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Aiuruoca x Baependi

Aiuruoca x Baependi

Travessia realizada em 4 dias, feita no sentido inverso Aiuruoca x Baependi.

Travessia Aiuruoca x Baependi

Ainda estou me adaptando a escrever relatos, nem sempre descrevem tudo aquilo que vemos durante nossas viagens, mas as fotos estão ai para me ajudar.

Minha 1ª travessia de 4 dias, uma trip formada por amigos e conhecidos, são sempre as melhores, o companheirismo esta sempre presente. Marcamos esse role há certo tempo, e resolvemos fazer o sentido inverso da maioria das pessoas, feriado prolongado, muita gente viajando, todas as trilhas praticamente lotadas e não foi diferente conosco.

Saímos de SP as 23h00min sentido a Aiuruoca – MG media de 04/05hrs de viagem, chegamos bem cedo, por volta 06h00min paramos para tomar aquele café de minas com pão de queijo, galera bem animada para começar a trilhar, grande maioria mais experiente nessas caminhadas longas.

Difícil tentar descrever tudo que foi visto durante esse trekking, são inúmeras paisagens ao longo do caminho, mirantes, rios, montanhas, cachoeiras, uma biodiversidade muito grande, confesso que foi umas das trilhas mais bonitas que fiz.

Acampamento do papagaio, área bem ruinzinha inclinada, com muitos matos, muita gente acampou por ali, previsão de chuva de 40% para o final da tarde, acampamento montado, fomos fazer um ataque ao pico e a chuva se confirmou, por pelo menos 20min, havia no cume dois amigos numa barraca que abrigou alguns colegas, outros tentavam se esconderem nos arbustos e rochas, aqueles que não pegaram abrigo retornaram ao camping na primeira trégua da chuva, sou meio cabeça dura nessas partes fui para ver o pôr-do-sol, com chuva ou sem ficaria lá, felizmente fomos presenteados, como dizem, depois da tempestade vem a bonança, foi lindo, após algumas fotos estava na hora de retornar ao camping para jantar e dormir, estava bem cansado, uma subida bem exaustiva, mas feliz tem alcançado o primeiro objetivo.

As 03h30min da manhã já de pé, disposto a mais um ataque ao cume, dessa vez para ver o a sol nascer, acordando todo mundo, mochila de ataque pronta para fazer aquele café no cume, os que ficaram dormindo perderam um belo amanhecer.

Mochila nas costas novamente já sentindo o peso que nunca aliviava, batemos sentido ao santo daime base de acampamento era um mirante acima deste, um desvio de 1 km em média foi uma caminhada tranquila, sempre com algumas pausas para beliscar algo ou fotos, normalmente sempre ando muito bem, mas dessa vez acabei ficando para trás com 2ª parte do grupo, que estava um pouco mais lenta, foi bom apreciar toda aquela vista numa caminhada mais tranquila, chegando ao camping, foi o tempo de montar a barraca, tomar um banho de gato, fizemos um rango comunitário, o que é sempre muito divertido enquanto alguns olham outros trabalham.

Foi à noite mais fria que tivemos sensação térmica de uns 2º graus, segundo termômetro de um dos colegas, logo cedo já estava de pé organizando minhas coisas para dar continuidade à travessia, pouco a pouco iam aparecendo outras pessoas, até que partimos as 09:00 para a maior caminhada entre os pontos, os níveis de elevação não são grandes mas exige ter um bom condicionamento físico, coisa que não mantenho a um certo tempo, ritmo mais lento acabei ficando para trás do grupo maior, eu e mais dois estamos a caminhar e admirar toda a paisagem, cansados e o ritmo mais lento aproveitamos para desfrutar de tudo o que víamos pelo caminho, foram quase 12km de caminhada entre pastos, mata fechada, e pequenos morros até o rancho salvador, o pior dia de caminhada para mim, mas enfim estava no camping.

