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P5 no Parque Nacional da Tijuca (até Andaraí Maior) | RJ

P5 no Parque Nacional da Tijuca (até Andaraí Maior) | RJ

Trilha no Parque Nacional da Tijuca, passando no Alto da Bandeira, Pedra do Conde, Morro do Anhanguera, Mirante do Excelsior e Andaraí Maior

Hiking Mountaineering

Alto da Bandeira, Pedra do Conde, Morro do Anhanguera, Mirante do Excelsior e Andaraí Maior.

Trilha realizada em 02.08.2020.

Tipo de Aventura: Trilha (hiking) de um dia realizada no Parque Nacional da Tijuca - PNT.

Ponto de Início: Praça Afonso Viseu (Alto da Boa Vista): https://goo.gl/maps/tdSr6kAEzmf6DFXD8

Ponto Final: Andaraí Maior: https://goo.gl/maps/gw85orZHHhxUHRH7A

Tracklog Recomendado: Dino Leopoldino – P14 (Até o Andaraí Maior)
https://www.wikiloc.com/hiking-trails/p14-circuito-14-picos-da-floresta-da-tijuca-dino-12352576

Dados: Aproximadamente 7km de caminhada. Dificuldade (FEMERJ): moderada.

Informações Importantes

  • Terceira guiada em 15 dias pelo Gabriel Torres (Spiro), dono da Spiro Turismo, uma empresa de ecoturismo super legal e consciente. O cara é fera e conhece muito bem todos os cantos do Rio de Janeiro. Além disso, ele é especialista no Pico do Perdido. Contato: 21 98157-5232
  • Ótima opção de caminhada pra quem não quer fazer as trilhas mais famosas do PNT, como Pico da Tijuca ou Papagaio.
  • A trilha não apresenta muitas dificuldades técnicas e pode ser um ótimo treinamento de fim de semana.
  • O caminho é bem orientado, mas foge dos caminhos mais famosos do Parque Nacional da Tijuca. Esteja sempre ligado pra não pegar uma entrada errada.
  • Você pode continuar a caminhada rumo ao Pico da Tijuca (e outros mais depois) se estiver com disposição.
  • Para os mais experientes, recomendo a trilha do P14 completa (tracklog neste relato).
  • Um agradecimento especial ao Renato Olmos. Valeu pela amizade e pelas fotos. Andou bem demais nessa trilha.

RELATO

Esse relato é o terceiro de uma sequência de trilhas que marcaram a minha reaproximação com as montanhas da cidade do Rio de Janeiro no meio da pandemia provocada pelo Covid-19. Antes dessa, fui ao Pico do Perdido e fiz a Travessia Alto da Boa Vista x Grajaú. O objetivo era seguir a ideia das caminhadas anteriores de procurar uma trilha de fácil acesso na cidade, mas fugindo das rotas mais tradicionais e, consequentemente, mais cheias. Por isso, optamos por fazer o P7 (sete pontos) do Parque Nacional da Tijuca. No fim, fizemos o P5.

Saí de casa e segui direto para a Praça Afonso Viseu, onde fica a entrada tradicional do PNT. Encontrei com o pessoal e entramos no Parque por volta das 10:00. Seguimos pela Estrada da Cascatinha, pegamos um corta-caminho depois da Taunay e saímos já próximos da Capela Mayrink. Lá, pegamos uma entrada à direita até uma “praça” com alguns bancos de concreto. A trilha, de fato, começa ali.

Começamos a subida pela mata num pequeno zig zag até uma bifurcação. Lá, pegamos à direita rumo ao Alto do Bandeira. Sobe uns 5 minutos e... FALSO CUME. Não é ali, vira à esquerda, desce um pequeno vale, sobe e, aí sim PICO.... chegamos no P1. Caminhamos de volta até a bifurcação mencionada, mas agora pegamos a outra entrada (esquerda do referencial do começo da subida).

Avistando a Pedra do Conde.

Dali seguimos uns 700 metros por uma trilha muito bem demarcada na direção norte. Entre muitas brincadeiras e zoações, mais uma bifurcação e pegamos à direita rumo à subida da Pedra do Conde. Para quem estava parado, essa subidinha deu uma canseira. Segui firme na frente do grupo tentando me desafiar. Eu queria ver realmente como eu estava depois de tanto tempo parado. Até que não fui mal, mas cheguei lá em cima baforando (P2). Logo em seguida foi chegando um por um. Um com a cara pior que o outro. É, a gente precisava treinar... Do Conde rola um visual muito maneiro da Pedra da Gávea... Bizarro é ir até esse ponto que recebe o nome por conta do do Conde Aymar Marie Jacques Gestas, que foi um grande plantador de café na floresta e um dos responsáveis pela sua devastação antes do seu replantio...

