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MOCHILÃO CUBA - DIA 17 AO DIA 32

MOCHILÃO CUBA - DIA 17 AO DIA 32

Relato do mochilão em Cuba, realizado por mim e Graziela, durante 32 dias. De 26/01/2019 - 26/02/2019. Nesse relato será do dia 17 ao 32.

Road Trip Trekking Hiking

DIA 17.

11/02/2019 – segunda-feira

Cidade: Camagüey | Província: Camagüey

Na Cidade de Camagüey conheci alguns prédios públicos e localidades históricas, fiz todo o percurso a pé devido a boa localização da casa de Renê, que está bem perto do Centro Histórico. No interior desses monumentos não entrei porque paga uma taxa. Reparei que Camagüey possui um forte comercio popular.

Só neste dia 17 que experimentei o famoso sorvete da Coppelia, onde nos relatos referenciavam que o sabor era bom. Peguei uma fila e fui experimentar. Sinceramente achei uma porcaria, gosto artificial. Graziela quase jogou fora. O sorvete da Coppelia vem em uma pequena tigela, custando o valor de 5 CUP. O pior é que a sorveteria anda lotada, sempre formando filas.

A estação de trem chama muita atenção pelo seu tamanho e sua forma de construção. Não cheguei a entrar porque está na fase final de uma grande reforma, mas acredito que em breve estará aberto para o público em geral.

A tarde visualizei uma praça que possui um estádio de beisebol. No local tinha alguns meninos jogando futebol e o próprio beisebol. Em Cuba o esporte é muito forte.

Ao lado está a Plaza da Revolucion de Camagüey, conhecida como Ingnácio Agromonte. Essa praça possui uma estátua do próprio Agromonte e alguns rostos dos heróis de Cuba, ex: Fidel Castro, Jose Marti, Chê Guevara. No local não tinha ninguém, transmitindo uma paz e silencio. Fiquei com Graziela por vários minutos até o pôr do sol.

A noite analisei o mapa e chamei Graziela para irmos no dia seguinte até a Playa de Santa Lucía, localizada ao Norte da Ciudad Camagüey. Confirmei com Renê se tem transporte e fomos informados que existem caminhões que fazem a linha. Renê alertou que em Santa Lucía tem poucos arrendadores e talvez não pudesse encontrar um no valor de 15 CUC. Mesmo assim conversei com Graziela e decidimos arriscar.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Se for experimentar o sorvete da Coppelia deve preparar para pegar fila.

2- Aos vegetarianos e veganos. Se for solicitar um almoço deve explicar nos mínimos detalhes, pois muitos cubanos acham que comida temperada com carne é vegetariana.

DIA 18.

12/02/2019 – terça-feira

Cidade: Santa Lucía | Província: Camagüey

Sair cedinho e com pressa, ao ponto de esquecer os pães do café na mesa do Renê. Depois de caminhar 1 km lembrei que tinha esquecido os pães e tive que voltar para buscar, ao ponto de resmungar bastante.

Segundo o MAPS.ME, a distância da casa do Renê até o terminal de caminhões provinciais são de 2,4 km. Caminhamos e chegamos ao local, que tem como referência a estação de trem. No terminal tinha um rapaz estava gritando: “playa, playa”. Perguntei se era para Santa Lucía e foi confirmado que Playa de Santa Lucía.

Embarcamos em um caminhão amarelo velho da Ford com poltronas acolchoadas. O valor da passagem foi 25 CUP e o embarque ocorreu as 07:40 da manhã.

O percurso durou 2h, devido ao caminhão fazer uma longa parada na Cidade de Nuevitas. A estrada estava cheia de buracos, alegando atenção do condutor e redução da velocidade.

Santa Lucía é bem pacata, poucas casas, parecendo um povoado. Um sol escaldante castigava a mim e Graziela, que saímos caminhando atrás de um arrendador em divisa.

A caminhada foi longa e as poucas casas que visualizamos o valor estavam acima da média de 15 CUC. A mais barata que encontramos foi de 25 CUC.

Fiquei bem desanimado e continuei caminhado com possibilidade de encontrar uma casa com o valor mais acessível. Em uma das últimas casas, após uma longa conversa, ficou acertado o valor de 20 CUC, o mais barato que pude achar. Como seria uma única diária acabei aceitando e nos hospedamos na casa da Ivete.

A casa da Ivete é bem estruturada, parece um hotel. Além dos itens obrigatórios, tinha disponível um secador de cabelo, pen drive com filmes, cremes, xampus, barbeadores, desodorantes, agulha e linha e uma Tv de 50 polegadas, que chamou a minha atenção.

Tomei banho e fui para a praia com Graziela, que está na outra margem da rodovia. Chegando na costa encontrei a praia muito suja de algas, era tanta alga que estava difícil visualizar a areia. Na água a mesma coisa, muita folha boiando nas águas verdes e turvas da praia de Santa Lucía. Calcei a sandália e fui caminhando com Graziela.

O trecho foi de 7 km, passando por praias desertas. Na maior parte do percurso não visualizei ninguém. Várias estruturas abandonadas, se apodrecendo na areia. Barracas e tendas sendo destruídas e acredite! Alguns moradores plantaram grama na areia da praia e fizeram de pastagem onde se visualizava vários cavalos. No final cheguei até uma marina, onde visualizei a praia mais limpa e a areia brancas em algas. Fiquei no local por algumas horas e no final não arrisquei em me banhar nas águas turvas e verdes da Praia de Santa Lucía.

Tentei avançar após a marina, mas não dava para seguir. A partir dali se inicia um trecho de manguezal. Voltei e fui até a avenida principal procurar um local para comer. Em Santa Lucía as coisas são tão pacatas que não tem restaurante. Fui com Graziela até um conjunto residencial onde tinha uma pequena barraca e servia macarrona. Ali foi o local do nosso almoço. Descobrimos que no local vende pizza e pedimos cinco, cada uma custou 7 CUP. A macarronada custou 10 CUP.

Voltei para a praia e esperamos o pôr do sol. Infelizmente uma grande nuvem estacionou e não permitiu ver a sua despedida. No regresso visualizamos uma grande lagoa onde se concentra muitos flamingos. Como já estava escurecendo não tinha nenhum no local.

A noite cheguei até a casa e a Dona Ivete se aproximou dizendo que estava preocupada por não ter visualizado a mim e Graziela naquele horário. A Dona Ivete é bastante prestativa. Tomei um banho e fiquei na casa tentando assistir um filme, mas acabei pegando no sono.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Se for se hospedar em Santa Lucía é bom preparar o bolso.

2- Para se alimentar tem que procurar, são poucos lugares disponíveis.

3- A Praia de Santa Lucía é boa para mergulho. Infelizmente pegamos um fenômeno natural que deixou a praia com muitas algas concentradas na faixa de areia.

4- Indico a Casa Ivete. Apesar de ser 20 CUC possui uma estrutura de luxo.

DIA 19.

13/02/2019 – quarta-feira

Cidade: Camagüey | Província: Camagüey

06:30 da manhã virou um horário padrão para despertar. Acordei cedo e fui arrumar as mochilas. Dona Ivete tinha orientado na noite anterior que os ônibus para a Cidade de Camagüey passam a partir das 09:00. A diversidade de transporte e linhas províncias estão disponíveis nas cidades localizadas na autopista central, é como se fosse uma BR-116 ou BR 101 no Brasil.

Dona Ivete chamou a mim e Graziela para tomar um café, enquanto não chega o horário do ônibus. As 08:30 resolvi me despedir de Dona Ivete e seguir até a rodovia, para não ter nenhum imprevisto de confiar no horário. Minha previsão estava correta, pois as 08:45 da manhã surge um ônibus velho e cheio, da marca Daewoo. Quando vi a marca do ônibus lembrei-me do vizinho que tinha um carro preto da mesma marca.

O ônibus transportava trabalhadores da Região. O Valor das passagens saíram por 1 CUC, mas no decorrer da viagem observei pessoas pagando com notas de 5 CUP. Graziela cismou do valor da passagem.

A viagem foi tranquila, com uma única parada na cidade de Nuevitas. Chegamos ao centro da Cidade de Camagüey as 11:00, dentro do horário previsto, se direcionando até a estação de trem.

Quando estava na Cidade de Moron, quando Graziela e Eu viajamos pela primeira vez de trem, observamos que existem linhas partindo para a estação de Camagüey. O valor da passagem é o mais barato de todos os meios de transporte e isso poderia nos favorecer em relação à economia da nossa viagem. Nosso próximo destino é a Cidade de Trinidad, que pertence a Província de Sancti Spiritus, distante 259 km. Contudo, a Cidade mais próxima localizada na autopista central é a de Sancti Spiritus, “capital” da Província homônima.

Sabendo dessa logística, estudamos e descobrimos que o trem, partindo da estação ferroviária de Camaguëy, tem uma linha até a Cidade de Ciego de Ávila, distante 148 km. A partir de lá iremos seguir em outro transporte (trêm, caminhão, ônibus) com destino a Cidade de Trinidad. Mas, para nosso azar, a passagem de trem foi cancelada para todas as linhas da estação ferroviária de Camagüey.

