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Praia do Sono x Cachoeira do Saco Bravo

Praia do Sono x Cachoeira do Saco Bravo

Camping na Praia do Sono com bate e volta na Cachoeira do Saco Bravo, na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga em Paraty/RJ - set/2017

Hiking Camping Trekking

Logística:

Para essa viagem, por se tratar de um feriadão, foi:

1º dia: RJ x Vila Oratório - trilha até a Praia do Sono

2º dia: Praia do Sono x Cachoeira do Saco Bravo x Praia do Sono

3º dia: trilha da Praia do Sono até a Vila Oratório x RJ

Relato:

Dia 1

Saí por volta das 8h da manhã do Rio de Janeiro, pegando a Av.Brasil sentido Zona Oeste até a antiga Estrada Rio x São Paulo e depois segui pela Rodovia Rio x Santos até Paraty. A partir de Paraty. De Paraty, continuei na Rio x Santos por mais ou menos 18km até o acesso para Trindade. Neste acesso, depois de 1,5km peguei o caminho da esquerda na bifurcação. Cerca de 6km cheguei na Vila do Oratório. Era por volta de 14h quando consegui estacionar o carro. Há muitos locais disponíveis, só pesquisar rapidinho os preços. A trilha para a Praia do Sono tem mais ou menos 3km de extensão, é super bem estruturada e não tem dificuldades. Muitas pessoas fazem de chinelo, levam isopor etc. Com todo o peso da mochila, levei por volta de 1h30 até lá.

Praia do Sono

Parei logo no primeiro camping. Sinceramente não me lembro nomes rs, mas era o primeiro com certeza. A estrutura era bacana, com banheiros e cozinha disponíveis para uso. Montei a barraca, deixei as coisas de jantar já separadas e fui aproveitar um pouco da praia com a luz do dia já indo embora. Quando anoiteceu de fato, peguei a câmera e o tripe, subi novamente a escadinha do mirante da trilha e fui tentar fazer algumas fotos noturnas, que acabaram ficando uma bosta por conta da umidade alta e neblina. Desisti. Desci a escadaria, fui preparar a janta e depois já caí na barraca pra dormir.

Dia 2

Acordei por volta de 7h. Fiz meus preparativos do café, troquei de roupa... Arrumei uma mochilinha com lanches e água, além da câmera. Calcei a bota e comecei a andar pela faixa de areia da Praia do Sono em direção à trilha que leva a Praia de Antigos. (Inclusive, a trilha que dá acesso à praia de Antigos pode ser vista na última foto, logo ao final da faixa de areia.) Caminhei por Antigos, em seguida Antiguinhos. São prainhas menores que o Sono, mas com bem menos pessoas e uma beleza diferenciada!

A partir dalii, a trilha seguiu por mata fechada subindo, descendo e com uma inclinação razoável até a Cachoeira das Galhetas, que deságua na Praia das Galhetas. Até este ponto foram percorridos cerca de 4km. Neste lugar a faixa de areia dá lugar a muitas pedras e, além disso, há a famosa ponte pênsil que dá todo um charme à trilha.

Cachoeira das Galhetas

Ponte pênsil que cruza o rio da cachoeira e leva à Praia das Galhetas

Da Praia das Galhetas até Ponta Negra, de onde sai a trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, são mais ou menos 500m.

Sinceramente não curti muito Ponta Negra. Tinha muito barco chegando e saindo, muita, mas muuuuuuita gente por lá também. A faixa de areia não é tão grande assim, então realmente deu a impressão de que o lugar estava entupido. Passei por ali, parei num bar e pedi para reservarem o almoço já imaginando que ia voltar varada de fome do Saco Bravo.

Não demorei muito na Ponta Negra, então já fui subindo a trilha. Se antes já estava cansativo, mano do céu... Os últimos 4km que me separavam do Saco Bravo foram de matar; com o calor então, nem se fala. No primeiro 1km a variação altimétrica é de 230m: sobe pra sempre. O caminho vai passando pelas casas de alguns caiçaras, então não vi muito risco de se perder. Em seguida, o próximo 1km é praticamente só descida num terreno um tanto escorregadio e íngreme. Depois, mais 500m de subida íngreme, com cerca de 100m de desnível. O trecho final é só descida até ficar mais plano onde é necessário cruzar o riozinho que escorre pelas pedras e origina a Cachoeira do Saco Bravo. Dali, uma descida em pedras até finalmente chegar num dos lugares mais bonitos que já vi.

Cachoeira do Saco Bravo

A beleza do lugar é impressionante! O poço do Saco Bravo forma um lindo espelho d'água que corre para o mar. Vale ressaltar que é sempre bom prestar atenção ao caminhar pela cachoeira para que nenhum acidente ocorra pois se trata de um trecho de mar aberto, onde as ondas quebram no paredão de rocha do poço.