Visual da Pedra da Gávea.

Descemos, voltamos à bifurcação e pegamos mais uma vez o sentido norte. Seguimos até que, uns 800 metros depois, entramos á direita para o Morro do Anhanguera. Alguns minutos depois e chegamos no famoso Bosque de Eucaliptos (P3) plantado lá em cima. É bem bonito, mas ao mesmo tempo muito diferente da vegetação do resto do Parque. Vale brincar, curtir e tirar umas fotos legais. Bora lanchar? Mas já? Tô cansado, mano... e assim paramos um pouco.

Descemos, pegamos noroeste e saímos na Estrada Excelsior. De lá, rolou uma pequena reunião sobre ir ou não no Mirante. “será que vale a pena?”, “pow, costuma ser perigoso!”. Esse trecho da floresta é conhecido por ser um pouco perigoso por conta de alguns registros de assaltos. Mesmo assim, resolvemos ir. Andamos mais alguns minutos pela antiga estrada e chagamos no Mirante. Ficamos felizes... havia lá uma viatura da Polícia garantindo a segurança e um visual mais aberto do Mirante do Excelsior (P4) que, aparentemente, recebeu algum tipo de manejo recente pois o visual tava bem mais aberto. Brincamos mais um pouco e retornamos.

Visual do Mirante Excelsior.

Voltamos para a estrada anterior e subimos aproximadamente 1km no sentido noroeste, passamos pelo Largo da Caveira, até que chegarmos (MAIS UMA VEZ) em outra bifurcação: o famoso banquinho entre o Andaraí Maior e o Pico da Tijuca. Depois de um descanso, viramos à direita e seguimos por mais um subidão de aproximadamente 20 minutos até o nosso último ponto do dia. Cheguei na frente cansadão mais uma vez. Galera foi chegando igual... Já começava a sentir o ânimo da galera diminuir. Mas não só o deles... eu já estava de boa e meio exausto. Eu me amarro no Andaraí Maior (P5)...sei lá, acho ele um dos picos mais legais do PNT exatamente por fugir dos roteiros tradicionais e pela vista da minha querida Zona Norte. Eu estava feliz de estar lá novamente depois de tanto tempo. Paramos, tiramos umas fotos, recebemos uma aula de agachamento do Renatinho e descemos.

Zona Norte vista do Pico do Andaraí Maior.

Chegamos no banquinho novamente com uma cara de “bora embora”. A gente até tentou fingir que queria continuar, mas não conseguimos. Eu tava tipo “mano, alguém pede pra ir embora aí, por favor!”... E foi o que o destino decidiu por nós... Adhemar não se sentiu bem e pediu para descer. Por fora, eu dizia “ah, que pena”. Por dentro: “ufa, tô cansado”. Dali iríamos para o Tijuca-Mirim e Pico da Tijuca, mas desistimos. Pesou muito a falta de disposição, mas também o fato de termos visto a subida final do Pico da Tijuca lotada. Como mencionamos, o objetivo era fugir de aglomerações...

E assim descemos a trilha, chegamos na estrada e retornamos até a Praça Antônio Viseu. Chegamos lá em baixo por volta das 14:30. Sei lá, eu tava com uma mistura de felicidade e cansaço. Eu tava feliz de ter estado novamente nos cumes do PNT, mas cansado e preocupado com o meu desempenho. Tinha que ralar para voltar ao montanhismo de fato no período pós-pandemia (que ainda não veio). De certa maneira, as duas trilhas anteriores me possibilitaram o retorno ao contato com a natureza e com os meus amigos. Nessa, tive um choque de realidade e enxerguei a necessidade de me conectar comigo mesmo. Não dava mais pra ficar carregando esse kg a mais não! Era hora de começar a correr por aí... (FOI O QUE EU FIZ).

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros

Published on 02/12/2021 22:16

Performed on 08/02/2020

4 Participants

Josye Villela Adhemar Renato Olmos Marias Aventureiras

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Bruno Negreiros

Bruno Negreiros

Rio de Janeiro

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Engenheiro ambiental e montanhista com o sonho de contribuir para a disseminação dos esportes ao ar livre e de aumentar a conscientização ambiental e social no mundo outdoor.

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