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Travessia Catas Altas x Morro da Água Quente

Trekking realizado em 3 dias pela região do município de Catas Altas e o distrito de Morro da Água Quente, em MG

Trekking Mountaineering

Logistíca

Fui convidada a me juntar ao rolê dos queridíssimos Bruno Negreiros, Adhemar Sette, Leticia Freitas e André Leopoldino (Dino). A ideia dessa pernada veio do Adhemar e da Leticia, que estiveram na região de Catas Altas - MG em um Ano Novo e se encantaram pela região. 

Para facilitar as coisas, principalmente em termos de resgate, já que a travessia começa na região de Catas Altas e vai até o distrito de Morro da Água Quente, ficou acordado que precisaríamos de dois carros. Desta forma, o Bruno e eu fomos a partir da minha casa em Caxambu - MG para Morro da Água Quente e Adhemar, Leticia e Dino saíram do Rio de Janeiro - RJ. Eles nos buscaram em Morro d'Água e fomos todos juntos, no carro do Adhemar, para Catas Altas.

A cidade de Catas Altas e o distrito de Morro da Água Quente ficam situados aos pés da Serra do Caraça, em Minas Gerais, e a região integra o Circuito do Ouro ao longo da Estrada Real. A história desses locais está intimamente ligada ao ciclo da mineração do século XVIII e segue nesse ritmo até os dias de hoje, conforme descrevo ao longo do relato e na reflexão final.

 

A logística da travessia em si foi:

1º dia: Catas Altas x Camping da Mancha

2º dia: Ataque ao Pico dos Horizontes + Camping da Mancha x Camping do Baianinho 

3º dia: Camping do Baianinho x Morro da Água Quente

 

Utilizamos uma composição de tracklogs feita pelo Dino, além do Bruno e do Adhemar terem, cada um, 3 tracklogs diferentes com os trechos descritos. Basicamente a nossa pernada foi pensada também com o objetivo de fazer um mapeamento dessa região. O mais utilizado foi o track abaixo:

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/travessia-catas-altas-x-morro-dagua-quente-pico-do-baiano-baianinho-tamandua-agulhinha-53937675#wp-53937706

 

Relato

Viajamos todos durante a madrugada com o objetivo de chegar a Morro da Água Quente. Eu e Bruno estacionamos ao lado da Igreja Senhor do Bonfim, pois seria o ponto de acesso mais próximo quando terminássemos a travessia. Cerca de cinco minutos depois, chegaram os demais. Mudamos pro carro do Adhemar e por volta das 9h estávamos na praça da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Catas Altas. Como falei na parte da logística, deixar um dos carros em Morro d'Água era imperativo para o resgate ao final da caminhada do último dia.

Passamos em uma padaria para tomar café pois a madrugada na estrada tinha sido desgastante e ainda não tínhamos comido nada. A subida até o acampamento da Mancha seria pesada e precisaríamos estar bem alimentados.

 

Vista do Pico dos Horizontes a partir da Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Catas Altas

 

Para chegar ao início da trilha, fomos de carro em direção ao Campo de Futebol Francisco Pedro Ribeiro, em estrada de terra, até o caminho encontrar a linha de trem de minérios da região.  Estacionamos próximo à uma árvore grande, organizamos os últimos detalhes e partimos pra caminhada. 

 

Nós cinco no início da pernada com o Pico dos Horizontes ao fundo

 

Começamos a andar por volta das dez da manhã. Eu e Leticia estávamos bem animadas, caminhando um pouco mais a frente enquanto os rapazes estavam mais pra trás. Fomos todos batendo papo e, de tão divertido, nenhum de nós se atentou para a entrada certa da trilha. Dessa forma, andamos cerca de 2km a mais sem necessidade, mas que acabaram servindo para aquecer o corpinho para a pesadíssima subida. Pra ter ideia, como vão poder acompanhar no tracklog disponível, nesse dia temos um desnível de 1108m em cerca de 5km de extensão de trilha; resumindo: uma boa d'uma pirambeira.

 

Início da subida, com o Pico dos Horizontes ao fundo

 

A trilha em si começa em uma discreta descida pela estrada de terra, passando por um túnel debaixo da linha do trem que faz o translado das mineradoras. Trata-se de um caminho bem aberto de chão batido em aclive, que seguimos por 1km até uma área de bambuzal onde a trilha se fecha e passamos a andar sobre pedras um tanto escorregadias. Deste ponto seguimos por mais ou menos 1,5km até a Cachoeira do Meio, ponto de água boa, onde paramos por alguns bons minutos para descansar pois o dia estava bastante quente, com Sol bem forte.

