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Pico do Tira Chapéu - Serra da Bocaina

Linha caminhada até o ponto culminante da Serra da Bocaina.

Hiking Mountaineering

Pico do Tira Chapéu – 08.09.2018

Depois de uma excelente noite de sono na pousada, acordamos e deixamos as mochilas preparadas antes do café da manhã, muito bem servido. O único problema é ser servido apenas as 8h. Comemos bem, pegamos água e saímos em direção ao destino do dia, o Pico do Tira Chapéu, ponto culminante do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
Já estava ciente que havia dois acessos para a trilha do Tira Chapéu: um iniciado na Fazenda Cincerro, passando pela Cabana do Pai Tomáz e outro iniciado pela Fazenda Pinheirinho, após a Casa de Pedra. Ambos tinham vantagens e desvantagens.
O acesso pela Fazenda Cincerro é mais rápido de chegar de carro, mas tem uma quilometragem maior. Já o acesso pela Fazenda Pinheirinho judia mais do carro, mas a trilha é mais curta. E tudo isso cria também a possibilidade de fazer um interessante circuito.
Em conversa com o proprietário da pousada, André, ele comentou que um parente dele morava ao lado da Fazenda Cincerro e que poderíamos deixar o carro lá. E como já tinha carregado um tracklog por esse caminho, decidimos começar por lá mesmo.
Saindo da pousada pegamos a direção da portaria do parque até encontrar uma bifurcação com uma placa indicando o sentido do Tira Chapéu, para a direita. A primeira parte da estrada estava boa, mas logo começam a aparecer buracos, pedras e outros percalços. Como estávamos com um carro 4x4 não tivemos maiores problemas. Pouco depois surgiu outra bifurcação e seguimos para a esquerda. A estrada nesse trecho final estava bem enlameada, mas passamos de boa. Após uma porteira, chegamos na entrada da Fazenda Cincerro, onde deixamos nosso carro estacionado, sem atrapalhar ninguém.

Com as mochilas nas costas, as 9h10 seguimos subindo pela continuação “natural” da estrada, em direção a Cabana do Pai Tomáz. Esse quilômetro inicial já serve para aquecer a musculatura, mas não oferece dificuldade alguma. Chegando na entrada da Cabana, o acesso para a trilha é feito entrando a direita, após cruzar a cerca de arame farpado.
Após um trecho inicial com capim baixo, logo entramos em um trecho de mata. Saindo da mata, começa a “pior” subida do dia. Em aproximadamente 1,5km de trilha subiríamos 250m verticais, na maior parte do tempo margeando uma cerca. Fomos subindo sem pressa, porque o sol já começava a dar suas caras. Vencemos esse trecho em 40 minutos e fizemos uma rápida pausa no chamado “Morro da Boa Vista” (nem preciso explicar o porquê), com 1950m de altitude.

A partir desse ponto temos 2km relativamente planos, com algumas descidas e subidas mais suaves até a base do Tira Chapéu. Em uma dessas descidas, encontramos a trilha que vem da Fazenda Pinheirinho. Passamos por mais dois trechos com vegetação fechada e mais robusta. Ao final desse segundo trecho, já encostamos novamente em uma cerca e começa a subida final até o cume. Saímos de uma altitude de 1920m até os 2088m (o meu GPS marcou um pouco menos) do Tira Chapéu. Com o sol castigando, subimos sem correria e as 11h20 estávamos no cume.
Encontramos um grupo que estava a cavalo, algo que parece ser comum por lá. Lanchamos e ficamos um bom tempo aproveitando o visual incrível. No cume existe uma placa de Ação de Graças pelo centenário de São José do Barreiro e uma pequena cruz de madeira, bem judiada, que estava meio tombada. Tentei aprumá-la novamente.
O cume tem espaço para poucas barracas, mas é possível acampar. Inclusive encontramos um casal acampado. Assistir o pôr e o nascer do sol de lá, deve ser sensacional. O site do Parque Nacional diz que não é necessário pedir autorização para visitar atrativos a pé, SEM pernoite no interior do parque. Então acredito que é sempre uma boa consultar o parque sobre a possibilidade de acampar no cume das montanhas. Não custa nada incluir isso no seu planejamento!

Circulamos um pouco pelo cume, tiramos muitas fotos e por volta das 12h15 começamos nosso retorno, que foi feito sem maiores problemas. As nuvens ajudaram um pouco e não sofremos muito com o sol. Importantíssimo estar ligado de que não existem pontos de captação de água na trilha. No caso de um acampamento, você vai precisar levar uma boa quantidade de água consigo.
Quando estávamos iniciando a última subida, em direção ao Boa Vista, encontramos um grupo enorme (mais de 30 pessoas), em direção ao Tira Chapéu. Pelo avançado da hora, imagino que iriam apreciar o pôr do sol do cume. Por volta das 14h estávamos de volta no carro e pouco tempo depois na pousada, onde ainda tivemos tempo de pegar o almoço.
Mais uma vez, aproveitamos o restante do dia para descanso e contemplação.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 07/18/2020 17:47

Performed on 09/08/2018

2 Participants

Letícia Fliess Casal Outdoor

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476

5
Danielle Guimarães Hepner
Danielle Guimarães Hepner 07/18/2020 18:12

Maneiro demais, Fabio! Quero ir!

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 07/18/2020 20:55

Só fico de olho na Travessia do Ouro quando leio sobre o Tira Chapéu. Mais um grande relato, Fliess.

Fabio Fliess
Fabio Fliess 07/19/2020 17:32

Obrigado Gonçalves. Sem dúvida, um lugar incrível.

Renan Cavichi
Renan Cavichi 07/19/2020 18:45

Esse background da Serra Fina no fundo da foto de capa da Letícia ficou massa heim! Show!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 07/20/2020 07:54

Oi Dani. Lindo demais... Vale muito a pena conhecer.

Fabio Fliess

Fabio Fliess

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