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Bike: Curitiba - Morretes - Antonina - Matinhos - Guaratuba

Bike: Curitiba - Morretes - Antonina - Matinhos - Guaratuba

De bicicleta: partindo de Curitiba com destino a Guaratuba, pela Estrada Graciosa, indo pela Rod. Régis Bitencourt, passando pelo Portal.

Bike Trip

Minha primeira pequena viagem de bicicleta longe de casa. De Curitiba até Guaratuba, indo pela Estrada da Graciosa, Morretes, Antonina e Matinhos.


Numa das vezes em que eu saía para pedalar pela cidade, pude ouvir: _Lá vai ele correr com bicicleta ! Era uma simpática senhora que estava na mesma pousada que eu em Guaratuba. Para mim era a realização de um grande sonho, e tinha que ser com a bicicleta, descer a Estrada da Graciosa, passar por dentro da mata atlântica e pedalar pelo litoral paranaense. Desfrutar um vento bem gostoso no rosto indo a noite em direção ao porto para observar a travessia do Ferry Matinhos - Guaratuba, isso não tem preço, tudo me trazia a sensação de um grande sucesso e um agradável sorriso no rosto.

A um bom tempo eu vinha sonhando em descer a estrada da Graciosa de bicicleta, pois desde que voltei a pedalar em 2011, isso não me saia da cabeça. Em 2012 assisti aqui no SESC Maringá uma palestra do ciclista Antonio Olinto Ferreira, paranaense de Curitiba que deu a volta ao mundo em uma bicicleta, fazendo mais de 40 mil kilômetros durante 3 anos e meio. Após ler o seu livro "No guidão da Liberdade" a minha imaginação foi ganhando asas! Em seguida adquiri também o Guia de Cicloturismo Paraná I, deste mesmo autor. Recomendo, Ambos podem ser encontrados no site http://www.olinto.com.br/ .

Saí de Maringá na noite de 15/11/2014, peguei um táxi até a rodoviária com a bike já dentro da malabike, no chek in sou um dos primeiros da fila, o motorista pega minha bike e manda duma vez pra dentro do bagageiro, levei um susto!! Reclamei educadamente, e ele diz: Você chegou primeiro! Depois os outros vem pra arrumar! Bem, já que era assim fiz questão de ficar e aguardar os outros e orienta-los a respeito da bike, já que não queria ter problemas na montagem dela em Curitiba.

Mais ou menos as 23:30 embarco no ônibus da Garcia sentido Curitiba. Dei sorte de conseguir dormir na viagem, acordei com o ônibus já chegando na rodoviária da capital paranaense. Após um café, saí procurar um bom local pra montagem da bike, cumprimento um guarda e aponto pra um local, pergunto se posso, ele me alerta pra ir mais pro lado, pra não receber um brinde vindo dos "céus", mandado pelos pássaros. Ao montar a bike ia tudo bem até que, percebo que um dos pedais entrou torto, e cadê que eu conseguia por corretamente...Apesar de eu ter sido alertado, pelo experiente ciclo turista Marcelo Castro de Maringá, para não tirar os pedais se fosse de ônibus, eu já os tinha tirado em casa pra treinar e tinha conseguido, achei que ia dar certo depois, mas não teve jeito, em Curitiba tive que ir pra uma oficina. Mas, mesmo com o pedal torto e sentindo a dificuldade pra pedalar imaginei que poderia pedalar e pousar em Quatro Barras, que é uma cidade próxima a Curitiba, e lá resolver o problema.

Então, na saída da rodoviária, agora com o mapa da cidade na mão tentando encontrar a ciclovia que me levaria por um bom trecho ainda por dentro da capital, encontro um ciclista curitibano, peço algumas informações, e este tenta me ajudar com o pedal e diz: _Acho melhor procurar uma oficina mesmo, lá no parque tem e pode estar aberta aos domingos. Puxa vida que alívio... um pouco estressado, confuso e ansioso, deixei-o me guiar pelas ciclovias até os parques, e não é que foi até bom? Acabei conhecendo sem planejar o Bosque do Papa e o Passeio público! Este cidadão da melhor qualidade que me ajudou, hoje meu amigo, chama-se Amilcar Fontoura, fez tudo com muita boa vontade inclusive me mostrando alguns detalhes dos parques, mas minha cabeça estava mesmo no problema do pedal. Após muitas pedaladas por dentro dos parques conseguimos resolver o problema, e gastei só 10 pila! Amilcar me guiou de volta até o ponto onde nos encontramos, nos despedimos, fizemos uma foto, trocamos contatos, e eu sigo a ciclovia paralela a linha de trem sentido a cidade de Quatro Barras para então pegar a Estrada Graciosa. Aqui a viagem realmente começa!