Partir e fui até o terminal onde sai os caminhões, que é um local bastante agitado e muito bagunçado. Direcionei-me a um rapaz que me informou o horário das 11:30 e 13:20 dos caminhões que fazem linha com destino a Cidade de Ciego de Ávila. Sabendo da informação, decidir com Graziela em almoçar e depois viajar, já que estava perto das 11:30 e faríamos uma viagem longa sem se alimentar, arriscando o horário das 13:00. Mas, para o nossa “maré de azar”, demoramos em achar um paladar e passamos do horário, perdendo o último caminhão. A única alternativa é viajar pela via azul.

Na rodoviária, Graziela foi ao guinche da Via Azul e comprou duas passagens com destino a Trinidad, com o horário previsto das 02:25 da manhã da data 14/02/19. Cada uma custou 15 CUC. Chegamos na rodoviária as 14:30 e esperar por quase 12h.

Para piorar uma forte chuva cai, atrasando os horários dos ônibus. Já pressentia que o da via azul vai atrasar. Previsto para chegar as 02:25 da manhã, o ônibus estacionou no terminal rodoviário de Camagüey as 04:12 da manhã.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Ao tiver duvida em relação ao transporte, concentrar e observar no mapa as cidades localizadas na autopista central.

2- Se chover forte em Cuba o transito para, pois é muito perigoso viajar com chuvas fortes. O risco de atrasar é eminente.

3- Não confiem no trem, pois pode ser cancelado a qualquer momento.

4- Existe um restaurante chamado 1514, um paladar bastante frequentado pelos Cubanos, com uma estrutura interessante e com preços populares

DIA 20.

14/02/2019 – quinta-feira

Cidade: Trinidad | Província: Sancti Spiritus

Desembarquei na Cidade de Trinidad, com Graziela, as 09:10 da manhã, com muito sono e cansado. No terminal rodoviário uma jovem nos abordou oferecendo hospedagem. Após negociação fechamos o valor de 10 CUC e a seguimos. A casa simples fica em uma rua bem próximo ao centro e pertence a uma senhora chamada Laudelina.

Sra. Laudelina é uma pessoa bem simpática. Fez a escolha de ser uma arrendadora em divisa, terminando aos poucos as obras e adaptações da sua casa para está nos padrões legais e oferecer o melhor conforto e serviço. Ao conversar com ela e visualizar o seu esforço, comecei a lembrar da minha família, de meu pai e minha mãe, que fizeram isso muitas vezes para concretizar as atuais casas.

No inicio da manhã o tempo estava bastante fechado, com o céu cinzento e uma garoa, acompanhada por fortes trovões e relâmpagos. Mesmo assim sair para caminhar com Graziela.

Conhecemos o belo centro histórico da Cidade, que apesar da chuva estava cheio de pessoas. A Cidade de Trinidad é uma localidade presente em todos os roteiros das pessoas que vão conhecer Cuba, tornando uma das localidades mais caras.

Trinidad é cercada por serras, e ao pesquisar no aplicativo do MAPS.ME visualizei um ponto informando de uma possível cachoeira. Arrisquei e fui caminhando com Graziela até esse atrativo natural. Porém, só foi uma “possível mesmo. O caminho leva até uma zona rural, que termina em uma linha férrea. Acredito que possa ter uma cachoeira na serra, mas a trilha que o MAPS.ME indicou está errada. Tentei explorar aos arredores para ver se conseguia algo e nada! Para piorar um trecho estava completamente alagado, formando um grande poço e cobrindo a linha férrea, gerando um risco. Desistir e voltei ao Centro.

No final da tarde fui procurar um paladar para almoçar. Em alguns relatos observei que foi citado um local chamado El garage, que serve comida popular e cobra em CUP. Nesses relatos, um deles destaca que existe uma opção para vegetarianos. Procurei com Graziela e em poucos minutos achamos. O paladar está localizado em uma viela da Cidade, em direção Oeste. Chegando lá, de fato, é cobrado em CUP, mas não tem a opção vegetariana.

Após minutos de caminhada e procura, achei com Graziela outro paladar bem simples e sem identificação, localizado na saída da Cidade de Trinidad. Lá a funcionária ofereceu opções vegetarianas e que são cobradas em CUP, adotamos o local para o almoço na nossa passagem por Trinidad. Nesse mesmo paladar vende um chocolate muito saboroso e barato. Comprei 20 e me arrependi em não ter comprado o pote todo. Cada um custou 1 CUP.

O tempo melhorou e a noite foi “fervorosa” em Trinidad, me lembrando do pelourinho, bairro de Salvador, na época do verão. É muita gente, a maioria de estrangeiros. Nessa multidão conheci um casal de professores brasileiros que lecionam na Universidade de Brasília (UnB) e estão em Cuba participando, com apresentação do trabalho, no congresso internacional sobre educação e cultura. Passamos um bom período conversando a respeito do tema e de Cuba.

Nos bares da Cidade de Trinidad achei o Mojito de 0,80 CUC e não comprei. Mas tarde fiquei bem arrependido e testando a paciência de Graziela.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Apesar de está finalizando a construção, indico a casa de Laurelina. Ela é uma pessoa muito bacana e bastante simples, com uma boa energia.

2- Pesquise bem em Trinidad. Por ser uma Cidade turística, os preços são elevados.

3- Localizei dois paladares que cobra em moeda nacional (CUP). El Garage e o outro localizado na saída da Cidade.

4- Não confie nas trilhas de Trinidad que o MAPS.ME indicar.

5- Já me antecipando, o Mojito mais barato que encontrei em Cuba, por incrível que pareça, foi na Cidade de Trinidad.

6- Comprar pães não é complicado, existem padarias e pessoas vendendo nas bicicletas.

DIA 21.

15/02/2019 – sexta-feira

Cidade: Trinidad (Peninsula Ancon) | Província: Sancti Spiritus

Próximo a Cidade de Trinidad está localizada a praia mais conhecida e procurada da Província de Sancti Spiritus, denominada de Ancon, distante 11km. Inicialmente pensei em seguir de bicicleta, mas Graziela estava indisposta e acertamos em seguir de ônibus.

O deslocamento de ônibus é oferecido pela empresa da TRANSTUR, onde a passagem custa 5 CUC, por pessoa, e tem validade das 09:00 as 18:00. A parada de embarque está na rua próxima a rodoviária, bem no centro da Cidade de Trindad. Seguimos as 09:00 e poucos minutos o ônibus apareceu. No local existem muitas pessoas oferecendo o valor de taxi coletivo, mas muito deles custam o dobro do valor do ônibus.

O ônibus é o famoso "turistão", com o teto aberto e todos os passageiros estrangeiros. Quando embarquei fiquei um pouco incomodado, pois não gosto e não sou acostumado a utilizar esse tipo de serviço. Durante a viagem visualizei o casal de professores brasileiros da Unb e conversamos até o destino final.

A viagem durou 30 minutos. Desembarquei em frente a um hotel e busquei informação do ultimo horário do ônibus. Combinei com Graziela que as 17:30 estaremos voltando para embarcar no último horário das 18:00. Despedir do casal de professores e seguir até a praia.

Em poucos metros visualizei o belo azul da Playa Ancon, com sua imensa faixa de areia e uma área concentrada com muitas pessoas, devido as barracas estarem por ali, compondo parte do serviço hoteleiro. Como não sou chegado a trechos da praia em que estão cheias de pessoas, procurei me afastar.

Seguir a esquerda, direção Leste, caminhando em uma grande faixa de areia quente e branca. A Playa Ancon, apesar de ter um tom azul, não é cristalina. As águas são frias como as demais visitadas até o presente momento. Durante o trajeto observei algumas pessoas fazendo o mesmo, caminhando para algum lugar mais tranquilo. Em trechos da faixa de areia mais afastada dos hotéis se observava a concentração de algas secas parecidas com da Playa de Santa Lucía, na Província de Camagüey. A cada metro caminhado, mais concentrada a camada de algas depositadas nas areias. Ao final da Península as águas estavam escuras devido a alta concentração e ali delimitava a caminhada. Na margem posterior inicia uma vegetação de manguezal com densas raízes e solo lamoso, tornando o nosso ponto final.

Permaneci por alguns minutos no final da Península da Playa Ancon com Graziela, observando os detalhes dessa bela paisagem. A maré é rasa e possível visualizar peixes, siris e caramujos, mesmo com as águas cheias de algas e com o tom escuro. Tentei avançar na água e encontrar um local de águas limpas para me banhar e observar os animais, mas sem sucesso. Para o meu castigo e pela teimosia, avancei pelo Manguezal e acabei sofrendo um corte no pé, que imediatamente ao tocar com a água salgada me fez sentir uma dor muito forte.

A Ponta da Península Ancon é referência do inicio da Baía de Casilda, onde se localiza uma das marinas turísticas administradas pelo Ministério do Turismo, a Marilyn. A praia não é boa para banho e utilizada muito para navegação e mergulho. Foi possível observar alguns barcos a vela e pequenas lanchas com mergulhadores.

Ainda era 12:00, quando acertei com Graziela em regressar e ficar em um local na praia até o horário de ir embora. A partir dali não tinha como explorar. Além disso, no final da Península não é bom para descansar e se banhar porque na faixa de areia, e nas águas, estão concentradas de algas secas. Regressei com Graziela, em uma caminhada lenta, até chegar às barracas. O total foi de 6 km (ida e volta). Passei entre as barracas e observei umas tendas de palhas vazias, afastada da “muvuca”, ficando por ali com Graziela e curtindo o banho. Nesse trecho as águas estavam azuis e não cristalinas. Pensei que poderiam estar quentes, mas continuavam frias.

