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Travessia da Serra do Papagaio

Travessia da Serra do Papagaio

Sensacional travessia ligando Aiuruoca a Baependi...

Camping Mountaineering Trekking

Relato original em www.naturezaadentro.blogspot.com

Animados com a experiência que tivemos em Aiuruoca no Carnaval de 2014, assim que retornamos a Petrópolis começamos a planejar essa travessia. Ela era um projeto antigo meu, da Letícia e do Marcelo Garcia, que havíamos tentado fazer essa travessia em setembro de 2013, mas tivemos que adiar por motivos pessoais.

Além de nós três, convidamos os velhos parceiros de trilha Rafael Guerra e Lidiane Araújo. O casal Gustavo e Fabiolla também foi “escalado”, mas na última hora a Fabiolla teve um problema e não pode ir. Em cima da hora, convidamos o amigo Adriano Fiorini, que estava há tempos querendo fazer essa trilha. Ele topou na hora!

Por se tratar de uma travessia, a parte mais chata da logística é arrumar transporte para nos levar ao início da trilha (no Sítio do Saulo, localizado no Vale do Matutu) e nos resgatar em Vargem, um bairro rural de Baependi. Pesquisando na internet, encontrei diversas menções ao Marcus, proprietário da Pousada Ajuru e que possui uma kombi que ele usa como táxi. Ele já estava habituado a fazer esse trabalho. No final de março fiz contato com ele por telefone, e já deixamos combinado o serviço de translado.

Dia 1

As 3h15 da manhã de uma quinta-feira (dia 01/05/14), eu, Letícia, Rafael, Lidiane e Gustavo estávamos prontos esperando pelo Garcia e Fiorini em Itaipava. Tão logo eles chegaram, distribuímos todos em dois carros e seguimos direto até Lima Duarte, onde reabastecemos. De lá, tocamos sem parar até Aiuruoca, aonde chegamos as 7h da manhã. Fomos até a Pousada Ajuru, localizada na entrada da cidade, onde procuramos pelo Marcus, que não estava. A funcionária da pousada se encarregou de contatá-lo.

Aproveitamos o tempo que ele levaria para chegar à pousada para tomarmos um rápido café numa padaria da cidade. Retornamos e encontramos com o Marcus. Após as apresentações de praxe e um rápido bate-papo, arrumamos as cargueiras na kombi e tocamos para o Vale do Matutu. As 8h30 já estávamos nos arrumando para iniciar a trilha. Despedimos-nos do Marcus deixando nosso resgate combinado para domingo ao meio dia.

As 8h40 começamos uma longa subida até o sítio do Sr. Batista. Chegamos, batemos palmas, mas não havia ninguém em casa. Ao lado da residência existe uma bica onde pudemos abastecer nossos cantis. A trilha segue em terreno aberto em direção ao enorme paredão do Pico do Papagaio. Essa aproximação levou cerca de 2h, pois subimos com bastante tranquilidade. Bem próximo do paredão, entramos numa floresta até praticamente tocarmos na pedra. Andamos mais uns 15 minutos e encontramos um riacho, o último ponto de água confiável antes de chegarmos ao acampamento do dia, no Retiro dos Pedros. Todos encheram seus cantis até o limite, o que tornou a caminhada um pouco mais difícil, por conta do peso adicional.

Com mais alguns minutos de caminhada, passamos por lindos campos abertos, onde em alguns pontos pudemos avistar o Vale do Matutu e a Cachoeira do Fundo. Ali já estávamos próximos da bifurcação que divide a continuidade da travessia (à esquerda) e a trilha até o cume do Pico do Papagaio. Chegamos um pouco antes das 13h nessa bifurcação, onde fizemos uma parada. Garcia, Fiorini e Gustavo decidiram por um bate-e-volta até o cume do Papagaio e o restante da turma ficou descansando.

Eles regressaram as 14h45 e pelo adiantado da hora, juntamos imediatamente as mochilas e começamos a caminhar em direção ao nosso acampamento. Sabíamos que teríamos no mínimo duas horas e meia de caminhada até o Retiro dos Pedros e o ideal seria chegarmos lá ainda com a luz do dia.

Em questão de minutos, já estávamos passando ao lado da Pedra Quadrada, que marca o ponto de ligação de outra trilha que leva ao Pico do Papagaio, e que usamos no Carnaval.

