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Alexandre Janner 24/08/2020 19:59 com 1 participante
    Circuito W - Torres Del Paine

    Circuito W - Torres Del Paine

    Sonho realizado, conhecer a Patagônia e ainda fazer o Circuito W em Torres Del Paine.

    Trekking Acampamento Montanhismo

    1º dia - Punta Arenas / Após conexão em Santiago, Chile, pousamos cedo da manhã do dia 17/02 em Punta Arenas. No voo de aproximação já dava pra ter noção da beleza daquele lugar. O aeroporto fica afastado da cidade e usamos transfer até o Hostel Keoken. Após ambientação, fizemos uma caminhada pela cidade para conhecer a Capital da Região de Magallanes y Antártica Chilena. Está localizada nas proximidades do Estreito de Magalhães, na Patagônia.

    Na parte da tarde, devidamente preparado, fomos a bordo de um catamarã até a Isla Magdalena, para visitar a segunda maior colônia de pinguins de Magalhães da América do Sul. Passeio imperdível, se estiver em Punta Arenas.

    Os pinguins são bem sociáveis e se deixavam fotografar. Este branco no chão não é neve, é cocô de pinguim.

    2º dia - Punta Arenas / Aproveitei parte do dia livre, para locar uma bike e andar pela costaneira. Saí sem rumo, mas logo encontrei alguns atrativos para visitar. A leste da cidade, em direção à região portuária, um museu com a réplica da Nao Victoria, um dos cinco barcos que iniciaram a primeira volta ao mundo, comandada por Fernão de Magalhães e Juan Sebastian.

    No retorno para o hostel, passei numa zona franca, bem na entrada da cidade, e aproveitei para fazer algumas compras. No final do dia usamos um transfer até Puerto Natales. Ficamos no Hostel Trotamundos Patagonia, que possui apartamentos que acomodam até 4 pessoas. Muito bons!

    3º dia - Puerto Natales / Pela manhã, fomos conhecer a Cueva del Milodon Natural Monument, que fica a 24 kms do centro da cidade. Lugar muito interessante para se conhecer estando em Puerto Natales. Milodon foi o único mamífero que viveu exclusivamente na região da Patagônia, a mais de 12 mil anos atrás. A cueva possui 30 metros de altura e 200m de profundidade, composta por estalactites, estalagmites, terreno raro e uma “janela” natural que permite belíssima vista da paisagem. (Fonte Wikipedia).

    No final da tarde participamos de um briefing na Fantastico Sur, antecipando um pouco do que viveríamos nos próximos dias, e durante a noite nos reunimos num dos apartamento para comemorar a trip. O Amigo Marcos Brum pilotou o fogão e saiu um delicioso omelete regado a vinho chileno. Momento ímpar!

    4º dia - Puerto Natales / Ainda o dia não havia clareado e já estávamos a mil. Era o momento de separar a bagagem que ficaria no hostel e o equipamento que iríamos usar nos próximos 9 dias, durante o Circuito W. Muita calma nessa hora. Oportunamente falarei sobre meu planejamento de equipamentos e checklist. Após o café da manhã, caminhamos até o centro da cidade para pegar uma van que nos levaria até Puerto Prait (foto), onde a bordo de um barco faríamos um passeio pelos fiordos.

    Depois de 30 minutos navegando, tivemos que abortar o passeio em virtude das condições do tempo, os fortes ventos deixava as águas bem agitadas. Retornamos ao Puerto Prait, seguimos por terra até o local de almoço e de onde, numa lancha rápida, sairíamos para visitar o Glaciar Serrano. Durante este deslocamento, pela primeira vez, avistamos a cadeia de montanhas de Torres Del Paine. Coração disparou.

    Para o passeio de lancha até o glaciar, usamos uma roupa especial, impermeável e térmica, parecíamos uns astronautas, mesmo assim, o frio, a chuva fina e os respingos, doíam no corpo e no rosto, mas tudo era divertimento. Chegamos até determinado ponto, ancoramos e seguimos caminhando até próximo ao glaciar. Era o meu primeiro glaciar e meus olhos brilharam quando o vi. Nem imaginava que dias depois, estaria remando e caminhando sobre um.

