Compilado de um post que fiz no Blog do CAP há muuuuitos anos com algumas atualizações que fui fazendo posteriormente.
Dei preferência a livros que existem traduzidos em português
Também não estão listados guias e manuais técnicos.
Os livros não estão em nenhuma ordem especial (mas recomendo “No ar rarefeito” como primeiro a ser lido. Apesar de não ser o melhor, é muito didático e explica de forma muito clara todo o mecanismo de escalada em altitude assim como equipamentos, procedimentos...) facilita muito o entendimento de outros que são escritos de forma mais direta e até “técnica”.
As sinopses foram retiradas de diferentes sites de venda de livros então cada uma usa uma linguagem e são mais breves ou detalhadas.
Alguns títulos tem ao lado a minha nota pessoal sobre ele e as vezes alguma observação.
Para quem gosta de ler, são praticamente todos imperdíveis e alguns quase inacreditáveis (sabe aqueles filmes que a gente acha que exageraram na fantasia?) Mas é tudo verdade !!!
A leitura além de divertida mostra em muitos destes livros o que é o verdadeiro montanhismo. Muito mais do que simplesmente subir montanhas.
Divirtam-se
*Fantasmas do Everest* (8,0)
Hemmleb, Jochen
Ed. Cia das Letras
Já li três vezes e sempre fico esperando descobrir que a história da conquista do Everest será reescrita. Não tiraria o brilho da conquista do Hillary e seria um feito impressionante. Livro muito interessante com imagens sensacionais.
Depois da derrota nos polos norte e sul, restava à Grã-Bretanha conquistar o topo do mundo: o monte Everest. Para tanto, organizaram-se três expedições na década de 20, todas com a participação de um dos maiores montanhistas britânicos: George Leigh Mallory, que mantinha uma relação obsessiva com "aquela montanha infernal". Às 12h50min do dia 8 de junho de 1924, um membro da terceira expedição percebeu dois pontos negros na face norte do Everest, a poucas centenas de metros do cume. Eram Mallory e Andrew Irvine, um novato talentoso. Eles nunca mais seriam vistos. Como teriam morrido: derrotados pelo abismo ou pela exaustão? E sobretudo: teriam chegado ao cume, apesar de seu parco equipamento? Seis décadas mais tarde, em 1999, uma expedição de pesquisa foi ao Everest para responder a essas perguntas. Unindo experiência em montanhismo, talento detetivesco e conhecimento arqueológico, seus membros vasculharam a montanha gelada, testando hipóteses e desfazendo controvérsias. Larry Johnson relata como Mallory e Irvine se transformaram em mito e como o trabalho investigativo de uma equipe de montanhistas procurou encontrar a face mortal de dois homens que foram vencidos por uma "montanha infernal".
*A Escalada* (7,5)
Anatoli Boukreev
Ed. 34 Literatura
Conta a mesma história de “no ar rarefeito” vista por um guia de outra expedição. Anatoli Boukreev foi um grande alpinista russo com feitos impressionantes como ter escalado as 14 montanhas acima de 8.000m todas sem uso de oxigênio complementar. Morreu soterrado por uma avalanche no Annapurna.
Em 10 de maio de 1996, uma tempestade atroz atingiu o Monte Everest por mais de dez horas. Dos 33 escaladores que estavam subindo pela Face Sul, apenas 28 retornaram, sendo que, dos sobreviventes, três escaparam por muito pouco e dois sofreram graves queimaduras e, mais tarde, tiveram extremidades amputadas. Este livro conta como Anatoli Boukreev ajudou a salvar três pessoas quase mortas. O guia-chefe russo tomou uma decisão aparentemente suicida ao tentar um resgate sozinho. Enfrentou assim a tempestade, a féria da neve e a escuridão naquilo que alguns consideram “um dos mais incríveis resgates da história do montanhismo” e que lhe valeu do Clube Americano de Alpinismo o maior prêmio concedido a atos de heroísmo, sendo eternizado como um dos maiores montanhistas do Himalaia.
*No Ar Rarefeito* (9,0)
Jon Krakauer
Ed. Cia das Letras
Não é o melhor livro sobre montanhismo, mas é sem dúvidas o mais didático e que recomendo seja o primeiro a ser lido pois explica muito bem como funciona uma escalada além dos termos técnicos.
Do ponto de vista do leitor é um livro “fácil”, rápido e impossível de parar de ler.
Um relato sobre a temporada mais trágica da história do Everest. Contratado pela revista Outside para fazer uma reportagem a respeito da crescente comercialização da montanha, Krakauer, alpinista experiente, foi ao Himalaia como cliente de Rob Hall, o guia de alta montanha mais respeitado do mundo. Em 1996, subindo a montanha ao lado do grupo de Hall havia uma outra expedição guiada por Scott Fischer. Mas nem um nem outro sobreviveram à tempestade traiçoeira do dia 10 de maio. Krakauer conta a história e faz uma reflexão sobre o encanto avassalador que o Everest exerce sobre as pessoas, levando-as a arriscar a vida.