A partir daí, a trilha se torna muito mais íngreme, com muito pé na cabeça e infinitos trechos de escalaminhada. Com o peso que carregávamos se tornou ainda mais desafiador. Lembro perfeitamente do Adhemar comentando: "Vocês ainda vão ver o que vem pela frente". Fizemos algumas paradas estratégicas curtas para renovar os ânimos, mas sempre mantendo algum ritmo. Até o Abrigo de Pedras e o mirante para a Cidade de Catas Altas são praticamente 600m de desnível em cerca de 1,5km de trilha. 

Durante a subida neste trecho, algo nos preocupou tanto que cogitamos abortar a travessia: um incêndio. Ao olhar do alto por entre a mata, percebemos que o fogo estava mais ao sul da nossa rota. Apesar disso, o vento levava muitas cinzas e fumaça para onde estávamos subindo, de modo que realmente nos assustamos ao ponto de andar mais rápido e pensar em abortar. Fizemos isso até encontrar uma clareira na mata e analisar a situação. Vimos que o fogo não estava próximo de nós, e avançava no sentido oposto. Desta forma, decidimos seguir, porém sempre monitorando o avanço do incêndio.

Pouco depois desse ponto do Abrigo há uma bifurcação num cupinzeiro. A trilha da direita vai ao Pico dos Horizontes e a da esquerda leva ao Camping da Mancha, que fica a aproximadamente 800m de distância com 1600m de altitude. Dado o cansaço de todos, fomos direto ao camping, que foi atingido em 20min. Ao final de 6/7h, completamos nosso primeiro dia de caminhada.  

Do camping, nossa preocupação com o fogo ainda era real, então tratamos de localizar os focos e pensar com cautela o que seria feito. Porém, não tínhamos mais contato visual com as chamas, ainda que sentíssemos o cheiro forte de fumaça. Observamos que a situação estava controlada e decidimos montar o acampamento com cautela, de olho em como a queimada se comportaria.

Nesse camping há um ponto de água boa próximo. Por termos ido em época de seca, havia água apenas em uma pequena gruta, na nascente que fica a 3min de distância de onde estávamos. Na cheia, o fluxo de água aumenta se transformando numa bela cachoeira que é possível apreciar a partir da cidade de Catas Altas. Aliás, o nome camping da Mancha é dado devido ao desgaste provocado pelo fluxo de água nas rochas, formando uma grande mancha branca que é possível avistar desde lá debaixo! O acampamento fica exatamente acima dessa mancha.

Montamos nossas barracas estrategicamente voltadas para onde o Sol iria nascer, contemplamos a beleza do fim do dia enquanto o Sol estava se escondendo atrás do Pico dos Horizontes, que seria um dos nossos desafios do dia seguinte. 

Preparamos nosso jantar, contemplamos um pouco o maravilhoso céu estrelado e logo depois fomos todos dormir dada a canseira da madrugada de viagens e desgaste físico da trilha.

Acordamos por volta das 6h da manhã para ver o Sol nascer. Pouco a pouco o horizonte foi ganhando cores e a paisagem se iluminava diante de nós. Um belíssimo dia nasceu, trazendo muita motivação para a nosso ataque ao cume do Pico dos Horizontes.

 

Amanhecer visto a partir do Camping da Mancha

 

Preparamos o café da manhã, deixamos tudo organizado para, então, seguirmos ao cume. Afinal, no retorno iríamos mover o acampamento e dar continuidade à travessia.

Retornamos pela trilha do dia anterior ao cupinzeiro e tomamos o caminho ao cume do Pico dos Horizontes; mais ou menos 1,5km que foram vencidos em cerca de 1h30min. Esse trajeto tem subidas bem fortes em trechos íngremes e expostos, com muito trepa pedra, escalaminhadas e aderência. Durante essa parte do caminho nos guiamos por alguns totens e setas marcadas em pedras. A vista do alto era maravilhosa, 1821m de altitude. De lá, foi possível observar toda a região, a cidade de Catas Altas, infinitos vales rasgando as montanhas do Caraça, os picos do Tamanduá, Baiano, Baianinho, Inficionado e Sol, além de toda a destruição das mineradoras nos morros e montanhas da região.

