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Peru dia 2 - Trilha rumo a Machu Picchu

Peru dia 2 - Trilha rumo a Machu Picchu

Trilha da Hidroelétrica, como fomos à Machu Picchu

Hiking Mountaineering

Perú, 22 de agosto de 2019

Começo essa ventura no dia seguinte a nossa chegada em Cusco.

Como planejado, partimos rumo a Machu Picchu de uma forma, digamos, um tanto quanto audaciosa haha.

Decidimos que a ida seria feita parte por Van, num trajeto de 6 horas cruzando montanhas e vales, a beira de precipícios; e parte por uma trilha de aproximadamente 14 km a partir da Hidroeletrica Santa Tereza até Machu Picchu Pueblo, ou Águas Calientes, como é conhecida (trilha de aproximadamente 3 horas).

Esse trajeto também pode ser feito de trem ou por um trekking de até 5 dias por trilhas Inca. O mais conhecido é o trekking de Salkantay. Meu sonho seria fazer Salkantay, mas eu não tinha tempo e nem grana suficiente para isso.

Como combinado com a agência que nos levaria, no dia marcado, acordamos bem cedo e nos dirigimos a praça indicada para tomarmos a Van.

Acordar cedo no frio foi fichinha perto do frio na barriga!!

Me lembro que estávamos sentadas, de frente a porta da Basilica Menor, estava bemmm frio mas os primeiros raios de sol já nos aquecia e deixava a cena ainda mais linda!

Em meio a gritos e um certo stress por parte do pessoal da Van, fomos chamados ao embarque!

Partimos então rumo a Machu Picchu!!

Que viagem meus amigos, que viagem!!!

No começo foi tranquilo, passamos por vilarejos, plantações e paramos na região de Ollantaytambo para pausa do xixi, mas logo seguimos em frente.

Subimos as montanhas por estradas bem sinuosas, de paisagens de tirar o fôlego!

Me lembro de ficar muito emocionada ao avistar o primeiro nevado, de dentro da Van. Cara, eu estava muito feliz de estar ali, vivendo tudo aquilo!

Eu mal conseguia acreditar que depois de tantos anos, lá estava eu, realizando o sonho de conhecer as ruínas de Machu Picchu, e o que é melhor, eu chegaria ao vilarejo caminhando!

Quando atingimos um dos pontos mais altos do trajeto, a paisagem mudou um pouco e as montanhas já não tinham muitas arvores, só uma vegetação rasteira e algumas vacas pastando.

Eraa tudo tão lindo!! Parecia que eu estava vivendo cenas de um filme!!

Começamos enfim, a descer!

Em determinado momento fizemos mais uma pausa para o xixi à beira da estrada, numa barraquinha que vendia frutas.

Eu me lembro bem que o banheiro era super inclinado, o que me deu o maior medo!!!

Depois de um tempo deixamos o asfalto e entramos por umas estradinhas de terra e aí, minha gente, a coisa ficou realmente tensa!

A estrada ficou estreita e seguíamos beirando um precipício, com um motorista muito louco, dirigindo e chupando tangerina, enquanto no radio tocava Calypsoooo!! E olha, o cara parecia ser fã!!!

Tirando essas doideras, a viagem foi ótima e eu acabei fazendo amizade com o Italiano que encontramos pela manhã, enquanto esperávamos a van. O nome dele é Mauro e fomos conversando durante um longo trecho da viagem.

Trocamos contato para combinar nossa subida a Machu Picchu na manhã seguinte!

Depois de algumas horas de aventura dentro daquela van, finalmente chegamos a Hidroelétrica de Santa Tereza.

Ali nos despedimos de Mauro que não faria a pausa para o almoço.

E por falar nisso, paramos para almoçar, mas pra falar a verdade nos arrependemos, pois a comida estava tão zuada que nem conseguimos comer...comprei uma Inka cola e então começamos nossa trila! Ou pelo menos, tentamos começar.

Saindo do restaurante seguimos os trilhos e as outras pessoas.

Eu havia lido que a trilha ficava um pouco confusa no inicio, pois o final desse trecho inicial dava em um barranco, e de fato é isso mesmo que acontece!

Voltamos e então encontramos a entrada correta , pela qual já havíamos passado, ao lado direito.

