi montar de novo e só desmontar em frente o ônibus. 

Enfim, fiz todo trâmite ás 6h no dia seguinte, passei silver tape, coloquei sacola no garfo do guidão que ficou pra fora da caixa e deu certo! 

Fui até registro e de lá que fui para SP, compre antes sua passagem se for viajar de valle sul e embale a bike, eles são chatíssimos! 


DICAS extras:

  • Se puder evite a BR 277 pra ir pra Paranaguá, use ao máximo as rotas por dentro disponíveis,foi a única parte tensa que eu pedalei.
  • Vá o mais leve possível, na maré cheia terá de carregar a bike talvez. Informe-se da maré.
  • Na ilha as peças eu carreguei a bike nas costas 3 vezes, maré enchendo.  (tem vídeos nos stories do meu instagram - @nathachi_aventureira)
  • Se tiver rádio, pode ser uma boa levar pra chamar barco em último caso.
  • Todos os dias é bom jogar uma água na corrente da bike e lubrificar ;) 
  • Na barra do ararapira combine barco antes por telefone.
  • Não precisará de tênis ou capacete pra pedalar nas ilhas... (se vc for só pra fazer lagamar, uma papete é o ideal)
  • Tenha no mínimo uma refeição de emergência, eu cozinhei quase todas as minhas refeições. É possível comprar, mas bom ter pra se ficar ilhado em alguma praia e tiver de acampar por lá ou simplesmente se quiser economizar. 
  • Se for alérgico a mutuca, leve remédio ou pomada. (não senti muitos ataques, não é como ilhabela por exemplo, para mim foi tranquilo)
  • Barcos, o valor sempre pode variar, descrevi lá encima os valores. Balsas tbm descritas, tenho foto da tabela se alguém quiser.
  • Empresa de ônibus cometa - leva a bike sem desmontar.
  • Empresa Valle sul - é necessário desmontar e cobrir toda a bike com papelão ou plastico bolha ou mala bike.

 Fiz relatos dia a dia também no meu Instagram: @nathachi_aventureira

 Dúvidas! Estou a disposição!

Nathachi_Aventureira
Nathachi_Aventureira

Published on 01/08/2020 20:45

Performed from 12/21/2019 to 12/25/2019

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Paulo Lima
Paulo Lima 01/09/2020 14:47

PArabens pela trip! foi solo? passou o natal sozinha na estrada?

Nathachi_Aventureira
Nathachi_Aventureira 01/09/2020 15:35

Olá @PauloLima passei o natal no paraíso, Marujá/ilha do cardoso, não ligo para Natal pois dia 25 é o meu aniversário e essa cicloviagem foi pra comemorar 😁

Nathachi_Aventureira
Nathachi_Aventureira 01/09/2020 15:36

E fui solo sim

Renan Cavichi
Renan Cavichi 01/09/2020 17:12

Muito massa! 🙌🏼🤘🏼

Angelique J. Oliveira
Angelique J. Oliveira 01/09/2020 17:21

Parabéns Natachi!! Show!!!

Douglas Dessotti
Douglas Dessotti 01/09/2020 21:39

show

Paulo Lima
Paulo Lima 01/10/2020 08:40

muito bem. ja tenho esse projeto a um tempo, mas agora ainda mais vou me inspirar em voce, só que no sentido contrario; Quero começar em Iguape e descer até Guaraqueçaba no PR. Acho que vou fazer isso nas proximas ferias

Nathachi_Aventureira
Nathachi_Aventureira 01/11/2020 15:04

Veja bem a rota para Guaraqueçaba Paulo, a trilha do telegrafo é complicada, e a estrada de Guaraqueçaba até antonina eu ia fazer, mas não fiz por ter de reservar uns 2 dias... Nela Recomendo ir na reserva salto morato.

Nathachi_Aventureira

Nathachi_Aventureira

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Apaixonada por trekking e aventuras! Formada em condução de turismo de aventura pelo Senac SBC, nos times do: projeto Mochila de Batom e da Outward bound Brasil.

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www.instagram.com/nathachi_aventureira/

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