*Sobre Homens e Montanhas* (8,0)
Jon Krakaurer
O livro tenta explicar porque se escala montanhas. Na opinião do autor, e na minha, não consegue, mas dá as “dicas” para que cada um descubra a sua motivação.
Você sabia que é possível escalar cachoeiras? Sabia que o monte McKinley, no Alasca, o maior dos Estados Unidos, possui um dos ambientes mais inóspitos do planeta e que mesmo assim cerca de trezentas pessoas o escalam a cada ano? Você sabe qual é a segunda maior montanha do mundo? E sabe que ela é bem mais difícil de ser escalada do que o Everest? Por que tantas pessoas arriscam a vida nas paredes de gelo e rocha?Nessa coletânea de artigos e reportagens sobre aventuras vividas ao redor do mundo, do Himalaia ao Alasca, Jon Krakauer, autor de No ar rarefeito e Na natureza selvagem, mostra homens e mulheres que enfrentam paredes de gelo e rocha por todo o planeta, revela o que eles fazem, como sobrevivem e o que os motiva.
*Montanha em Fúria* (7,0)
Gasques, Marcus Vinicius
Ed. Globo
Para Mozart Catão, um dos únicos brasileiros a subir o monte Everest, e seus dois companheiros, Alexandre Oliveira e Othon Leonardos, o grande desafio era vencer a Parede Sul do Cerro Aconcágua, na Argentina. O pico mais alto das Américas (6.959 metros) é uma paisagem formada por vastas áreas de pó, cascalho e rochas e geleiras milenares. No dia 3 de fevereiro de 1998, quando se encontravam a mais de 6.000 metros de altitude, os alpinistas foram surpreendidos por uma avalanche. Apesar de pedir ajuda pelo rádio, os três não puderam ser resgatados. Este livro traça um quadro da história do alpinismo mundial e, mais especificamente, do alpinismo brasileiro, demonstrando que o desfecho trágico dessa expedição não é um fato isolado, mas se liga ao destino de outros alpinistas e expedições
*Viciado no Perigo* (8,0)
Jim Wickwire
Ed. Manole
Uma lenda do montanhismo
Com espírito aventureiro, Jim Wickwire viveu parte de sua vida literalmente à beira do abismo. Foi testemunha, em primeira mão, de glórias e tragédias a mais de 6.000 metros de altura e enfrentou frio intenso, nevascas e avalanches para se tornar um dos alpinistas mais completos dos EUA. Jim viajou por todo o globo, do Alasca aos Alpes, dos Andes ao Himalaia, em busca de novos desafios e picos mais altos para conquistar. Nesse caminho, acumulou um rol extraordinário de façanhas históricas. Foi um dos primeiros norte-americanos que escalaram os 8.610 metros do K2, reconhecido como o pico de escalada mais difícil e perigoso do mundo. Fez também a primeira subida em estilo alpino ao temido monte McKinley, no Alasca, onde passou várias noites sem a proteção de uma barraca, acampado em bivaque dentro de cavernas e grutas geladas. Junto aos triunfos, porém, vieram sofrimentos e perdas que ainda hoje o atormentam. Numa escalada, com o ombro quebrado numa queda e sem poder fazer nada, presenciou a lenta agonia de um amigo, morto por congelamento. Açoitado por nevascas, Wickwire passou duas semanas completamente sozinho numa geleira remota, até ser resgatado. Em duas outras expedições, viu três companheiros caírem em abismos e desaparecerem na névoa das montanhas. Viciado no Perigo é um retrato ímpar e emocionante da coragem, perseverança e dignidade de um homem. Uma história de aventura em seu sentido mais verdadeiro.
*EVEREST VIAGEM A MONTANHA ABENCOADA* (6,5)
Thomaz Brandolin
Para chegar ao sopé da "montanha abençoada", os obstáculos são bem maiores do que as tempestades de neve, paredões imensos e escorregadios e os ventos de até 200 km por hora que atormentam os aventureiros que se dispõem a escalar os 8.848 metros do Monte Everest.
Entre o sonho da escalada e o topo do Everest se interpõem a barreira burocrática das autoridades chinesas, pesadas taxas, toneladas de equipamentos, meses de treinamento e uma fila de espera de dois anos e meio para obter a autorização.
Uma expedição de oito brasileiros comandada pelo alpinista Thomaz Brandolin enfrentou pacientemente todas as dificuldades possíveis e imagináveis para concretizar o sonho de fazer a primeira expedição brasileira ao Monte Everest. Este relato conta esta aventura magistral. Da preparação aos tormentos da altitude e da escalada, passando por mosteiros no Tibet, aventuras exóticas, personagens de ficção que vivem ao pé da "montanha misteriosa", temos um fascinante livro de aventuras que abre ao leitor um mundo até então desconhecido.
