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Travessia do Rancho Caído - Parque Nacional de Itatiaia

Travessia do Rancho Caído - Parque Nacional de Itatiaia

Segundo relato sobre as três travessias do Parque Nacional de Itatiaia. Todas feitas sem pernoite.

Hiking Mountaineering

Ficamos tão animados com a vibe da travessia Ruy Braga (o relato pode ser encontrado em https://aventurebox.com/fliess/travessia-ruy-braga/report), que mal chegamos e já solicitamos, para o mês seguinte, o agendamento da segunda travessia, mantendo novamente a ideia de fazer em um único dia.
A bola da vez seria a travessia Rebouças X Mauá, via Rancho Caído. Embora essa travessia tenha a mesma quilometragem da Ruy Braga (cerca de 23,5km), ela é bem mais exigente e nos preparamos para mais horas na trilha.
Essa trilha foi feita por praticamente o mesmo grupo da primeira travessia, salvo umas poucas pessoas que já tinham compromissos na data e foram substituídas por outros interessados.

Com a reserva confirmada, contratamos o mesmo serviço de van e saímos de Petrópolis no dia 20 de outubro as 4h da matina. Como o motorista já conhecia o caminho e, principalmente, o trecho de estrada de terra entre a Garganta do Registro e o Posto Marcão, acabamos chegando mais cedo na portaria. Cuidamos rapidamente da burocracia (o parque não era tão visitado como hoje) e as 8h já estávamos encarando o trecho até o Abrigo Rebouças.
Fizemos aquela rápida parada no Abrigo para encher os cantis e fazer uma visita aos banheiros. Em poucos minutos retomamos a caminhada, atravessando a represa que fica ao lado do abrigo.
O primeiro trecho dessa travessia usa o mesmo caminho que leva a Pedra do Altar, uma trilha linda com visual incrível das principais atrações do parque, como as Prateleiras e as Agulhas Negras. A todo momento parávamos para tirar fotos, aproveitando diferentes ângulos.
Caminhamos praticamente sem parar até a entrada do Altar. Como não sabíamos bem como seria o ritmo de todos, optamos por não subir até o cume. Esperamos a turma toda se reagrupar e seguimos em frente na direção da Cachoeira do Aiuruoca. Outro trecho muito bonito, onde a turma ia se revezando nas fotos.

Chegamos na cachoeira por volta das 10h40 e fizemos uma rápida parada para lanche e reabastecer os cantis. Antes de descermos até o poço já havíamos vislumbrado o trecho de trilha que iria ladeando as curiosas formações rochosas dos Ovos da Galinha e também as encostas da Pedra do Sino de Itatiaia.
Com as energias restabelecidas, voltamos a caminhar por volta das 11h. O tempo começou a fechar e ficamos preocupados com uma possível chuva. Tocamos em frente e em cerca de 30 minutos chegamos ao topo de um morro com uma vista incrível. Dali descemos até o Vale dos Dinossauros, um trecho bonito e longo com algumas travessias de rios, que estavam bem cheios e tivemos que tomar cuidado para transpor.
Logo depois cruzamos o último rio antes do Rancho Caído, que é o ponto indicado pelo parque para pernoite. Sinceramente, eu não gostei muito da atmosfera do lugar e não fiquei com a mínima vontade de acampar por ali.

Acho que todos tinham esse sentimento porque logo depois de enchermos mais uma vez os cantis e comermos algo, tocamos de volta para a trilha para o último trecho de subida, que percorremos bem rápido, chegando a um bonito mirante.
Pouco antes das 14h começamos uma longa descida e acidentada descida em direção a Visconde de Mauá. Em algum momento, pisei de mal jeito em alguma pedra e senti um pouco o joelho. Diminuí um pouco o ritmo e cheguei a me afastar um pouco do grupo que ia na dianteira. Mas logo nos reagrupamos em um dos muitos riachos que cortam esse trecho. A trilha agora já não descia tanto.
Em torno das 16h cruzei uma porteira onde havia uma placa do Parque Nacional. Fiz uma pausa ali para aguardar a turma que vinha por último e assim que todos chegaram, ainda caminhamos por mais uns 25 minutos até a van.

Fizemos uma parada na estrada para um lanche reforçado, pois teríamos muito chão até chegar em casa. Depois tocamos direto para Petrópolis, onde chegamos por volta das 21h. Dentro da van já começávamos a discutir quando faríamos a terceira travessia, a da Serra Negra.
Mas isso é assunto para outro post!

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 07/25/2017 16:18

Performed on 10/20/2012

1 Participant

Letícia Fliess

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Fabio Fliess
Fabio Fliess 08/14/2017 22:13

Valeu João! Abs

João Bosco Felix
João Bosco Felix 08/15/2017 16:06

Qual traklog vcs usam

Fabio Fliess
Fabio Fliess 08/16/2017 20:19

Fala João. Na ocasião fomos com um amigo que já conhecia a trilha, então não seguimos um tracklog. Um amigo que estava comigo nessa pernada, gravou esse tracklog: https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5045962. Abraços.

Rogerio
Rogerio 08/17/2017 20:37

Parabens pela trilha ! Itatiaia é massa.

Fabio Fliess
Fabio Fliess 08/18/2017 13:22

Valeu Rogerio! Sem dúvida alguma... Itatiaia é um lugar para voltar muitas vezes! Abraços.

João Bosco Felix
João Bosco Felix 08/21/2017 10:59

Muito legal

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 03/20/2021 10:15

Outra que tá na lista!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 03/20/2021 10:21

Salve Bruno. Vale a pena! E eu vou ter que voltar. Essa foi a única travessia de Itatiaia que a Letícia não pode ir. Espero que role esse ano.

Fabio Fliess

Fabio Fliess

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Montanhista desde que me conheço por gente!!! Sócio e condutor do CEP - Centro Excursionista Petropolitano. Take it easy e bora pras montanhas! Instagram: @fliess

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