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Bruna Fávaro 04/26/2016 18:05
    Chapada Diamantina - Vale do Pati

    Chapada Diamantina - Vale do Pati

    Trekking clássico na Chapada Diamantina - Bahia!

    Trekking

    Chegando na Vila do Capão

    Saímos de São Paulo de avião até Salvador, passamos uma noite na cidade e no dia seguinte às 7h da manhã partimos de ônibus pela Real Expresso até a cidade de Palmeiras.

    Antes de chegar em Palmeiras, o ônibus passa por Lençóis, cidade central para quem quer conhecer os encantos da Chapada.

    Chegamos em Palmeiras às 15h e já pelo caminho pegamos a maior chuva. Lá encontramos o Sr. Gilson que nos ofereceu transporte até a Vila do Capão por R$70,00 o carro fechado. Haviam três pessoas interessadas no transporte, então dividimos entre nós o valor.

    O trajeto até o Capão é de 20km, mas pareceu uma eternidade, pois a estrada estava cheia de lama e buracos.

    Já no Capão nos hospedamos na Pousada Vila Esperança, que na época custava R$150 a diária do casal. Foi uma hospedagem muito especial, aconchegante, café da manhã maravilhoso e muita simpatia do dono Celso e equipe. A Vila do Capão é um lugar muito agradável, voltado ao turismo. Jantamos numa pizzaria vegetaria bastante famosa dali e pagamos R$30 numa pizza média deliciosa!

    Cachoeira da Fumaça por cima

    Saímos às 11h para conhecer a famosa cachoeira, cuja trilha se inicia na estradinha que chega ao Capão, acessível a pé.

    A trilha que sobe até a altitude de 1350m é bastante tranquila e devido ao grande fluxo de turistas, quase há uma "escada" natural no solo. A partir do momento em que chegamos ao topo do morro e a trilha tornou-se plana, as consequências dos dias chuvosos apareceram: trechos bastante encharcados e locais com poças de água enormes. Segue-se reto por uma trilha bem marcada até que se chega num rio cuja água vai formar a tal Cachoeira da Fumaça. O rio estava bastante cheio. Foi um pouco assustador atravessá-lo. Depois disso, têm-se uma visão incrível da queda d'água, num vale imenso, com muitos pássaros... realmente incrível.

    Na volta, almoçamos um pratão de carne de sol no Restaurante da Dona Dalva e começamos a ir atrás de alguém que nos levasse até o início da trilha do Vale do Pati no dia seguinte, até o local conhecido por "Bomba". Fato é que ninguém queria nos levar, pois com a chuva incessante que fazia, os motoristas não queriam arriscar atolar o carro no caminho.

    Tentativa de Travessia

    Inicialmente nosso planejamento contava com 5 dias de andanças pelo Vale do Pati. No entanto, com as chuvas cada vez mais fortes, todo nosso esquema foi literalmente por água abaixo.

    Essa travessia inicia-se no povoado do Bomba, onde há um rio, e segue até a cidade de Andaraí. Acontece que por dois dias tentamos atravessar o rio do Bomba e não conseguíamos, devido ao volume de água. O que fez com que mudássemos completamente os planos.

    Contatamos o motorista Hena [(75) 3344-1059] para nos levar até a cidade de Guiné e então partiríamos para o Pati dessa outra cidade. Ele nos cobrou R$180 pelo trajeto, que levou cerca de 3h, devido à condição péssima da estrada. Em Guiné nos hospedamos na Pousada Guiné e lá ficamos pos mais dois dias, com uma chuva torrencial rolando e sem nenhuma expectativa de que ela fosse parar.

    Guiné - Casa da Dona Léia (Morro do Castelo e Cachoeirão)

    Finalmente criamos coragem começamos a caminhar, depois de muitos dias de preguiça esperando a chuva forte passar. Logo pela manhã fomos a pé até o chamado Morro do Beco, subimos todo ele e encontramos no caminho duas senhoras: a Dona Léia e sua mãe, Dona Noêmia, ambas moradoras do Pati. Conversamos um pouco e acabamos fazendo todo o caminho junto com elas. Inicialmente não nos hospedaríamos na casa dela, mas devido à companhia, achamos que seria adequado ficar por lá. E foi o que fizemos.

