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Cachoeira Bicame

Trilha até uma cachoeiras mais bonitas da região do Cipó!

Hiking

Cachoeira Bicame - 26 de dezembro de 2018

O recesso de final de ano chegou e mais uma vez resolvemos fazer um rolê na região da Serra do Cipó, mas dessa vez com mais tempo e visitando lugares novos. Minha paixão por Minas nessas horas fala mais alto. 
Escolhemos a trilha para a Cachoeira Bicame para começar os "trabalhos" na região, por não apresentar grandes dificuldades.

Havíamos chegado na Lapinha da Serra no dia anterior (dia de Natal), depois de uma longa viagem e nos hospedamos na Pousada OPICODOCIPO! Depois de uma noite de sono, acordamos sem correria, arrumamos nossas mochilas e aguardamos o café ser servido às 8h30.
O horário tardio do café é prática comum na imensa maioria das pousadas do entorno do Cipó e era uma preocupação. Sabendo que havia uma limitação no número de visitantes à cachoeira, me informei com antecedência sobre o fluxo de turistas na cidade durante o período do Natal. Se a cidade estivesse cheia, poderíamos sair mais cedo e tomar café numa padaria.
A nosso favor, era dia de semana. E ao caminhar pela cidade no dia 25 a noite, pudemos constatar que a mesma estava bem vazia.
Depois do café, pegamos nossas mochilas e fomos em direção a Fazenda Cachoeira, onde começaríamos nossa caminhada. Para chegar nessa fazenda é preciso pegar a estrada de retorno para Santana do Riacho e num ponto conhecido como “cotovelo”, seguir reto. Carros sem tração chegam tranquilamente até a segunda porteira, ao lado do “Pé de Manga”. Já carros 4x4 conseguem chegar até o portão da fazenda, passando por dois pontos mais delicados.
Deixamos o carro estacionado ao lado do portão com uma placa da “RPPN Brumas do Espinhaço e Ermos das Gerais” e onde constam algumas regras de visitação, como a proibição do trânsito de veículos.
Achamos curioso não ter ninguém na entrada da Fazenda. Como a porteira estava aberta, entramos e iniciamos a nossa caminhada às 10h em ponto. O primeiro trecho percorrido é uma estrada com muitas pedras e alguns pontos alagados (havia chovido na noite anterior). Essa estrada era uma antiga ligação entre Santana do Riacho e Congonhas do Norte, agora com acesso limitado a caminhantes e ciclistas.
Depois uma meia hora de caminhada, uma moto veio no sentido contrário ao nosso. A moto parou e um funcionário da fazenda se apresentou e disse que era ele quem fazia o registro dos visitantes. Como ele tinha um “serviço” para fazer, nos deixou a vontade para continuar a trilha e fazer o registro na volta. Nos despedimos e seguimos caminhando.
Logo a estrada deixa de ser pedregosa e começa a subir. No começo dessa subida, uma moto voltava em direção a “sede” da fazenda. No final da subida, passamos por um bonito muro de pedras e paramos para descansar e tirar algumas fotos.

Retomada a caminhada, depois de um curto trecho plano, a estrada começa a descer. Em pouquíssimos minutos chegamos até a casa que serve como ponto de apoio aos turistas. O David estava na garupa da moto que havia parado lá atrás e resolveu voltar para fazer o nosso registro. Éramos os primeiros a chegar. Não é cobrado valor algum para visitar a Bicame, mas o David nos confirmou a limitação de 30 pessoas por dia. Outro detalhe importante é que a entrada não pode ser feita depois das 13h.
Depois de assinarmos o livro, pegamos um pouco de água, nos despedimos do David e seguimos pela estrada. Algumas centenas de metros depois pegamos uma trilha a esquerda da estrada. Desse ponto até a cachoeira ainda faltavam uns 5km.
A subida era bem suave e, em alguns trechos que estavam ou podiam ficar alagados, a trilha tinha pontes de madeira para evitar a degradação desses pontos. Seguimos sem muita pressa, curtindo e fotografando as belezas do Espinhaço.
Depois de uma placa chamando a atenção para “trechos íngremes” até a cachoeira, a trilha começa a descer suavemente. Em pouco tempo tivemos a primeira visão da cachoeira, no mirante da Bicame. Sem dúvida alguma, a visão é impactante e você esquece o quanto já caminhou até ali.

Animados com o visual, começamos a descida mais forte até margeamos o Rio de Pedras. Poucos metros à frente, chegamos ao poço da Bicame. A água não era muito gelada e nos convidava para um banho. Infelizmente não ficamos muito tempo no poço porque o tempo estava bem feio e a chuva era certa.
Lanchamos e ficamos curtindo a cachoeira por cerca de 1h. As 13h15 começamos a caminhada de volta. Fizemos uma parada na casa de apoio, que já estava fechada, onde aproveitamos para nos hidratar. Para as bandas da Lapinha já podíamos ver a chuva caindo.

Depois dessa parada, seguimos “non-stop” até o carro. No final da descida, quando pegamos a estrada pedregosa, a chuva veio ao nosso encontro. A chuva acabou fazendo com que cada um de nós fizesse um ritmo diferente na trilha e por isso, acabamos nos separando. Uns 200m antes de eu chegar ao carro, a chuva desceu com vontade.
Esperamos todos chegarem ao carro e resolvemos esperar a chuva estiar, já que a estrada até o “pé de manga” inspira cuidados em alguns pontos. Para nossa sorte, poucos minutos depois a chuva parou e conseguimos sair “de boa” desse ponto mais crítico.
Antes de irmos para a pousada paramos para fazer um lanche numa padaria chamada “Ponto de Apoio” (nome bem pensado). Bebemos uma merecida cervejinha da Backer (onipresente na região) e brindamos ao sucesso da nossa primeira pernada no Cipó.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 02/28/2019 14:31

Performed on 12/26/2018

1 Participant

Letícia Fliess

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2023

4
Renan Cavichi
Renan Cavichi 03/07/2019 09:52

Lindas as fotos meu amigo! Uma região que ainda preciso conhecer!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 03/15/2019 13:09

Salve salve meu amigo!!!! Obrigado. Cara, essa região é sensacional. Já fui várias vezes, e sempre me surpreende. Vamos agitar um comboio pro Cipó! Abração.

Marcelo A Ferreira
Marcelo A Ferreira 06/12/2019 13:05

Sou doido para ir nessa cachoeira. Quando fiz lapinha x tabuleiro que fiquei sabendo dela. Muito bonita. Belas fotos.

Fabio Fliess
Fabio Fliess 06/13/2019 15:24

Salve Marcelo!!! Vale muito a pena tirar uns dias na Lapinha para fazer uns roteiros ali por perto. A caminhada até a Bicame é bem tranquila e a cachu é demais! Valeu meu amigo.

Fabio Fliess

Fabio Fliess

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