*ANNAPURNA– A primeira ascensão aos 8000 metros* (9,0).
Mauricio Herzog
Ed. Cia das Letras
Um feito impressionante em uma época onde não existia GPS e nem mapas das regiões por onde eles se aventuravam. O primeiro 8.000 a ser conquistado.
Lançado em 1951, este clássico da aventura relata uma das expedições mais dramáticas já vividas na montanha. Impossibilitado de escrever, seu autor ditou-o na cama do hospital onde se recuperava dos danos físicos sofridos durante a escalada.
No dia 3 de junho de 1950 o francês Maurice Herzog e seu companheiro de equipe Louis Lachenal alcançaram o topo do monte Annapurna, no Himalaia, tornando-se os primeiros a conquistar uma das catorze montanhas de mais de 8 mil metros do mundo. O efeito se concretizou depois de meses de esforço para estabelecer a rota de ataque, numa região ainda não mapeada, sob imensas dificuldades técnicas e no limite de tempo estabelecido pela chegada da monção, prevista para os primeiros dias de junho: seria preciso abandonar a montanha antes que ela chegasse, com seus ventos fortíssimos e suas chuvas diluvianas.
Desde a travessia do sul do Nepal e da conquista do cume até a volta penosa e a euforia da recepção aos heróis, a narrativa de Herzog, líder da expedição, é de tirar o fôlego.
*Alto risco* (8,5)
David Breashears
Gerações de aventureiros transformam o monte Everest e outros grandes picos em campos de teste por excelência. Mas mesmo hoje em dia, quando o fascínio pelo alpinismo atinge níveis de verdadeira febre, permanece a antiga questão: "Por que escalar?". Em Alto Risco, o excelente montanhista e cineasta David Breashears responde com um retrato íntimo e cativante de sua vida.
*A Mais alta solidão* (7,0)
João Garcia
Livro em português de Portugal, não sei se é fácil achar por aqui, mas é possível comprar via internet.
Eu tenho um exemplar autografado pelo autor que já esteve no CAP pois seu resgate foi feito, entre outros por 2 sócios do clube (Paulo e Helena Coelho), que inclusive receberam um prêmio do Comitê Internacional de Fair Play, órgão da Unesco pelo feito.
Em 1999, João Garcia tornou-se o primeiro português a subir o mítico cume do Evereste. A escalada custou a vida a um seu companheiro, Pascal Debrouwer. O drama foi acompanhado pelas televisões e pela imprensa escrita.
Em A mais Alta Solidão, temos o relato na primeira pessoa de tão marcante acontecimento.
*Conquistadores do Inútil* (100,0)
Lionel Terray
Sem dúvidas, para MEU gosto, o melhor livro de alpinismo já escrito.
Conta toda a trajetória de vida de um dos maiores alpinistas de todos os tempos, em uma escrita romântica e apaixonada da época de ouro da escalada.
A maior parte da minha “coleção de frases” vem deste livro
Com risco da própria vida, há homens que escalam cumes e glaciares, travando com a montanha uma luta sem tréguas, em que o menor erro pode ser fatal. A estes homens e preciso mais do que coragem: e preciso paixão. Lionel Terray descreve essa paixão através da sua aprendizagem da montanha, das suas travessias nos Alpes e das suas vitorias nos cumes mais difíceis, e a sua amizade com Gaston Rebuffat, Louis Lachenal... guias que, como ele, eram conquistadores do inútil.
*Tocando o Vazio* (8,5)
Joe Simpson
Cia das Letras
História inacreditável.
Existe um documentário bem interessante sobre essa história. Foi o filme que deu origem a série “Sobrevivi” do Discovery é possível achar na internet em inglês com o título original “touching the void”
Em junho de 1985, Joe Simpson e seu parceiro de escaladas, Simon Yates, chegam ao cume do Siula Grande, a 6300 metros de altura, nos Andes peruanos. A face oeste da montanha nunca havia sido conquistada. Logo depois da façanha, porém, os dois se assustam ao ver que a rota da volta é muito mais perigosa e traiçoeira do que haviam imaginado. Já no começo da descida, um desastre de conseqüências muito graves: Joe escorrega ao tentar desescalar uma parede de gelo e quebra a perna. Nas horas seguintes, cai a noite e uma tempestade de neve se fecha sobre eles enquanto Simon tenta desesperadamente descer o amigo com o auxílio de cordas. Numa das descidas mais aceleradas, castigado pela neve e por rajadas de vento, Joe fica suspenso no vazio, sobre uma imensa greta, sem conseguir tocar a parede de gelo e impossibilitado de tentar alguma manobra de salvamento. Para não ser arrastado para o abismo, Simon é obrigado a cortar a corda que os une. Tocando o vazio é uma narrativa épica sobre medo, dor, resistência, coragem e amizade. O livro recebeu vários prêmios, como o Boardman Tasker e o NCR e foi publicado em mais de dez línguas. Foi adaptado para o cinema por Kevin MacDonald, que recebeu o Oscar 2000 de melhor documentário por Um dia em setembro. "Um clássico do montanhismo... Um relato inigualável de dor e resistência." - Sunday Times "Simpson emociona profundamente a comunidade montanhista, que sabe do que ele está falando, e também o leitor comum, que é posto diante de situações jamais imaginadas de perigo extremo."
