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Cachoeira do Gavião - Serra do Cipó

Trilha realizada no final de 2018, durante um rolê na região do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Hiking Waterfall

Cachoeira do Gavião - 29.12.2018

Esse é o terceiro relato sobre aventuras que fizemos no entorno da Serra do Cipó, em dezembro e janeiro passados. Os outros relatos já publicados, estarão no final do texto.

No dia 28/12, ainda na Lapinha da Serra, tínhamos a intenção de ir a Cachoeira do Lajeado que, embora fique quase 6km distante do povoado, tem uma trilha bem suave e com pouco desnível, podendo ser visitada em uma manhã. Porém, para nossa tristeza, acordamos com uma chuvinha leve que estragou os nossos planos.
Por conta disso, acabamos indo mais tarde para o café que também foi mais demorado. Fizemos nosso check-out na pousada OPICODOCIPO e por volta das 11hs, deixamos o povoado em direção a Serra do Cipó. A chuva parava e voltava, dando a impressão que seria assim o dia todo.
Chegamos pouco depois das 12h na Serra do Cipó e aproveitamos para ir almoçar antes de procurar nossa hospedagem. Encontramos o restaurante “Gostinho Mineiro” (nome super original), um self service no fogão a lenha com comida deliciosa.  Alimentados, fomos fazer o nosso check-in na pousada Flor de Pequi, que está localizada na Rua das Bromélias, uma das muitas ruas sem calçamento paralelas a MG-010.
Nos instalamos em nossos quartos e como o tempo continuava feio, optamos por descansar o restante do dia. A pousada é uma das poucas opções da região que possui ar condicionado nos quartos. Faz bastante calor nesse período do ano no Cipó e na outra ocasião em que estivemos na região nessa mesma época do ano, sofremos com isso.
Do outro lado da rua, haviam outras dependências da pousada e também a área de lazer com piscina e o café/bar. Aproveitei para descansar, beber uma cerveja,  recarregar o GPS e dar mais uma pesquisada nas opções de atrativos do parque.
A noite fomos até a hamburgueria Madalena tomar uma cerveja e fazer um lanche reforçado. Recomendo demais o local. Logo que voltarmos para a pousada, a chuva voltou a aparecer e bem forte. Fomos dormir na expectativa do tempo amanhecer melhor.