Acontece que numa das oficinas em Curitiba fui alertado para o risco que havia em passar um certo trevo que havia no trajeto, me disseram que houve assalto por lá, acabei ficando com receio, e pra aliviar um pouco, se é que isso resolvia alguma coisa, decidi abandonar o caminho original da Graciosa e seguir pela rodovia Régis Bitencurt que vai sentido a São Paulo, e assim descer a partir do portal que há lá ao lado da rovovia Régis, mas isso aumentou mais 3kms. Foi uma ótima escolha, o dia estava limpo, lindo, o clima estava muito agradável, deu pra descer de moleton até a cidade de Morretes!

Saindo de Curitiba, chegando no Trevo do Atuba (onde começa o caminho original da Graciosa) já pude ver as lindas montanhas da serra do mar, meus olhos se encheram de emoção, fiquei muito feliz, ali percebi que já tinha começado a valer a pena sonhar e o mar estava lá a minha espera, bem atrás das lindas montanhas, já começou a bater uma ansiedade maior, o que me fez pedalar um pouco mais forte pra recuperar o tempo "perdido" na capital. Foi realmente emocionante! Interessante como a gente se sente próximo do Criador quando está sozinho na estrada...Essa é a sensação.

Na rodovia Regis Bittencuourt sentido ao portal da Estrada Graciosa, parei várias vezes em postos de gasolina pra comprar alguma coisa pra comer e água, eu estava feliz com tudo, nada estragava minha alegria, engraçado que não é um bom negócio perguntar as coisas pra quem não está de bike, perguntei pra um cidadão se estava longe o portal, e ele: _Vai mais uns 10 kms que você já chega lá! Mas faltava era muito mais que isso! Embora eu estivesse com um guia turístico da região, um gps no celular e de um odômetro na bike, eu eventualmente esquecia de olhar algum deles, queria mesmo era olhar pros lados, admirar a paisagem e não ficar preso a números, afinal eu já tinha um destino definido, isso ocorreu várias vezes na viagem, era um erro técnico que me permitia viver melhor a viagem. Outra coisa é tirar fotos, se você tira fotos demais, acabada não vivendo tanto o que tem de melhor no caminho, apenas uma conclusão minha, ainda sou um aprendiz na da estrada.

Descendo a Estrada da Graciosa na parte pavimentada, fiz questão de usar as luzes pra ficar bem visível e deu tudo certo, cheguei lá no Mirante mais ou menos umas 15 horas, um momento muito esperado e também emocionante, de lá se pode ver um pouco da Baía de Paranaguá e também as cidades de Morretes e Paranaguá, bem pequeninas, lá embaixo, muito legal! Foi outro momento marcante, afinal era a primeira vez que eu estava ali! Já na parte mais íngreme da estrada, nos paralelepípedos, quase tive uma queda ao olhar para tras, evite fazer isso, se tiver que olhar um carro que vem atras é melhor parar mesmo. Parei pra lanchar num dos quiosques. Muito bom respirar um ar puro, descansar ao lado das flores, passar por pontes, rios, montanhas, e cascatas. Encontrei muita gente subindo, a maioria provavelmente vindo das praias, e até um cidadão empurrando uma bicicleta barra circular com o pneu da frente todo estourado, perguntei pra onde ele ia, o mesmo disse estar indo para o Rio! Pensei comigo: "espero que não seja o Rio de Janeiro", tentar ajuda-lo de pouco adiantaria e retardaria minha chegada em Morretes.