 

Subida do Pico dos Horizontes

 

Já vou fazer aqui meu primeiro comentário a respeito disso... Vocês não imaginam o tamanho da minha tristeza ainda na estrada ao ver o tanto da paisagem sendo destruída pela mineração. Além disso, ao ver o tamanho das barragens, placas falando sobre pontos de encontro em caso de acidente... Confesso que fiquei em pânico ao ver pessoalmente o que eu só conhecia pela tv... A barragem Campo Grande, da Mina da Alegria, por exemplo, é um negócio assustador, totalmente gigante. Enfim, uma tristeza só.

Ficamos no cume por volta de meia hora contemplando a beleza de toda a Serra do Caraça, a infinidade de vales, morros... Depois de muito curtir, descemos de volta ao acampamento para um breve descanso pois, em seguida, iriamos caminhar ao Baianinho.

 

Cume do Pico dos Horizontes

 

Do camping, no dia anterior, vimos um rapaz subindo um caminho bastante íngreme e alternativo para fazer algumas fotos. Ao olharmos o gps identificamos que ali seria nossa rota para subida do dia; mais uma subida insana e totalmente exposta.

Saindo do Camping da Mancha por volta de 13h, andamos por 150m para cruzar um pequeno charco e depois são 350m de subida em escalaminhada, aderência e muita, mas muita fé. Esses 350m foram praticamente verticais e usaram e abusaram do meu psicológico. Nesse trecho não havia um só local mais seguro para descanso ou parada. 

Depois de muita perna bamba, em mais ou menos 1h chegamos ao platô de uma área de camping improvisada. Deste local vamos seguindo a linha de cume para a esquerda, em direção ao Baianinho. O caminho não tem mais tantas variações de altimetria: do platô estamos a 1750m, vamos ao cume do Baianinho a 1850m e acampamos a 1800m. Essa caminhada final foi o trecho mais fácil da travessia: sobe um pouquinho e desce um pouquinho dentro de 2,5km de extensão total dessa parte do percurso. Ali o caminho é marcado por totens e algumas fitas azuis amarradas em galhos. Em alguns locais onde a trilha se perde, nós varamos mato, guiados pelo gps, até reencontrar algum ponto de marcação.

Na área de camping do Baiaininho cabem cerca de 4 barracas. É um local abrigado de vento, no meio da mata local. Dali há a trilha que desce em direção ao Baiano; na bifurcação, para o lado direito, em 15min leva à um poço que em época de cheia rende uma belíssima cachoeira. Este é também um ponto de água boa para se abastecer.

Dada a proximidade do ponto de água, eu e Letícia decimos ostentar e resolvemos usar o que tínhamos para lavar o cabelo. Encontramos uma pedra que parecia aquelas cadeiras de salão de beleza e uma lavou o cabelo da outra. Depois desse momento bem diva, os meninos pegaram todos os recipientes e foram à cachoeira para que pudéssemos nos abastecer de água para a janta, consumo do dia e para finalizar a trilha do dia seguinte. 

Enquanto eles partiram na missão, nós duas ficamos no acampamento responsáveis pela montagem de todas as barracas.

A noite veio chegando e, diferentemente do dia anterior, veio bastante fria. Nos reunimos em torno de uma pedra para preparar a janta enquanto a noite caía e o céu maravilhosamente estrelado se abria. Uma linda e gelada bênção dos céus, 6ºC. Organizamos tudo, recolhemos nosso lixo e fomos descansar. 

 

Nascer do Sol a partir do Camping do Baianinho

 

Acordamos por volta das 6 da manhã, bem perto da hora do Sol nascer, e já organizamos tudo para o preparo do café enquanto contemplávamos a vista. A ideia era não perder muito tempo nesse dia pois ainda teríamos toda a descida a Morro d'Água para finalizar nossa travessia.

Comemos, guardamos tudo, e quando deu umas 8h15 começamos nossa descida. Teríamos que vencer um desnível de aproximadamente 1045m de altitude até o carro do Bruno. Já nos primeiros passos, avistando a possível trilha do alto, observamos que, de longe, esse seria o pior dia de toda a travessia.

Saímos dos 1750m do Baianinho e começamos a tangenciar pela direita, indo em direção ao Tamanduá. Ali no nascimento do vale encontramos nosso caminho de descida. Vou tentar resumir a descida em poucas palavras: A CADA 15 METROS, UM NOVO PERRENGUE EM FORMA DE PIRAMBEIRA A SER VENCIDO. Foi isso. Inclusive, fica aqui uma curiosidade, o nome dessa trilha de descida é "caiu, morreu". Achei poético.

