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Praias Selvagens + Pedra do Telégrafo | RJ

Hiking até as Praias Selvagens (Praias do Meio e Funda) e à Pedra do Telégrafo, no Rio de Janeiro/RJ.

Hiking

Tipo de Aventura: Trilha (Hiking) nas Praias Selvagens.
Duração: 1 dia, 22/12/2019.
Ponto de Início e Fim: Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro/RJ.
https://goo.gl/maps/2Fp1n1uNaGLSBLRg8

Tracklog Utilizado: fidelisffv

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/mini-circuito-praias-selvagens-telegrafo-e-tartaruga-17726137

DICAS:

  • É uma boa ideia chegar em Barra de Guaratiba cedo para não ter problemas para estacionar;
  • Leve bastante protetor solar já que haverá intensa exposição ao sol no tempo em que você estiver na praia;
  • As praias selvagens não são urbanas e, por isso, não possuem barracas ou ambulantes. Leve lanche e bastante água para o dia;
  • Leve seu lixo de volta. Infelizmente as praias estão sofrendo muito com os resíduos deixados por visitantes;
  • Curta a Pedra do Telégrafo da sua forma, seja com uma foto legal ou só admirando a formação.

RELATO

Bom, era quase fim de 2019 e eu ainda devia à Maria Clara (lindona da minha vida) uma visita nas Praias Selvagens do Rio de janeiro. Sim, no meio dessa metrópole insana onde vivemos, repleta de praias lotadas e mega estruturadas, ainda existem algumas poucas impactadas pelo avanço da urbanização. É longe? Sim, mas vale muito a pena. Veja bem, eu até curto as praias tradicionais do RJ, com muita gente para todo lado divertindo, aquele Mate gelado passando e a possibilidade de se locomover em transporte público. Porém, quando há uma busca por um pouco de paz e contemplação, ir para esse pedaço do Rio de Janeiro é uma das melhores pedidas.

Bom, acordamos um pouco atrasados do que programamos, tomamos um café reforçado aqui em casa (Vigário Geral), fizemos lanche para o restante do dia, colocamos bastante água na mochila e saímos por volta das 7:00. Lá para as 7:30 estávamos passando na Taquara e resgatando a Luísa, irmã da MC. Time completo, estávamos em três pessoas.

Como mencionado, a viagem é longa, mesmo de carro. Pega a Trânsolímpica até o fim, entra na Avenida das Américas e depois vai até o fim da Burle Marx, chegando em barra de Guaratiba. Ali, as vagas de estacionamento na rua são poucas, valendo a pena mesmo pagar algum estacionamento privado para que não haja uma longa perda de tempo. Bom, pagamos 20,00 e conseguimos um bom local, em frente à Praia de Barra de Guaratiba. Era aproximadamente 8:30.

Mais uns últimos preparativos e fomos seguindo pelas ruas e vielas muito bem demarcadas pela já tradicional pegada da trilha de longo percurso Transcarioca - https://trilhatranscarioca.com.br/quem-somos/, trajeto de aproximadamente 180 km, saindo da Barra de Guaratiba até o Morro da Urca, aos pés do Pão de Açúcar. A trilha que estávamos começando a percorrer é uma parte do 1º Trecho da trilha mencionada. Um lindo pedaço de Mata Atlântica no meio da enorme cidade que vivemos.

Com alguns minutos de caminhada, estávamos subindo as tradicionais escadarias que ficam no fim da Praia do Canto. Vencidas, adentramos na trilha realmente dita. A caminhada não apresenta dificuldades técnicas e a trilha é bem larga e demarcada, de fácil orientação. Da dúvida, permaneça no caminho principal. Com 20 minutos, chegamos na bifurcação que, à direita, segue para a Pedra da Tartaruga e Praia do Perigoso. Após uma pequena reunião, decidimos seguir direto para as praias, já que o nosso maior desejo não era de explorar cada pedaço do local, mas sim passar um bom tempo tranquilos e desfrutando das praias que viriam.

Seguimos e, mais alguns minutos depois, já estávamos descendo para o primeiro ponto de interesse: a Praia do Meio. Vale alertar que esses pontos de descida merecem uma certa atenção para que não haja quedas inesperadas. Se agarre no que estiver disponível e tenha bastante cuidado. A primeira meta era encontrar uma árvore provedora de uma boa sombra para a gente se abrigar. A trilha não estava cheia e, para nossa sorte, não foi tão difícil assim. Mochilas encostadas na árvore, cangas esticadas, papos sobre filosofia e a humanidade e muitos banhos de mar. Permanecemos ali por quase 1 hora, deu tempo até de tirar um cochilo. Como eu mencionei para as meninas: o mais difícil de fazer trilha na praia é sair dela.

