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Travessia das Sete Quedas  •  Chapada dos Veadeiros •  GO

Travessia das Sete Quedas • Chapada dos Veadeiros • GO

Trekking de 2 dias com acampamento no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - GO

Trekking Camping Waterfall

CONTEXTO

A travessia das Sete Quedas, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV), foi aberta ao público em 2013 e desde então passou a oferecer a possibilidade de pernoite no parque. Costuma ser feita em 2 dias, possuindo uma área de camping próxima às Sete Quedas, no Rio Preto. No primeiro dia são percorridos 17km e no segundo, mais 6km, totalizando 23km de percurso majoritariamente plano e bastante exposto ao sol, sendo a trilha que mais adentra o parque passando por suas áreas mais intocadas e selvagens. Assim, a travessia passa por diferentes formações geomorfológicas, fitofisionomias e paisagens além de ter uma boa probabilidade de observação de aves e outros animais (até mesmo veados e lobos-guará).

Fiz a reserva da Travessia das Sete Quedas na minha primeira e única viagem para a Chapada dos Veadeiros, junto com minha amor Luiza em julho de 2019. Estudei bastante relatos, tracklogs e informações e achamos que era tranquilo fazer SEM guia, e assim fomos. Durante a viagem duas amigas que fizemos lá também reservaram na mesma data, mas elas agendaram duas noites no camping e nós apenas uma. Então no primeiro dia iríamos juntas e no segundo só eu e Luiza.

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ROTEIRO

º Dia 1 - 30/07/19 - terça-feira - 17 km
Entrada do PNCV, Vila de São Jorge x Área de camping Sete Quedas
Início às 9h x Chegada 18:30h (total 9:30h no percurso)

º Dia 2 - 31/07/19 - quarta-feira - 6 km
Área de camping Sete Quedas x GO-239
Início + - 13:30h x Chegada + - 17:30h (total 4h no percurso)

IMPORTANTE

º A travessia é a única do parque que precisa ser agendada anteriormente através de reserva pela internet;

º A travessia só pode ser feita na temporada de inverno quando o nível do Rio Preto está baixo.

º A estrutura do camping é basicamente o espaço para botar a barraca e um banheiro seco;

º Tomar muito cuidado com a questão do fogo no camping;

º A travessia termina na estrada GO-239, que liga Alto Paraíso (24km) à São Jorge (12km), de lá não costuma ser difícil pegar carona para qualquer uma das localidades porque a cultura da carona é forte na chapada;

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RELATO


Dia 1 • 30/07/19
Acordamos na Vila de São Jorge umas 7h, tomamos café da manhã e chegamos no PNCV entre 8:30 e 9h. No centro de visitantes eles disponibilizam um bom mapa com diversas informações sobre a travessia, no entanto, gasta-se um tempo com vídeos educativos e explicações dos voluntários, dando uma leve atrasada no início da trilha. Bom pensar nisso porque é importante começar a trilha cedo por ser bem longa no primeiro dia (17 km)

No início a trilha é bem demarcada por setas amarelas e laranjas e também bem exposta ao sol, hidratação é muito importante! No primeiro dia são encontrados apenas dois pontos d’água se não me engano (cânion e travessia do rio).

É preciso seguir sempre na direção do Cânion 1, atentando para as setas e bifurcações. Após cerca de 4km de caminhada se chega na cachoeira Cânion 1 onde fizemos uma parada de + - 30 min. para comer, reabastecer as garrafas d’água e dar uma relaxada no rio.

Canela-de-ema

Saindo do Cânion tem uma grande placa que aponta a continuação da travessia, que segue com uma atmosfera bem seca mas muito impressionante, com uma linda vegetação nativa e horizonte e céu enormes. Nenhuma presença humana. Depois de cerca de 4km chegamos na primeira travessia do Rio Preto, onde descansamos e depois atravessamos. Mesmo com o nível baixo, pode ser complicado atravessar o rio, por isso nas suas duas margens existem postes laranja que indicam o caminho mais tranquilo para atravessar.

