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Palmas - TO / Parte 2 - Cachoeiras e Tirolesa

Palmas - TO / Parte 2 - Cachoeiras e Tirolesa

No distrito de Taquaruçu, Palmas fica mais radical com diversas possibilidades

Com já relatado na Parte 1 dessa história, estivemos na capital do Tocantins de 22.10 a 02.11 de 2015 para acompanhar os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, o primeiro evento desse tipo. Foram 23 etnias brasileiras e representantes de 22 países dos 5 continentes.

Devido ao calor intenso daquela cidade, com exceção das partidas de futebol que eram disputadas às 7h30, as demais modalidades esportivas eram disputadas ao por do sol, assim como as modalidades de exibição (jogos específicos de um povo, como a corrida de tora, futebol de cabeça (sic) e pelota de fogo do México), e também as apresentações ritualísticas .

Assim, aproveitamos as manhãs para conhecer Palmas e arredores.

Os esportes mais radicais ficam no distrito de Taquaruçu, cerca de 30km do centro de Palmas. É uma região da Serra do Lajeado, uma formação de arenito, com muita laterita (rocha rica em ferro formada em ambiente aquático), de onde surgem várias cachoeiras.

Para chegar lá pegamos o ônibus linha 01 – Eixão até o ponto final no distrito de Taquaralto, onde tem um forte comércio popular.

É costume na região as carnes ficarem expostas, secando ao sol em “aquários” de vidro, com tela na parte superior. Tudo muito limpo.

A carne seca é recheio para os principais pratos da região: paçoca, tapioca, escondidinho, panelinha, etc.

Em Taquaralto “baldeamos” para ônibus da linha 45 – Taquaraçu.

Lá em Taquaruçu descemos próximo da “segunda praça”, onde tem o Centro de Apoio ao Turista. Neste centro, são passadas informações sobre passeios e atividades. Há também uma Agência particular a Ecotrilha que trabalha com rapel, bike, trilhas, tirolesa, etc.

Como estávamos sem carro e com o propósito de andar, fomos conhecer a cachoeira mais próxima do centro do distrito, a da Roncadeira.

Foram cerca de 3km pela estrada, em aclive acentuado.

A descidinha do início da caminhada foi só pra enganar!

A maior dificuldade é que em um longo trecho não há acostamento. È preciso ficar atento aos carros e forte ao aclive que vai acentuando.

Uns moradores do local nos avisaram para tomar cuidado, pois lá era o lugar que mais morria gente. Pensamos a princípio que estava falando da cachoeira, mas depois descobrimos que estavam falando da estrada. Há uma curva muito perigosa e pelas condições do guard rail, os acidentes são graves.

E chegamos ao início da trilha onde há um ponto de apoio para lanches, tapioca com óleo de babaçu, café grátis (essensial para nós paulistas, tanto por ser café como por ser grátis)), bijuterias de capim dourado e banheiro. Para entrar na trilha, que está em uma propriedade particular, paga-se uma taxa de R$ 8,00 por pessoa.

São mais 1,5km até a Cachoeira da Roncadeira.

O início da trilha se dá por uma escada hidráulica que desvia águas pluviais da estrada. Assim, se tiver chovido pode estar lisa.

Depois a trilha é de terra beirando riachos, em meio à mata fechada. Uma transição entre cerrado e floresta amazônica. A floresta é tão fechada que nem percebemos como foi forte a chuva que caiu.

Pausa para descanso em um cipo.

Cerca de 80 metros antes da cachoeira principal, há uma outra cachoeira também muito bonita e boa para uma ducha e fotos.

Nesta Cachoeira não há lago e por isso fica mais fácil chegar debaixo da queda d'água.

Enfim chegamos à Roncadeira. A altura tem cerca de 70 metros. A pressão da água gera um fluxo forte e vento. Abaixo, há um pequeno lago no entorno, com fundo de areia e pedras pequenas. Ao entrar a água é bem fria, mas logo o corpo acostuma e o banho se torna uma delícia.

Nesta Cachoeira há instalação de rapel, que pode ser agendado. A corda amarela da foto faz parte da tralha.

Não é permitido levar comida e bebida na trilha. Assim, o local é bastante limpo e conservado.

Hora de se enxugar e pegar o caminho de volta até a casa de apoio. Muito gentil, o responsável pelo lugar nos deu carona de volta até o centro do distrito de Taquaruçu.

Faltava ainda curtir a principal atração do lugar. A tirolesa. Voltamos a Taquaruçu no dia seguinte, mas não fomos felizes, pois era dia de semana. A tirolesa funciona nos fins de semana pois os responsáveis trabalham em outras atividades durante a semana.

Aproveitamos então para ver o artesanato do lugar. D. Tereza tece cestos e móbiles com palha de babaçu. Um lindo trablho.

Sem desistir, e mesmo com tempo fechando feio no céu, retornamos mais uma vez a Taquaruçu no domingo, e desta vez a tiroleza estava funcionando.

A Tirolesa “Vôo do Pontal na Serra do Carmo” em Taquaruçu é uma aventura que presenteia os participantes com uma visão única da Serra do Lajeado.

O contato para reserva é o Anésio pelo telefone 63 9281-5024. O custo foi de R$ 75,00 por pessoa.

O acesso até esta plataforma é feito de carro, num percurso de 9km, em estrada de chão e fica a cargo da equipe de apoio.

O ponto de descida - plataforma de lançamento - fica no topo do Morro Pontal do Meio, na Serra do Lajeado a uma altitude de 600 metros.

É uma descida que tem 1300m e dura aproximadamente 1 minuto. É considerada uma das três maiores tirolesas do Brasil.

A casinha lá em baixo é o destino! Tarde demias para desistir!

No início a descida é quase uma queda livre, que dá aquele frio na barriga. Mas depois a sensação de “voar” por sobre os buritis é gratificante.

Olha bem que eu tô vindo (quase no terço final da descida e ainda estou loooonge!) Ao fundo o topo de morro onde está a plataforma de lançamento.

Agora já pertinho.... .... Agarradinho nos cabos, mas feliz.

Agora sim, cheguei! Com uma vontade de pedir: "De novoooo"!

Para finalizar, almoçamos no restaurante Mandala. Excelente comida de fogão a lenha, por kilo.

Desta vez não deu para ir para o parque do Jalapão, cerca de 300km de Palmas, nem para a Ilha do Bananal, onde estão várias aldeias indígenas. Quem sabe no ano que vem.....

Claudio Luiz Dias
Claudio Luiz Dias

Published on 11/10/2015 22:39

Performed from 10/21/2015 to 11/02/2015

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Claudio Luiz Dias

Claudio Luiz Dias

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Agrônomo pela ESALQ USP.Trabalha na CETESB (Agência Ambiental do Estado de São Paulo) desde 1990. Interesse por meio ambiente, historia e cultura (foco em cerâmica indígena)

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