    Final da tarde, novamente usamos transfer até a Hospedaria Laguna Amarga, muito perto da entrada do Parque Torres Del Paine, onde passaríamos a noite. Nossos momentos reunidos, no café, almoço e janta, eram regados de muita integração, histórias e vinho.

    5º dia - Circuito W / O dia amanheceu perfeito. Olha qual era a vista da janela do dormitório. Legal, né?

    Caminhamos até a portaria, fizemos o check-in e entramos no Parque Torres Del Paine (TDP). Ainda usufruindo de alguma mordomia, optamos pelo transfer até o visitor center, de onde iniciamos de fato o Circuito W. De agora em diante, perna pra que te quero. Iniciamos a caminhada 10:11 do dia 21 de fevereiro de 2019. Nesta primeira parte, a caminhada foi até o Refugio El Chileno, que na minha opinião é o mais legal do circuito. Depois de enfrentar uma boa subida, de aquecimento, a caminhada passa ser no vale, entre as montanhas. Lindo demais.

    Nesta garrafinha vermelha com uma caveira, levei um bourbon (Jim Bean) que comprei lá na zona franca em Punta Arenas. Fica a dica pra quem curte um bourbon. Quando o frio batia, dávamos uma calibrada. Na foto, meu amigo Marcos Brum.

    Neste dia caminhei 16 km. Usei o Strava para marcar todo o trajeto e, ao final, produzir um vídeo pelo Relive (está anexo nos vídeos).

    6º dia - Circuito W / Acordei às 4h30, já estava parcialmente vestido, pois a noite foi muito gelada. Dividi a barraca com o Marcos Brum e, segundo ele, ronquei feito um trator. Coitado do Marcos! Peguei a mochila de ataque, o box lanch que o refúgio havia deixado pronto e partimos para ver o amanhecer na base de Las Torres, um bate e volta de 8 km. Foi o maior frio da minha vida, sem dúvida. Tinha nevado durante a noite e meu anorak estava levemente congelado. Armei o tripé da GoPro HERO6 Black para fazer um time-lapse do nascer do sol refletido nos paredões de Las Torres (está anexo nos vídeos), mas o tempo logo fechou. Foi um dos top10 nasceres do sol que presenciei.

    Retornei ao Refugio El Chileno, peguei minha mochila que havia ficado no locker e comecei a descida até o Refugio Torre Central. Normalmente, seguiríamos para o Refúgio Los Cuernos, mas por questões de reservas de estadias, tivemos que retornar um pouco e depois seguir em frente. Ainda bem, pois durante a noite um dos integrantes do grupo passou mal e teve que ser levado para o hospital. Se estivéssemos seguido até o Refúgio Los Cuernos, teria sido muito mais difícil levá-lo. Estava com uma virose e ficou 5 dias no hospital. Acabou o Circuito W para ele, uma pena.

    Neste dia caminhei 18 km.

    7° dia - Circuito W / Na noite anterior, o Edgardo, chefe da nossa expedição, comentou que o dia seguinte seria uma caminhada leve, um pouco longa, mas com baixíssima ou quase nenhuma altimetria. Sendo assim, aproveitei o máximo possível, fazendo muitas fotos, paradas para lanche, hidratação ou mesmo contemplação, registrando na memória aqueles momentos.

    Durante o percurso, Refugio Torre Central até Los Cuernos, conheci a Fiorela, uma porto-alegrense, vejam só, que estava fazendo algumas caminhadas sozinha pelo parque. Trocamos uns 5 minutos de prosa e seguimos nossos caminhos.

