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Travessia: Capivari - Aboboras

Travessia: Capivari - Aboboras

Uma travessa por caminhos poucos conhecidos na região do Pico do Itambé

Dia 01

O dia iniciou um pouco tarde pois aguardava o amigo Frank chegar de Belo Horizonte para seguirmos para a caminhada. Passei no PEPI para pegar uma autorização, mas não foi possível pois o caminho não estava aberto a visitação, então teremos de partir para Capivari e depois iniciar as pernadas. Já com a turma reunida seguimos para Capivari de carro, como iniciamos nossa caminhada um pouco tarde resolvi adiantar um pouco de carro, mas verão que adiantei demais, mas nada é por acaso.

Iniciamos no Campo Branco às 12:31, logo nos primeiros 50m já sai da trilha, mas percebemos o erro 30 metro à frente retornamos e pegamos a trilha correta. Às 12:53 já estávamos passando pela casa do Lolo que dá uma vista privilegiada para o Pico do Itambé e para o Vale da Bica D´água. Metros a frente já conseguimos ver a Cachoeira da Bica D’água, que de acordo com conversas que aconteceram mais a frente no caminho soube que não é viável ir até ela.

Logo a frente seguimos pela estrada de carro e pegamos uma verdadeira ribanceira, fiquei embasbacado como uma carro pode descer ou subir aquele caminho. Seguimos margeando o córrego Bica D’água, passando por algumas casinhas. É interessante o quanto esta região foi esquecida, as casinhas de adobe, com placas solares como opção de energia, e algumas algumas vaquinhas.

Exatamente após 2 horas de caminhada chegamos ao nosso destino a casa do Santos, foi quando percebi que adiantei demais o percurso de carro, mas o lado bom que encontrei com o Santos e Dona Maria que logo nos convidou para entrar e daí iniciou a prosa. Falamos de nossos planos para aqueles dias, e o Santos no contou sobre seu tempo de Tropeiro, sobre as cachoeiras que ficam escondidas naquela região, bom paramos de prosear já eram por volta de 20:00 h, o tempo passou e nem senti falta de ir às cachoeiras, bom motivo para retornar com mais calma por ali.

Hora de dormir, o amigo da boa noite encaixando na frase o som de seu ronco, nunca vi alguém com tamanha habilidade em dormir e iniciar o ronco tão rápido. Uma noite um pouco fria, acredito que pela proximidade do Rio.

Dia 02

Acordamos no outro dia, tomamos café da manhã calmamente e seguimos às 07:56 h, passamos pela entrada que dá acesso ao PERP mas seguimos direto, logo já nos encontrávamos na ponte sobre o Córrego Soberbo, com bastante água. Seguimos margeando este córrego, passamos próximo a um quedinha d’água pequena mas muito boa, como o tempo estava frio nem cogitei a hipótese de entrar na água.

As 10:27 paramos para fazer um lanche antes de iniciar uma subida que até então achava ser leve e curta. Bom ela não era pesada mas me surpreendeu foram 2,2 km com ganho 233 m inclinação média de 8,2%, nada que diminuir nosso ritmo. A vista para o Vale do Rio Jequitinhonha deu um visual interessante. Chegamos ao topo por volta das 11:23 dali mais alguns minutos e estávamos na fazenda do curral com mais de 150 anos de história está fazenda serviu de base aos tropeiros que ali passavam.

Fomos recebidos pelo alegre Valdir que já nos aguardava com um feijãozinho e arroz pronto para o almoço. Assim sendo, almoçamos, próximos e seguimos para a cachoeira, mas que não foi possível de visitar pois o proprietário do terreno não estava para nós da permissão de acesso, voltamos tristes pois este era o grande trunfo do dia.

Ficamos por ali conversando, chupando laranja de vários tipos. Até cair a noite é o Frank assumir o fogão a lenha para fazer um ângulo com caroço e uma couve refogada, boa janta.

Dia 03

Acordamos tarde no dia seguinte, como estávamos andando em um ritmo bom é descansados aproveitamos para sair sem pressa. Iniciamos a caminhada às 08:35 seguimos novamente a casa do Bastião para uma nova tentativa de chegar a cachoeira, mas sem sucesso. Seguimos em frente, tiramos as botas para atravessar o Córrego Pindaíba e pegamos um campo em aclive leve.

Uma trilha batida mas estreita até chegamos ao alto do morro de onde avistava o vale do Rio Manso no meio de duas serras muito bonitas, a esquerda a acaba saco e a direita a serra do crioulo. Descemos ao vale passando por Campos de gramíneas e rochas, lugar típico da serra do espinhaço. Por volta das 12:34 já nos encontramos na estrada de carro que dá acesso a fazenda que fica numa região apelidada de Flitz. Daí para frente mais poucos quilômetros nos separava de nosso destino, a Fazenda das abóboras. Chegamos lá às 13:43 bem antes do previsto e logo fomos convidados a entrar e tomar um café e produção mais um pouco.

Percebi ao fim da caminhada que não havia tirado fotos neste dia.

O que tiro deste caminho e a receptividade das pessoas que sempre com os braços abertos nos receberam, e agradeço a todos por tamanho coração.

Agradeço também ao amigo que permitiu realizar a caminhada mais falante de minha vida, muitas conversas, muitas ideias. Obrigado meu caro amigo.

Total foram 47,70 km em 2,5 dias e média de 4,8 km/h.

Para ver mais sobre acesse nos site

Felipe Meira
Felipe Meira

Published on 05/30/2018 14:52

Performed from 05/14/2018 to 05/16/2018

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Renan Cavichi
Renan Cavichi 06/05/2018 14:06

Região linda Felipe! Essas estradinhas são convidativas para Mountain Bike também! Muita gente pedalando por aí?

Felipe Meira
Felipe Meira 06/09/2018 08:50

Muito bonita mesmo Renan. Tem algumas trilhas de bike na região sim, vai ter por agora um evento, vou deixar o link no final. Mas sei que o pessoal faz a trilha do tropeiros de bike. https://www.facebook.com/ItambeTur/photos/a.1615370185458116.1073741828.1615351218793346/1994389657556165/?type=3

Felipe Meira

Felipe Meira

Santo Antonio do Itambé

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Especialista prático em geoprocessamento de trilhas, certificado pelos companheiros que me acompanham e sempre retornam com um sorriso e/ou com historia para contar.

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