Seguimos subindo até chegarmos praticamente ao lado do Santuário (que até então chamávamos de Tamanduá, em função das referências que obtivemos na internet), uma bonita elevação com grandes pedras espalhadas no cume.

Continuando a caminhada, atravessamos um muro de pedras - bem antigo. A partir desse ponto a caminhada é praticamente toda na crista da serra, subindo e descendo morros e lages de pedra, e já avistando nosso “objetivo” do dia, o Morro da Bandeira (ponto culminante de toda a travessia com 2357m de altitude).

Sabíamos que ali perto, aos pés dessa montanha, ficava o Retiro dos Pedros e um ponto de água. A tarde avançava depressa, o frio aumentava e todos estavam bem cansados pela curta noite de sono na noite anterior e pela viagem. Por volta das 17h15, bem próximos do Bandeira, encontramos um bonito vale descampado com algumas “ilhas” de vegetação. Fizemos um rápido referendo, e acabamos optando por acampar ali mesmo. Montamos as barracas, nos agasalhamos, preparamos uma refeição quente e ainda tivemos o privilégio de assistir um lindo por do sol.

Todos foram dormir bem cedo (por volta das 19h), pois o frio e o vento estavam fortes demais.

Dia 2

A noite foi bem fria (segundo o termômetro que o Garcia levou, a mínima foi de 5 graus, mas a sensação térmica devia bater no negativo), mas acordamos bem cedo para ver o sol nascer. Ficamos cerca de meia hora curtindo o espetáculo, tirando fotos e conversando.

Por volta das 6h, já começamos a preparar o café da manhã, arrumar os equipamentos e preparar as mochilas. Existia uma preocupação no ar, pois sabíamos que o segundo dia seria o mais puxado de toda a travessia, e no dia anterior não havíamos conseguido chegar ao ponto desejado para acampar. Ou seja, o mais difícil ainda poderia ficar pior. Por conta disso, nem consideramos uma possível subida ao cume do Morro da Bandeira e às 8h retomamos nossa caminhada.

Andamos cerca de 800m praticamente no plano e nos deparamos com um curral de pedras que logo identificamos como o Retiro dos Pedros. Isso acabou nos dando um ânimo a mais, pois o “prejuízo” do dia anterior foi pequeno. Andamos mais 200m e atravessamos um riacho onde pegamos um pouco de água (não confiamos muito na qualidade da água). Nesse dia teríamos uma fartura de pontos de água e isso não nos preocupava (pelo menos não nesse momento).

Logo a trilha entra na mata fechada e segue assim durante um bom tempo, contornando o Pico da Canjica pela esquerda. Após algumas descidas, a trilha fica plana e sai em um bonito campo aberto. Nesse ponto (e em vários outros), a navegação é mais instintiva e é preciso prestar bastante atenção na calha da trilha, que muitas vezes fica fechada pela vegetação baixa.

Chegamos num bonito mirante onde avistamos uma enorme cachoeira, que chegamos a pensar que fosse a Cachoeira do Juju, nosso objetivo do dia. Logo a trilha começa a descer para a esquerda, e entramos novamente na mata, com fortes descidas. Quando saímos da floresta, entramos em um enorme campo aberto, onde está fincado um “totem” do Santo Daime, a direita da trilha. Deixamos as mochilas e fomos fotografar o tal totem. Não achei nada demais, e voltei com os outros para a trilha principal (na verdade, uma estrada) onde fizemos um lanche rápido.

Um pouco mais a frente, essa estrada bifurca. Seguindo a esquerda, existe um bom ponto para coletar água e existe a possibilidade de abortar a trilha seguindo até o Vale do Matutu. A continuação da travessia é pela direita, cruzando uma bonita mata. Um pouco a frente, cruzamos novamente um riacho, andamos um pouco mais e a trilha vira a direita uns 90Ëš.

A partir desse ponto, vamos subindo e descendo vários morros, debaixo de um sol forte. O visual é que anima e compensa. Depois da descida do terceiro ou quarto morro (nem me recordo mais), encontramos um local plano e com sombra para fazermos uma refeição reforçada. Até ali, já tínhamos caminhado cerca de 9km, metade do estimado para o dia. Ficamos quase meia hora comendo, conversando e descansando.