Olha, cada minuto dos quase 8,5km de caminhada valeram super a pena! Cheguei nela por volta de 12h e mesmo sendo feriado não tinha tantas pessoas assim; acredito que por ser hora do almoço estava mais vazia, o que justifica também a quantidade de pessoas que vi na Ponta Negra...

Por fim, aproveitei um pouco a Cachoeira, mas sem muita demora, pois ainda voltaria para a Praia do Sono. Desta forma, refiz a trilha até Ponta Negra, onde parei para almoçar (graças a Deus pedi para reservarem meu almoço! rs cheguei azulzinha de fome) Comi, descansei um pouquinho... Depois, perto das 15h30 refiz a trilha até a Praia do Sono. Cheguei no camping novamente mais ou menos 18h.

Tomei um banho, e fui aproveitar um pouco da noite, já que neste dia o anoitecer foi chegando lindão, diferente da neblina da noite anterior.

Fim de tarde na Praia do Sono

Dia 3

Já curtindo aquela vibe 'fim de festa', acordei, fui logo organizando tudo, desmontando barraca... Quis aproveitar um pouco da manhã no Sono mas próximo de 10h da manhã decidi já colocar o pé na trilha até a Vila Oratório, já que o caminho até o Rio de Janeiro seria longo, ainda mais com os engarrafamentos infernais ali pelas bandas de Mangaratiba!

Praia do Sono vista do mirante, na trilha de retorno à Vila Oratório

Considerações:

Vale muito a pena conhecer a região! A praia do Sono é bem bonita, tem praticamente 1km de extensão e está sempre recebendo pessoas. O acesso é feito por trilha, a partir da Vila Oratório, ou de barco, a partir do Condomínio Laranjeiras.

Há barcos que levam também até Ponta Negra, de onde sai a trilha para o Saco Bravo.

Nas Praias de Antigos, Antiguinhos e Galhetas não há nenhuma infraestrutura turística. Apenas no Sono e em Ponta Negra é possível encontrar campings, hostels e até mesmo algumas pousadinhas pequenas. Nestes dois últimos lugares há bares e restaurantes também. Alguns lugares aceitam cartão, mas preferem sempre pagamento em dinheiro; é bom ter dinheiro vivo.

Pensando em praias, muitas vezes a gente acaba subestimando as trilhas e acessos... Não imagina grandes desníveis ou esforços... E, além disso, pensa que sempre tem um barquinho que salva. Pois digo: errado! Não usei barquinho nenhum dia, e ralei demais pra andar pelas trilhas. São caminhos muitas vezes ainda mais exigentes que montanha, por conta principalmente da temperatura. Ainda assim, vale muito a pena cada quilômetro caminhado!

Em fevereiro de 2020 houve um crime bárbaro contra uma turista estrangeira e seu marido na Praia do Sono. Infelizmente a violência se alastra como um vírus, e esses locais, ainda que mais isolados, já não estão mais imunes. As trilhas não tem tantas pessoas passando, e há muitos lugares desertos... Sim, tem gente ruim em todo canto, mas sinceramente não acho seguro e não recomendaria o lugar para mulheres sozinhas.

Sugiro, no pós pandemia, buscar grupos com guias tanto para segurança quanto em termos de logística. Desta forma acredito que a experiência por esses caminhos bonitos vai ser bem bacana!

E é isso, muita segurança, consciência e responsabilidade social e ambiental pra que a gente ainda possa curtir lugares tão cheios de beleza e cultura local!

Danielle Hepner
Danielle Hepner

Published on 02/17/2021 18:47

Performed from 09/07/2017 to 09/09/2017

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231

3
Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 02/17/2021 18:48

Aaaah a Juatinga ♥️

João do Carmo
João do Carmo 02/18/2021 09:25

Bacana demais Danielle

Jose Antonio Seng
Jose Antonio Seng 02/18/2021 14:57

Também adorei o lugar. Sim, faço as mesmas considerações quanto a mulheres sozinhas na trilha. Infelizmente... Também achei isso, Danielle: as trilhas no litoral envolvem muitos desníveis, nem tão grandes, mas em muita quantidade. Acho que a travessia da Juatinga e a do Mamanguá tem desníveis mais “enjoados” que a volta da Ilha Grande. Fora o calor e a umidade que minam as forças. Tanto quanto os mosquitos. Mas a beleza recompensa !

Danielle Hepner

Danielle Hepner

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nerd! professora de matemática apaixonada por montanhas, viagens, doguinhos e ukulele.

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