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Conjunto Marumbi

Conjunto Marumbi

Trilha realizada no Conjunto Marumbi. Subida pela trilha Vermelha até o Olimpo e descida pela trilha Branca.

Mountaineering

TRILHA CONJUNTO MARUMBI

Berço do montanhismo brasileiro, e considerado a rota de montanhas mais difícil do estado do Paraná, o Conjunto Marumbi localiza-se na Serra do Mar, composto por nove montanhas, sendo que o cume mais alto é o Olimpo, com 1.539 metros. Local este, escolhido por mim e pelos meus amigos Marcelo, Paulinho e Alex, como parte de minha preparação para a Expedição ao Cerro Plata que seria realizada em Janeiro de 2019.

No dia 11 de Outubro de 2018, quinta-feira, as 20:00hs, parti da cidade de Flores da Cunha – RS, juntamente com meus amigos com destino ao Conjunto Marumbi, foram dez horas de viagem pela madrugada até chegar na cidade de Morretes – PR, nesta cidade, você deve cruzá-la e andar alguns quilômetros até chegar na estrada que leva ao posto do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, deixamos o carro no estacionamento do Macuco e a partir disso, o acesso dá-se somente a pé ou com carro 4x4 até chegar à Estação Gustavo Lange e após a Estação Marumbi, serão duas horas de caminhada morro acima, tivemos sorte e conseguimos carona, chegando na estação as 8:00 horas.

Na estação Marumbi, lugar fantástico, realiza-se o cadastro das pessoas que farão o trekking e monta-se as barracas no camping, o qual deve ser reservado com antecedência. Prontos para o trekking do Conjunto Marumbi, escolhe-se a trilha que será realizada, no nosso caso, subimos pela vermelha e descemos pela branca. Lembrando que o horário limite de partida da Estação para as trilhas é as 9:00 horas da manhã, pois até as 18:00 horas deveríamos estar de volta a Estação Marumbi, é proibido acampar na montanha.

Partindo as 8:30 horas, iniciou-se a trilha vermelha, logo de início percebe-se porque muitos consideram esta trilha, uma das trilhas difíceis de se fazer em um único dia, muita escalaminhada e no nosso caso, um pouco a mais de dificuldade em razão de nos dias anteriores ter chovido bastante na região, tendo vários trechos com água. Na trilha vermelha, e posteriormente na branca, notou-se que a sinalização é muito bem demarcada e a fixação de cordas de auxilio é bem mais frequente que na trilha do Pico Paraná por exemplo.

Da metade da trilha vermelha em diante, você encontra muitas vias ferratas, muitas mesmo, onde a exposição ao perigo da altura é frequente, já preocupado com meu razoável medo de altura, e sabendo dessa exposição que iria sofrer, fui equipado com cadeirinha, cinta e mosquetão como auxilio nas vias ferratas.

Pois bem, até então, tudo certo, porém, por volta do 12:00 hs, faltando umas duas horas para o cume, talvez devido ao cansaço de ter viajado a noite toda sem dormir e já ter ido direto para a trilha, ou por falta de alguma vitamina no organismo, meu corpo começou a dar sinais de extremo cansaço, fazendo com que a cada 15 minutos que tivesse que parar para recompor as energias, beber água, segui nesse limite até o cume do Olimpo, que não lembro o horário exato, por volta das 14:30 horas, exausto, me deitei sobre uma pedra e tentei me recompor novamente comendo algo com açúcar e bebendo um Gatorade. No cume não teve-se boa visibilidade, pois havia bastante nuvens no momento.

Partindo do cume do Olimpo, e descendo pela trilha branca, as vias ferratas ainda fazem parte do caminho, porém a trilha branca aparenta ter um grau de dificuldade menor que a vermelha, a descida foi tranquila, eu relativamente estava recuperado, desci num ritmo bom, e a partir da metade da trilha em diante, tivemos o acompanhamento do COSMO – Corpo de Socorro em Montanha, os quais estavam fazendo procedimento padrão na montanha e nos acompanharam na descida.

Chegando de volta a Estação Marumbi, as 18:30 horas, realizou-se o procedimento de cadastro na estação e acampou-se no camping, o qual dispõe de chuveiros, mesas, toda infraestrutura para receber os montanhistas.

Da trilha do Conjunto Marumbi, fica o ensinamento de que apesar de já ter realizado vários trekkings durante os últimos anos, sempre há algo novo a aprender, e que sempre irão surgir dificuldades novas a serem vencidas. Temos muito a aprender com a montanha.

Andrey Moré
Andrey Moré

Published on 05/24/2020 10:54

Performed from 10/11/2018 to 10/12/2018

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Andrey Moré

Andrey Moré

Flores da Cunha - RS

Rox
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Engenheiro civil, montanhista amador. Relato aqui, minhas principais experiências no montanhismo.

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