Cheguei em Morretes já a noitinha, parei numa pracinha pra descansar, não lembrei que tinha um guia e vou por informações de moradores até encontrar uma pousada, lá olho no odômetro e vejo: 93kms rodados, mas era pra ser só bons 74kms, não achei tão legal essa kilometragem, é um pouco cansativo, esgota...o lado bom é que você dorme como ninguém! No dia seguinte fiz uma visita de ônibus a cidade de Antonina, lá fiz um curto muito aproveitoso passeio. E a tarde um passeio de bike pelas ruas de Morretes, cidade histórica e muito linda, recomendo!

Já na terça feira dia 18/11/2014, ainda de manhã, umas 9 horas parti para Guaratuba, passando por Matinhos, mais uma vez não olho o guia e opto pelo caminho mais longo. Mas veja bem, preciso deixar bem claro que este guia me ajudou bastante sim, estudei ele antes de sair de casa inúmeras vezes, e o tenho o aqui até hoje, para outras viagens. O Guia de Cicloturismo Paraná I foi feito por quem entende do assunto, um ciclista experiente, e é bem detalhado, abrange várias regiões do Paraná; contendo dois circuitos muito bacanas, um melhor que o outro! Acontece que eu não tenho grande paixão por números, e o guia te leva para Paranaguá, mas eu queria Guaratuba, talvez por isso o esquecimento naquele momento, outro fator importante é que a paisagem é muito bela, não consegui deixar de observar as montanhas, o rio, o por do sol, ouvir os pássaros, praticamente o guia já tinha cumprido a sua parte bastante até o momento. As vezes a inexperiência falava mais alto mesmo, eu saia pra rua e deixava o guia na pousada, só depois me dei conta disto. Eu não tinha pressa, e mesmo quando errei o caminho algumas vezes, como foi no caso pra pegar a Av. Erasto Gaertner ainda em Curitiba, a viagem foi prazerosa do mesmo jeito.

Na BR 277 sentido Paranaguá, via lavouras, belas casas a beira da estrada, um andarilho caminhando do outro lado da via levando uma varinha de pescar, acenei e ele acenou de volta, e por vezes parei pra descansar e aproveitar as belas obras a minha volta, algumas esculpidas a milhões de anos...

Lembro-me que 2003 ouvi uma conversa num posto de gasolina, na cidade de Santa Tereza do Oeste, um cara falando pra um cicloturista estrangeiro sobre Curitiba: "_There are many moutains" *Lá há muitas montanhas. E agora estou eu aqui, "Betweem the Mountains " - *Entre as montanhas... Que bom, o mundo dá voltas e como dá! Até o meu amor pelo inglês aumentou mais ainda depois daquele dia!

Chego em Matinhos mais ou menos umas 13 horas, mais um dia lindo, clima agradável, passo num restaurante, enquanto aguardo um marmitex caprichado, o dono fica sabendo que sou estudante de artes e me convida pra entrar e apreciar os belos quadros pintados pela sua esposa. E tomo rumo em direção ao mar. Aos poucos aquele "muro" esverdeado a minha frente foi ganhando vida e comecei ver as ondas e sentir um vento muito gostoso no rosto. Era um dia de céu muito azul, o mar estava maravilhoso! Mais uma etapa realizada, cheguei ao Atlântico! Após fazer algumas fotos, almoço ali ao lado da bike, encostado num muro, sentado num belo gramadinho de frente pro mar, a felicidade era imensa. Tudo feito com a máxima liberdade, sem padrões, do jeitinho que eu queria. Estou muito feliz! Agora só falta chegar ao destino final, Guaratuba!

Após o chiquérrimo o almoço de frente mar, vou seguindo pela ciclovia que há no calçadão já tomando o sentido Guaratuba, mais sento um pouco pra descansar e abastecer a água, converso um pouco com algumas pessoas pessoas, entre elas uma professora aposentada. O pessoal da Globo RPC estavam gravando lá um extinto programa que havia aos domingos, acho que o Revista RPC acho. Calmamente passo Pelo morro do Boi, e pego novamente a rodovia agora sentido ao Ferry Boat que faz a travessia Matinhos - Guaratuba.

Numa subidinha, sinto vontade de empurrar um pouco a bicicleta pra descansar as pernas, então passa um cara com uma saveiro e reduzindo sinaliza oferecendo carona, dei sinal de que estava tudo bem, e ele seguiu em frente. Em seguida me deparo com sujeito puxando uma carroça, isso mesmo, o cara vinha puxando uma carroça, e meia grandinha até! Nela, pelo que me lembro, tinha uma cabeça de boi presa na ponta do varão, muito louco aquilo, conversamos um pouco, montei na bike comecei a pedalar e mais alguns minutos estou no Ferry, na travessia ciclista e pedestre não paga, me senti no lucro!!

