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Ataque de Insanos 4 -Circuito Andes X Light x Antas X Furada
Via trilha do Lobisomem, atravessando o rio Sertãozinho até o Lago dos Andes,Cachoeira da Light e Poço das Antas,Cachoeira da Pedra Furada
Relato do Circuito: Andes X Light X Antas X Furada
Acordar bem cedo (eu acordo as 04h quando vou pra Biritiba Mirim), fazer baldeações de ônibus, trem, metrô. Esta é a rotina de quem gosta de se aventurar pelas regiões de mata próximas a capital paulistana. E tudo isso para chegar por volta das 09:30h e começar uma longa caminhada que geralmente vem com charcos de lama e água para “temperar”a aventura.
O Ataque de Insanos desta vez teve como time: Sebastião Barion, Rodrigo Costa, Yara e eu. Um grupo pequeno e rápido para conseguir fazer a tempo um conjunto de trajetos criados por outros trilheiros que antes passaram por eles. Resolvemos então juntar estes diferentes trajetos e criar um circuito meio puxado que envolve lama, poças d’água, um pouco de vara mato, cachoeiras, travessia de rio e até sons de bicho como porcos do mato.
Lama e charcos d'água em quase todo o circuito
Chegamos na balança (km 77 da rodovia Mogi x Bertioga), andamos 2 km por ela e no km 79, do lado esquerdo sentido litoral, adentramos uma cancela amarela, seguimos pela trilha do Lobisomem e na trifurcação onde tem a entrada para a cachoeira da Lagarta, seguimos pela direta. Trilha nova e que vai se tornando estreita á medida que a andamos. Logo mais á frente vai ter um riozinho pra atravessar (bem de boa, a água bate na canela).
Atravesse este pequeno riozinho para continuar a trilha (água na canela)
Depois de 01 hora de caminhada, ouvimos um som forte que pelo volume parecia estar a menos de 05 metros de nós. Neste momento todos ficamos em silêncio e em alerta pelo susto. Provavelmente seria algum porco do mato ou uma anta, não soubemos identificar. Seguimos então mais espertos por cada som vindo da floresta, afinal, não queríamos ter surpresas desagradáveis.
Foi quando chegamos numa trifurcação muito interessante: ela nos dá a opção de quem vai por esta via subir sentido o Lago dos Andes (esquerda), Cachoeira da Light (reto) ou sentido a Cachoeira da Pedra Furada (direita). Pegamos a trilha sentido os Andes.
São trilhas diferentes de quem vai para os lados de onde se tem os pontos mais altos da região (Picos do Sapo/Forquilha, Gavião ou Peito de Moça, Itapanhaú, Esplanada e Garrafão), estas trilhas são todas bem úmidas e tem uma vegetação mais bonita, tornando a trilha mais emocionante. Então, sabendo desses detalhes, o uso de perneiras foi aderido durante quase todo o circuito, tanto para proteção de animais peçonhentos quanto a galhos e pedras que batiam em nossas canelas.
Para se chegar ao Lago dos Andes há certo desafio a se vencer: atravessar o rio Sertãozinho. Como fazer isso e como saber se é possível atravessá-lo naquele momento? Primeiro, esteja equipado com uma corda de pelo menos 25 metros, segundo, veja se o rio se encontra calmo e com a água com uns dois palmos abaixo de onde podemos pisar sem que percamos o equilíbrio e cair nele. Estando nessas condições, o uso da corda possivelmente poderá ser dispensado. Caso o rio esteja te levando mesmo com ele aparentemente calmo, use a corda. A água é limpa.
É preciso atravessar o Rio Sertãozinho (água no peito quando ele está calmo), para continuar rumo ao Andes
Água limpa (por ser um rio) e bem gelada
Assim que chegamos ao rio sertãozinho ouvimos mais um som que parecia vir do outro lado dele, mas já este som se parecia muito com o som emitido por porcos de chiqueiro. O alerta continua rs.
Seguimos por mais uns 30 minutos e chegamos ao Lago dos Andes. No caminho e na pedra do Lago encontramos itens bem artesanais feitos talvez por pescadores.
Na Pedra do Lago dos Andes também encontramos um banquinho artesanal e um lampião velho
Rodrigo, Sebastião, Yara e eu na pedra do Lago dos Andes
Vista bonita, lago calmo, porém perigoso para se nadar. Os três foram e eu preferi não arriscar e ficar almoçando já que não sei nadar muito. É gostoso ver a neblina chegando enquanto cobre aquela vista linda, os ecos emitidos por quem estava no lago e por mim na pedra base aumentavam a diversão. Os três saíram da água para almoçar e eu resolvi fazer uma exploração de vias por ali. Achei 02 vias: uma que tinha no tracklog do Rodrigo e outra que seguia ela paralelamente. Fiquei contente, pois era um dos objetivos ter a certeza que teria outro caminho que chegaria ao lago, vindo dos lados de quem vem da Pedra do Sapo, sem ter que cruzar o lago.
Eu almoçando na Pedra do Lago dos Andes (foto estilo Célio Vong rs)
Yara, Rodrigo e Sebastião nadando no Lago dos Andes
Saímos de lá por volta das 13h20min rumo à cachoeira da Light, bonitas quedas, apenas molhamos os pés, e seguimos pra baixo rumo a um último ponto chamado Poço das Antas. Agora sim a trilha deixou de ser "confortável" e exigiu esforço pra caminhar pela vegetação e até movendo galhos de árvore, com aqueles sobe e desce íngreme e curtos, chatinho, mas ao mesmo tempo desafiadores. Enfim, chegamos ao tal poço, nada demais comparado a cachoeira, mas valeu o desafio. Começamos a subida rumo a Light e por fim voltar para a trifurcação só que agora pegar a trilha sentido a Pedra Furada.
Cachoira da Light
Abaixo da Cachoeira da Light
Poço das Antas
Anda-se certo tempo até que se chega à entrada da Cachoeira, um trecho também íngreme, mas que no final, nossa! Não é a toa que muitas pessoas vão curtir aquelas águas: a Cachoeira da Pedra Furada é linda! Ver aquela água (mesmo forte naquele dia), cobrindo a pedra e também ver água saindo de dentro dela é coisa de louco. Entramos na água e embaixo dela, saímos com as energias recarregadas.
Cachoeira da Pedra Furada
Pegamos a trilha sentido a rodovia, uma trilha linda, que se tem até areia (sim, areia na trilha de mata!), devido a água e ao grande fluxo de pessoas que passam e esfarela as pedras frágeis de lá.
Saímos na rodovia, andamos mais uns 3,5 km e então paramos na balança, esperando o ônibus e tomando umas cervejas e comendo uns salgados.
DICAS E OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
- Leve uma corda de pelo menos 25 metros;
- Se o rio estiver com correnteza, aborte a missão de chegar ao Lago dos Andes;
- Nadar no Lago dos Andes também é perigoso. Apesar de ser de águas calmas, é fundo;
- Use perneiras o tempo todo dentro da área de mata;
- Use bom repelente (caseiro e com vinagre é eficiente) , principalmente contra carrapatos;
-Há porcos do mato e/ou antas neste circuito;
-Fomos em 04 pessoas em ritmo puxado p/ conseguir fazer tudo a tempo (começamos a trilha na balança ás 09:30h e chegamos no Lago dos Andes ás 12:30h. Voltamos pra balança ás 17:30h;
- Recomendável fazer este circuito com tracklog.
maravilhoso isso.
Venha conosco Capitão !!!
Muito loooco
Showwww