Ao chegarmos, havia um mineiro no abrigo, Rodrigo de Baependi, sempre esta pela região, muito receptivo com quem resolveu bivacar, eu e mais alguns montamos nossas barracas, carreguei ela para isso. Agora era hora de usar o fogão a lenha, se aquecer e fazer aquele rango massa, novamente juntaram todos os ingredientes que tínhamos e os mais experientes de fogão foram pilotar... rsrsrs... Quem dera isso fosse uma verdade, umas das colegas deixou 1/2kg de arroz queimar, e por Deus, que arroz horrível, nos rendeu muita risada, mas triste por ver aquele arroz todo ir pra cova.

Tentei levantar para ver o sol nascer no pico, mas ainda sentia algumas dores na perna devido a caminhada e ajuste da mochila não ajudarem muito, resolvi ficar dormindo mais um pouco mesmo sabendo que perderia o nascer do sol, coisa que não tenho muito costume de deixar passar, alguns amigos dormiram no cume, lugar pequeno, cabe poucas barracas.

Por volta das 07:00 da manha já estava de pé, arrumando minhas bagunças, indo preparar o café nosso de cada dia, o mineiro que estava no abrigo saiu as 04:30 para perambular por ai, com quase todos de pé café quase pronto, restava só aguardar o restante da galera descer a montanha, todas as noites foram bem frias, sempre acumulando bastante orvalho nas barracas, o que atrasava um pouco o processo de arrumar a mochila, com poucas dores na perna, se sentindo bem para mais um dia de caminhada, nos restava aguardar o povo e relembrar a noite passada e o arroz que virou lenda, foi muita risada, grupo que estava no cume foi chegando aos poucos, por volta das 10:00 da manhã estávamos todos juntos, uma foto antes da partida e pé na trilha, eu ao longo dos meus 1,95 altura, sempre fui bom caminhante, de passos largos e rápidos, aprendi a andar assim com outras pessoas em outras trilhas, confesso que havia uma moça (Carol) devia ter por volta de 1,60 altura, passos ligeiros e contínuos, fosse subida, descida, reta, rocha, mato, lama e etc. Foi difícil acompanhar ela, mas valeu a pena o esforço havia deixado um dia inteiro para trás no dia anterior, conseguimos fazer um ataque ao morro do chapéu, coisa que alguns não fizeram pelo ritmo que seguiam na trilha, um dia cheio de novas belezas, imagens que foto alguma ira refletir tamanha beleza, sempre que volto dessas viagens fico olhando as fotos por dias, e essa vai durar um bom tempo, ficamos de encontrar o motorista da van as 15:00 na igreja de Baependi, depois de quatro dias andando pela mata o que menos quero é ter que andar numa estrada de terra, parece que a caminhada nunca acaba, por sorte fiquei mais uma vez para trás, arrumar a maldita da palmilha da bota que insistia em subir pelo calcanhar, uma das casas me disse que havia passado uma van, grande cinza, procurando por um grupo como o nosso, sai o confirmando com outros moradores, que ficavam observando o grupo mais a frente como bichos no zoológico, consegui frear o grupo naquela caminhada péssima, eu particularmente não gosto e evito caminhar em estradas, seja asfalto ou terra.

Logo conseguimos encontrar a van, todos acômodos e eu sedento por um belo almoço mineiro, mas não achamos nenhum restaurante na região, o horário já não ajudava também, infelizmente tive que voltar embora sem degustar umas das melhores comidas.

Fica o agradecimento a todos que estiveram envolvidos nessa trip.

GRATIDÃO SEMPRE!

Fernando Chagas
Fernando Chagas

Published on 05/07/2018 15:14

Performed from 04/28/2018 to 05/01/2018

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Lidiano Santos
Lidiano Santos 05/15/2018 16:59

Muito bom relato, Fernando! Imagino as belas paisagens pelo caminho. Abço.

Fernando Chagas
Fernando Chagas 05/16/2018 08:44

Grato, foi mais difícil fazer o relato, do que fazer a travessia. Abraços.

Fernando Chagas

Fernando Chagas

Rox
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"Experimente se sentir grato por absolutamente tudo o que existe. Não sobra espaço para a baixa vibração energética quando nos sintonizamos com a frequência da gratidão."

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