Trilha bem demarcada e buritis (primeira foto) / Chegada na margem do Rio Preto (segunda foto)

[ALERTA DE ERRO]
Nesse momento cometemos um erro. Após sair na outra margem do rio, ficamos atentas para continuar pelas fiandeiras, uma trilha histórica de garimpo, no entanto não estávamos conseguimos localizar postes ou setas que indicassem o caminho exato. Acontece que mais ou menos no mesmo local há um leito de rio seco que se assemelha a uma trilha ou estrada/caminho antigo e fomos seguindo por ele.

O caminho estava estranho e às vezes parecia desencontrar-se da rota do mapa que usamos com a ajuda de uma bússola, só que ao mesmo tempo vimos várias pegadas e por isso continuamos seguindo até que em um momento perdeu muito a cara de trilha.

Decidimos voltar. Ou melhor, eu e Luiza ficamos esperando e nossas amigas voltaram para tentar encontrar o erro, depois de um tempo elas voltaram com a resposta: não vimos um poste laranja que estava escondido pela vegetação e indicava o caminho certo. Nisso perdemos quase 1h.

De volta à trilha certa, sentimos que tínhamos que seguir mais rápido ou correríamos o risco de anoitecer na trilha. Mais pra reta final tiveram algumas elevações do terreno e mudança do relevo, mas sem chance de erros. Passamos por placas avisando a chegada do camping em 6 e 3 km e o dia começou a ficar amarelo com o fim de tarde se aproximando.

Conseguimos chegar no camping por volta das 18:30, com o dia quase anoitecendo, só tivemos tempo de largar as mochilas e tomar um banho no Rio Preto antes de escurecer. Tinha um número considerável de pessoas já acampando lá, mas foi bem tranquilo.


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Dia 2 • 31/07/19

Acordamos por volta das 7:30 e pudemos ver com mais calma e a luz da manhã a beleza do Rio Preto e das Sete Quedas, juntinho do camping, que lugar incrível. Como o segundo dia é bem mais leve decidimos não nos apressar e curtir um pouco depois de tomar café da manhã. Exploramos a margem do rio e suas pedras até as Sete Quedas, depois voltamos ao camping, organizamos nossas coisas com calma, almoçamos e depois disso partimos só eu e Luiza por volta de 13:30h.

Vista do rio ao lado do camping de manhã, possível ver as Sete Quedas bem ao fundo

A trilha começa atravessando o Rio Preto pela segunda vez (foto da capa dessa aventura), num ponto de passagem que fica cerca de 150m depois das Sete Quedas indicado por postes laranja (último ponto de água).

O caminho no segundo dia é bem tranquilo, sem erro, sem pressa e sem muito esforço físico (fora o cansaço do dia anterior), um silêncio muito bom e com paisagens incríveis dos chapadões. Não vimos quase nenhum animal durante o caminho. Passamos por algumas formações rochosas interessantes, uns blocos elevados que brincamos de escalar e vimos um visual muito lindo.

Horizonte infinito de cima dos blocos rochosos

Mais adiante passamos por trechos que claramente tinham pegado fogo e a vegetação do cerrado começava a se regenerar naturalmente. Depois disso, chegamos no Posto da Mata Funda, antigo ponto de apoio do IBAMA que consiste numa torre e numa casa velha. A partir daí a trilha se torna quase uma estrada de terra e segue em direção aos chapadões e à rodovia GO-239.

Chegando na rodovia por volta das 17:30h, ficamos um tempo pedindo carona e acho que menos de 10 min. depois um moço e uma menina moradores da região nos ofereceram carona de volta à São Jorge para onde voltamos exaustas e felizes de termos completado a missão.

Fernanda Merolla
Fernanda Merolla

Published on 08/19/2020 14:37

Performed from 07/30/2019 to 07/31/2019

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Fabio Fliess
Fabio Fliess 08/19/2020 15:12

Travessia linda essa. Fiz em 2017 e ficou na memória. Bem-vinda, parabéns pela aventura e obrigado por compartilhar.

Patrícia Valente
Patrícia Valente 08/19/2020 17:19

👏🏻👏🏻👏🏻