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Petrô x Terê em 1 dia

Petrô x Terê em 1 dia

Relato de uma das travessias mais conhecidas e bonitas do Brasil, feita em 1 dia.

Mountaineering Hiking

Enfim minha Petrô - Terê saiu! Rsrs! Provavelmente você já leu alguns relatos dessa travessia, afinal é uma das mais conhecidas e queridas do Brasil. A minha possivelmente não será muito diferente, mas pra mim é única.

Já tinha escrito em outros relatos, como o do Garrafão e dos Portais, sobre minha frustração por nunca ter feito a travessia. Já tinha ido várias vezes ao Sino, em Teresópolis, e ao Açu, em Petropólis, mas sempre quando era pra fazer a travessia algo dava errado. Até um pouco antes de conseguir fazer, eu tinha combinado com um amigo de ir e poucos dias antes da travessia ele machucou a perna. Rsrsrs! De última hora eu e um amigo combinamos de fazê-lá no domingo, como treino para uma Serra Fina que está por vir.

Ingressos comprados, mochilas prontas com o mínimo possível, lanches, gel carbo, anorak e água. Saímos do Rio as 4h da manhã de domingo, dia 23/06, com destino ao Bonfim, sede do Parnaso de Petrópolis. Chegamos pontualmente as 6h no Parque e as 6h20 começamos a subir. O tempo estava pouca coisa nublado e frio.

Vista da Pedra do Queijo


Seguimos a subida ao Açu, caminho sem muito novidade e que eu, particularmente, acho bem chato até chegar a Pedra do Queijo, dalí adiante fica mais interessante com a chega ao Ajax e início da Isabeloca. Seguimos num bom ritmo, 1h até chegar ao Queijo, 3h total até chegar ao Açu. Paramos poucas e rápidas vezes para algumas fotos e seguimos. A ideia era fazer a travessia no menor tempo possível, pra forçar nossa resistência física mesmo.


No Açu paramos por 20 minutos, comemos, abastecemos água, e seguimos novamente. Eram 9h40 quando saímos do Açu, horário em que muitos grupos saiam também rumo a travessia. Diminuímos um pouco o ritmo até conseguir passar os grupos e seguimos. Até o Morro do Marco o caminho era conhecido, passado dele, tudo novidade pra mim. Éramos apenas Henrique e eu, ele já havia feito em 3 e em 1 dia a travessia, e conhecia o caminho.


Do Açu ao Sino o percurso tem 7,5km, um pouco menos do que da portaria do Parque ao Açu, que tem 8km. Acho que meu erro foi esse, subestimar o trecho de uma montanha a outra por ser menor em km, caminho esse que tem muitas subidas e descidas, além dos fomosos "elevador" e "cavalinho" e acaba sendo bem mais cansativo, pelo menos pra mim.


Um pouco depois de passar o Morro do Marco começa uma subida no meio do mato que me pareceu não ter fim, talvez porque eu já começasse a me sentir cansada. Daí em diante muita caminhada em pedra, passando pelo Morro da Luva até chegar ao elevador. Até o Sino a placa avisa que ainda faltam 4km, ou seja, nem a metade do caminho. A subida do elevador é bem tranquila, a via ferrata está velha, algumas peças caídas, mas dá pra subir tranquilamente.

Subida do elevador



Andamos, subimos, descemos, passamos um morro e outro, paramos um pouco na Pedra da Baleia para umas fotos e seguimos, um pouco a frente, de longe avistamos algumas pessoas subindo o cavalinho (Enfiiim! Não via a hora de chegar nele).
Descemos um pequeno vale, com uma pedra de descida mais técnica, e começamos a subida para chegar até a famosa passagem, esse foi o momento em que me senti mais cansada, já eram quase 8h caminhando, estava alimentada e hidratada, mas o corpo já não respondia muito bem. Quando fui fazer a parte mais técnica do cavalinho fiquei com um certo medo, como já relatei antes, tenho bastante medo de altura. Dei uma travada em cima da pedra, parei, pensei, mas nesses casos minha altura acaba contribuindo bastante e não foi difícil fazer a passagem. Continuamos subindo, subindo e subindo, até chegar enfim a uma imagem bem familiar, a bifurcação que leva ao abrigo, travessia ou cume do Sino. Nunca fiquei tão feliz em chegar naquele ponto, onde já passei muitas vezes apenas indo para o cume do Sino.


Dalí até o abrigo foram mais 10 minutos, dando um total de 5h de abrigo a abrigo. Lá ficamos pouco tempo, comemos, descansamos e seguimos rumo ao trecho final, mais fácil, mais longo e mais chatinho. Rsrs! Descemos a trilha do Sino semi correndo, e sem nada demais a ser relatado, chegamos na Barragem, trecho fina da trilha, em 2h.

Vista do Morro do Dinossauro

A trilha acabou aí, mas do fim da trilha até a portaria do Parque de Teresópolis são mais 4km. Tem uma van que faz esse trajeto levando os visitante, mas a última van passa as 16h30 e chegamos à Barragem às 17h10. Seguimos pela estrada por mais 2km até a carona de uma alma bondosa. Rsrs! E seguimos para a rodoviária pra seguir nossa rota pra casa.

Foram 11h totais, 27km de caminhada, muitas subidas e descidas e 1 tombo. Foi bastante cansativo pra mim. Hoje, 1 dia depois, enquanto escrevo esse relato, não sinto nenhuma dor muscular, só o joelho grita um pouquinho, mas a alegria de enfim ter realizado essa travessia sem dúvidas grita muito mais alto.

Josye Villela
Josye Villela

Published on 06/24/2019 19:47

Performed on 06/23/2019

1 Participant

Henrique Protázio

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919

5
Edson Maia
Edson Maia 06/25/2019 09:59

Que correria! Quando fiz petrô terê, lembro que num dado momento, se não estou enganado, no vale das antas, um grupo passou "voando" pela nossa trupe na trilha. Estavam fazendo em um dia! Na hora eu achei aquilo uma doideira.kkk Valeu pelo relato, Josye!

Paulo Lima
Paulo Lima 06/26/2019 17:11

Josye Villela, não repita mais uma loucura dessa menina! Isso pode até matar alguém de estafa e desgaste físico ao extremo.

Marcelo Tartari
Marcelo Tartari 06/26/2019 21:46

Josye travessia muito linda, agora preparada para Serra fina

Josye Villela
Josye Villela 06/30/2019 11:07

Foi uma correria sim Edson, cansativa, mas valeu a pena! Rsrs! Aqui no Rio é comum a galera fazer ela em 1 dia pra treinar, assim como tem uma galera que faz a Serra Fina em 1 dia tb. :)

Josye Villela
Josye Villela 06/30/2019 11:08

Mas ainda não tô preparada pra Serra Fina não, Marcelo... Hahaha!