A Praia do Meio.

Tomamos coragem, aproximadamente às 11:00 partimos rumo à segunda praia do itinerário: a Praia Funda. Cruzamos toda a faixa de areia, paramos para recolocar as botas e seguimos por meio das formações rochosas que se mostram entre as praias. É só subir, tangenciar pela direita e ficar atento para a entrada da trilha em uma perpendicular para a esquerda. Novamente as marcações da Transcaricoa facilitam o processo. Dalí, mais uns 15 minutos de trilha para mais uma descida, também com bastante atenção. Chegamos e, claro, o procedimento se repetiu: sombra, conversa e mar. Parecia um ciclo infinito. Ah, que vida dura.

Demarcação da trilha Transcarioca.

Time reunido.

E era, pois uma hora a gente teria que sair de lá. Por volta das 15:30 horas (perdemos a noção do espaço x tempo ali deitados nas cangas) levantamos mais uma vez para continuar a caminhada. Nós já estávamos bem contente com o dia, então resolvemos subir para o Telégrafo pela trilha que sai da Praia Funda, subindo a encosta pelo meio da mata, também muito bem demarcada. Não fomos então para a última praia: a do Inferno, mas apesar disso, recomendo fortemente para aqueles que ali querem fazer uma exploração total do local.

Aqui vale uma análise crítica da situação em que se encontra a região das praias selvagens. Por conta da imensa falta de controle e de educação dos visitantes, existe muito lixo largado por todos os locais sombreados das praias. É uma pena. Isso só reforça o meu sonho de que a educação/consciência ambiental seja efetivamente aplicada e enraizada na vida cotidiana.

Eu, particularmente, adoro essa subida no meio da mata fechada, pulando degraus, pedras, zig zaguiando e curtindo a vegetação da Mata Atlântica. É o meu trajeto preferido de toda a trilha. Subimos e subimos, até virar a direita e seguir rumo a trilha que leva até à Pedra do Telégrafo. Entramos nela e, mais uns 25 minutos, já conseguimos uma belíssima visão da Restinga da Marambaia, a ponta/praia final do Rio de Janeiro, infinita ao olhar. Chegando ao Telégrafo, claro, a tradicional e bizarra fila para tirar foto. Não perdemos tempo nisso, encontramos um canto no seu lado direito com um ângulo irado (mérito da Luísa) e curtimos do nosso jeito.

Restinga da Marambaia.

 

Aquele ângulo sagaz do Telégrafo.

Linda demais.

Bom, agora só nos restava finalizar a trilha. Voltamos para a bifurcação e retomamos para à esquerda, descendo por aproximadamente 20 minutos quando, por volta das 17 horas estávamos de volta nas vielas de Barra de Guaratiba e caminhando até o carro.

Já era verão e fim de ano e, por isso, fora da temporada de montanhismo. Dessa forma, a boa pedida era curtir uma praiana no RJ. Foi um dia muito legal, de intensos debates e, claro, um pouco de preguiça nas praias. Tudo de melhor que pode haver nessa vida. Era também uma das primeiras trilhas com a Maria Clara, essa mulher que balança meu coração S2 (ela vai me matar por escrever isso) e o dia em que estava (de fato) conhecendo a Luísa, então sempre será uma lembrança muito feliz para mim.  Nada como curtir um praião e um trilhão ao mesmo tempo!

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros

Published on 04/01/2020 10:35

Performed on 12/22/2019

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8
Vinicius
Vinicius 04/01/2020 10:41

Excelente post brother!!! 👍👍

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 04/01/2020 10:47

Valeu Vinicius!

Marcelo A Ferreira
Marcelo A Ferreira 04/01/2020 11:15

Muito bom, mestre. Gostei do track indicado também.

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 04/01/2020 11:23

Marcelao, vale pegar a versão completa, indo até a praia do Inferno. É do Fidelis tb.

Clara Santo
Clara Santo 04/01/2020 12:14

Show!!!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 04/01/2020 16:19

Boa camarada!!! Show de relato, como sempre! E até que é uma pernadinha boa hein?!?! rsrsrsrsrs

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 04/01/2020 18:32

Valeu Fliess. Cara, nada como caminhar um pouco e pegar uma praiana, né?

Manoel Rabello
Manoel Rabello 04/07/2020 10:55

Luiza não cometera um hominicídio, ficara feliz.✌️e vc levou sorte, trilheiras são uma espécime rara. Lindas fotos, relato perfeito. Gostei muito. Obrigado e boas trilhas

Bruno Negreiros

Bruno Negreiros

Rio de Janeiro

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Engenheiro ambiental e montanhista com o sonho de contribuir para a disseminação dos esportes ao ar livre e de aumentar a conscientização ambiental e social no mundo outdoor.

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