Retomamos a caminhada, e pouco depois chegamos num bonito mirante (apesar da falta de água, um bonito local para acampamento). A trilha começa a descer em direção ao fundo do vale. Ali, passamos por dois pontos de água, sendo o primeiro dentro de uma pequena floresta. Após (mais) uma subida, quando chegamos ao topo avistamos um grande rio que teríamos que cruzar, que possui uma enorme cachoeira e um belo poço.

Descemos até a calha do rio e começamos a procurar um ponto para atravessá-lo. Embora os relatos mencionem que é mais fácil atravessar um pouco mais acima, optamos por fazê-lo bem perto da cachoeira. Embora a correnteza fosse forte, o volume de água não era tão grande. Preparamos tudo e pouco tempo depois, estávamos todos na outra margem, em segurança!

A alegria de atravessar o rio em segurança logo foi ofuscada pelas fortes subidas que iríamos encarar pela frente. Passamos próximos a um casebre (uma referência da trilha), continuando a subir o forte aclive e em pouco tempo estávamos caminhando numa bonita crista. Andando um pouco mais, a trilha chega ao final de uma estrada que desce para a esquerda e leva até a localidade de Alagoa (outro ponto para abandonar a travessia). Na direção oposta, essa estrada vira uma trilha bastante erodida em direção ao fundo do vale. Seguimos por essa trilha e já estava bem tarde quando chegamos num riacho, e na dúvida, resolvemos encher os cantis. Não tínhamos certeza se conseguiríamos chegar a Cachoeira do Juju com luz, e já pensávamos em outras opções para pernoitar.

Após o riacho, temos mais um trecho de subida forte, que subi resignado. Chegando ao topo dessa elevação, a trilha fica mais plana e a caminhada rende um pouco mais. Cerca de 10 minutos depois chegamos num mirante onde finalmente avistamos o destino do dia. Visualizamos os grandes poços da cachoeira e sabíamos que faltava pouco.

Um pouco mais animados com a proximidade do acampamento, começamos a forte descida até a cachoeira. Inicialmente em um trecho bastante erodido, com muitas pedras soltas, até chegar numa porteira. A partir dali, a navegação foi praticamente visual, e apenas em alguns pontos conseguíamos enxergar o capim amassado indicando a trilha. Após uma forte descida, bastante cansativa e perigosa (a Lidiane chegou a torcer levemente o pé) cruzamos um pequeno pasto e finalmente chegamos à área de acampamento, ao lado da cachoeira. Eram 18h e praticamente não tínhamos mais luz natural.

Usando as lanternas, montamos nossas barracas. Os mais corajosos ainda encararam um banho completo na cachoeira!

Por conta das aranhas e escorpiões que apareceram no nosso acampamento, a Letícia perdeu a fome e desistiu de cozinhar. Não me incomodei com isso, pois na verdade estava sem fome. O restante da turma preparou suas refeições. Eu apenas filei um pouco de vinho tinto “Travessia” (nome muito apropriado), levado pelo Fiorini.

Foram praticamente 10h de caminhada pesada! Antes das 20h já estavam todos dormindo.

Dia 3

Eu e Letícia acordamos bem cedo, pouco depois das 6h. Como sabíamos que o dia de hoje seria mais “tranquilo”, fazíamos tudo sem pressa. Fizemos sopa e chá para reforçar o café, já que não havíamos jantado na noite anterior. Depois que todos prepararam seu desjejum, começamos calmamente a desmontar o acampamento. Assim que terminei de arrumar a mochila, ainda sobrou um tempo para tirar várias fotos da Cachoeira do Juju, usando a “borda infinita” como moldura.

Um pouco antes das 9h, começamos a procurar um ponto tranquilo para atravessar o rio. Aqueles que estavam com botas de cano alto e com o Gore-Tex em dia usufruíram o luxo de atravessar o rio sem a trabalheira do “tira bota-molha pé-seca pé-põe bota”. Eu não estava nesse grupo!

Do outro lado do rio, a trilha já começava com uma subida “daquelas”, castigando as pernas. Para compensar, o visual do rio à esquerda e do vale à direita era impressionante. Logo o aclive diminuiu e aproveitamos os diversos mirantes para tirar muitas fotos.

Após cerca de 1h15 de caminhada, com a trilha alternando entre subidas fortes e trechos planos, avistamos uma casa no vale a esquerda, junto a um riacho. Descemos até a casa, e enchemos nossos cantis, pois não teríamos outra oportunidade durante esse dia. Aproveitamos a pausa e fizemos um lanche reforçado, pois a partir desse ponto teríamos inúmeras subidas para encarar.