    A Dona Leia nos cobrou R$25/pessoa/dia pela acomodação e R$30/pessoa/dia para tomarmos café e jantarmos. Depois de chegarmos (13h) e nos acomodarmos, passamos o resto do dia conversando com ela sobre as histórias locais e as dificuldades e belezas de viver ali na região.

    No dia seguinte, partimos para conhecer o Cachoeirão. Não tivemos dificuldade com o trajeto e estávamos apenas com um desses mapas que se vendem pelas ruas. Compramos o nosso da Pousada Pé no Mato, lá no Capão. O lugar é belíssimo e realmente vale a visita.

    No terceiro dia de caminhada resolvemos subir o Morro do Castelo, que fica aos pés da casa da Dona Leia. A subida foi um pouco chatinha, muitas pedras soltas. Chegando lá encontramos o tal túnel que passa por dentro do morro e sai do outro lado, que dá vista pra um vale incrível.


    Na volta do Morro do Castelo senti muita dor no joelho. Muita mesmo. Tanto que alteramos novamente o plano inicial que era finalizar a travessia em Andaraí e resolvemos voltar para Guiné, que era a cidade mais próxima de onde estávamos.

    Novamente em Guiné, pedimos ao dono da Pousada Guiné, o Eduardo, que nos levasse a Lençóis (R$200,00). Em Lençóis nos hospedamos num chalé no Camping Lumiar (R$225/diária casal)

    Passamos alguns dias em Lençóis, onde há diversos atrativos naturais para conhecer e aproveitar, além da cidade ter uma infra estrutura turística sensacional, com restaurantes deliciosos (vale notar o "Quilombo", onde comi o melhor escondidinho de carne seca da minha vida). Nesses dias conhecemos ali próximo (a pé), as piscinas do Serrano, as tais areias coloridas, a Cachoeirinha, a Cachoeira Primavera e depois um Mirante.

    Para os passeios mais afastados da cidade, contratamos o guia Deyclon (Nêgo) na Associação de condutores (75) 99984-1140. Com ele conhecemos o Rio Mucugezinho, o Poço do Diabo, o Morro do Pai Inácio, Gruta da Torrinha.

    Realmente foi uma viagem em que, apesar de todo o planejado ter dado errado, ainda saímos no lucro, pois os lugares eram incríveis. A chuva forte durante praticamente todos os dias nos prejudicou bastante e fez com que nem os destinos mais turísticos de Lençóis pudessem ser feitos (Gruta azul, Pratinha) devido à lama.

    O que é uma razão mais do que suficiente para voltar lá!

    :D

    Bruna Fávaro
    Bruna Fávaro

    Published on 04/26/2016 18:05

    Performed from 12/18/2013 to 12/31/2013

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    12 Comments
    Bruno Simoni 05/07/2016 22:22

    Moro em Salvador...

    Carlos Araújo 05/08/2016 12:03

    Agora é só acertar as datas.... só tenho fds e feriados livres... e as férias, rsssss.... Quero voltar :)

    Bruno Simoni 05/17/2016 15:26

    Olha tô indo domingo com duas amigas, retornando na quarta.... mas tô na área.....

    Bruno Simoni 05/17/2016 15:27

    Ah, não sei se vcs já viram mas tenho um grupo no face chamado Compartilhando a Chapada....

    Rodrigo Bueno Alves 10/19/2016 22:29

    Está nos meus planos esse local ! 😉✌️️🚴🏻

    Ederson 10/25/2016 13:54

    A Chapada Diamantina é linda. Já fiz esse Trekking em 2015, 3 dias e meio. Partimos de Guiné e chegamos em Andaraí. Planejamento pra voltar.

    Mochileiro Frois 08/03/2018 23:00

    vamos de novo meu povo ?

    Mochileiro Frois 08/03/2018 23:08

    Voce fez em quantos dias ? obrigado por disponibilizar a trilha.

    Bruna Fávaro

    Bruna Fávaro

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    Montanhista, ciclo-mochila-viajante, professora e de bem com a vida!

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