Mal sabíamos que aquele primeiro trecho seria nosso maior perrengue!! Hahah

A trilha passa no quintal de algumas casas e segue pela mata, mas é uma subidinha bem difícil, principalmente para nós, acostumadas com baixas altitudes (bom, no final da viagem eu entendi que essa subidinha aí era fichinha perto das outras que estavam por vir).

Entre suspiros e paradas para descanso, enfim encontramos os trilhos novamente!!!

Ufa! Que alivio!!!

Agora era só seguir por eles!!!

E assim o fizemos!!

Eu estava ansiosa, pois logo passaríamos pela ponte da Hidroeletrica (essa da foto de capa), a famosa ponte, que já foi vermelha, mas hoje é verde!!!

Que emoção quando a avistamos!!! Eu queria tanto passar por ela!!!

Fizemos um milhão de fotos!! Pra variar, mas ao contrário do que eu pensava, não se pode passar por ela pelos trilhos. Há uma passarela ao lado direito, exclusiva para pedestres.

A vista ali naquele lugar é incrível, e a emoção já começa a invadir o coração!!!

Que trilha linda, meus amigos!

Ela vai margeando a mata, os trilhos e o rio Urubamba nos acompanha praticamente o tempo todo!

Em alguns pontos passamos por casas, pequenas cascatas, muitas flores e durante todo o percurso encontramos pessoas indo e vindo! Moradores, turistas, cada um no seu tempo, alguns mergulhados em seus pensamentos, outros conversando, e assim cada um segue contemplando aquele lugar, à sua maneira, com os seus propósitos.

Me lembro de encontrarmos uma mulher com o filho pequeno, cruzando o rio por uma tirolesa!

Que cena aquela!!

Ela passou por nós na estrada, desceu um barranco e de dentro de uma pequena cabaninha de madeira, puxou uma espécie de sacola gigante, onde colocou o filho e as compras e se atirou sobre o rio, para chegar, provavelmente, a sua casa, na outra margem. Eu achei aquilo surreal!

A trilha realmente é um momento de muita reflexão e contemplação.

Uma coisa que me lembro bem, foi a minha emoção ao ver de longe sinais da cidade Inca!!!

Cara, que incrível!!

Estávamos aos pés de Machu Picchu, mas quase ninguém se dava conta disso!! Quando eu me dei conta de onde estávamos, sai falando pra todo mundo que encontrava!

Que experiência linda!!

Tirando alguns momentos de muita euforia, como este que acabei de citar, caminhamos a maior parte do tempo em silêncio, contemplando, absorvendo a energia da mata, daquele lugar...tomamos agua do riacho que cruzamos pelo caminho, descansamos, seguimos, deixando a energia nos transformar!

Impossível sair dali como entramos!

Caminhamos lentamente e a noite foi se aproximando.

Sem lanterna, tivemos que recorrer ao celular e aos companheiros do caminho para nos guiarmos pelos últimos metros da trilha!

Já era noite quando finalmente chegamos a Águas Calientes.

Estávamos mortas!! Cansadas, com dores nos ombros pelo peso da mochila (inadequada), com fome e sede, e a primeira coisa que fizemos quando entramos na cidade foi tomar um sorvete!! Ahah que delícia!!!

Foram os 14 km mais lindos e intensos da minha vida até então!

Foi realmente uma ótima escolha fazer esse percurso, apesar de todo cansaço! Sem dúvidas foi bom demais chegar la com nossas próprias pernas!

Essa trilha me ensinoi tanto!!!

Vou levar o coração cheio de boas energias, e a certeza de que sim, eu posso fazer o que eu quiser! Também reforço a certeza de que precisamos de pouco para sermos felizes!

Você deve estar se perguntando, e como é Aguas Calientes?

Bom, esse é assunto para a próxima aventura!

Aguenta aí que logo tem mais, inclusive Machu Picchu!!

PS.: essa aventura também virou podcast que está disponível em: 05 - #PERU 03 | por Dani e Elaine - Para conhecer é preciso ir!

Dani Garbiatti
Dani Garbiatti

Published on 05/24/2021 23:17

Performed from 08/24/2019 to 08/26/2019

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Dani Garbiatti

Dani Garbiatti

São José do Rio Preto, SP

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▲Fotografando e inspirando mulheres a descobrir o mundo, por onde o vento soprar!▲ ▲ instagram: @which_way_the_wind_blows

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