Como era cedo e o sol ainda estava alto, ficamos um bom tempo conversando. Por volta das 16h, resolvemos fazer um “almo-janta”. Gustavo e Fiorini resolveram encarar a subida do Chapéu, chegando ao cume principal em menos de 20 minutos.

Por volta das 17h15 subimos uma pequena encosta para apreciar o por do sol. Poucos minutos depois, Gustavo e Fiorini se juntaram a gente. Infelizmente, uma grande nuvem acabou com a brincadeira e frio chegou com força.

Por volta das 18h já estávamos confinados na barraca e em pouco tempo, apagamos.

Dia 4

Já havíamos combinado na noite anterior de acordar bem cedo no último dia, por volta das 5h30, preparar um café e iniciar a descida por volta das 7h. Assim chegaríamos cedo em Vargem e aguardaríamos o resgate na mercearia ou no bar do vilarejo! E assim fizemos.

Durante a arrumação das mochilas, ainda encontrei tempo para registrar um bonito nascer do sol. A única coisa ruim foi ter que guardar a barraca bastante molhada pela condensação da noite. Por volta das 6h45 já estávamos alimentados e praticamente prontos para começar a caminhar.

As 7h15 colocamos as mochilas (felizmente, mais leves) nas costas e começamos a descida até o bairro da Vargem. Sabíamos que hoje seria o trecho mais curto de toda a travessia, e caminhávamos em ritmo moderado. No primeiro trecho de descida, a trilha é bastante erodida e com muitas marcas de motos. Descemos com cuidado, porque escorregar nesse terreno é muito fácil.

Com cerca de 1 hora de caminhada, entramos na mata fechada e a descida continuou forte por mais uns 10 ou 15 minutos. Depois a trilha praticamente estabiliza no plano e cruza um riacho, onde pegamos um pouco de água, mas apenas o suficiente para chegarmos ao bairro. Ainda faltavam mais 3,5km de caminhada. Como diz o Rafael, um “belisquinho”!

Recompostos pela água geladinha, retomamos nossa caminhada através de um pequeno trecho de mata, até sair num grande descampado com algumas cercas e muitas trilhas confusas. Nesse ponto não seguimos o tracklog do GPS e saímos da crista que ele indicava. Cerca de 5 minutos depois saímos ao lado de uma casa, onde a moradora nos indicou o caminho para Vargem.

A partir desse ponto, seguimos por um estradão que primeiro corta uma grande plantação de eucaliptos e depois segue em terreno aberto. A nossa direita, ficava bastante claro o porquê do nome Morro do Chapéu! O dia estava ensolarado e a moral estava alta... Agora faltava muito pouco!

Por volta das 10h15 chegamos todos juntos, depois de longos 51km de trilha, ao bairro da Vargem. Fomos direto para a Mercearia do Edvaldo, onde finalmente tiramos as mochilas das costas. Fui até o bar da Dona Francisca que nos fez a gentileza de entrar em contato com o Marcus. Confirmei nosso resgate para o meio dia e voltamos para a mercearia onde “detonamos” uma Coca de 2 litros geladíssima. Hidratamos com bastante cerveja gelada e comemos pastel de queijo e queijo mussarela feito na cooperativa ao lado da mercearia. Quem tiver a oportunidade, compre o queijo mussarela e/ou parmesão “Da Lage” (a marca da cooperativa). Uma delícia!

Para aqueles que não fecharam antecipadamente o resgate, existe um ônibus que sai de Vargem para Baependi às 9h da manhã. Nesse caso, é imperativo que a caminhada a partir do Chapéu comece bem cedo.

As 12h em ponto, mesmo com um pneu da Kombi furado, o Marcus apareceu para nos resgatar. Compramos uns queijos, fechamos a conta na mercearia, arrumamos as mochilas no veículo e embarcamos de volta para Aiuruoca, mas usando um caminho diferente do ônibus. Os primeiros 24kms são em estrada de terra e os 50kms restantes em uma pavimentada em ótimo estado.

As 14h chegamos na Pousada Ajuru, onde descarregamos as cargueiras e conseguimos tomar um banho. Despedimos-nos do Marcus e seguimos para o centro da cidade, para almoçarmos no restaurante da Pousada Dois Irmãos, que tínhamos aprovado no Carnaval. Chegamos em cima da hora do restaurante fechar, mas ainda conseguimos comer uma deliciosa costelinha. Para fechar com chave de ouro nossa passagem por Aiuruoca.