*Em busca da Alma de meu Pai* (8,0)
Jamling Tenzing Norgay
Cia das letras
Em 1953, dois homens alcançaram pela primeira vez o topo do Everest. Edmund Hillary, neozelandês da expedição britânica, tornou-se um herói em todo o Ocidente. Seu guia Tenzing Norgay, sherpa e budista, passou a ser visto por seu povo como um sábio: para os sherpas, as montanhas são a morada das divindades, e ele fizera uma peregrinação sem precedentes. Seu filho Jamling Tenzing Norgay nasceu treze anos depois. Estudou na Índia e nos Estados Unidos e pouco viu o pai, mas guardou a paixão pelo Chomolunghma - nome sherpa do Everest. Em 1995, o cineasta David Breashers convidou-o para participar de uma expedição de filmagem ao cume do Everest e Jamling pôde realizar seu sonho. Por uma coincidência trágica, a estação de 1996 ficou na história do montanhismo pelos acontecimentos terríveis narrados por Jon Krakauer em No ar rarefeito . Em busca da alma de meu pai é o relato da escalada do Everest do ponto de vista sherpa e budista, e é um retrato emocionante da cultura de um povo que costuma ser deixado de fora da história
*Morte e vida no k2* (7,5)
Com seu formato quase perfeito de pirâmide, o K2 - a segunda maior montanha do mundo, cerca de 240 metros mais baixa que o Everest - seduz alpinistas há décadas.
Em 2008, perto do fim de uma breve temporada de escalada, tornada ainda mais curta devido ao mau tempo, dez equipes internacionais - algumas experientes, outras menos preparadas - lotavam os declives perigosos da montanha com seus xerpas e carregadores esperando para subir.
No dia 1º de agosto, um grupo de experientes alpinistas ergue os braços em comemoração. Tinha acabado de se juntar à elite que já conquistou a mais perigosa montanha do mundo.
Enquanto comemoram, um imenso bloco de gelo cai logo abaixo deles e arrasta as cordas fixas. Ainda não sabem, mas serão obrigados a descer na escuridão e sem o apoio das cordas.
Dos trinta que partiram, 11 jamais retornarão. Graham Bowley narra toda a tensão e tragédia daquele dia fatídico - histórias de coragem humana, insensatez, sobrevivência e perda devastadora - e nos coloca no interior das mentes daqueles que estavam dispostos a arriscar tudo em busca de uma das realizações máximas do alpinismo.
O que os levou a tentar conquistar esse pico? E o que deu errado? Baseado em entrevistas com os alpinistas sobreviventes, xerpas, carregadores e familiares e amigos dos falecidos, 'Morte e vida no K2' é o incrível relato de um dos maiores desastres da história do montanhismo.
*K2 - Vida E Morte Na Montanha Mais Perigosa Do Mundo* (9,5)
Editora Gaia
Um relato histórico MUITO bem escrito. Um livro que encanta mesmo não montanhistas.
Com 8.611 metros, a segunda montanha mais alta do mundo, o K2 desponta na cordilheira do Karakoram, no norte do Paquistão. Os escaladores consideram-no a conquista máxima do montanhismo, e não é sem razão. Quatro vezes mais mortal que o Everest, o K2 tirou a vida de 77 escaladores desde 1954. Em agosto de 2008, onze escaladores morreram em um período de 36 horas no K2 – a pior tragédia em um único evento na história da montanha, e a segunda pior na extensa crônica do montanhismo nas cordilheiras do Himalaia e do Karakoram. Mesmo assim, galgar o cume do K2 continua sendo a maior meta de escaladores do mundo todo. Antes de encarar o desafio que é o K2, Ed Viesturs, um dos grandes montanhistas de altitude de nosso tempo, já o via como o “santo graal do montanhismo”. Nesta obra, Viesturs explora a notável história da montanha e daqueles que tentaram conquistá-la
*Deixado para morrer* (8,0)
Em 1996, Beck Weathers e seu grupo de alpinistas empenhavam-se na dura jornada de vencer o Everest quando uma tempestade inesperada atingiu a montanha, desmantelando o grupo e os deixando à deriva em meio à nevasca e ao vento congelantes, que cegavam e impediam qualquer movimento em direção à salvação.Quando foi possível uma primeira tentativa de resgate, Beck estava à beira da morte e foi abandonado na neve enquanto outros, com mais chance de sobreviver, foram salvos. Doze horas mais tarde, aconteceu o inexplicável: Beck surgiu descendo a montanha na direção do acampamento, cego, sem luvas, o gelo invadindo até mesmo o interior do macacão térmico.Assim como Beck, dezenas de pessoas foram surpreendidas naquele 10 de maio, até então o dia mais mortal em 75 anos desde a primeira investida humana no Everest. Oito morreram. Deixado para morrer é um dos mais impactantes relatos dessa tragédia. Beck revisita a decisão de escalar uma das montanhas mais perigosas do mundo – à época ele era um alpinista amador de 49 anos – e narra toda a sua incrível jornada desde a tempestade que deveria tê-lo matado até sua surpreendente volta à vida. Tudo isso com a intensidade única de quem ganhou uma inesperada e extraordinária segunda chance.Em sua narrativa Beck fala de várias questões práticas de alpinismo, preparação física e sobrevivência, especialmente no que se refere à empreitada no Everest, prato cheio também para os leitores que se interessam por esportes extremos e aventura.“Uma história de sobrevivência extraordinária.”USA Today“Acima de tudo, esse impressionante relato é uma representação das dificuldades de um homem que luta para refazer sua vida.”