Como o Gilmar e a Alessandra não conheciam nada na região, resolvemos apresentar para eles os atrativos mais famosos do parque, acrescentando alguns pontos novos. No dia 29/12, optamos por tentar conhecer a cachoeira do Tombador, passando pelas Cachoeiras das Andorinhas e do Gavião. O acesso para essa trilha é feito pela portaria 2 do parque (do Retiro), localizada a cerca de 2kms do centro da cidade. Saímos da pousada logo depois do café e fomos até a “portaria”, onde existe um posto improvisado com guarda-parques. Informamos nosso destino, registramos nossos nomes numa ficha e fomos recomendados pelo guarda-parques para tomar cuidado com as travessias de rio, que estavam com maior volume por conta das chuvas.
Por conta do horário em que as pousadas servem o café da manhã, começamos nossa pernada bem tarde. Passava um pouco das 10h quando iniciamos a trilha. Mas como já conhecia essa trilha e sabia que não oferecia dificuldades técnicas e tinha pouca variação altimétrica, não estava muito preocupado. Mesmo com a possibilidade de encarar a chuva que sempre caía a tarde. E o tempo fechado desde cedo já indicava que isso iria acontecer!
O início da caminhada é por uma estrada calçada com bloquetes, que passa pela futura portaria (oficial) do parque. Assim que esse trecho finda, temos uma descida mais forte e entramos realmente na trilha. Com cerca de 1,3kms percorridos, passamos por algumas casinhas simples, que ainda estão dentro da área do parque por falta de indenização do governo.
Cerca de 500 metros depois chegamos a uma bifurcação. A direita, descendo, a trilha leva ao Bambuzal, um remanso do Rio Cipó, com um bonito areal. Um lugar contemplativo, sem dúvida. Atravessando o rio, existe uma trilha que leva a Cachoeira Farofa de Cima. Como esse não era o nosso objetivo, seguimos reto na bifurcação.
No caminho, a trilha vai cruzando diversos riachos que realmente estavam com bastante água, mas não ofereceram dificuldade para serem transpostos. Com cerca de 3,5km chegamos a uma porteira, que marca aproximadamente a metade do caminho até a Cachoeira do Gavião. Seguimos em frente, sem pausas e passamos pelos Córregos Dona Odília e das Panelas, que estavam bem cheios. Conseguimos passar sem tirar os calçados, aproveitando as pedras existentes.
A partir desse último córrego a trilha fica mais aberta e praticamente não tem cobertura da vegetação. Em compensação, nesse trecho a caminhada rende bem e em pouco tempo chegamos nas placas indicando a saída para a Cachoeira das Andorinhas.
Eu e Letícia já tínhamos visitado essa bonita cachoeira em 2015. Para chegar até lá, é preciso vencer um trecho de quase 600m por dentro do leito do rio. Nem cogitamos a possibilidade de visitá-la, pois além de ser um trecho mais cansativo, o volume do rio naquele momento impedia qualquer tentativa de atravessar para a outra margem.
Seguimos direto por mais 500m até chegarmos na Cachoeira do Gavião, cujas águas são alimentadas pelo Ribeirão Congonhas, que forma o complexo de cachoeiras de mesmo nome um pouco acima de onde estávamos. O relógio marcava alguns minutos depois das 12h.
O pessoal resolveu dar uma parada para tirar fotos e fazer um lanche reforçado. O rio estava com bastante volume, mas ainda era “atravessável”. Nesse meio tempo, começou a chover fraco, mas nitidamente pudemos observar o aumento da correnteza. A nossa intenção era seguir até a Cachoeira do Tombador que eu ainda não conhecia e ficava a 2kms de onde estávamos.
Diante do cenário e da possibilidade de termos chuvas mais fortes na parte da tarde, acabamos desistindo da ideia de atravessar o rio e seguir até a Tombador. Ficamos mais um tempo curtindo a Gavião, entre um chuvisco e outro. Nesse meio tempo, um grupo chegou e optou por atravessar o rio, e observamos que o “processo” foi tenso.
As 13h10 colocamos as mochilas nas costas e começamos nosso retorno. O tempo começou a fechar e aceleramos os passos, mas foi inevitável encararmos metade da trilha debaixo de uma forte chuva. Cuidei de proteger a câmera e alguns equipamentos, e nem me preocupei em usar anorak, pois a chuva era pesada.
Quando chegamos novamente na parte calçada, já próximo do final da trilha, a chuva diminuiu e transformou-se em um leve chuvisco. Chegamos ao carro por volta das 14h30 completamente ensopados. Demos carona para uma moça do sul que estava viajando sozinha por Minas Gerais e a convidamos para almoçar conosco. Paramos novamente no Gostinho Mineiro onde bebemos uma cervejinha gelada e saboreamos uma deliciosa comida no fogão a lenha, com muito torresmo.
O restante do dia foi dedicado a tentar secar as mochilas e as botas para fazermos a trilha do dia seguinte, e também descansar.
Observação: como o tempo estava feio, acabei tirando poucas fotos. Para enriquecer o relato, coloquei fotos que eu tirei na outra ocasião em que fiz essa trilha.

Trilha 1 (Lapinha da Serra): Cachoeira Bicame
Trilha 2 (Lapinha da Serra): Pico da Lapinha

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 12/18/2019 14:27

Performed on 12/29/2018

1 Participant

Letícia Fliess

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252

2
Luiz Gadetto
Luiz Gadetto 12/19/2019 08:30

Clássico do Cipó!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 12/19/2019 08:35

Zé falou, tá falado!!!!

Fabio Fliess

Fabio Fliess

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