 

Parte da descida íngreme no vale entre o Baianinho e o Tamanduá

 

Já no vale chegamos a um ponto com uma fita improvisada para descer, bastante exposto e escorregadio. Logo em seguida, uma corda em outro trecho um cado pior. Não tinha onde parar, era confiar na corda e tentar se equilibrar de alguma forma no chão de terra fofa. Pouco depois, descidas íngremes em pedras escorregadias. Mais a frente, caminhos estreitos que beiravam o penhasco em chão daquelas terrinhas que escorregam demais a cada passo. Tomávamos tombos infinitos e agarrávamos o mato tentando não rolar barranco abaixo. Como disse a Leticia: "Desci, mas não recomendo". Foram 3km de um trajeto insano, totalmente exposto e perigoso até o Poço Encantado. Descemos todo o vale entre o Baianinho e o Tamanduá. Nosso planejamento era fazer esse terceiro dia em 5h, mas dada a dificuldade absurda da descida, os trechos expostos e íngremes, além das mochilas, fomos todos muito lentos levando 9h até o fim.

Acrescento aqui a importante fala do Dino: "Essa é uma travessia para quem já tem experiência na montanha pois existem passagens expostas e com necessidade de corda como na descida entre o Baianinho e o Tamanduá. Não é sábio fazê-la após chuva ou período molhado visto que a dificuldade e o risco se elevam bastante."

 

Todos meio mortos em um dos poucos locais seguros de parada na descida

 

Chegar no poço foi um alento, e dado o avançado da hora, já era por volta de 15h30, sugeri ao Bruno que ele o Adhemar fossem na frente pra fazer toda a logística dos carros (voltar a Catas Altas pra buscar o carro do Adhemar e retornar a Morro d'Água), pois ainda teríamos muitas horas de estrada até nossas casas pela frente.

A partir do Poço Encantado resta cerca de 1,6km até o fim da trilha, porém sem dificuldades num caminho de mata mais fechada. Dali, vamos beirando o riozinho de corredeiras pela margem direita até se abrir um cânion. Cruzamos para o outro lado onde a trilha continua. Um pouco mais a frente, cruzamos a Cachoeira da Esmeralda... Aí sim, quando de repente a paisagem das copas das árvores se abre você entende que a trilha em si chegou ao fim.

 

 Fim da trilha, com todo o perrengue de descida ao fundo

 

Terminamos numa estrada de terra onde foi necessário andar por mais 3km beirando a linha do trem de minérios. Quando deu 17h05 aproximadamente, eu, Letícia e Dino chegamos ao ponto de encontro de Morro da Água Quente e os meninos nos esperavam com comida e uma coca cola geladinha!

Ali nos separamos, extasiados pela complexidade da travessia e a felicidade de termos concluído o percurso. Eu e Bruno voltamos para Caxambu - MG, e Adhemar, Letícia e o Dino voltaram para o Rio de Janeiro - RJ, todo mundo mega empolgado de estar vivo, inteiro e ter completado uma travessia tão desafiadora.

 

 

Reflexão

Primeiro preciso falar sobre as mineradoras... É até hipócrita da minha parte falar sobre isso visto que eu mesma consumo produtos que precisam dos minérios para serem feitos. Mas eu nunca, jamais, em toda minha vida, vislumbrei o tamanho desse mercado. Durante todos os passos da nossa travessia escutamos o barulho dos trens que carregam minérios, sem parar. Vimos inúmeras montanhas serem retalhadas como um pedaço de papel molhado, sem dó nem piedade... Além disso, não tenho como não mencionar as barragens. Como falei durante o relato, são obras assustadoramente enormes. Um rompimento acaba com todas as cidades, vilas e distritos que encontram pelo caminho. Sinceramente não consigo me imaginar vivendo sob a pressão de ler nas placas do lado de casa 'ponto de encontro em caso de rompimento de barragem'. Não teve um só momento que, passando pela estrada, eu não sentisse medo real de estar ali.

 

Vista da descida, com um cenário retalhado pela mineração

 

Sobre outros fatores, tenho sempre mencionado a importância de não fazer fogueiras. Durante nosso caminho encontramos vários pontos de fogueira, bem como galhos empilhados para abastecer o fogo. Sério, NÃO FAÇA FOGUEIRA. Leve seu fogareiro e roupa adequada, isso é mais que suficiente pra se manter confortável na montanha.

Em relação ao lixo, mais uma vez fomos catando algumas coisas que encontramos pelo caminho. Porém, em alguns trechos havia papel higiênico sujo largado. Repito sempre: RECOLHA TODO O SEU LIXO, inclusive seu cocô e papel higiênico, ok?! 