*No teto do mundo*
Rodrigo Raineri / Diogo Schelp
Rodrigo Raineri, um dos alpinistas mais experientes e bem-sucedidos do Brasil, narra, com Diogo Schelp, suas experiências nas quatro expedições (em 2005, 2006, 2008 e 2011) para alcançar o cume do monte Everest, a 8.848 metros de altitude. Em No teto do mundo, o leitor vivenciará em detalhes todas as dificuldades enfrentadas por Raineri em suas escaladas. Mais do que apenas um relato, o livro fala sobre vencer os próprios limites; de superar as adversidades; da dor de perder o companheiro Vitor Negrete — parceiro de muitas escaladas — para a montanha; de saber que o Everest não é uma montanha qualquer, é Chomolungma, a Deusa Mãe do Mundo, e pode ser implacável com aqueles que a desafiam. É, sobretudo, um livro sobre a perseverança, a coragem e a amizade para superar os desafios e conquistar o teto do mundo!
*Não Há Atalhos Para Chegar Ao Topo*: Escalando As Catorze Maiores Montanhas Do Mundo
Não há atalhos para chegar ao topo é um relato inédito e completo de um dos grandes nomes de nosso tempo: Ed Viesturs, o primeiro norte-americano a escalar todas as catorze montanhas com mais de 8.000 metros do mundo. Nesta obra, o alpinista descreve com detalhes os erros fatais cometidos por seus amigos escaladores, bem como os riscos que correu e dos quais escapou por um triz. A obra, que conta com um pós-escrito do autor, fotos pessoais e um rico glossário, é o retrato de um corajoso e devotado pai de família e as crenças que o levaram a essa busca perigosa e admirável. Viesturs narra de maneira surpreendente as aventuras e riscos que ele e seus colegas passaram rumo ao topo de renomadas montanhas como o K2 e o Everest. Embora guiado pela filosofia de que “chegar ao cume é opcional, descer é obrigatório”, Ed expõe também os tristes e emocionantes momentos em que amigos se despedem da vida durante o trajeto.
História do montanhismo no Rio de Janeiro (8,0)
Ed. Publit
Waldecy M. Lucena
É um livro histórico no estrito senso da palavra. Muito interessante notar que o montanhismo brasileiro não é tão novo quanto o senso comum nos faz pensar.
Waldecy é um amigo carioca que há muitos anos contribui para a organização do esporte.
“História do Montanhismo no Rio de Janeiro é resultado de um trabalho de mais de dez anos de pesquisa, ao longo dos quais Waldecy Lucena organizou um acervo com centenas de boletins de diversos clubes excursionistas, alguns deles já extintos, um acervo iconográfico com mais de 2000 fotos, além de documentos históricos diversos. De posse deste material, Waldecy decidiu realizar ele próprio uma promessa que ouviu ao longo de seus vintes anos de montanhismo: a publicação de um livro sobre a história deste esporte.
A escalada Brasileira
Antonio Paulo Faria.
Companhia da escalada
Mais um livro histórico, mas este fala do montanhismo em todo o Brasil tendo inclusive um capítulo dedicado à Domingos Giobbi (Fundados do CAP)
Em A Escalada Brasileira, Antonio Paulo Faria, faz um apanhado geral do montanhismo no Brasil. Confira feitos em todos os segmentos, da escalada esportiva à escalada alpina
Por um triz
André Ilha
Ed. Valentina
É um livro simples, que conta histórias do “dia a dia”. Acredito ser o mais próximo do que vocês realmente vão viver durante o curso e nos próximos anos.
Por um Triz, reúne uma impressionante coletânea de histórias vividas por um dos mais experientes escaladores do país nas suas montanhas domésticas, com belezas e dificuldades próprias que em nada ficam devendo, em termos de emoção, às vividas pelos escaladores de maciços rochosos mais famosos, embora sejam certamente diferentes em muitos aspectos.
