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Aventura e Paternidade

Se hoje me perguntassem qual seria minha maior aventura, diria que é a Paternidade

Felipe.rocha79
Felipe.rocha79 07/28/2021 21:41

Quando soube da paternidade comecei a pensar de forma orgânica o que poderia fazer de diferente para contribuir com o planeta, e também com a nova geração de crianças que está chegando.

Minhas grandes preocupações são como consumimos os recursos disponíveis na Terra, de uma forma generalizada, e até quando poderemos usufruí-los. Um outro fator preocupante é com a força da tecnologia em atrair as crianças para suas redes de informações e entretenimento, e qual seria o impacto no comportamento mental e físico delas.

Li livros relacionados ao assunto, busquei informações a respeito do tema, recorri a exemplos de amigos próximos e na rede social, e por fim percebi que a responsabilidade era minha e tudo dependia de iniciativas próprias. Ou seja, eu precisava ser aquela pessoa que fizesse a diferença para os meus filhos, sendo com exemplos e também mostrando a importância da verdadeira conexão com a natureza, com atitudes e atividades junto a ela.

Nos anos de 2009 e 2012 nasceram Pedro e João respectivamente. A partir daí, ampliamos os roteiros de Montanhas, Cachoeiras, Praias, Lagoas entre outros. Adquirimos materiais técnicos e necessários para a diversidade climática que iríamos enfrentar no território brasileiro e também, possivelmente em alguns países da América do Sul. Onde nos hospedaríamos? Poderia ser em barraca de camping, pousadas, Hostel etc. Nas viagens não importava como seriam as pernoites. E sim, um bom descanso para recuperar a energia e ter disposição no dia seguinte para fazer as caminhadas e outras atividades com os pequenos. E assim viajamos por muitos Estados do Brasil.

Dentro da nossa rotina na Capital do Rio de Janeiro, longe das viagens tentamos dentro do possível mostrar a importância da bike na mobilidade urbana, dos esportes ao longo da semana, mesmo que coletivos e em clubes, para socialização e saúde física. E nos finais de semana sempre “caçando” alguma atividade ao livre para ter contato com o Sol e cumprir o que chamamos de “movimento ao ar livre”, seja numa mata ou parque próximos de casa, com poucos deslocamentos. Enfim, sempre buscando o equilíbrio dentro da rotina e a possibilidade de não romper a conexão com os recursos naturais.

Escrevi sobre a importância de manter uma rotina equilibrada, mesmo na capital porque nem sempre poderíamos ou podemos viajar, daí seria uma lacuna enorme nas atividades.

Atualmente Pedro e João estão com 12 e 8 anos respectivamente. Já passaram por diversas Unidades de Conservação, assim como o Aparados da Serra, Bocaina, Itatiaia, Três Picos, Anavilhanas, Chapadas Diamantina e Veadeiros, Parque Estadual do Jalapão, Parnaso entre outros. E por que visitar esses livros a céu aberto? Exatamente porque as crianças tem informações em demasia, porém elas chegam através dos computadores e outros dispositivos, ou nas escolas em ambientes fechados. A teoria é muito importante, mas a prática é um complemento essencial. Meus filhos tiveram a oportunidade de conhecer a nascente do Rio Campo Belo no Parque Nacional de Itatiaia (PNI) e sentir verdadeiramente a força da natureza, e sua magia. Aliás o PNI é um campo de ativação do tato, olfato, audição, visão e paladar. Citei o PNI, mas poderia descrever outras experiências nos lugares citados acima.

Pude presentear meus filhos com essas visitas gerando conteúdo para suas vidas. E teremos mais (kkk). Certo de que o maior propósito envolve saúde física e mental deles. De acordo com Richard Louv, o “transtorno de déficit de natureza” traz consequências terríveis de uma vida desconectada do mundo natural. Atualmente vejo o quanto é importante essa conexão. E no desenvolvimento deles percebo na vida real claramente virtudes na saúde física, tendo como exemplo a administração de medicamentos numa quantidade reduzidíssima, somente quando necessário. E no âmbito comportamental percebo menos ansiedade e foco na atenção no que é necessário.

Ainda não consegui extrair das crianças um conceito definitivo partindo deles sobre consumo e os recursos finitos da natureza. Mas já percebo toda a preocupação com o lixo, seu destino e o comportamento de outras pessoas com os resíduos. E por fim, toda a preocupação em manter os atrativos naturais cuidando com o máximo de carinho e respeito. É perceptível a sutileza e suavidade nos seus comportamentos.

Resolvi escrever sobre o assunto porque atualmente percebo que mais pessoas estão engajadas nesse propósito, e espero ver cada vez mais adultos levando seus filhos para o ambiente natural e proporcionando um reflexo geracional.

Agradeço a oportunidade de escrever minha experiência no AventureBox. Grande iniciativa.

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Ana Retore
Ana Retore 08/17/2021 11:43

👏🏼👏🏼👏🏼😍

Felipe.rocha79

Felipe.rocha79

Rio De Janeiro - RJ

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Entusiasta do Bem-estar e do movimento ao ar livre. Propósito: construir uma geração consciente estimulando a preservação da natureza, aproximando meus filhos do meio ambiente.


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