Findo o almoço, pegamos estrada novamente. Tocamos direto até Lima Duarte onde fizemos uma rápida parada para tomar um café, e depois seguimos até Itaipava. Finalmente chegamos em casa as 19h30, com aquela gostosa sensação de dever cumprido.

Grandes amigos, uma travessia memorável, muitas histórias e sorriso no rosto. É assim que a gente gosta de passar o feriado!

Dicas

Táxi: Marcus (celular 35 9944-1601) – Proprietário da Pousada Ajuru, é guia na região e possui uma kombi que usa no transporte. Muito atencioso!

Onde ficar 1: Pousada Ajuru (telefone 35 3344-1601) – Localizada na entrada da cidade. Site: http://www.ajuru.com.br

Onde ficar 2: Pousada Pico do Papagaio (celular 35 9827-1244) – Localizada a 3km do centro, possui uma vista privilegiada da cidade. Site: http://www.pousadapicodopapagaio.com.br

Onde comer: Restaurante Dois Irmãos (telefone 35 3344-1373) – Localizado no piso inferior da Pousada Dois Irmãos, fica no Centro da cidade, próximo da matriz.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 10/25/2014 19:17

Performed from 05/01/2014 to 05/04/2014

3 Participants

Letícia Fliess Lidiane Araujo Gustavo Machado

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Elio Luiz Nehls Junior
Elio Luiz Nehls Junior 07/03/2015 11:49

Tá na agenda.......show !!!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 07/03/2015 11:53

Precisando de dicas, estamos aí Elio!

Keila Beckman
Keila Beckman 12/30/2016 12:57

Fabio... Vc acha que fica muito puxado fazer essa travessia em 3 dias? Estamos pensando em fazer assim por causa de um amigo que só tem 3 dias livres, mas não sei se será uma boa. No seu tracklog eu vi uns trechos de estrada. O transporte não chega mais perto da trilha, do início e do fim? Ou a quilometragem em estrada é insignificante? Se eu fizer em 3 dias quais os locais de camping que vc me indicaria?

Keila Beckman
Keila Beckman 12/30/2016 13:21

Vc acha que daria para fazer os últimos 2 dias em 1 dia só, já que são mais curtos?

Fabio Fliess
Fabio Fliess 12/30/2016 21:42

Oi Keila. Boa noite! Dá para fazer em 3 dias sim! Só não juntamos os dois últimos dias porque não conseguimos falar com o cara do resgate. Dependendo do carro do resgate, dá para subir um pouco mais sim e encurtar a pernada! Como tínhamos tempo, fomos até Vargem para tomar umas cervejas! rsrsrs Acampamentos eu sugiro no Retiro dos Pedros (tem água perto) e ao lado da Cachoeira do Juju (sem dúvida alguma)! Se precisar de mais alguma dica, chama aí... Feliz Ano Novo, com muitas montanhas.

Keila Beckman
Keila Beckman 12/31/2016 10:29

Obrigada pelas informações Fabio. Pode deixar que pergunto sim ;) Feliz Ano Novo!!

Eliane Botelho Franck
Eliane Botelho Franck 04/30/2017 16:40

Olá Fábio. Eu e meu marido estamos interessados em fazer essa travessia co mais um casal. Pelo seu relato não vi necessidade de guia, vc me confirma isso? Com Gps e baixando a trilha fica trank de ir? Outra: Vc fez Aiuroca /Baependi. O contrário tb fica bacana? Agradecida.

Fabio Fliess
Fabio Fliess 05/02/2017 14:49

Oi Eliane. Boa tarde!!! Tem alguns pontos que podem gerar confusão, mas nós fizemos apenas com o tracklog no GPS e não tivemos problemas! Eu fiz no sentido Aiuruoca X Baependi e achei muito bonito. Mas tem quem goste de fazer no sentido contrário, por achar a subida até o Papagaio mais puxada. Quem fez nesse sentido e recentemente, foi a Keila Beckman. Ela já postou um relato completo aqui no AventureBox! Qualquer dúvida, é só falar...

Fabio Fliess

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Montanhista desde que me conheço por gente!!! Sócio e condutor do CEP - Centro Excursionista Petropolitano. Take it easy e bora pras montanhas! Instagram: @fliess

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