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Pico das Prateleiras

Pico das Prateleiras

Visita de um dia ao 5º ponto mais alto do país.

Soube por meio de um amigo que haveria um grupo indo para o Pico das Prateleiras. Fiz contato e me agreguei ao grupo. Saímos de Taubaté dia 27/06/2010 por volta das 5h00, seguimos pela Dutra sentido Rio até o Km 330 onde pegamos a estrada para Engenheiro Passos/Itamonte. Chegamos na Garganta do Registro, já em Itamonte cerca de 7h00.

Tomei um café com pastel de carne com queijo no bar do Miguelzinho e seguimos rumo a portaria do Parque. São 14 quilômetros de estrada ruim. Por mais que tentem arrumar a estrada, sempre tem trechos bem ruins, então, se for com carro baixo, saiba que vai bater o fundo e vai ter que andar bem devagar.

Para conhecer Prateleiras, é obrigatório equipamentos de segurança e um responsável pelo grupo (guia). Em alta temporada, a entrada do parque é sempre cheia desde muito cedo. Cada visitante precisa assinar uma ficha e recolher a taxa de entrada. Uma dica para que vai em grupo é conseguir uma ficha em branco e já vir com ela preenchida e com o dinheiro separado, aí ganha-se tempo na entrada. Uma curiosidade, brasileiro paga metade de estrangeiro.

Após um breve alongamento, seguimos na estrada de terra e em pouco tempo já é possível avistar à esquerda o Pico das Agulhas Negras. Pouco depois de passar pelo abrigo Rebouças, saímos à direita sentido Prateleiras. A partir daí são cerca de 5 Km de caminhada.

Caminhamos mais um pouco por um terreno típico de campos de altitude, formado por gramíneas que são resistentes ao frio intenso do inverno.

Olhando a uma certa distância, o tal “Pico das Prateleiras” mais parece um punhado de pedras empilhadas que nem parecem tão altas.

Mas conforme a distância encurtava, as pedras cresciam. Gastei um tempo pensando em como aquelas pedras foram parar lá. Quem as colocou caprichou na composição. E olha, as pedras são realmente grandes.

Seguimos por entre as pedras e fomos escalaminhando até chegarmos no topo. Achei curioso o fato de ter vários buracos no topo das pedras. Acredito que foram causados pela ação da água ao longo de muitos anos. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Mas, péra.... não tem de onde pingar, afinal ali é o topo.... então.... não sei.... só sei que é assim.

A visão lá de cima é sensacional. Vê-se um grande vale que acaba com a Serra da Bocaina do outro lado. No meio, um volume importante de água, a represa do Funil, alimentada pelo Rio Paraíba do Sul. E a Serra Fina surge como se fosse uma ilha no vale. Valeu todo o esforço.

Após um tempo de contemplação e confraternização, descemos satisfeitos em direção a portaria já pensando na próxima visita ao parque.

Além do objetivo do dia que foi atingir o cume das Prateleiras, o caminho também foi bem interessante, tanto na ida quanto na volta. A paisagem, animais, vegetação, a cor do céu... então, minha dica é: curta toda a viagem, não só a atração principal. Abraço !

Claudemir
Claudemir

Published on 09/20/2016 00:15

Performed on 06/27/2010

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Renan Cavichi
Renan Cavichi 09/20/2016 08:29

Lugar lindo demais! Vale a pena conhecer!

Claudemir
Claudemir 09/20/2016 11:04

Sem dúvida. Recomendo!

Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 09/29/2016 15:21

Claudemir, que lugar né!? Quando fui demos um azar danado. Estava lotado, não pudemos chegar ao cume nem do Agulhas nem do Prateleiras. Preciso voltar! Parabéns pela empreitada! \m/

Claudemir
Claudemir 09/30/2016 23:27

Valeu ! Mês passado estive na portaria do parque para ir até Agulhas, mas começou a chover, tivemos que voltar. Mas vale a pena tentar, é um lugar sensacional.