    Quando cheguei no refugio, fiz check-in, peguei meu vale janta, vale banho e dei entrada no camping. Dividiria a barraca com o Marcos novamente. Ah coitado, iria aguentar meus roncos novamente. Mais tarde, já devidamente relaxado, chegou a hora da hidratação. Uma das melhores cervejas que já tomei, Austral Calafate. Simplesmente demais.

    Neste dia caminhei 17 km.

    8º dia - Circuito W / Este seria o dia do grande desafio, pois além do deslocamento entre refúgios, teríamos o ataque aos miradores. Foi punk, mas valeu a pena. Deixei minha mochila no guarda parque do camping Italiano e segui leve. Até o Mirador Francês foi rápido. Dava pra ver e ouvir as avalanches naquelas montanhas ao fundo. Incrivelmente assustador.

    Toquei até o Mirador Britânico e a caminhada foi bem mais cansativa. Para alcançar o topo do mirador tinha muita subida pela frente, mas com esforço cheguei lá.

    Fiquei por algum tempo contemplando o vale, o lugar é de uma beleza que faz a gente não querer ir embora. Mas, tinha toda a descida e ainda o deslocamento até o Refúgio Francês. Desta vez, ficaríamos em Domos.

    Olha eu aí, de banho tomado, acomodado no beliche e fazendo minhas anotações no diário, anotações essas que foram essenciais para escrever este relato.

    Neste dia caminhei 20 km, com ganho de altitude de 660 metros.

    9º dia - Circuito W / O esforço do dia anterior estava cobrando seu preço. Amanheci com o tornozelo inchado e muito dolorido. Tomei um analgésico, calcei a bota e coloquei o pé na estrada. Neste deslocamento, entre os Refugios Francês e Paine Grande, este já administrado pela Vertice, até então, os refugios anteriores são administrados pela Fantastico Sur, seria não muito longo, mas já com bastante sobe e desce. No caminho passamos pela mata queimada, área equivalente a cidade de Paris, que ocorreu em 2011/2012. Na época, as investigações chegaram até um israelense que teria causado o incêndio, após ter colocado fogo em papel higiênico.

    Apesar de toda a devastação que o incêndio causou, a natureza vem reagindo e em alguns lugares a vegetação rasteira já cobre o solo. Quanto as árvores, essas irão demorar para se recuperar.

    Pela primeira vez durante o circuito, a chuva apareceu e veio brindar nossa aventura. Quem aqui não gosta de um trekking com chuva? Já perto do Refúgio Paine Grande, nos deparemos com uma família de patos, que gostaram de pousar para fotos. Preste atenção na foto e tente identificar todos os integrantes desta família linda.

    No final do dia, já devidamente instalado e banho tomado, subimos até o pub que tem no segundo andar do refugio, com uma vista fantástica, para bebemorar e contar histórias. E foram várias cervezas Austral.

    Neste dia caminhei 11 km.

    10º dia - Circuito W / Meu tornozelo estava cada vez mais inchado e dolorido, mas nem cogitava a hipótese de abortar o circuito. Isso não passou pela minha cabeça nenhuma vez. O deslocamento deste dia seria do Refugio Paine Grande até o Grey. Sabia que seria um dia bem exigente, com subidas e descidas, alguns lugares com trilha irregular, ou seja, meu tornozelo iria levar outra porrada. Ajustei bem a bota, para deixar a pisada firme. O uso dos bastões nunca se fez tão necessário, aliviando o peso que jogava sobre o pé machucado. Em determinado ponto da trilha, na Laguna Los Patos, o vento estava soprando muito forte, muito, mas MUUUUIIITO forte mesmo, difícil de ficar em pé.

    Durante todo o trajeto, essas placas ajudavam a ter noção de onde estava e pra onde iria. Confesso que algumas vezes nem era bom saber quanto faltava.

    Ao longe avistamos o Glaciar Grey. Era o nosso objetivo final do circuito. Majestoso e imponente, mesmo estando a 8~10 km de distância. Paramos no Mirador Lago Grey, ponto mais alto deste deslocamento, a 250 metros. Havíamos saído de 45 metros no Refugio Paine Grande. O vento dificultava e deixava perigosa a aproximação dos penhascos.