As 17:30 esperei na parada do ônibus da TRASNTUR e no horário ele apareceu, as 18:00. Na saída o motorista fez uma pausa para observar mais um belo pôr do sol, um espetáculo! O regresso foi tranqüilo, durando 30 minutos. Desembarquei no centro da Cidade e seguir com Graziela até o paladar que almoçamos no dia anterior. Para nossa sorte estava servindo comida e nos alimentamos. Caminhamos até o final da noite e regressamos, chegando na casa da Laudelina as 22:20.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Com 5 CUC você escolhe ir para a Playa Ancon de ônibus, pela TRANSTUR, ou de bicicleta, tendo o direito do aluguel pelo dia.

2- Na Playa Ancon tem os bares dos hotéis que oferecem serviços para pessoas que não estão hospedadas. Agora prepare o bolso.

3- No atual momento em que estava lá a faixa de areia, a esquerda dos hotéis, em direção ao final da península, concentrava uma grande concentração de algas.

4- Caso prefira ir de ônibus da TRANSTUR, os horários dos embarques estão fixados próximos ao motorista.

DIA 22.

16/02/2019 – sábado

Cidade: Varadero | Província: Matanzas

Despedir da Sra. Laudelina e partir as 06:00 da manhã.O ônibus com destino a Cidade de Varadero está marcado no horário das 07:00 da manhã, custando o valor de 20 CUC. Antes de seguir ao terminal rodoviário, acertei com Graziela em passar em um paladar e tomar café. No terminal rodoviário tomei um susto com a concentração de tanta gente.

Graziela foi se informar e recebeu a resposta de que o ônibus está a caminho, isso já passava das 07:30 da manhã. Várias pessoas estavam na mesma posição que a nossa, procurando saber uma posição da empresa Via Azul e os funcionários não davam uma precisão ou previsão de partida. Como já tinha lido relatos a respeito dos atrasos e imprevisto da Via Azul, não era surpresa. Graziela estava na dela também e ficamos sentados em um muro aguardando o ônibus chegar.

As 08:14 aparece um ônibus velho, informando o nosso destino. Comecei a reclamar do valor pago e o serviço prestado. Tem o velho ditado: “no inicio é flores e depois as dores”. De fato! É assim que a Via Azul trata os seus clientes. A viagem foi tranqüila, sem nenhuma parada, “levando direto”. A viagem durou 6h, chegando as 14:15 no terminal provincial de Varadero.

Varadero é uma Cidade moderna, diferente das que visitei em Cuba. Ônibus urbanos com ar condicionado, construções novas e grandes, hotéis, bares e restaurantes luxuosos, ruas amplas, limpas e arborizadas, me deixando bastante surpreso. Os arrendadores em divisas são casas grandes, de alto padrão, visualizadas em todos os lugares.

Sair com Graziela e fomos caminhando atrás de algum arrendador simples e barato, uma tarefa difícil em Varadero. Caminhamos mais de 30 minutos, visitando dezenas de casas. Cada casa visitada recebia a triste resposta que as habitações estavam ocupadas, sem disponibilidade para hospedar. Reparei que na maioria das casas possuem mais de uma hospedagem e não tinha vaga, fiquei cismado. As poucas que encontrei o preço é cobrado no valor de 35 CUC, fora dos nossos padrões. Após muito caminhar, encontrei com Graziela uma residência que oferece hospedagem por um dia apenas, cobrando 25 CUC. Junto com Graziela começamos a negociar e fechamos o valor de 20 CUC pela diária, sendo obrigados a sair as 12:00 do dia seguinte. Essa é a segunda hospedagem em que Graziela e Eu pagamos acima da média estabelecida no planejamento, no valor de 15 CUC. Conseguir uma hospedagem em Varadero foi um dos maiores desafios durante todos esses dias.

As 15:45 sair com Graziela e fomos a praia, que fica no outro lado da avenida, bem perto da casa. A procura pela casa tomou muito do nosso tempo, restando o final da tarde. Decidir com Graziela que voltaremos para Havana no dia seguinte, após o vencimento da diária estabelecida, no horário das 12:00.

Varadero é uma cidade que está localizada na península Hicacos, bem estreita, onde a porção de terra que se avança ao mar possui uma largura de pouca quilometragem. Observei que na margem esquerda (Noroeste) está às praias aptas ao banho e na margem direita (Nordeste) o mar para navegação, pesca esportiva e área portuária, chamando a minha atenção.

Particularizando a praia, só fiz atravessar a avenida principal e já podia visualizar a grande e larga faixa de areia branca com o um belo azul cristalino ao fundo. A praia de Varadero, como muitos relatam, pode ser uma das mais belas da Ilha de Cuba. Águas azuis, claras e cristalinas, como se fosse uma piscina natural. Na minha análise não é mais bela que as praias Pilar e Las Gaviotas, mas está no nível delas. Na praia se concentrava muitos banhistas, a praia estava lotada, levando a fama de “turistona”. Barracas e bares estão distribuídos ao longo da praia, além dos grandes hotéis luxuosos.

O que me chamou muita atenção na praia foram os banhistas. Na minha observação não visualizei nenhum Cubano, só estrangeiros. Os únicos cubanos que observei foram os funcionários dos bares e hotéis.

Resolvi com Graziela permanecer em uma sombra que achamos, abrindo mão da caminhada por conta do horário. Decidimos acordar na manhã seguinte, bem cedo, e fazer a caminhada até onde for possível. Tentei esperar o pôr do sol, mas a fome “apertou” e fui com Graziela atrás de um paladar.

Por falar em paladar, na Cidade de Varadero deu muito trabalho para localizar um. Na avenida principal ja era certo em não localizar, pois é referência e de fácil acesso aos bares e restaurantes de luxos, além dos hotéis. Graziela tinha me alertado que tinha visualizado uma simples barraca, em uma das ruas secundárias quando estávamos procurando um local para se hospedar. Decidimos localizar e após uns 10 minutos de caminhada Graziela localizou e observamos que estava aberto. Chegando ao local recebemos a confirmação de que serve almoço.

O paladar chama La Ruina e Cafeteria, uma simples barraca de metal, com três mesas disponíveis. No local serve almoço e bebidas. Pedimos um almoço adaptado, sem nenhum tipo de carne e tempero. O dono estranhou, mas disse que faria conforme solicitamos. Os frequentadores ficaram nos olhando, pelo fato da gente ser estrangeiros. Um senhor se aproximou e começou a dialogar e afirmou que nunca viu um estrangeiro almoçando ali, que sempre vão aos restaurantes. Expliquei a ele e logo se aproximaram mais pessoas, que ao descobrirem que somos brasileiros começaram a puxar assunto. Graziela e Eu conversamos por algumas horas e depois voltamos para a casa.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Em Varadero é difícil encontrar um Arrendador em Divisa vago.

2- A média de preço de uma hospedagem está 25 CUC, prepare o bolso.

3- Paladar é muito difícil de achar, só encontramos o La Ruina.

4- Aconselho a se hospedar em Santa Marta, Cidade antes de Varadero. Lá existe transporte para Varadero e o trajeto dura 20 minutos.

5- Mesmo com os impasses vale apena conhecer a praia de Varadero, é uma das mais belas de Cuba.

6- Não faça câmbio na CADECA de Varadero, o valor é mais baixo.

DIA 23.

17/02/2019 – domingo

Cidade: Havana | Província: La Habana

As 07:00 da manhã sair com Graziela atrás de um paladar para tomar café. Acertei com Graziela em aproveitar o turno matutino para caminhar pelas praias de Varadero. Achar um paladar na Cidade é difícil, bem que tentamos e não encontramos. O que nos salvou foi uma padaria, onde compramos pães feitos na hora.

Quando estava planejando a viagem de cuba, reparei que na Cidade de Varadero existem hotéis que estão localizados na faixa de areia da praia, onde imaginei que isso poderá limitar a caminhada até aquele ponto. De fato! Era o que imaginava. Iniciei a caminhada com Graziela as 09:00 da manhã, em direção Nordeste, chegando na praia vazia e limpa, não chegava a ter 10 pessoas aglomeradas, me deixando bastante surpreso. Acredito que o movimento deve se iniciar no final do dia, já que grande parte dos visitantes gosta de curtir a noite badalada da Cidade. Chamei Graziela e disse: “vamos chegar até a alvenaria que visualizei no satélite de um hotel, nosso ponto limite, temos 2h disponível para ir e voltar”. Graziela concordou.

As águas da praia impressionam pela tonalidade e clareza do azul, é algo “surreal”. Classifiquei as praias de Varadero na 3° posição das mais belas de Cuba, ficando atrás da Praia Pilar(2°) e Praia Las Gaviotas (1°). Poucos metros, a frente, é possível visualizar os grandes hotéis luxuosos, com suas cadeiras vazias e bares fechados.

Um fato que me chamou a atenção foi um grupo de gaivotas na areia que pareciam dançar com seus passos nas areias quentes, parecia uma coreografia.

As 10:10 cheguei a bendita alvenaria que visualizei na imagem de satélite, confirmando o trecho limite da caminhada. Do inicio até esse ponto totalizou uma distância de 6,8 km. Acima da alvenaria está um imenso campo de golfe, com o grande hotel um pouco mais recuado. Passei alguns minutos e regressei.

No regresso visualizei que tem mais hotéis sendo construídos bem próximo a faixa de areia. O turismo é a principal renda da Ilha de Cuba, tanto para o Governo e a população. O que sustenta a Ilha e ajuda em seu PIB são as atividades do turismo. Um fato engraçado foi o acontecimento de dois casamentos na praia.

