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Agulhas Negras e Couto

Agulhas Negras e Couto

Ataque ao pico agulhas negras e morro do couto.

Agulhas Negras e Morro do Couto

Como sempre mais uma trip entre amigos, desta vez o destino era o Parque Nacional Itatiaia, minha primeira vez e de alguns outros amigos também, confesso ter tido um pouco de frio na barriga, os lugares a ser visitados eram o pico de agulhas negras e prateleiras, saída de SP na madrugada de sexta para chegar cedo ao parque tentando evitar as filas que se formam nessa época do ano, o trajeto foi bem tranquilo, logo na estrada do parque por volta das 07:00 da manhã já vi o tempo bem fechado, muitas nuvens baixas e um certo vento bem gelado, coisa normal para aquela região, na chegada a portaria nosso guia já se encontrava por lá, feito todas as formalidades, pagamento de entrada, preenchimento de ficha e etc.

Seguimos para o abrigo Rebouças, onde a van nos deixou e ali aguardaria o retorno de todos, confesso que não sentia tanto frio há muito tempo, o lugarzinho gelado, tivemos uma conversa rápida sobre nossa subida, sobre o tempo de subir e descer, a intensão de todos era assinar o livro mas o tempo de subida e condições climáticas não ajudaram, previsão de chuva para o sábado era de 60% durante a subida ao agulhas ventava muito forte e uma densa neblina dificultava a visão, mas o grupo seguiu rumo ao pico encontramos alguns grupos mais lentos durante a subida, as partes de escalaminhadas foram um dos pontos que senti certas dificuldades pelo medo de altura, mas era necessário pois não teria como voltar sozinho e tinha o objetivo assinar o livro, algumas fotos demonstram um pouco das dificuldades que tivemos, tempo médio de subida foi de 3:00 mais ou menos, foi o tempo de fazer uma pequena refeição para repor as energias, a assinatura do livro não foi possível devido as condições do tempo e por nossa sorte foi a melhor decisão que tomamos, dai pra frente foi perrengue total.

Uma forte chuva nos pegou no cume do agulhas, a subida que foi feita por escalaminhada foi possível repetir para descer, descemos via rapel, com o guia controlando nossa descida, para aqueles que já fizeram rapel creio que não foi muito difícil, eu mesmo desci com certa facilidade e rapidez, mas algumas meninas que se encontravam no grupo tiveram um pouco de dificuldade, os fortes ventos e chuva fizeram a temperatura do corpo cair de vez, eu marquei no cume uma temperatura de 11° mas a sensação térmica estava muito abaixo disso, os poucos que desceram pelo rapel se juntavam para se manter aquecidos e tentar evitar câimbras e hipotermia, eu já não sentia mais meus lábios e mandíbulas, tremia de frio a ponto de bater os dentes, quando tomamos a decisão de descer com certa parte do grupo, estavam em 11 no total, na descida comigo foram mais 4 pessoas, creio que foi a decisão mais acertada naquele momento, avisamos um dos integrantes do grupo que iriamos iniciar a descida enquanto ele ajudava na descida do rapel do restante.

Umas das trilhas mais difíceis que já enfrentei a forte chuva que caia e os fortes ventos me impediam de usar meus óculos (sou míope) me atrapalhando em ver os melhores locais para conseguir descer, não reconhecia muita coisa durante a mesma, pois a neblina na subida não ajudou a reconhecer muito o local, a pressa em sair dessa situação era grande, mas parte das pessoas que desciam junto tinham mais dificuldades na descida, por sorte tínhamos uma corda para superar as partes de escalaminhada, não lembro ao certo o horário que iniciamos a descida, a chuva bateu forte por pelo menos uma hora sem trégua, meu anorak segurou firme forte toda a chuva, única parte do corpo seca era do tronco pra cima, as dificuldades na descida e as pausas para achar o melhor lugar para descer fez com que o grupo se agrupasse novamente em umas das partes de escalaminhada, mas mesmo assim aqueles que foram passando já continuava a descida, na pressa de se chegar a base, eu e mais dois estávamos mais adiantados em relação ao grupo, a chuva fez uma pausa o que me ajudou a por os óculos novamente, e ver mais ou menos onde ainda estávamos, não faltava muito para chegar até a base do Rebouças, no final da descida do agulhas vimos um senhor, de bermuda e camiseta (sem noção na minha opinião) em estado de hipotermia acompanhado de um guia creio eu, foi bem complicado ver aquela situação, afinal poderia ser eu.

Dei graças a deus ao chegar a van, nunca tinha passado tanto frio na vida, foi realmente muito difícil, apesar de ter um sentimento de superação e aprendizado.

O livro vai ficar pra uma próxima oportunidade, por hora só queria chegar ao hostel, tomar uma ducha quente e jantar, trocamos o camping por um quarto coletivo (a melhor coisa que fizemos), era só descansar e aguardar o domingo que foi mamão com açúcar, depois de todo aquele perrengue no agulhas, fazer o couto e base das prateleiras foi mamão!

Mas valeu toda a aventura.

O sentimento de gratidão é sempre o que fica e vou voltar numa época melhor!

Fernando Chagas
Fernando Chagas

Published on 05/29/2018 13:18

Performed from 05/19/2018 to 05/20/2018

1 Participant

Rosemary Rodrigues

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Felipe Meira
Felipe Meira 05/30/2018 15:16

É por isto que mesmo com previsão de 0% de chuva, só subo montanha com kit completo de chuva e frio. Pesa, mas passar frio é muito ruim cara, pior que estourar o pé.

Fernando Chagas
Fernando Chagas 06/05/2018 08:05

Acho que esse senhor aprendeu a lição, mas foi situação bem complicada, muita chuva mesmo!

Getúlio
Getúlio 08/17/2018 16:29

É possível subir sem cordas, vc as usou para subir?

Fernando Chagas
Fernando Chagas 08/20/2018 16:56

Até o cume do cruzeiro sim, mas se quiser assinar o livro vai precisar de cordas. É indicado a contratação de guia, caso não tenha experiencia em rapel.

Paulo Lima
Paulo Lima 09/12/2018 10:47

Cume do Cruzeiro a que voce se refere é no Proprio Agulhas Negras?

Fernando Chagas

Fernando Chagas

Rox
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"Experimente se sentir grato por absolutamente tudo o que existe. Não sobra espaço para a baixa vibração energética quando nos sintonizamos com a frequência da gratidão."

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