Já do outro lado em Guaratuba, na saída faço algumas fotos e mais uma vez fiz algo que já era mania minha na viagem, tomar o caminho mais longo, e agora pela terceira vez. Pego pela direita, vou subindo e encontro uma reunião de cães, quando vi a carinha de alguns deles fiquei apreenssivo e já fui imaginando qual argumento usaria com eles, mas foram bonzinhos, apenas latiram pra tentar assustar mesmo! Já dentro da cidade, parei num posto e o frentista gentilmente ofereceu um pouco da água dele que ainda estava geladinha, as vezes fazemos algumas economias na viagem que nem dá pra entender, mas o bom que vamos conhecendo o lado bom das pessoas, gostei da atitude dele, depois de mais uma enchidinha no pneu, agradeci e segui em direção as praias.

Lá peço pra um cidadão local pra me fazer uma foto (na qual saí de olhos fechados, por isso que é bom fazer duas) e vou pela Av. Atlântica em busca de uma pousada, consigo uma vaga numa bem do ladinho do Morro do Cristo, era um quarto térreo o que facilitou colocar a bike pra dentro. A pé, no dia seguinte, sentei-me na escada de acesso ao Morro do Cristo e passei a estudar um pouco um mapa de Guaratuba que levei de casa, com direito a sol, canto de pássaros, Gaivotas e um mar maravilhoso. Anteriormente a minha ideia era tirar esse dia pra subir pedalando pelas praias até chegar em Pontal do Paraná, sentido Ilha do Mel, mas tive juíso o bastante, senti que deveria descansar e mudei de ideia. Matinhos - Guaratuba deu 74 kms.

Falando em pousada, eu não fiz reserva nenhuma, queria mesmo me sentir livre, confiei que teria bastante disponível por ser início de semana. Mas dependendo da época o ideal é fazer uma reserva, ou viajar com barraca, que é algo que ainda não fiz mas, tenho vontade.

Na pousada encontrei um grupo da terceira idade da minha vizinha cidade Cianorte, fiz algumas amizades, e tinha uma senhora que tornou-se muito especial, parecia uma mãe para mim, me arranjou uma vaga no ônibus pra ir fazer um passeio de barco pela Baía, lembro que quando o ônibus já estava pra sair, vi pela janela a silhueta dela se aproximando do meu quarto pra ver se eu estava por lá, então me apressei e consegui chegar a tempo. Havia também um rapaz especial estava com a mãe dele num quarto ao lado, tive um certo carinho por ele e até o consegui encoraja-lo a ir tomar um banho de mar. Fiquei devendo uma visita a eles em Cianorte, pretendo faze-la em breve! Dali da pousada "Sobre as Ondas", eu saía pela cidade fazendo deliciosos passeios e tudo era de bike: restaurantes, padarias, bancos, farmácia, lan house, rodoviária, porto, ferry e toda extenção da praia. A noite sentava de frente pro mar sentindo aquele vento gostoso, até que batesse o sono. Nos dias seguintes, chegou o rolar novamente outro elegante almoço de frente pro mar.

Planejava voltar antes de sábado para dar tempo de fazer a primeira avaliação do mês na faculdade, mas percebi que era pouco tempo pra eu curtir tudo que há por lá. Então, decidi ficar um pouco mais e fazer outro dia a avaliação, deu certo depois. Não fui viajar com a bike só pra fazer festa, na verdade nem sou muito disso, a festa já existe por si só dentro da minha cabeça mesmo, pensa numa festa? Cabeça de ciclista sozinho na estrada vira um tumulto de pensamentos, afinal a gente nem sabe ao certo onde vai passar a noite, ou o que vai acontecer mais pra frente na estrada, ficamos um pouco a merce do desconhecido. Mas depois tudo se transforma em calma e alegria e por e tudo se encaixa... não é necessário estar numa turma grande, contando piadas e histórias o tempo todo pra se estar sorrindo e feliz, claro que nada contra os grupos, acho uma boa principalmente no quesito segurança. Eu gosto de pedalar em grupo também. Só que sozinho você se põe a prova, é você e Deus, ali você vai perceber o tamanho da sua fé, você sabe o tempo que todo que não poderá pisar na bola, nem com as pessoas e tampouco consigo mesmo, pois qualquer incidente sério que tiver será o fim da viagem com certeza.