Fiz uma pausa com Graziela e fomos nos banhar nas águas transparentes de Varadero. A temperatura da água até que estava agradável.

As 11:00 aceleramos os passos para arrumar as mochilas e desocupar o quarto da casa, conforme o horário limite combinado, das 12:00. Antes passei no mercado para comprar um galão de água e trocar dinheiro em uma CADECA. Por falar em cambio não faça, em hipótese alguma, um câmbio em Varadero, vai acabar perdendo dinheiro.

Chegamos no arrendador de divisa e a dona da casa estava com uma “carona”, bem zangada. Bastante irritada ela começou a falar do horário, questionando que já era 12:30 e o combinado era as 12:00. Quando visualizei meu relógio mostrava a hora de 11:30. Fiquei irritado também e mostrei o meu relógio a ela. No final descobrir que meu relógio atrasou 1h e a mulher estava certa. Para piorar minha situação, o próximo hospede só estava aguardando a minha saída. Subi com Graziela, peguei as mochilas, arrumei os nossos objetos de qualquer jeito e desocupei o quarto. Nós dois, todo sujos de areia, não tivemos nem tempo para se banhar. A mulher, bem irritada, disse que poderíamos deixar a mochila na varanda enquanto pudéssemos resolver nossa situação. Chamei Graziela e combinamos em almoçar e depois ir até o terminal rodoviário e comprar as passagens até Havana, queria sair de Varadero o mais rápido possível. As praias são belas, mas a Cidade é “complicada”, não da para mim.

Compramos as passagens para Havana, cada uma no valor de 10 CUC, previsto para sair no horário das 14:00. Em seguida fomos almoçar no paladar do dia anterior. Engraçado é que na rodoviária as pessoas nos observavam, pelo fato de Graziela e Eu estamos sujos de areia.

Dessa vez, no horário previsto, as 14:00, embarquei com Graziela e seguimos com destino a Capital.

A viagem foi tranquila, em um ônibus velho da Via Azul, sem banheiro e com o ar condicionado fraco. Sentei nas ultimas poltronas com Graziela, já que as poltronas não são marcadas. As pessoas nos observavam porque estávamos sujos de areia e suados, em certo momento pensei que estava fedendo.

O trajeto entre Varadero e Havana foi 2h. Quando passou por Santa Marta fiquei lamentando em não ter escolhido essa cidade para ser a base em me hospedar. Outro fator interessante foi a bela vista da Cidade portuária de Matanzas, capital da Província homônima. Nesse mesmo trajeto é possível conhecer e trafegar na maior ponte construída de Cuba, chamada de Bacunayagua. Sua altura passa dos 100m, construída em meio de uma densa vegetação.

Desembarquei na praça central José Marti, bem próximo do bairro de Havana Velha. A parada oficial do ônibus é na rodoviária da Via Azul, ficando distante do Centro.

Assim que desci do ônibus com Graziela uma senhora nos aborda oferecendo casa, cobrando o valor inicial de 20 CUC. Com essa senhora eu nem negociei, determinei o preço que pretendo pagar, sem a mais ou menos, estabelecendo o valor de 10 CUC.

Essa senhora se chama Margarida, insistiu em justificar seu preço e tentou me vencer no cansaço. Acabei não dando relevância e seguir a pé, com ela vindo atrás. A senhora Margarida se cansou e aceitou o valor de 10 CUC. Acertamos o valor de duas diárias e voltamos para a parada de ônibus.

Poucos minutos embarcamos no ônibus P11 e desembarcamos no Capitólio. A casa da Sra. Margarita está localizada no bairro Chino, bastante centralizado e perto de tudo, melhor que a localidade do Hostel em que fiquei hospedado nos primeiros dias em Havana. Fiz o mapeamento e adotei o Chino como bairro para se hospedar. Graziela gostou muito e ficou olhando os locais possíveis para almoço e outros arrendadores para os dias finais da viagem.

A casa da Senhora Margarita fica no 2° andar de um cortiço, bem ajustada. Para mim não precisa de muita coisa, achei uma boa hospedagem, não só pelo preço. No arrendador tinha até um sofá. O ruim foi que o ar condicionado quebrou e ficamos com um ventilador de teto muito fraco e fazia um forte calor em Havana.

Aproveitamos o final da tarde para almoçar e caminhar pelo Bairro Chino, mapeando e conhecendo as principais localidades. A noite fui caminhar com Graziela e observar o movimento na Cidade. Acabei vacilando e tomando uma “aplicada” da Margarida na tarjeta de internet, pagando o valor de 2 CUC, por uma hora, dobro do preço oficial.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Fica atento no relógio e o horário de Cuba, pois passei por um constrangimento.

2- Existe uma padaria localizada próxima a Avenida de acesso a estrada central

3- Se for para Havana, saindo de Varadero, e pretende se hospedar no Centro da Cidade, desembarque na Praça Central Jose Marti.

DIA 24.

18/02/2019 – segunda-feira

Cidade: Havana | Província: Havana

Essa parada em Havana foi pensada, pois Graziela e Eu precisamos resolver algumas pendências burocráticas a respeito do visto de permanência no País. Todo turista tem que ter o visto que concede 30 dias de permanência em Cuba, custando o valor de U$ 25,00 dólares. Caso precise renovar, só é pagar o mesmo valor e concede o direito de permanecer mais 30 dias. No meu caso e de Graziela, vamos permanecer 32 dias e esses dois dias que estão nos deixando preocupados. Não estamos a fim de pagar mais U$ 25,00 dólares por dois dias.

Seguir ao Aeroporto Internacional Jose Marti, de buzu, na linha P 12. A viagem é um pouco longa porque segue pela imensa Av. Rancho Boyeros. Lembrando que o aeroporto fica localizado no município de Boyeros.

Em Cuba deve ter precaução a respeito dessas questões burocráticas, pois as punições não são boas. A mais leve é uma multa de U$ 100,00 dólares e a mais pesada é a prisão com posterior deportação. Não estou a fim de ser punido, vou resolver isso, nem que custe o meu dia.

Desembarquei com Graziela no trevo do Aeroporto Jose Marti e seguir a pé os 3,5 km até o terminal 03, localidade de embarque e desembarque dos vôos internacionais. No saguão observamos uma funcionária do Ministério do Interior e fomos tirar nossas duvidas para saber em como poder resolver esses dois dias em Cuba, sem precisar renovar visto. A funcionária nos atendeu, mas o argumento dela foi muito superficial, não mostrando confiança. Graziela cismou e retornou para ver com outro funcionário, que falou a mesma coisa da colega, mas pediu os documentos, conferiu as datas e disse que não teria problema esses dois dias, já que a passagem está comprada e o segundo dia só será até o inicio da manhã. Graziela continuou cismada, achando a explicação superficial. Eu estava tranquilo, se o funcionário falou está falado. Pensei até grava-lo, mas na hora cismei.

Quando estávamos pensando em caminhar os 3,5 km de volta ate a AV. Rancho Boyeros, aparece um ônibus conexão Aeroporto, que passa por la. Pagamos 1 MN pela duas passagens e seguimos. Na Av. Rancho Boyeros não esperamos nem 01 minuto, embarcando no imenso ônibus sanfona da linha P 16, em direção ao Centro da Cidade.

Pela tarde fui com Graziela até o guinche da Via Azul, a fim de comprar as passagens para a Cidade de Viñales, nosso último destino fora da Província de La Habana. Na primeira vez fui e voltei a pé, dessa vez seguir de ônibus com Graziela.

Um fato interessante é que o ônibus mudou a letra da linha e a frota. Na primeira vez que fui, quando me direcionei a Baía dos Porcos, embarquei na Calzada de Infanta no ônibus da linha P27, um veículo velho e todo acabado. Agora não! A linha mudou para A27 e os ônibus são novos. O melhor de tudo é que não demorou. Da primeira vez quase perdia o horário do ônibus da Via azul devido à demora desse ônibus da antiga linha P27.

No guinche da via azul, mais uma vez, o assédio dos taxistas oferecendo os seu serviços que não nos agradava pelo alto valor. Para “piorar, a funcionária não compreendia o “portunhol” de Graziela, me obrigando a escrever no papel: “2 Viñales, 19/02/2019, não seguro”. A funcionária riu e disse: “agora sim”. O valor de cada passagem custou 12 CUC, no horário das 14:30

Ao Final da tarde fui assistir mais belo pôr do sol em Cuba, dessa vez no Malecon. O melhor local para visualização é no bairro do Vedado, existe um trecho da orla que o ângulo é perfeito para visualizar o sol “sumindo” nas águas do mar. Um fato interessante é a Estatua de Jose Marti apontando para a embaixada dos Estados Unidos da América, que fica bem próximo ao local em que visualizei o pôr do sol.

A noite fui caminhar e conhecer mais localidades de Havana. Explorei muito o bairro Chino e o Malecon. Aproveitei para caminhar pela noite na orla de Havana, algo que ainda não tinha feito. O calçadão é iluminado em alguns trechos e outros trechos bastantes escuros, mas movimentado. O melhor de tudo é que não precisa se preocupar com a sensação de insegurança, algo que não existe em Cuba. Qualquer localidade é segura (menos a base militar de Guantánamo).

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Se tiver alguma pendência burocrática em Cuba, seja documental, visto, etc. resolva! Priorize para não ter problemas.