    Na foto, da esquerda para a direita. Dieni, Edgardo, Clarice, Fabiola, Marcos Brum, Lucas e Eu.

    Chegamos ao Refugio Grey às 11:11 do dia 26/02/2019. Lugar lindo e bem estruturado. Aliás, os 2 refúgios que passamos administrados pela Vertice, são top, apesar de ter gostado muito do Refugio El Chileno, administrado pela Fantastico Sur. Fica o reconhecimento pelo belo trabalho que fazem dentro do Parque Nacional Torres Del Paine.

    Meu pé latejava, mas ainda tinha a caminhada até as pontes suspensas e a remada de caiaque no final da tarde. Seguindo a frente, como se fosse fazer o Circuito O, ficam as pontes suspensas que são ponto obrigatório de visitação. Ida e volta, deve dar uns 5km. Não consegui ir até a ponte maior, fiquei na primeira, pois estava difícil caminhar. No retorno, ainda fomos até o mirante do glaciar, onde tem algumas placas que mostram o retrocesso do glaciar. Seja lá por qual motivo, aquecimento ou fim de uma era glaciar, é triste saber que o Glaciar Grey está diminuindo rápido de tamanho.

    Observe na foto, a esquerda, as marcas na rocha onde o glaciar já esteve. Aí onde estou, também já foi glaciar algum dia.

    Ao final da tarde, mais uma experiência incrível. Remar um caiaque ao lado de icebergs e chegar próximo ao glaciar. Essa viagem a Patagônia foi muito marcante. Todos os dias uma experiência marcante. A cada curva das trilhas, era brindado por uma paisagem deslumbrante. Foram dias intensos. Quando retornei da viagem, quem olhava as mais de 1500 fotos, me elogiava por ser um fotógrafo muito bom. Eu os corrigia. Fotografar na Patagônia é fácil, basta enquadrar. Tudo é lindo. Tudo é encantador. Tudo é deslumbrante.

    Ah sim, a remada ao lado de icebergs. Foi de tirar o fôlego. Difícil descrever o que senti.

    Neste dia caminhei 20 km, no sacrifício, e remei um bocado.

    11º dia - Circuito W / Estava tomando analgésico de 8 em 8 horas. Não gosto de tomar remédios, mas desta vez deixei a farmacologia me ajudar. Acordamos cedo fomos até o pier, para usar um barco e ir até a borda do Glaciar, onde o degelo deixou uma montanha de rocha exposta. Atracamos e seguimos caminhando até o ponto onde nos equipamos, com cadeirinha, crampon e piolet. Caminhar sobre um glaciar, ouvindo seus sons, do gelo rachando, pequenos, médios e grandes desmoronamentos, os cravos do crampon no gelo, enfim, é música para os ouvidos de aventureiros. Fizemos um passeio circular, nos dependuramos (com toda a segurança) na beirada de um sumidouro e das gretas. Como já havia escrito, experiências intensas.

    Enquanto esperávamos o catamarã, para sair do parque e ir até Pousada Pehoe, onde passaríamos a noite. Fiz um registro fotográfico que marcou bastante o grupo. Parece que todos estavam em transe, contemplando o entardecer, agradecendo tudo o que havíamos vivenciado, com muita integração entre o grupo, muitas histórias, experiências e lembranças.

    Neste dia caminhei 18 km e totalizou 120 km durante Circuito W.

    12° dia - No último dia, fiz algumas fotos da Pousada Pehoe e do Salto Paine Grande. Meu pé estava muito inchado e simplesmente havia perdido a possibilidade de articulação do tornozelo. Mais tarde, já em Porto Alegre, após exames foi constatado uma fratura por estresse, fissura óssea na tíbia decorrente da aplicação de força de impacto excessivo em atividade repetitiva.

