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Dennis 01/26/2016 17:06
Travessia Teresópolis - Petrópolis

Travessia Teresópolis - Petrópolis

Travessia em 3 dias, caminhando

Estávamos em Teresópolis, no Hostel Recanto do Lord (bem bom) com um carro alugado. Mas o plano era ir de ônibus para Petrópolis e fazer a travessia até Teresópolis. Saimos 5h pegamos um onibus até Petrópolis. Deve ter dado 1h mais ou menos. Lá descemos na rodoviária e pegamos outro ônibus até um terminal. Depois ainda pegamos mais um ônibus que nos deixou a uns 300m da entrada do parque. Tudo sob uma chuva fina e insistente.

Lá na entrada - já haviamos reservado lugar para a travessia e barracas, assinamos os documentos, pagamos as taxas (por ser sócio de uma associação de escalada tivemos alguns descontos) e começamos a trilha. Apareceram mais umas oito pessoas por lá no mesmo horário, porém nós eramos os únicos sem guia.

Eu gosto de fazer minhas aventuras sem guia porém pego o maximo de informação e, se houver, o tracklog. Utilizo um relógio Garmin Phoenix, que é excelente. Pequeno, boa autonomia e espaço suficiente. Os tracks geralmente consigo no wikiloc.

Subimos em direção a Pedra do Açu, onde seria a primeira pernoite. A subida do primeiro dia é constante e deu para suar, mas nada que classificaria como "exigente". Na foto abaixo, ao final do primeiro e mais íngreme trecho de aclive. Suado e descansando com um "cigarrinho".

Chegamos logo no abrigo. A trilha é super bem sinalizada e nem usamos o GPS. Lá nossa barraca já estava montada. Pagamos tbem pelo banho quente - diretamente aos abrigueiros (e desconfio que esse dinheiro não chegue nas mãos da organização do parque), fizemos um macarrão e fomos dormir com 1 grau de temperatura e um vento que desmontou algumas barracas. Porém foi delicioso.

O segundo dia amanheceu frio. Comemos um sanduiche e antes das 6h já estávamos caminhando. Logo percebemos que a neblina nos acompanharia o tempo todo. Foram raros os momentos em que o tempo abriu um pouco. Nesse dia o GPS foi fundamental. Mas sabiamos que eramos os primeiros do grupo a sair, então os outros ainda viriam e, qualquer coisa poderíamos esperar para pedir ajuda. Mas deu tudo certo. Nos altos lajedos do parque há setas cravadas nas rochas e muitos totens informando o caminho. Chegamos no acampamento 2 super cansados. Esse dia é o mais puxado e há alguns trechos exigentes de técnica e coragem. O tal lance do cavalinho é mais ou menos como solar uma via de 3 grau. E o lance do mergulho também me deixou meio sem saber direito o que fazer, pois tudo estava molhado e escorregadio. Já o lance da escada é cansativo, pois ele realmente é longo. Conseguimos um visual show numa das aberturas do tempo, lá em cima da serra. Fantástico o visual. Não conseguimos almoçar pois o vento não deixaria o fogareiro acesso. Então comemos algumas frutas e seguimos.

O final do dia rendeu fotos fantásticas na Pedra do Sino. A noite foi uma delicia e a caminhada do terceiro dia é mais tranquila com predominancia de descidas e muita gente na trilha. Logo chegamos na sede Teresópolis. Caminhamos até a estrada a fim de pegar um taxi, mas o primeiro onibus que nos viu perguntou pra onde iamos e disse que ele passava lá. Super gente boa o povo da serra. Voltamos encantados e, como não conseguimos uma janela de tempo para escalar o Dedo de Deus, em breve voltaremos.

Se fosse deixar dicas, diria o seguinte.

- leve capa para mochila, anoraque e muitas meias. Elas molham fácil.

- dá para fazer tranquilamente em dois dias. Mas se você quiser curtir, faça em três.

- Não precisa guia, a menos que você queira. Um guia sempre é bom para mostrar curiosidades do caminho, contar histórias, etc.

- vá preparado para o frio.

Dennis
Dennis

Published on 01/26/2016 17:06

Performed from 05/29/2015 to 05/31/2015

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Dennis

Dennis

Fortaleza

Rox
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42 anos, fã de escalada e trekking. curto viajar sem guias, me resolvendo sozinho. já fiz aparatos da serra, vale do pati e petropolis-terê. escalo por todo o nordeste.

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