2- No Aeroporto Internacional Jose Marti, para os estrangeiros, deve seguir até o terminal 03.

3- A linha P27 mudou para a linha A27.

4- Se programe para visualizar o pôr do sol no Malecon de Havana. O melhor lugar para se visualizar é no bairro do Vedado, um pouco depois da embaixada dos EUA.

DIA 25

19/02/2019 – terça-feira

Cidade: Viñales | Província: Pinar del Rio

Vinãles é o nosso penúltimo destino e a parte mais a Oeste que falta para a “volta em Cuba” ou “ponta a ponta”. Hoje acordei um pouco tarde, as 09:00. Sai com Graziela e achamos um paladar na rua ao lado da casa, bem interessante. No local conversamos por vários minutos com o dono e mais dois policiais, que permaneceram no local ao saber que somos brasileiros, puxando assuntos diversos.

A viagem para Viñales é a tarde, prevista no horário das 14:30, dava tempo de almoçar. As 11:30, Graziela e Eu despedimos da Sra. Margarida e fomos até um paladar almoçar. Mas para nosso azar (ou não), passou um ônibus da linha P 27, vazio. Abrimos mão de almoçar e embarcamos com o receio de chegar no limite do horário previsto ao embarque.

Chegamos cedo ao terminal rodoviário da Via Azul e esperamos o horário. Dessa vez o ônibus partiu as 14:30, conforme a passagem. A viagem foi tranquila, com uma parada em um posto de apoio que possibilitar comprar objetos, ir ao banheiro e almoçar.

No local conheci um funcionário da INFORTUR, que ao saber que Graziela e Eu somos brasileiros, começou a puxar assunto. Peço desculpa por esquecer o seu nome, mas o rapaz é fã de Nelson Ned e Roberto Carlos. O engraçado é que foi em Cuba, através do dialogo com esse funcionário, que descobri que o Roberto Carlos tinha problema na perna? Pense! Gostei desse ponto de apoio da INFORTUR porque tem vários mapas e são gratuitos. Peguei todos que tinha o direito de levar. Graziela ficou um pouco envergonhada, mas Eu não quis saber, peguei um de cada e levei. Fiquei parecendo uma criança quando visualiza um brinquedo que mais gosta e deseja em ter.

Esse mesmo funcionário fez o intermédio para reservar uma residência em Viñales, já que Graziela estava preocupada em não achar casa na Cidade por ser “turistona”, igual a Varadero. O rapaz da INFOTUR ligou e disse que na praça de desembarque terá um senhor chamado Aldo, que vai está com uma plaquinha segurando com os nossos nomes. O valor cobrado pela hospedagem foi de 15 CUC.

A viagem durou 2h, passando pela Cidade de Pinar Del Rio, capital da província homônima, para embarque e desembarque. A partir dali se inicia o “trecho de emoção”, que são quase 25 km subindo a serra e descendo até chegar ao Vale que está na Cidade de Viñales.

No inicio da subida da serra quase ocorria uma batida frontal do ônibus da Via Azul e um ônibus da TRANSTUR, pois a curva é muito fechada. Todos os passageiros da Via Azul se assustaram. A partir dali não conseguir nem piscar os olhos. Fiquei atendo a tudo. O trecho Pinar Del Rio x Viñales considero o segundo mais perigoso de Cuba, ficando atrás de Ímias x Baracoa.

Chegando na praça de Viñales, que é o terminal de ônibus, visualizo um monte de pessoas com placas e oferecendo hospedagem. No meio delas vejo um senhor segurando a placa com o meu nome e de Graziela. Sr. Aldo se apresentou e nos levou até sua casa.

A casa do Aldo é uma bela casa e com uma ótima localização. Toda verde, a casa possui duas hospedagem. O Aldo apresentou a sua família e pediu qual a hospedagem preferíamos, já que a duas estavam vagas. Escolhi a primeira, que possui mais janelas e achei mais espaçosa e bem distribuída. Deixei pago as duas diárias iniciais, com possibilidade em renovar, caso necessitar.

No final da tarde faltou energia em toda Vinãles, deixando a Cidade nas escuras. O bom foi que a lua estava cheia, gigante, iluminando as ruas, possibilitando uma bela vista. Entrei na casa e peguei a maquina, onde fiquei na varanda registrando imagens, utilizando a longa exposição.

A energia voltou duas horas depois, por volta das 20:00. A noite sair com Graziela, pois estávamos morrendo de fome. Quando regressamos o Aldo nos abordou e perguntou se teríamos interesse em algum passeio na Região. Informei que tenho interesse no Cayo Jutías e o Aldo indicou um contato, confirmando que amanhã tem saída ao Cayo Jutías, no horário das 08:00. O valor é de 20 CUC, por pessoa. Conversei com Graziela e acabamos aceitando, deixando reservado.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Existem mapas gratuitos disponíveis no posto da INFORTUR, local onde o ônibus da Via Azul faz a parada.

2- A Estrada de Pinar de Rio para Viñales é bonita e perigosa.

3- Apesar de ser pequena, Vnãles tem muito arrendador em divisa, sem a necessidade de reservar. Pesquisando pode achar um valor de 10 CUC, tranquilamente.

4- Existem poucos paladares, ficando “refém” dos restaurantes.

DIA 26

20/02/2019 – quarta-feira

Cidade: Cayo Jutías | Província: Pinar del Rio

A noite foi um pouco ruim, toda hora acordava com a sensação de diarreia. As 06:00 me levantei e aguardei Graziela acordar. Saímos as 07:00 em busca de localizar um paladar para tomar o café da manhã, sem sucesso. O máximo que encontramos foi uma lanchonete turística que vende um copo de suco no valor de 5 CUP e pão no valor de 15 CUP.

As 08:20 buzina um caminhão FORD antigo, cor de laranja, com uma carroceria adaptada, era o transporte que vai levar a mim e Graziela para o Cayo Jutías. O Caminhão é um “pau de arara” de luxo, com bancos de ônibus e tolhas de banho para cada pessoa em cada assento. Descobrir que são várias pessoas que vão no veículo.

Graziela e Eu fomos os primeiros a embarcar. Posteriormente o caminhão foi na porta de cada pessoa para buscar e embarcar. Nesse procedimento se gastou 1h e 10 min., circulando na pequena Cidade de Viñales.

Partimos em direção a Cayo Jutías, as 09:30, se direcionando ao Noroeste. A estrada é muito ruim, cheio de buracos, obrigando ao motorista do caminhão a trafegar numa velocidade máxima de 40 km. A paisagem que encanta com os imensos morros que estão nas margens da estrada. É possível visualizar muitos animais caminhando no asfalto, a exemplo de: porcos, cavalos, vacas, cabras e carneiros.

Nos quilômetros finais passa por um pequeno pedraplan com 6 km de extensão. O trajeto de 61 km durou 1h e 50 min, chegando ao Cayo Jutías as 11:00. Graziela já estava um pouco chateada por conta do horário e ter perdido, praticamente, o turno matutino no embarque dos passageiros e na estrada.

O Cayo Jutías é um pouco diferente e antagônico aos Cayos de Santa Maria, Coco e Guillermo. Enquanto os três possuem uma boa estrutura de hospedagem, serviços e luxuosidade, o Cayo Jutías não possui estrutura de hospedagem. O acesso é difícil e limitado, com um único bar da empresa Marilyn, que administra o local. Eu achei interessante porque tinha pouca aglomeração das pessoas.

O caminhão estacionou em uma grande área de areia, que serve de ponto de apoio para os veículos estacionarem. Lá observei outros veículos fretados estacionados. O motorista marcou o local de encontro as 15:30, com o regresso as 16:00.

Seguir com Graziela e em poucos metros já observava um tom ciano nas águas do Cayo Jutías, me hipnotizando. A paisagem é tão peculiar e encantadora que vegetações de manguezal se misturavam as águas brilhantes e calmas. De longe parece ser cristalinas, mas não são. As águas são bem embasadas, com baixa visibilidade nas áreas mais profundas.

Tentei caminhar ao Oeste, com o objetivo em chegar a “ponta” do Cayo Jutías, mas sem sucesso. Um funcionário da Marilyn nos abordou e alertou que a partir daquele ponto não poderia mais caminhar, pois é uma área restrita ao visitante. Comecei a questiona-lo, mas o rapaz respondia com frieza e diretamente.

Regressei e fui ao leste, adentrando em uma área com uma densa vegetação de manguezal e sendo atacado por uns minúsculos mosquitos. Nesse trecho era possível visualizar e curtir pequenas praias, de águas cianas e calmas, parecendo uma clássica piscina natural. Esse trecho foi de quase 3km, chegando próximo um farol bem antigo e degradado. A partir dali não é possível caminhar devido o denso manguezal.

Regressei e comecei a curtir as minúsculas praias que visualizei com Graziela na ida. Por volta das 14:00 surge uma grande nuvem cinza que descarrega uma forte chuva. Esperei com Graziela na área da estrutura da Marilyn, parecia uma tempestade.

A chuva durou quase 20 minutos e depois amenizou. Mesmo com o tempo fechado e as águas com um tom cinza, voltei com Graziela até a praia e curti um banho frio até a hora do encontro, as 15:30.

As 16:00 partimos para Viñales. A viagem foi longa, parecia interminável, apesar de ser o mesmo caminho. Os mesmos 61 km foram feitos em 2h e 10 min., devido a estrada ruim e está escurecendo.