Horizontes Verticais
Jean Pierre von Der Weid.
Horizontes verticais é um livro para ser lido de um fôlego só. Surpreendente, poder-se-ia dizer, já que se trata de um universo específico, com regras e vocabulário próprios. Jean Pierre consegue traduzir este universo numa linguagem acessível para qualquer um, de modo que depois de algumas poucas páginas, dominamos a narrativa, os termos técnicos e nos sentimos à vontade como num cinema – assistindo a um belo filme.
Meu Everest
Luciano Pires
Não é um livro de montanhismo nem o Luciano é montanhista.
Este livro conta a aventura de uma pessoa comum diante de uma situação incomum... Meu Everest não é sobre a subida, é sobre olhar para trás e perceber o quanto já se subiu. É sobre aprender a voltar quantas vezes forem necessárias, sobre reconhecer o valor dos que vieram antes e principalmente sobre o poder que as metas bem definidas têm sobre nós. É sobre a capacidade de superação humana, diante de novos desafios.
Luciano trocou a gravata pela mochila e o paletó por uma “parka” impermeável. Marcou as férias, despediu-se da família e saiu direto de São Paulo – Capital, para o Campo Base do Everest, a 5,3 mil metros de altura, no Nepal. Sem nunca ter feito uma caminhada com mais de dois dias e este livro conta exatamente como foi.
“Como era gostoso ver a expressão no rosto da turma quando eu dizia que estava indo para o Everest. Para o Nepal. Para Kathmandu. Nomes mágicos, com uma sonoridade diferente, imediatamente remetendo para: AVENTURA. Aqui estava eu, entrando no avião, a caminho do meu sonho. Do meu Everest.”
Sem heroísmo, sem sustos, sem super-homens. Como falamos no início, este livro conta a aventura de uma pessoa comum diante de uma situação totalmente incomum. Mas podia ter sido você lá.
A Vitória Solitária
Peter Habeler - Círculo de Leitores
Não Lembro como consegui esse livro (acho que foi em um sebo na internet). Esta edição e portuguesa (de Portugal).
Conta a história da primeira ascensão do Everest sem uso de oxigênio suplementar, o que era considerado impossível na época e continua sendo algo raro até os dias de hoje. (não vou me alongar aqui sobre o que eu acho sobre o uso de O² suplementar)
Peter Habeler narra-nos esta aventura, os seus preparativos, os seus treinos, a técnica especial usada - mas que, mesmo assim, não prevenia todos os riscos -a longa marcha para o acampamento-base, a montagem dos acampamentos a grande altitude, a subida tenaz para zonas cada vez mais gélidas. Descreve por fim, a sua chegada ao cume, acompanhado por Reinhold Messner, as alegrias, as lágrimas de felicidade e também a profunda comoção sentida quando alcançou o objectivo que se propusera..
Estes livros a seguir, embora não falem de alpinismo, tem tudo a ver com o espírito explorador e obstinado do alpinista. A vontade de seguir em frente contra todas as adversidades, de enfrentar incertezas com garra e obstinação, de continuar acreditando no sucesso mesmo que tudo indique o contrário.
No montanhismo, vocês vão ver, há uma linha muito tênue entre arriscar demais e se estrupiar ou arriscar de menos e não alcançar o objetivo.
Como dosar isso é algo muito pessoal e que muda com o tempo e principalmente experiência.
Alguns dos livros abaixo contam a MESMA história escrita por pessoas diferentes
Livros do Amyr Klink
Mar sem fim, Cem dias entre o céu e o mar, Paratii, Antártica, Não há tempo a perder,
Um cara extremamente técnico e metódico que realizou grandes feitos na navegação.
Particularmente não gosto muito do seu estilo literário, mas as histórias são muito boas.
*Na natureza selvagem* (9,5)
Cia das Letras
Livro sensacional conta uma história que faz repensarmos nossas vidas. Deu origem ao filme de mesmo nome (meu filme favorito nº 1) que tem maravilhosa trilha sonora de Eddie Vedder
Na natureza selvagem, de Jon Krakauer, autor do best-seller No ar rarefeito, traz uma história real. O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição. Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas. Mergulha no mundo da cidadezinha rural, onde homens rudes bebem e conversam sobre o tempo e a colheita. Compara a história do jovem com a de outros aventureiros solitários que tiveram fim trágico. O resultado é uma narrativa envolvente, por vezes amarga, em que os sonhos da juventude se transformam em pesadelo
*A incrível Viagem de Shackleton* (9,0)
Alfred Lansing
Ed. José Olímpyo
A história mais épica de aventura de TODOS os tempos!
Sabe quando tudo dá errado, mas dá certo? Uma viagem improvável, com personagens improváveis, acontecimentos catastróficos e um final triunfante. Nem Hollywood criaria uma trama tão sensacional!
