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Trilha – Morungaba (SP) – Estrada Sousas / Pedreira

Longe da agitação de uma terça de carnaval, eu e o Ademar (meu inseparável parceiro de caminhadas).

Adriano Novo
Adriano Novo 06/15/2020 21:26

Longe da agitação de uma terça de carnaval, eu e o Ademar (meu inseparável parceiro de caminhadas), resolvemos fazer uma trilha que parte da cidade de Morungaba – SP para um trecho da Estrada Professora Lydia Abdala (estrada que liga o distrito de Sousas em Campinas, até a cidade de Pedreira – SP), um trecho com cerca de 20 quilômetros que pôde ser feito com 5 (cinco) horas de caminhada.

Logo as 5:15h da manhã já nos reunimos para pegar a estrada. Nosso trajeto passou pela Rodovia D. Pedro de Campinas até Itatiba, onde entramos na Rodovia Engenheiro Constantino Cintra em direção à cidade de Morungaba.

No início uma paradinha para um café com nossas mulheres que “gentilmente” e com um “bom humor” contagiante, acordaram de madrugada para nos deixar na cidade. (rs)

Percorrendo cerca de 40 minutos deste ponto, já estávamos na cidade de Morungaba, de onde iniciamos nosso trajeto e de onde elas voltaram para nos encontrar algumas horas depois em nosso destino.

Partimos da rodoviária da cidade em direção às torres da EMBRATEL, um caminho que dura cerca de uma hora e meia em estrada de paralelepípedos, que incomodam um poucos os pés em função das irregularidades.

Inicialmente eu usei a câmera do meu celular, que prejudicou a beleza do lugar que eu gostaria de reproduzir aqui no Blog, mas depois utilizei minha D3100 da Nikon.

300 metros depois da EMBRATEL já é possível avistar a ponte sobre o Rio Jaguari.

Para quem não conhece e desejar fazer este passeio, atravessando a ponte existe uma bifurcação em Y sem sinalização alguma, seguimos à esquerda.

durante pouco mais de 2 horas caminhamos beirando o rio Jaguari. Em diversos pontos ao longo deste percurso, é possível acessar o rio para um mergulho ou para caminhar sobre as rochas.

De todas as formações rochosas que nós vimos, a da foto seguinte chamou a atenção. Em Geologia existe uma ciência auxiliar chamada PETROLOGIA – o estudo das rochas. Ela classifica e mostra que a maioria das rochas é formada por um ou mais minerais e algumas sofrem transformações por pressão e temperatura, formando desenhos estranhos e curiosos que estimulam a percepção visual. Na foto abaixo por exemplo, existe uma tartaruga marinha e dois sapos. Você consegue ver? – No final deste post eu mostro.

Seguindo viagem, conhecemos a Dna. Maria Isabel e o Sr Benedito. Ela, muito falante, comentava que o local já tinha sido excelente para a pesca e que ultimamente os peixes estão raros. Ao lembrar de suas pescarias, orgulhosa ela abria os braços para ilustrar o tamanho do peixe que havia fisgado ( dá licença dna. Maria, história de pescador é tudo igual heim! A gente não cai mais nessa!) Excelente ou não, percebemos que em matéria de pesca o que vale mesmo é estar em contato com a paz e a tranquilidade da natureza (vimos diversas pessoas pescando nesse trecho do rio – e eles estão lá preocupados com peixe???).

E o caminho segue….. Pra deixar nossa história mais interessante, resolvi reproduzir 2 ensinamentos do Ademar. Com sua sabedoria rural, matuto do campo, “quase um agrônomo”, o Ademar entende como ninguém das maravilhas da roça. Nos vídeos abaixo ele receita as aplicações terapêuticas do Juá e do Assa-Peixe.

O Juá é uma fruta rica em vitamina C e pode ser usada na fabricação de doces e geleias. Como uso fitoterápico é indicada para caspa, febre, gengivite, má digestão, mal do estômago, placa bacteriana, queda de cabelo, vias urinárias.

Em outro ponto da estrada, o Ademar ensina sobre o assa-peixe – que ele denomina “assa-pecha”.

Assa-peixe ou Vernonanthura phosphorica, indicada na medicina caseira, como anti-gripal, expectorante, diurética, e cálculos renais. Tem boas propriedades para tratamento das vias respiratórias (tosses rebeldes, gripes fortes, pneumonia) Para uso externo é indicado para combater afecções cutâneas, contusões e hemorroidas. (Aí sim Ademar !)

Faltando pouco mais de uma hora do nosso destino, a paisagem começa a ganhar ares mais rurais com as propriedades que margeiam o rio, agora visto de cima.

Nessa altura da viagem e depois de termos conversado sobre muitas coisas, vem a hora das prosas e dos causos. No vídeo abaixo o Ademar narra a emocionante estória ocorrida em Ouro Fino. Um “causo” emocionante, com um final ……. nem tanto. (se você assistir não fique bravo: eu avisei !)

Nessa trilha o final do percurso exige muito dos joelhos. Uma subida atrás da outra exige um ritmo mais lento e algumas paradas para descanso. Mais um tempinho para apreciar os detalhes:

A Pedra da Cabeça Prensada – (credo !)

e a harmonia da vegetação contrastando com as rochas . (Quem foi que plantou isso ai?)

Chegamos! Primeiro uma parada no Restaurante do Vicentão (1ª foto), depois – já de roupa trocada- encontrando a equipe de “resgate” no Bar do Adriano para um almoço pra lá de bom.

Vamos então para a resposta do quadro PERCEPÇÃO VISUAL:

Aí estão os dois sapos e a tartaruga marinha.

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Divanei Goes de Paula
Divanei Goes de Paula 06/15/2020 23:46

Eu tenho um trajeto quase todo boiando, nadando e andando dentro do JAGUARÍ até Pedreira , partindo aí das Antenas Parabólicas . Dois dias e meio de muita aventura, contada num relato aqui mesmo no Aventurebox.