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Olimpíadas • História da Presença Feminina

Parte 1/3

Início das Olimpíadas 776 a.C

A luta feminina por igualdade se mantém forte e vem ganhando destaque ao longo dos anos e no caso da participação das mulheres nas Olimpíadas, a busca não foi diferente.

Criada na Grécia antiga por volta de 776 a.C, foram iniciadas as Panatéias, um evento que acontecia de quatro em quatro anos em que os homens se reuniam para honrar os deuses com jogos e lutas.

Os Jogos Olímpicos tinham por finalidade homenagear os deuses gregos e promover a integração entre os povos e a amizade.

Era um evento religioso, que as mulheres não podiam nem participar, nem assistir. Se uma mulher casada fosse vista assistindo a algum jogo ela poderia ser condenada à morte.

• Presença Feminina a.C

A única presença feminina permitida nos Jogos era a de Sacerdotisas, que eram consideradas “mensageiras dos deuses”, trazendo boa sorte para os competidores.

Elas eram as responsáveis pela entrega das coroas de oliveira para os vencedores.

Uma das mais famosas histórias sobre mulheres nas Olimpíadas da Antiguidade vem de uma mulher chamada Kallipateria, treinadora do seu próprio filho, um lutador de boxe chamado Pisidoros.

Ela correu risco de morte ao se tornar treinadora, e se vestia de homem para assumir o papel, mas quando seu filho ganhou a luta, ela não se aguentou e acabou se expondo ao público.

Felizmente ela foi poupada da morte, mas só porque seu pai, seu irmão e seu filho foram campeões olímpicos.

• Era Moderna

Mesmo com tanta história, a participação das mulheres na Olimpíada demorou muitos anos para acontecer.

Os primeiros Jogos Olímpicos da nossa era (chamada Era Moderna) ocorreram na Grécia e foram organizados em 1896 pelo Barão francêsPierre de Frédy, que achou que era uma boa ideia seguir as mesmas premissas dos Jogos da Antiguidade.

Contou com a participação de 285 atletas de 13 países diferentes, que disputaram atividades como salto em distância, luta livre, ginástica, natação, tênis e outras.

Pierre de Frédy até reconhecia que as mulheres deveriam ter uma educação esportiva e chegava a incentivar a competição entre elas, mas para ele as Olimpíadas eram coisa de homem por motivos culturais, antropológicos e, principalmente, físicos.

• A primeira participação das Mulheres

Embora as mulheres pudessem assistir os jogos, não poderiam competir nas Olimpíadas. Elas eram orientadas a ficar "no lugar delas".

Como forma de protesto em resposta à essa proibição, uma mulher chamada Stamata Revithi resolveu realizar o percurso da Maratona do lado de fora do estádio, já que ela não podia competir lá dentro.

Ela realizou a prova em um tempo menor que alguns homens, mas não foi reconhecida como participante e ainda foi vaiada.

Quatro anos depois, nos Jogos Olímpicos de 1900 de Paris, até “fingiram” aceitar as mulheres competindo, mas na verdade tudo se tratou de algumas lacunas e falta de organização do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Isso permitiu a participação feminina competindo em apenas dois esportes – o tênis e o golfe, por serem “bonitos” e não precisarem de contato físico, mas não ganhavam as coroas de oliveira.

• A evolução das Mulheres nas Olimpíadas como Atletas

Elas eram consideradas participantes extra-oficiais, então só recebiam um certificado de participação nos jogos.

Até que em 1917 uma francesa chamada Alice Milliat criou a Federação Esportiva Feminina Internacional (FEFI), a fim de permitir que as mulheres competissem no atletismo.

A partir da criação da FEFI foram organizados os primeiros Jogos Olímpicos Femininos em 1922. O sucesso foi tanto que resolveram fazer novamente em 1926 e 1930.

Em 1932 foi organizado o primeiro Jogos Femininos Mundiais.

Por ter feito um enorme sucesso de público, os Jogos Femininos acabaram chamando a atenção do COI, que em 1936 começou a considerar as mulheres oficialmente como atletas olímpicas.

• Participações Brasileiras

O Brasil não foi diferente do resto do mundo. Nas Olimpíadas de 1932, quando as mulheres ainda não eram consideradas atletas oficiais, o Brasil levou a primeira mulher a competir pela Delegação Brasileira pra Los Angeles.

Com apenas 17 anos, a nadadora Maria Lenk foi a primeira mulher brasileira (e sulamericana) a competir.

A participação das mulheres começou a crescer a partir disso, mas ainda assim era precária e, em 1956, nas Olimpíadas de Melbourne, apenas uma mulher brasileira participou dos Jogos • Mary Dalva Proença • que disputou os saltos ornamentais.

• A luta feminina por espaço igualitário nas Olimpíadas

Apesar de poderem finalmente competir como atletas oficiais desde 1936, as mulheres não podiam competir em todas as modalidades.

O atletismo só pôde ser disputado pelas mulheres em 1928.

Somente em 1984, a maratona feminina vira modalidade oficial, prova mais tradicional da Olimpíada.

No Brasil, chegaram até a oficializar um decreto-lei que proibia as mulheres de praticarem esportes "incompatíveis com a sua natureza", como o futebol, a luta, e muitos outros. Somente em 1979 ele foi derrubado.

Presença Feminina em TODAS as modalidades

Foi somente nos Jogos de Londres em 2012, que permitiram que as mulheres competissem em TODAS AS MODALIDADES quando o boxe feminino estreou nos Jogos de Londres.

Em 2012 finalmente houve uma edição olímpica de fato igualitária, em relação à divisão entre categorias femininas e masculinas em todos os esportes.

Pela primeira vez, todos os países que enviaram delegações para a Olimpíada tinham representantes femininas - até mesmo a Arábia Saudita, país que é conhecido pelas restrições aos direitos das mulheres

Nas Olimpíadas Rio 2016, as mulheres brasileiras atingiram 44,9% dos atletas que disputaram as Olimpíadas: 209 mulheres e 256 homens. Delegações dos Estados Unidos e da China, trouxeram mais atletas mulheres do que homens para competir.

• As primeiras medalhas femininas brasileiras

Em 1996 em Atlanta, 100 anos após a primeira Olimpíada da Era Moderna, foi que o Brasil conseguiu sua primeira medalha olímpica no esporte feminino e trouxeram para casa uma medalha de cada cor.

A primeira medalha de ouro veio do vôlei de praia, com a Jacqueline e Sandra Pires.

A de prata veio da seleção feminina de basquete, que tinha duas das maiores jogadoras brasileiras – a “Magic” Paula e a Hortência, que são referências no basquete até hoje.

E o bronze veio do vôlei de quadra que tinha nomes como Fernanda Venturini, Virna, Marcia Fu, entre outras.

Nos jogos de 2008 em Pequim, foi a primeira vez que uma mulher brasileira conseguiu uma medalha individual. O feito veio da judoca Ketleyn Quadros, que ganhou uma medalha de bronze.

Alguns dias depois a atleta Mauren Maggi foi a primeira campeã olímpica do Brasil competindo pelo salto em distância.

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