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Lendas do Pico do Frade

Toda segunda no @elasoutdoorsp uma lenda diferente sobre uma trilha

A Pedra do Frade é um rochedo escarpado que fica na Serra da Bocaina, ali pelos lados de quem vai de Cunha a Bananal. Fica na divisa dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje ele é muito procurado para trilhas e caminhadas. É um dos pontos mais altos encontrados na Serra do Mar, com 1.574 metros de altitude. Do alto desse pico se pode contemplar a baia de Angra dos Reis em toda sua imponente beleza natural.

Até os anos cinquenta ninguém se atrevia a escalar aquele pico, salvo os caboclos mais ousados que lá se aventuravam em busca do tesouro que diziam existir lá. Lendas á parte, quem já foi lá afirma que o local é realmente encantado. Afora a vista que se tem do litoral, que é estupenda, há no lugar um clima de encantamento e magia que contagia até o mais empedernido dos céticos.

Na base do rochedo a chuva cavou na pedra uma pequena piscina natural, onde a água é tão cristalina que se pode ver o fundo. Antigamente os caboclos diziam que pela manhã, quando os primeiros raios do sol projetavam seus raios sobre o espelho dágua, uns patinhos dourados apareciam lá para nadar na pequena lagoa. Logo desapareciam quando a sombra do rochedo cobria toda a superfície da lagoa. Mas não era todo mundo que conseguia vê-los. Só as crianças e os puros de coração. Eram encantados.

Segundo se acreditava então, a presença daqueles patinhos de ouro eram a prova de que existia um tesouro enterrado na Pedra de Frade. Nos anos quarenta até se tentou garimpar lá. Sinais de mineração ainda são visíveis em alguns locais da montanha, mas já há muito tempo o IBAMA interditou a área para qualquer tipo de exploração e ninguém mais entra no parque, salvo para praticar turismo ecológico.

Chama-se Pedra do Frade, porque segundo os caboclos daquelas serras, lá costumava aparecer, todo dia, por volta das Aves Marias, um frade. Capuchinho dizem uns, franciscano dizem outros. Havia também quem dissesse que era jesuita. Como conseguiam identificá-lo com uma dessas Irmandades ninguém até hoje soube explicar. O fato é que o tal frade só podia ser visto de longe, quando o sol estava no seu crepúsculo. Então ele surgia, em pé, brilhante como uma estátua de ouro, sobre a grande penha que se posta no alto da montanha. Mas só aparecia nessa hora, diziam os caboclos. E era no exato momento em que a rádio Aparecida, aliás a única emissora que ainda pega naquelas montanhas, começava a transmitir a Ave Maria. Era como se ele, o frade, saísse da sua solitária cela na montanha para acompanhar a reza.

A história desse frade é controversa. Dizem que em meados do século XVIII, as autoridades portuguesas proibiram a fundação e a existência de mosteiros em todos os chamados territórios das Minas Gerais, pois segundo elas, esses mosteiros facilitavam o contrabando do ouro extraido. Por outro lado, o ouro extraído na região mineira costumava ser levado para Paraty e dali embarcado para a metrópole.

Era transportado, portanto, pela velha Estrada Real, que vem das cidades mineiras e passa por Bananal, Cunha e outras antigas cidades da região. Ladrões e contrabandistas infestavam aquela estrada para roubar o ouro ou simplesmente desviá-lo dos cofres reais.

Segundo algumas lendas, esse frade era cúmplice dos contrabandistas e costumava guardar, em seu mosteiro, o ouro roubado, ou sonegado ao fisco colonial. Diziam também – nunca faltam os idealistas românticos – que esse tesouro escondido seria utilizado para financiar uma futura revolução libertadora.

O fato é que o tal frade teria escondido o ouro tão bem que nunca ninguém o achou. E os contrabandistas, furiosos com o “chapéu” que levaram do religioso, mataram e enterraram o corpo dele em local incerto e não sabido, que como o tal tesouro, nunca mais foi encontrado. Assim, tanto o ouro escondido quanto o corpo do frade estariam enterrados em algum lugar na chamada Pedra do Frade. O ouro teria se transformardo nos patinhos que podiam ser vistos nadando na piscina na base do rochedo, ao nascer do sol, e o corpo do padre surgia todo todo dia em cima da pedra, como a guardar o tesouro pelo qual fora sacrificado. Por isso, diziam os caboclos, todo os valentes que ousavam se aventurar por aquelas bandas, á procura do tal tesouro, jamais voltavam. E seus corpos também nunca eram encontrados.

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