 

Da travessia, nunca fiz nada tão desafiador. Um desnível assustador para o tanto que deveríamos andar, além de infinitos locais onde o psicológico é testado de verdade. Se não fosse o apoio moral de todos, certamente eu não teria conseguido. Só tenho gratidão, mas não sei faria novamente a descida que fizemos.

Queria mencionar também o companheirismo que visualizei todo o tempo. Não é novidade que toda essa galera faz parte do Clube Outdoor, e pude ver o quanto eles são diferenciados... A todo momento Bruno, Dino e Adhemar, que tinham o conhecimento técnico e planejamento na cabeça, se reuníam para discutir o que seria melhor pra todos. Em nenhum momento o grupo se separou (salvo o final em comum acordo dado o avançado da hora) todos andamos juntos, acompanhando o ritmo coletivo. Além disso, mesmo que eu não tivesse conhecimento técnico, tudo que eu ponderava era ouvido e discutido. E, sério, só monstro andando! Foi um enorme privilégio participar desse rolê!

 

No mais, como sempre, respeito a natureza, ao mínimo impacto... Caminhada consciente, curtindo o que a montanha pode oferecer! Trazendo muitas lembranças boas, mesmo frente ao perrengue, e deixando apenas pegadas. Gratidão!

 

Créditos das imagens: Todas as fotos foram feitas por algum de nós cinco. Mas é tanta foto que já não sei mais quem tirou cada uma.

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Marias Aventureiras
Marias Aventureiras 09/10/2020 01:41

Dani, amei a parte "(...) eu e Letícia decidimos ostentar e resolvemos usar o que tínhamos para lavar o cabelo. Encontramos uma pedra que parecia aquelas cadeiras de salão de beleza e uma lavou o cabelo da outra." hahaha Foi um dos pontos altos do rolê, certamente. Sobre a parte "Desci, mas não recomendo!", é verdade. haha Você viu como foi extenuante - e desafiador - para mim voltar a fazer trekking (depois de meses reclusa) com um treino digno de Serra Fina desses... rs Agradeço demais a cia de todxs! E, claro, também agradeço a paciência, responsabilidade e animação. Nos vemos nas próximas (muito em breve!). Essa região tem muito potencial. Uma pena ser, também, cenário da devastação da ganância/irresponsabilidade do homem, como você ressaltou muito bem. :( Um beijo!

Danielle Guimarães Hepner
Danielle Guimarães Hepner 09/10/2020 08:04

Letlet, estamos juntas! Adorei os papos, risadas... Foi muito muito bom ter você como companheira de pernada! Já tô esperando nossa duplinha de novo nas próximas! Uma beijoca!

Rafael Damiati
Rafael Damiati 09/11/2020 10:59

Belo relato, Dani! ;)

Danielle Guimarães Hepner
Danielle Guimarães Hepner 09/11/2020 14:19

Obrigada, Damiati! :D

Clube Outdoor
Clube Outdoor 09/17/2020 10:00

Danielle, obrigado por mencionar o nosso grupo. Trabalhamos duro para, de alguma forma, contribuir no desenvolvimento técnico e humano de nossos membros. Bom ver esses monstros voltando aos poucos a caminhar por aí. Esperamos e torcemos por muitas aventuras (seguras) em 2021!

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 09/29/2020 19:37

Danielle, parabéns pelo relato e pela reflexão. Texto fluído e gostoso de ler. Já andei por ali mas essa travessia entrou no caderninho para ser feita brevemente, assim que possível. Grande abraço!

Danielle Guimarães Hepner
Danielle Guimarães Hepner 09/29/2020 20:15

Oi Marcelo! Poxa, obrigada viu! Guardei essa travessia com muito carinho. A região ali é desafiadora e bonita demais, mas ao mesmo tempo muito sensível e frágil, com vários locais sofrendo pela severa erosão do solo. Se puder te fazer uma sugestão, busca o Luis Gadetto pra essa travessia. Ele tem pleno conhecimento da região e de todos esses pontos críticos, vai deixar a pernada mais segura e mantendo essa visão do mínimo impacto. Abraço pra você também! (:

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 09/29/2020 20:19

Boa dica, vou procurar o Luis Gadetto por aqui. Nem sei se já tenho ele na minha lista de amigos aqui, mas já vi alguns videos dele. Obrigado pela dica e a gente se cruza por esses caminhos!! Abraço!

Danielle Guimarães Hepner

Danielle Guimarães Hepner

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típica nerd! professora de matemática apaixonada por montanhas, viagens e ukulele.

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