Nessa noite jantei em um restaurante chamado El Cubito, foi um dos mais em conta e com uma boa estrutura. O prato, como sempre, foi o Congri. Na noite anterior almocei lá e o garçom estava com um bom humor, ao ponto de oferecer uma limonada. Hoje o rapaz estava com uma cara fechada, sem conversa e expressão de “poucos amigos”. No final da noite observei a bela lua cheia com Graziela e depois fui dormir.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Para saeguir até o Cayo Jutías deve se fretar um transporte. O mais em conta que achei foi o Caminhão coletivo. Apesar de ser um caminhão, a estrutura é boa.

2- Tente programa para sair cedo, pois a estrada é muito ruim

3- Faça a caminhada ao Leste do Cayo Jutías, entre os manguezais. È possível visualizar minusculas praias lindas

4- Tente driblar o segurança da Marilyn e chegar ao ponto mais Oeste do Cayo Jutías.

5- Existe um único restaurante no Cayo Jutías, administrado pela empresa Marilyn.

6- Leve seu lanche.

DIA 27

21/02/2019 – quinta-feira

Cidade: Viñales | Província: Pinar del Rio

No 27° dia em Cuba que pude realizar uma trilha. A primeira vez era para ser na Cidade de Trinidad, mas sem êxito. Acordei ao amanhecer com o susto que o relógio me deu. Muitas notificações chegando e comecei a estranhar, mas na verdade foi um sinal de wi-fi aberto que proporcionou centenas de notificações. Graziela ficou animada e foi aproveitar, mas durou poucos minutos. A internet é do Aldo e parece que deve ter ouvido o som das notificações e desligou o roteador.

O Aldo quis nos oferecer um café com panquecas, que foi recusado. Porém, ele tanto insistiu que acabei aceitando com Graziela. Tomamos o café e agradecemos. Poucos minutos o Aldo reaparece e diz que poderíamos da uma colaboração pelo café. Graziela ficou bem chateada e Eu também. Para o azar de Aldo fingimos que não compreendemos, deixando ele sem graça.

Partimos as 08:50 e fui direito na CADECA fazer um câmbio, pois estávamos com pouco dinheiro. Hoje é o dia de fazer trilha e conhecer as plantações da folha do tabaco, usando o “faro de trilheiro” para chegar a essas localidades sem precisar pagar um guia.

As grandes atrações de Viñales são os passeios nas plantações de tabaco para produzir os charutos, além das trilhas e esportes radicais realizadas aos arredores dos grandes morros. Cavernas rios são as grandes atrações, com direito a escalada e a prática de rapel. Tudo isso tem o preço e não é nada barato. Entretanto, o acesso é livre não sendo obrigado um condutor. O Aldo, ao saber, tentou fazer um drama com o objetivo em contratar o serviço de guiada de um amigo, mas ele fez com a pessoa errada, sendo recusado de imediato.

Na CADECA troquei 100 Euros por CUC e de lá seguir pela rua ao lado, iniciando a caminhada. O trecho oficial para ter acesso às plantações, e as trilhas pelas cavernas, está na rua ao lado da CADECA.

Caminhei com Graziela em uma pequena rua e observei um senhor que estava com dificuldade em levar uma sacola de iogurtes e queijo. Ajudamos e ele começou a puxar assunto. O senhor tem 85 anos e se chama Ciro, que contou um pouco da sua história e a de Viñales. O Sr. Ciro nos levou até uma conhecida que cultiva Tabaco e ela mostrou todo o processo, dês da colheita ao enrolamento do charuto, fumando em seguida. Graziela e eu provamos e estava bom. Antes de acender o charuto, a dona da FINCA passa um pouco de mel na parte que se traga, Eu não conhecia esse procedimento. No final foi pedida uma taxa de visitação e acabei pagando 1,25 CUC.

Despedimos da moça e do Sr. Ciro, que fez questão em nos levar até o inicio de acesso as trilha da Cueva de La Vaca. Eu já sabia o caminho, pois consultei o aplicativo do MAPS ME., orientando a localização e o caminho bem delimitado. No inicio da trilha agradecemos a Sr. Ciro e partimos.

Esse caminho possibilita três atrativos, sendo eles:

1)- Cueva de La Vaca;

2) plantações de Tabaco;

3) Cueva del Palmarito.

O roteiro do dia será esse, em busca do objetivo de realizar esses três atrativos. Chegamos a uma portaria e um senhor nos abordou, perguntando a nacionalidade e puxando assuntos sobre o Brasil. Nessa portaria existe uma pequena casa de visitante oferecendo alguns produtos para venda, ainda existe um grande mural com vários objetos. O engraçado que a maioria é cédulas. Fiz a colaboração de deixar uma nota de R$ 2,00 e uma moeda de R$ 0,10. O senhor ficou muito feliz.

Acessei com Graziela em uma fazenda com a trilha bem visível, mas cheia de bifurcações. Em poucos metros observei a Cueva de La Vaca e fui à direção dela. O primeiro caminho me distanciava, sendo que voltei e seguir a direita, caminhando por uma das várias bifurcações. Apesar de ser fácil, devido o trecho ser visível e “batido”, as trilhas formadas na fazenda possuem muitas bifurcações, condicionando a te levar para outras plantações com distancias quilométricas.

Na trilha é possível visualizar bois de canga das fazendas. Apesar da cara séria, os animais não são agressivos. Antes de chegar na Cueva de La Vaca existe uma grande escada de cimento que da acesso a caverna, localizada no meio de um morro ( que em Cuba é conhecido pelo termo “mogote”).

A Cueva de la Vaca (Caverna da Vaca) é pequena, deve ter uns 100m de extensão. No inicio existe uma “caixa de cimento” cheia de lixo, principalmente garrafas plásticas, uma cena bizarra e incomoda. Antes de entrar na caverna fiquei alguns minutos com Graziela registrando umas fotos e observando a paisagem das fazendas que estão abaixo do morro, proporcionando uma bela paisagem e a grandeza das FINCAS de Tabaco.

Liguei a lanterna e entrei com Graziela, pedindo a ela em não olhar para cima. A caverna possui muitos morcegos, concentrados nas partes altas. Graziela morre de medo de morcego. Se visualizar um é capaz de gritar e sair correndo. Nessa caminhada Graziela obedeceu e foi tranquilo, chegando ao outro lado da caverna.

No outro lado proporciona uma bela vista dos vários morros e as dezenas de fazendas de plantação da folha do tabaco, predominando no belo Vale de Viñales. Do mirante visualizei três cavernas bem distantes, cada uma em um morro. Fiquei na duvida qual era a do Palmarito.

Em um dos relatos observei que a Cueva del Palmarito é a única que possui um rio que adentra na caverna, servindo de referencia. Consultei o MAPS ME. que me mostrou um suposto caminho, resolvi arriscar.

Fui com Graziela e passamos por mais plantações de folha de tabaco , ao ponto da trilha adentrar entre as plantas. Parei e fiz umas fotos. Alguns pássaros cantavam e se destacavam entre as folhas, as aves eram de espécies que ainda não sei o nome e nunca tinha visto.

Desci um trecho íngreme da Cueva de La Vaca até a continuação da trilha, que segue em mais uma fazenda. La em baixo já era possível visualizar grupos passeando de cavalo e conhecendo as FINCAS. Seguir com Graziela, em passos largos, passando esses grupos. Os condutores nos olharam com cara de poucos amigos e não nos importamos. Ficamos cismados desses grupos estarem seguindo para a Cueva del Palmarito, queríamos visualizar a caverna igual a Cueva de La Vaca, sem ninguém presente.

Nessas fazendas existem umas casinhas de apoio que vendem produtos, Graziela parou em uma delas e bebeu um cafezinho, que foi o mais caro pago até hoje, no valor de 1 CUC.

O trecho entre a Cueva de La Vaca até a Cueva del Palmarito é um pouco perigoso devido as bifurcações. São muitas bifurcações, o tempo todo. É pegando uma e visualizando outra, pois as trilhas estão entre as fazendas. Esse trecho foi realizado em quase 1h, devido aos caminhos errados que seguia. No final visualizei um rio barrento e seguir-lo, chegando a Cueva del Palmarito.

Diferente da Cueva de La Vaca, a Cueva del Palmarito fica na base do morro com um rio de leito fino e águas forte correndo para o interior da caverna. As águas barrentas não possibilita ver a profundidade, que a meu ver, pelo menos nesse trecho inicial, parece ser raso. Liguei a lanterna e avancei com Graziela caminhando pelo trecho úmido e escorregadio da margem direita verdadeira do rio. Com 2 minutos de caminhada a lanterna de Graziela começa a falhar e me veio à lembrança das crianças da Tailandia que ficaram presas na caverna, me deixando bastante cismado. Chamei Graziela e decidir abordar o caminho, ficando no inicio da caverna que estava com claridade.

Voltamos e lá permanecemos por quase 1h. Algumas formas no interior da caverna são interessantes. Acredito que foram feitas pelas águas que escorrem dos grandes paredões. Visualizei estalactites, mas não cheguei a ver nenhuma estalagmites.

As 15:00 regressamos, realizando o mesmo caminho invertido. A volta foi tranquila, pois já sabia todo o trajeto. Na Cueva de la Vaca visualizamos um grupo praticando bolden, promovido pela agencia Cubanacan (uma das várias agencias do Ministério de Turismo de Cuba – mTUR).