Fiquei em Guaratuba de terça até o sábado. No sábado pela manhã fui ao centro no banco e numa casa de embalagens pra comprar plástico bolha pra embalar a bike pro retorno (uma dica, plástico bolha não se acha na rua, como se acha papelão, se quiser tem que comprar mesmo)

Na praia após gravar um vídeo já em tom de despedida, encontro com uma família Maringaense! Batemos um papo e tiramos algumas fotos. Engraçado, eu fiquei meio sem entender por que meu celular não conseguia sintonizar nenhuma rádio por lá, será que não tem rádio por lá? Impossível! E por falar em música, num certo momento senti uma falta de alguma coisa, era a vontade de retomar as gravações do meu primeiro cd. Em algum momento da viagem, a música que foi uma das coisas mais presente na minha vida teria que me abordar em pensamento.....Uma semana sem pegar no violão é só pros fortes ! Certa noite, tinha um senhor que tocava num barzinho, quase dormindo em cima do teclado... depois de fazer um lanche fui falar com ele, me chamou pra ir lá no outro dia dar uma canja, mas no outro dia eu já tava era longe... e a música ficou só pra depois da viagem mesmo.

Ao invés de pegar o ônibus pra Curitiba em Guaratuba, optei por voltar até Matinhos, e fiz a coisa certa. Pude conhecer outros pontos da cidade. Fui na rodoviária comprei a passagem pra Curitiba, procurei um hotel barato pra passar a noite. Deixei toda a bagagem e lá vou eu sentido as praias aproveitar o final de tarde ...

Como é bom ficar longe do computador e vida normal assim por vários dias, recomendo! Só fiz uso na Lan house em Guaratuba durante a viagem.

No domingo de manhã, após ser acordado e incomodado por uma barulhenta dupla formada por uma criança chorona e uma funcionária que falava alto pra caramba quase gritando junto com a criança que não parava de chorar, fui pro café, depois preparei toda a bagagem, dia limpo, montei na a bike e fiz um caminho mais longo sentido a rodoviária, e para conhecer e apreciar melhor a cidade, fazendo mais um delicioso passeio pelas ruas da cidade; pra não ficar olhando o tempo todo no gps do celular fui perguntado pra pessoas mesmo, como fiz tantas vezes. Três horas antes do meu embarque eu já começo a desmontar a bike, a viagem de bicicleta no litoral chega ao fim... alguns cavalos amarrados e pastando lá do outro lado e eu ali feliz e realizado por estar concluindo o tão sonhado passeio, alguns meninos brincando se não me engano de skate, paguei uma coca pra eles me ajudarem agasalhar a bike e ótimo, Uma hora antes da saída já tava tudo certinho!

Uma das empresas de ônibus que opera naquela região é a Viação Graciosa, eles não são chatos quanto as bikes, se for pra lá usando ônibus não se preocupe, eles já estão muito acostumados. Estando ela embalada não paga nada, já com ela inteira sem desmonta-la pelo que me lembro era quinze reais ou vinte e cinco reais parece.

O meu ônibus chegou em Curitiba no início da noite, rapidamente já fui ver outro pra maringá, consigo com a mesma empresa da ida. Maravilha, a viagem foi tranquila. Cheguei em Maringá umas 6 da manhã e optei por economizar o dinheiro do táxi e montei a bike para ir pedalando até em casa. Após montar vou até a lanchonete da rodoviária e na volta um curioso vem falar comigo e pergunta se era eu que tinha vindo de Joinvile até Maringá de bicicleta, e eu: Hã? Como?? Aí ele disse que as zeladoras tinham comentado...e olha que eu falei que vinha de Curitiba. É interessante como a bicicleta atrai as pessoas, no meu caso até hoje só as boas, graças a Deus! Que continue sempre assim, mas é bom cuidar viu, ver por onde vai, ou em quem confiar, confiar desconfiando... mas acredito que o nosso coração estando limpo durante a viagem só atrairá coisas boas, sempre.