    Usamos ônibus de linha, lotado de trekkers, para o deslocamento de retorno até Puerto Natales, onde havíamos deixado as bagagens na Pousada Trotamundos.

    13º dia - Day off em Puerto Natales e transfer durante a tarde até Punta Arenas

    14º dia - Embarque em Punta Arenas às 08:00AM

    Fica aqui minha gratidão ao grupo que se conheceu no aeroporto de Porto Alegre, mas parecia ter uma sinergia de muitos anos de convívio. Meu agradecimento ao Edgardo e Dieni, da Rota Sul Adventure, que propiciou este roteiro incrível e irretocável.

    Na foto, da esquerda para a direita, Eu, Angela, Ana Carolina, Dieni (Rota Sul), Marcos Schmidt, Clarice, Edgardo (Rota Sul), Marcos Brum, Ana Cristina, Lucas, Marcia, Fabiola, Edi e Ana.

    A saber, optamos por usar toda a estrutura disponível no parque, dormindo nos refúgios, ou camping montando, e alimentação completa (café, box lanch e jantar). Isso nos permitiu andar muito mais leve.

    Usei durante o Circuito W:

    • Mochila Deuter Futura PRO 36 litros
    • Primeira camada camisetas manga longa Track&Field
    • Segunda camada Fleece Columbia
    • Terceira camada Jaqueta Plumas The North Face
    • Jaqueta e calça impermeável The North Face
    • Calça Silver Ridge Columbia
    • Bermudas suplex para caminhadas (sim, eu asso entre meio as pernas)
    • Saco estanque e compressão eVent Sea To Summit (todas as roupas dentro)
    • Boné
    • Protetor solar
    • Crocs
    • Bota Salomon Ultra Trek GTX
    • Vários pares de meia lã merino Solo
    • Liner Sea To Summit (usava dentro do saco de dormir fornecido pelo refúgio)
    • Kit primeiros socorros (básico para dores, pequenos curativos, bolhas, queimaduras, cobertor de emergência,...)
    • Kit básico EDC (headlamp BlackDiamond, canivete suiço, silvertape, abraçadeira de nylon, cordelete, apito,...)
    • Kit higiene pessoal (escova/pasta dental, shampoo/sabonete de hotel, desodorante, bepantol (assaduras) e polvilho antisséptico (para os pés), lenços umedecidos, papel higiênico,...)
    • Equipamento fotográfico (GoPro HERO6 Black e celular Motorola G6)
    • Powerbank 10000 mAh
    • Caderneta de anotações
    • Passaporte / dinheiro (dólar) / cartão crédito
    • Lanches (fornecidos pelos refúgios)
    • Garrafas de água de 750ml Camelback
    • Óculos de sol Julbo
    • Bastões de caminhada Naturehike
    • Toca e luva de lã
    • Shemagh (foi bastante usado)

    No hostel, deixei uma duffel bag Sea To Summit 65 litros, com outras roupas, tênis e uma mochila Deuter Speed Lite 16 litros, que usei em alguns passeios e como bagagem de mão. Despachei a duffel bag com tudo dentro, inclusive o equipamento de trekking.

    Alexandre Janner
    Alexandre Janner

    Publicado em 24/08/2020 19:59

    Realizada de 16/02/2019 até 02/03/2019

    1 Participante

    Trilha Sul

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    1747

    5 Comentários
    Bruno Negreiros 25/08/2020 07:39

    Janner, grande relato. Fico feliz de te ver aqui na plataforma. Seja bem vindo de fato!

    Alexandre Janner 25/08/2020 07:47

    Obrigado pelo incentivo, Bruno. Escrever tem sido uma forma de viajar. Abraço

    James Polz 12/09/2020 09:28

    Show Janner!!! A Patagônia é fantástica e torna-se inesquecível para todos seus visitantes!!!

    Alexandre Janner 12/09/2020 09:44

    Obrigado, James! Abração

    James Polz 12/09/2020 17:47

    🤜🏻🤛🏻

    Alexandre Janner

    Alexandre Janner

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