Graziela propôs em conhecer o museu da história, distante 4 km do centro de Viñales. Estava cansado, mas aceitei. Fomos caminhando pela Calle Salvador até o trevo, todo caminho é feito pela margem da rodovia de asfalto. Já passava das 16:30 quando visualizamos o mural antes de entrar. O engraçado que para ter acesso a parte interna e visualizar de perto o mural da história deve pagar um valor de 3 CUC, por pessoa.

O mural da história é uma pintura feita por algum artista local, retratando animais e objetos durante a evolução dos seres. Dinossauros, macacos, homens da caverna, mamutes e entre outros se destacavam. Antes de chegar à portaria parei com Graziela e observei. No final do trevo é possível ter uma boa visualização, sem a necessidade de entrar. Toda essa obra está desenhada e pintada em um grande paredão rochoso de um morro.

Regressamos e visualizamos mais um belo pôr do sol na Calle Salvador. Chegamos ao Centro de Viñales bem cansados e com fome. Paramos em um restaurante na rua principal e almoçamos uma sopa de feijão com arroz. Minha fome estava tanta que solicitei uma macarronada com queijo e Graziela mais outra sopa de feijão. Antes de dormir passamos em uma lanchonete e degustamos alguns copos de suco de manga, cada um no valor de 5 CUP.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- A rua de acesso a trilha rstá ao lado da CADECA.

2- Apesar de a trilha ser batida e larga, existem muitas bifurcações.

3- A Cueva de La Vaca é bem tranquila.

4- A Cueva del Palmarito é acessível, porém é bom ficar atento com rio que adentra na caverna.

5- Se tiver tempo existem outras cavernas ao lado que é interessante em conhecer.

6- Os famosos charutos são fabricados com as folhas produzidas dessas fazendas.

7- Nas fazendas vendem charutos, caso se interesse.

DIA 28

22/02/2019 – sexta-feira

Cidade: Havana | Província: Havana

Despedimos do Aldo e seguimos para a parada de ônibus que embarcar com destino ao terminal rodoviário de Pinar del Rio, capital da mesma província homônima. Na volta decidir seguir uma das referência que planejei esse roteiro, chegando em Havana de caminhão e fazendo uma boa economia. Já acostumei a viajar de caminhão e enfrentar os perrengues em Cuba, as “guaguonas” são velhas conhecidas.

A parada de ônibus fica em frente à funerária, na penúltima travessa da Calle Cienfuegos. O micro-ônibus não demorou, passando as 10:00. O valor da passagem foi de 2 CUP, por pessoa.

A viagem foi tranquila, o veículo foi fazendo várias paradas de embarque e desembarque, além de lotar rapidamente. A estrada entre Viñales e Pinar del Rio que é o atrativo, com suas perigosas curvas sinuosas e a paisagem da serra. Dessa vez não houve tensão e momentos perigosos, como ocorreram na ida pela Via Azul.

Desembarquei no terminal provincial de Pinar del Rio as 11:10, com muita gente e pouca orientação. Fui até uma funcionária que me ensinou onde embarca os caminhões. Aguardei em uma “fila” onde tinha uma quantidade de pessoas aguardando para seguir nesse caminhão com destino a Havana. A espera foi de quase 30 minutos até o portão abrir.

Corri com Graziela e entramos no caminhão vermelho, com poltronas espumadas, um pouco confortável. De todas as viagens feitas utilizando o caminhão essa foi a mais confortável. Paguei o valor de 100 CUP (4 CUC) referente a minha passagem e a de Graziela. As 12:00 o veículo saiu.

A viagem foi bem tranquila, muitas das pessoas que embarcaram seguiam para Cidades próximas. As mais relevantes são Mayambeque e Artemisa, capitais das províncias homônimas. A duração foi de 2h e 15 min, chegando até a parada da Calle 100, as 14:15.

Em Havana os caminhões não entram no terminal provincial, cada linha tem uma parada específica. A linha que vem da Província de Pinar del Rio é na Calle 100, uma principal rodovia que leva as Cidades do Oeste de Cuba.

Na Calle 100 seguir caminhando com Graziela na margem dos viadutos até chegar na Av. Rancho Boyeros. Assim que chegamos passou o ônibus da linha P12 e embarcamos. Corri ao ponto de “dobrar o pé” e quase torcer o tornozelo. Tive muita sorte.

Desembarquei no bairro Chino e seguir com Graziela procurando arrendador em divisa para ficar. Tomamos três sustos, com preços de 25 CUC. Como no Centro de Havana existem muitos arrendadores de Divisa e não tínhamos pressa, seguir com Graziela procurando. Na quarta tentativa, precisamente na Calle San Rafael, encontramos uma boa casa.

O dono se chama Damian e se ofereceu o quanto poderíamos pagar e os dias que vamos ficar. Fui bem sincero em padronizar o meu preço, no valor de 10 CUC e que pretendo ficar 4 dias e 3 noites. O Damian nem esperou terminar e mandou subir, aceitando o valor.

A casa fica no primeiro andar de um cortiço, dando aparência de ter sido reformada. Essa casa foi a primeira que ficamos com os cômodos disponíveis só para mim e Graziela. Sala, Cozinha, varanda, banheiro e quarto. Damian entregou a chave e disse que a casa é nossa e qualquer coisa a mãe mora ao lado e poderia chama-la. Uma das coisas que nos mais interessou foi o liquidificador, possibilitando a fazer sucos.

A Calle San Rafael conheço de “olhos fechados”, é a imensa rua em que se tem de tudo e o lugar perfeito para se hospedar. O arrendador em divisa do Damian é a casa completa. Além disso, o interior da residência é muito bonito com as colunas de mármore e os detalhes das formas no teto, muito interessante.

Almocei na Calle Zanja e de lá seguir caminhando até o Malecon e assistir o pôr do sol no bairro do Vedado, sendo um dos mais bonitos vistos até ao presente momento nesses meus 27 anos.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Existe um horário das 10:00 que parte um micro-ônibus de Viñales para o terminal provincial de Pinar Del Rio ,custando o Valor de 2 CUP.

2- O Caminhão que vai para a Cidade de Havana, saindo do terminal de Pinar Del Rio, é no horário das 12:00. O Valor são de 50 CUP ou 3 CUC.

3- O final é na Calle 100. Se for ao Centro de Havana, Malecon, Havana Velha, deve ir caminhando pela margem do viaduto e descer na Av. Rancho Boyeros. Os ônibus que servem são da linha P12 e P16.

4- Recomendo a casa do Damian

DIA 29

23/02/2019 – sábado

Cidade: Havana | Província: Havana

Graziela sugeriu, nesse 29° dia, em conhecer uma localidade de Havana chamada Fusterlandia, que tem um interessante trabalho artístico e cultural em Cuba. Não questionei e resolvemos chegar até lá, que está localizado no bairro de Jamainatas, um bairro nobre ao Oeste de Havana. Seguimos até a estação de trem e embarcamos no ônibus da linha P4, soltando na 5° Av. e seguindo a pé nas belas ruas arborizadas e casas de alto padrão. A parada do ônibus é onde estão concentradas as embaixadas.

Da estação de trem até o trevo de acesso a localidade é uma longa viagem, devido ao itinerário do ônibus. O aplicativo MAPS.ME me ajudou a desembarcar no local exato.

Caminhei por 2 km com Graziela, passando pela bela Avenida 5°. Destaque para o Centro Universitário de Química, que naquele momento estava fechado. Atravessei a rua com Graziela e nos muros já observava os belos desenhos feitos com pedaços de azulejos através da técnica do mosaico, dando formas, cores, personagens e reflexões.

A Fusterlandia é homenagem ao Jose Fuster, idealizador da ideia. Quando ele iniciou, na década de 1970, do Século XX, o bairro de Jamainatas era uma colônia de pescadores com uma urbanização e saneamento bastante precário. Todas as casas estão revestidas com o mosaico, com vários desenhos e informações. Mas a atração principal é a sua casa e museu a “céu aberto”, que está presente as suas principais obras.

Entrei com Graziela e não foi cobrado nenhum valor, ficando facultativo à colaboração. O espaço é imenso, com coreto, escadas, paredes e até uma imensa piscina revestida com a arte do mosaico. Passamos um tempo ali observando as formas e imagens.

Pensava que a atração ia ser rápida, mas custou o dia todo. Para piorar, tomei um “chá de cadeira” com Graziela ao esperar o ônibus P4. Acabamos em se retar e seguir a pé até a parada final da linha P1, que fica 4 km de distância. Fizemos essa escolha por conhecer o itinerário dessa linha. Embarcamos e desembarcamos na Calzada de Infanta, almoçando em um dos paladares concentrados nessa rua.

Final da tarde seguir caminhando com Graziela até o Malecon, que está perto do local em que almoçamos. Assistimos mais um belo pôr do sol e voltamos para casa. Nesse dia resolvemos utilizar a internet, com um cartão de 3h que tínhamos a disposição a ser utilizado em caso de extrema emergência. Como está no final da viagem, resolvemos usar nesses dias finais em Havana.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Se for de ônibus a linha mais próxima é o P4. Pode utilizar dois transportes, caso escolha a outra linha é a A10.

2- Na volta pode ser feito o mesmo procedimento, mas aconselho desembarcar no bairro da Miramar e seguir no ônibus da linha P1.

3- A taxa na Fusterlandia, nesta presente data, é facultativa. Tinha levado pouco dinheiro e não colaborei.