No verão de 1914, Sir Ernest Shackleton parte a bordo do Endurance em direção ao Atlântico Sul. Seu objetivo era cruzar o continente Antártico, passando pelo Pólo Sul, mas pouco antes de alcançar sua base original, o Endurance fica preso no gelo e acaba sendo destruído.
Por quase seis meses, Shackleton e sua tripulação sobrevivem nas placas de gelo em uma das mais inóspitas regiões do mundo, até que conseguem iniciar sua tentativa de salvação nos botes salva-vidas. Através dos diários e entrevistas com alguns membros da expedição, Alfred Lansing reconstrói as dificuldades que a tripulação do Endurance enfrentou. Em uma narrativa fascinante, Lansing descreve como Shackleton conseguiu que, após quase dois anos do início da viagem, todos retornassem com vida.
*Pior Viagem do Mundo* (7,5)
Apsley George Benet Cherry-Garrard
História muito boa mas, este livro em particular, achei a narração muito chata
Com prefácio de Amir Klink, esse é o relato da última expedição do capitão inglês R. F. Scott à Antártica, entre 1910 e 1912. Determinados a serem os primeiros a alcançar o Pólo Sul, os tripulantes do Terra Nova terminaram embarcando numa epopéia de fim catastrófico.
Sob um frio de -40°C (que necrosava os pés) e tendo de contornar erros elementares de planejamento, Scott e quatro companheiros corriam contra o tempo para se adiantar à equipe capitaneada por R.
Amundsen. Chegaram ao Pólo um mês depois do norueguês. Morreram no caminho de volta, a apenas 17 quilômetros do depósito de alimentos mais próximo.A edição brasileira é a primeira a trazer fotografias da expedição, numa pesquisa iconográfica pioneira realizada junto ao Scott Polar Research Institute .
*Endurance* (9,5) *** : a Lenda da Expedição de Sackleton Antar
Caroline Alexander
Conta a história do Shackleton (já tem outro livro acima). Embora este seja mais resumido tem lindíssimas fotos originais. Aquele livro para exibir na estante 😉
*Rumo ao Pólo Sul: a Trágica História de Robert Falcon Scott*
Diana Preston
Mesma história do “pior viagem do mundo”
Enquanto deitavam congelados e famintos em sua pequena barraca na Grande Barreira de Gelo, Robert Falcon Scott, Edward Wilson e ´Birdie´ Bowers devem ter questionado se o mundo exterior conheceria um dia seu destino - sua barraca estava claramente cravada ao longo da linha de marcos entre os depósitos, mas logo seria encoberta pela neve incessante. Na verdade, somente oito meses depois seus corpos seriam descobertos e seus companheiros aterrorizados iriam encontrar suas cartas e diários e ler a comovente ´Mensagem ao Público´ de Scott: ´Se tivéssemos sobrevivido, eu teria uma história para contar da bravura, resistência e coragem de meus companheiros, que iria tocar o coração de cada inglês. Estas poucas notas e nossos corpos sem vida contarão a história
*O último lugar da Terra*
David Breashears
Mesma história do “pior viagem do mundo”. Não li esse ainda, mas pelo Breashears acredito ser o mais bacana.
Em 17 de janeiro de 1912, depois de enfrentar durante mais de um ano as intempéries antárticas, o oficial da Marinha britânica Robert Falcon Scott chegou ao Pólo Sul e constatou que o norueguês Roald Amundsen, com menos homens e recursos econômicos, havia estado ali um mês antes, tornando-se o primeiro a pisar "o último lugar da Terra". Famintos, atacados pelo escorbuto e exauridos pelo esforço de arrastar sua própria carga - enquanto os trenós de Amundsen eram puxados por cães -, Scott e seus homens morreram no caminho de volta e foram transformados em mártires do espírito heróico britânico.Para mostrar que o triunfo de Amundsen não foi um acaso, Roland Huntford reconstitui a história da exploração polar desde seus primórdios e descreve em detalhe as duas expedições rivais. Acaba por desmontar corajosamente o mito de Scott como mártir do heroísmo britânico, revelando suas fraquezas como líder e a incompetência que marcou seu empreendimento. Com base em vasta pesquisa histórica, O último lugar da Terra recria passo a passo as jornadas paralelas de Amundsen e Scott, sem perder de vista, em nenhum momento, a dimensão trágica e humana dos acontecimentos. É um rigoroso trabalho historiográfico que se lê como um empolgante romance de aventura.
*A ultima expedição*
Robert Falcon Scott
29 de março de 1912 - " Acho que é uma pena, mas não creio que eu possa continuar escrevendo. Pelo amor de Deus, cuidem de nossas famílias". R.Scott
Estas foram as útimas frases do capitão Robert Falcon Scott na expedição ao pólo sul. 28 kilômetros separavam Scott, Bowers e Wilson do depósito que poderia ter salvo suas vidas. O corpo de Oates jamais foi encontrado.