Descendo a Avenida principal indo pra casa, a bike toda arrumadinha, bem sinalizada usando roupas claras como sempre faço, principalmente camiseta, levei uma buzinada dum condutor, destes que acham que eu mesmo pagando tantos impostos não posso estar ali com a bicicleta. Foi neste momento que me liguei: Estou de volta a Maringá ! Claro que boa parte dos condutores daqui nos respeitam, mas há uma minoria que ainda precisa entender os nossos direitos e deveres como cidadão. Lá durante a minha pequena viagem não levei nenhuma buzinada, a não ser aquelas legais em que condutures nos cumprimentam nas rodovias. Fico muito feliz com este aumento das ciclovias em Maringá. Cheguei ainda de manhã em casa, e só tenho a agradecer por tudo e pelos dias maravilhosos!!

Após a chegada senti um pouco de stress pós viagem, o corpo um pouco dolorido, um pouco de irritação, acredito que por estar de volta aos compromissos, depois de uma semana muito feliz apegado a uma liberdade 100% real. Assim tudo foi voltando ao normal. Consegui fazer sem custos a avaliação que havia perdido na faculdade e volto a dar as minhas aulas de música. Hoje sonho com outras viagens, claro que sem tirar o pé do chão, mas se for preciso voar, acredito que Deus me dará asas boas o suficiente.

Em 2015, fiz outra pequena viagem até campo mourão, o que podemos dizer que foi só uma voltinha duns 140 kms mais ou menos, mas foi bem pesado pra mim, sol muito forte na ida e ainda tive um princípio de câimbra nas pernas, mas também foi bem legal, foi no feriado da Páscoa! Foi bacana passar aquele final de semana em Campo Mourão Pr. (veja o outro relato). Dúvidas só manter contato, Grande abraço!

Para finalizar, deixo para você uma mensagem de um grande Navegador, Escritor e Aventureiro o qual admiro muito:

Obrigado !!!

Elair Clement
Elair Clement

Published on 11/10/2015 01:46

Performed from 11/15/2014 to 11/24/2014

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Elair Clement
Elair Clement 11/09/2015 04:07

Foram dias muito legais, nos quais pude aprender um pouco mais sobre cicloviagens.

Renan Cavichi
Renan Cavichi 11/10/2015 19:02

Muito massa Elair! Parabéns pela trip!

Elair Clement
Elair Clement 11/11/2015 00:13

Aí valeu Renan, foi só o começo, espero realizar outras tão legais quanto essa daí, abraço!!

Renan Cavichi
Renan Cavichi 11/11/2015 10:37

Maneiro, vou acompanhar! Conhece a Carol Emboava? Ela começou um projeto de 13.000km de Bike pela América do Sul aí nessa região, busca o nome dela aqui nos membros da rede, acho que vai curtir!

Elair Clement
Elair Clement 11/11/2015 12:40

Sim eu já conheço, eu acompanho ela desde o início, e tive o prazer de fazer esta minha aventura, justamente por onde a Carol começou, nos mesmos caminhos por onde ela passou, na verdade já era um sonho meu desde 2011 fazer este passeio, ela iniciou em 2013 partindo do Portal da Estrada Graciosa que aparece aí nas minhas fotos, mas o legal da nossa aventura é que a gente não fica lá pensando nas aventuras dos outros, simplesmente vivemos a nossa...claro que em alguns momentos me lembrei da Carol, do Antônio Olinto, que afinal, foram meus principais inspiradores.

Elair Clement
Elair Clement 12/10/2019 10:53

Pessoal, sou professor de artes/violão, tenho também um canal no you tube onde postei um vídeo completo desta aventura, peço que se inscrevam lá , principalmente se você gosta de música, tá vindo muitas novidades por lá! Confira esta minha viagem aí neste link: https://www.youtube.com/watch?v=4RgJpAwBD6Q

Elair Clement

Elair Clement

Maringá - PR

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Cicloturista, motociclista, Professor de Artes, Violão, Teclado. Faça hoje mesmo um Curso On line de alta qualidade, mais de 20 anos de experiência, Agende um Atendimento.

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