DIA 30

24/02/2019 – domingo

Cidade: Havana Del Leste | Província: Havana

No almoço do dia anterior aceitei com Graziela para nesse 3° dia em Havana, após o circuito pela Ilha de Cuba, em conhecer as praias do Leste de Havana, locais que a maioria dos cubanos frequenta.

Para isso seguimos, novamente, para o TTFCC (terminal de trens e cargas), onde está a parada de embarque do ônibus da linha A40 (TFFCC x Guanabacoa). Essa é a principal linha de ônibus que leva as praias do leste. Não demorou muito e embarcamos em um ônibus lotado. Para piorar tinha um grupo de adolescentes fumando dentro do veículo, incomodando alguns passageiros. O jovem não estava nem ai para quem se incomodada.

A viagem foi longa, seguindo pela estrada de acesso a Varadero. A distancia foi de 25Km, feitos em 1h até a parada inicial de Guanabacoa, local escolhido para desembarcar e seguir a pé pela praia.

No dia 28 de janeiro, quando o tornado passou por Havana, Guanabacoa foi a localidade mais atingida, onde visualizei vários imóveis destruídos e ruas danificadas.

A praia de Guanabacoa é pequena, simples e com um tom de água azul escuro. Iniciei a caminhada pela praia as 08:50, encontrando as areias sujas, cheias de garrafas de cerveja. Atravessei a foz do Rio Boca Ciega, bem fácil, chegando na praia de Santa Maria Del Mar.

A Praia de Santa Maria Del Mar já possui as águas azuis claras e cristalinas, com pequenas ondas e bem extensa. Ideal para um banho. Nesse trecho final, perto da foz do Rio Boca Ciega, estava com poucos banhistas. Fiz uma parada com Graziela e aproveitamos algumas horas por lá. Aos poucos íamos caminhando e fazendo pequenas pausas para banho e observação, além de descansar nas areias, que estavam mais limpas que das praias de Guanabacoa. As 11:00 começou chegar as pessoas e rapidamente a praia ficou lotada, parecendo o Porto da Barra em dia de domingo (por coincidência é domingo).

A praia lotou e seguimos a caminhada rumo ao Oeste, chegando até a praia de Megano. Menos movimentada que Santa Maria Del Mar, a praia de Megano não é ideal para banho. As águas são violentas e as ondas fortes. Além disso, não tinha nenhum local com sombra e o sol forte não dava condições de descansar na areia.

Rapidamente saímos e seguimos em busca de um local para almoçar, sem sucesso. Comidas temperadas com carne ou com presunto. Desistimos de procurar e resolvemos voltar para Havana.

A volta foi um pouco tensa. Após a subida de uma forte ladeira, em um sol quente, aguardamos em uma parada de ônibus que está desativada, sendo migrada para alguns metros a frente. Descobrimos após o ônibus da linha A40 “passar direto”. Graziela cismou e disse que não era ali a parada. De fato! Estava quase 100m a frente.

Em Havana estava muito calor, uma sensação bem incomoda. Nesses dias finais de Cuba foi que senti o verdadeiro calor relatado nos textos que me serviu de referencia. Sérios embates rolaram com Graziela devido ao chuveiro, pois, enquanto Graziela só se banha com o chuveiro no quente, independente da temperatura, Eu só me banhava no frio, se pudesse gelado.

A noite experimentei o “batido de guayaba” (vitamina de goiaba), feito de uma água suspeita e higienização suspeita. Graziela cismou e ficou com nojo. Acabei arriscando e provei, estava saboroso. A vitamina tem uma forte venda paladares do Centro de Havana.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- Nos relatos a linha TFFCC x Guanabacoa está citado com a linha A400. Em 2019 foi mudado para a linha A40.

2- A parada da linha A40 está do outro lado da estação de trem.

3- A caminhada de Guanabacoa até Megano é tranquila e fácil em se fazer.

4- A praia mais bela é a Santa Maria Del Mar e a mais cheia. No local existem serviços que vendem comidas e bebidas.

DIA 31

25/02/2019 – segunda-feira

Cidade: Havana | Província: Havana

Nesse penúltimo dia foi dedicado a conhecer o museu da revolução, localizado no Centro de Havana. Na noite anterior me reunir com Graziela para fechar os valores dos gastos e reparamos que economizamos mais do que imaginávamos. Um dos nossos maiores desafios é gastar 60 CUC em um dia.

Saímos no inicio da manhã em busca de livrarias para comprar alguns livros, que durante as pesquisas percebemos os preços estavam bem elevados. Passei em uma charutaria e comprei alguns charutos de marcas para presentear.

Almoçamos em um paladar perto do museu e posteriormente seguimos para a sua visitação. O valor para estrangeiro é diferenciado para os cubanos. O valor para estrangeiro custa 8 CUC e da o direito em conhecer todo o museu. Para nosso azar algumas áreas estão em reformas, limitando o acesso. Não tínhamos muita escolha.

O museu da revolução enfatiza todo o processo histórico de Cuba, fazendo um resumo do período colonial e detalhando os fatos a partir da revolução cubana, em 1959, liderada pelo Fidel Castro. É um ótimo local para quem quer conhecer os detalhes da história de Cuba. Destaque para o barco Gramma, um avião estadunidense abatido e os tanques de guerra.

Queria muito detalhar um pouco da história de Cuba e todo o seu contexto, mas o objetivo é relatar, de forma bem resumida, esse período em Cuba para fins turísticos e de viagem econômica.

A visita durou o dia todo, pois o museu é muito grande. Mesmo com espaços limitados e impedidos de ter acesso, devido as reformas, as áreas disponíveis estão com muitos materiais e objetos relevantes para conhecimento.

A noite fui fazer minha ultima caminhada no Malecon com Graziela e começamos a lembrar dos fatos nesses dias em Cuba, fazendo uma reflexão dos momentos vividos nessa viagem. Quando estávamos regressando localizamos um paladar chamado El italiano, que vem uma boa macarronada recheada com queijo por um ótimo preço, no valor de 12 CUP. Alimentamos-nos, que apenas um prato deu para satisfazer e acabar com a fome. O único ponto negativo é a organização dos cubanos, já que eles não têm a prática de fazer filas.

Fique ligado Muchacha e Muchacho:

1- O museu da revolução cobra o valor ao estrangeiro em CUC.

2- Para quem gosta de comer massa e de boa quantidade, recomendo o paladar El Italiano, localizado na Calle Aguiar, perto do Malecon.

DIA 32

26/02/2019 – terça-feira

Cidade: Havana | Província: Havana

Até logo Cuba, acordei pensando nessa frase. Ao tomar café sentir uma sensação ruim, um peso, que não comentei com Graziela, resguardando para mim. A prioridade é se organizar para ir até o aeroporto, já que o vôo para a Cidade do Panamá está marcado no horário das 11:00 (horário de Cuba).

Acordamos as 06:30, ajustamos tudo e despedimos do Damian. Fui caminhando com Graziela até a praça da fraternidade, local onde saem os ônibus urbanos que passam no trevo do aeroporto. Antes de embarcar visualizamos um paladar e resolvemos tomar um café.

Quando saímos passou um ônibus da linha P16, que passa no trevo do Aeroporto Internacional Jose Marti. Embarcamos e seguimos viagem em um ônibus vazio. Um fato estranho é que todo passageiro que embarcava o motorista falava: “Boyeros, Boyeros”, me deixando cismado.

A viagem foi tranquila até o viaduto da Calle 100, onde o ônibus parou e mandou todos descerem, segundo o motorista ali é a parada final. Já se passava das 09:30 e Graziela e Eu começamos a nos preocupar com o horário.

Logo atrás veio um ônibus da linha P12 lotado. Sair correndo e invadir a porta do meio do ônibus com a mochila cargueira esbarrando no povo. Os passageiros deveriam está me xingando de tudo que é nome, mas não tinha escolha, o máximo que pude fazer foi me desculpar.

Ao embarcar dei falta do meu celular que estava no bolso, acabou caindo quando corri para pegar o ônibus na Av. Rancho Boyeros. O celular com a tela de 6, em um bolso raso, fica fácil para cair. Nele tinha algumas fotos e vídeos que não tinha transferido para o computador, me entristecendo muito. Além disso, todo o roteiro gravado no aplicativo MAPS.ME foi perdido, já que não fiz a migração para ficar salvo no meu histórico.

Desembarquei no trevo as 09:50 e fui caminhando quase 03 km até o terminal 3 do aeroporto. Chegamos lá as 10:20 e a fila da Copa Airlines estava grande. Graziela acabou deixando um canivete na mochila de mão, que teve ser descartado no momento do embarque. Lamentamos muito porque o equipamento era bom e foi caro. Para piorar acabei dando falta do meu carregador de mão, que lembrei que deixei em cima do guarda roupa na casa do Damian.

Embarcamos as 11:00 com destino a Cidade do Panamá, local da escala. A viagem foi tranqüila, durando 2h. Poucos minutos embarcamos com destino a Salvador, Bahia, com a viagem durando 9h.

Fael Fepi
Fael Fepi

Published on 04/11/2020 21:37

Performed from 02/11/2019 to 02/26/2019

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Fael Fepi

Fael Fepi

Ilha de Itaparica, Bahia.

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Nordestino, Baiano, Soteropolitano, Pobre Mochileiro, Da Periferia, Geógrafo Licenciado, BBMP !!

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