A ùltima expedição traz o diário de Scott na expedição do Terra nova à antártica (British Antartic Expedition 1910 - 13).O objetivo era alcançar o pólo sul naquela que deveria se transformar na maior glória de todos os tempos para os ingleses. Scott e seu grupo foi surpreendido pela notícia que O Norueguês Roald Amundsen estava a caminho e assim se iniciava a chamada corrida ao pólo.
Amundsen foi o primeiro. Scott chegou 37 dias depois e na tragédia que se seguiu, acabou transformado em herói e de certa forma apagando a conquista dos noruegueses.
*Pelos Caminhos do Tibet* (5,0)
Airton Ortiz
Em 1987, por grande pressão da embaixatriz americana em Pequim, os chineses permitiram ao escritor Paul Theroux viajar até Lhasa, mas sempre acompanhado por um funcionário do governo. Treze anos depois, o jornalista Airton Ortiz foi além: entrou no Tibete pelo Nepal, com um documento de professor, e percorreu o país de forma camuflada. Depois dele, nenhum outro jornalista ocidental conseguiu adentrar a região. Essa jornada épica e cheia de mistérios e aventuras está descrita neste livro-reportagem, que inaugura a série Jornalismo de Aventura, o gênero jornalístico em que o repórter é o protagonista da reportagem
*Polo Sul*
Roald Amundsen
Em Setembro de 1909, a notícia de que o Pólo Norte havia sido conquistado espalhou-se sobre o mundo. No mesmo instante Roald Amundsen percebeu que o plano original da sua viagem ao redor do Pólo Norte estava à beira do abismo. O único meio de salvar a expedição era trocar de objetivo, dar meia volta e enfrentar o Sul. Essa é a origem da viagem de Amundsen rumo ao Pólo Sul. Apesar de todas as dificuldades, nevascas, geleiras, e sem auxílio de grandes invenções da atualidade, Amundsen chegou enfim ao Pólo Sul, umas das maiores descobertas geográficas de todos os tempos. Este livro desvenda todos os detalhes desta incrível viagem, uma das grandes aventuras do século XX.
*Sul*
Ernest Shacleton
Conta a história do Shackleton (já tem 2 outros livro acima). Só que agora contada pelo próprio !
A determinação inabalável, a lealdade e a resistência deste pequeno grupo de homens, isolado durante quase dois anos nos bastiões do gelo polar, esforçando-se por levar a cabo a sua missão, são uma narrativa única na história da exploração da Antártida.
Ano de 1914, enquanto a sombra da guerra cai sobre a Europa, um grupo liderado pelo experiente explorador Ernest Shackleton propõe-se atravessar pela primeira vez o continente antártico. A distância de aproximadamente 2900 quilómetros será em grande parte sobre terreno desconhecido.
Espera-os uma grande aventura de relatos inesquecíveis, dias extenuantes, noites de solidão e experiências únicas. O otimismo inicial é de curta duração e, à medida que uma vasta extensão de gelo envolve o navio no qual viajam apertando-o até quebrar, a tripulação de 28 homens é abandonada à sobrevivência na imensidão do gelo polar.
Numa luta épica contra os elementos, Shackleton lidera a sua equipa numa busca angustiante pela sobrevivência nalguns dos terrenos mais inóspitos do mundo. Mares gelados e tempestuosos cheios de ondas gigantes, icebergues colossais, um frio atroz que não lhes dá tréguas e a fome sempre iminente são os inimigos mortais destes homens que lutam a todo o custo para permanecer vivos.
A sua viagem será para sempre recordada como prova da força de vontade e do poder da resistência humana.
*Magalhães* (8,5)
Stefan Zweig
Ed. Record
Aventura épica do primeiro navegador a dar a volta ao mundo (pois é desde essa época já se sabia que a terra não é plana kkkkk)
A viagem foi de 1519 a 1522. Saíram 250 homens e voltaram 18 !
Esta é a biografia de Fernão de Magalhães, o primeiro homem a empreender a circum-navegação do globo. O virtuosismo de Stefan Zweig descreve-nos o homem e o seu feito, com grande detalhe e maravilhosa pujança narrativa, a par das circunstâncias históricas em que decorreu a viagem deste português, grande entre os maiores. Magallanes em espanhol, Magellan em inglês, Magalhães foi e é, verdadeiramente, um homem universal e uma figura ímpar do seu tempo.
O CORPO NO LIMITE
Livro muito interessante que conta o que acontece com o corpo humano nas diferentes situações (ar rarefeito nas montanhas, grande pressão nos mergulhos...)
Esta obra traz a experiência pessoal e o conhecimento científicos juntos magnificamente, dando-nos narrativas minuciosas e muito reais da surpreendente capacidade de adaptação do corpo humano. Uma viagem de doutores aos limites da resistência humana. O Corpo no Limite descreve o que acontece quando nós somos empurrados para o limite da existência e em um detalhe intimidador, enxergamos o que a sobrevivência significa realmente.
