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Jacuba Maior ou Pedra do Elefante

Volta a uma linda montanha em Petrópolis, depois de 10 anos.

Hiking Mountaineering

Jacuba Maior – 03/11/2019

Há bastante tempo eu “monitorava” uma oportunidade de retornar à Jacuba Maior, uma imponente formação rochosa localizada na região da Posse, o quinto e último distrito de Petrópolis. Entre os moradores da região, o conjunto das Jacubas Maior e Menor é conhecido como Pedra do Elefante.
Eu havia feito cume dessa montanha em 2009 mas infelizmente, pouco tempo depois, os donos da propriedade por onde fazíamos o acesso resolveram proibir a passagem. Desde então, só observava de longe o contorno das montanhas da região, que podem ser vistas da BR-040 em Itaipava. Para a Letícia seria uma montanha inédita.
Recentemente um amigo comentou que havia ido a Jacuba por um caminho diferente e me enviou um tracklog para avaliar. E pesquisando no Wikiloc fui observando um aumento de visitas a montanha. Isso indicava que esse novo acesso estava se consolidando. Era só aguardar o momento certo.
Por diversos motivos, fui adiando a data da Jacuba até que tivemos a oportunidade de marcar no primeiro final de novembro. Havia previsão de chuva nos 10 primeiros dias do mês, mas com uma “janela” de tempo bom no final de semana. Mesmo com o tempo horroroso na sexta-feira (dia 01), deixamos as mochilas arrumadas para trilhar no sábado. Mas somente no domingo, dia 03, é que partimos para a Posse.
As 7h15 saímos de casa, ainda com tempo feio (mas com a promessa de tempo bom na parte da tarde) e dirigimos os 15kms que nos separavam da entrada da trilha, na altura do número 333 da Estrada do Taquaril. Para quem não conhece, o acesso para essa estrada se dá na primeira entrada a direita, depois do “Cachoeira’s Bar”, ao lado de uma grande placa indicando os “Caminhos do Brejal”. Após uma forte subida, ainda asfaltada, a estrada passa a ser de terra batida, geralmente em bom estado.
Fomos subindo de carro e avistamos a esquerda a placa do Mona (Monumento Natural) da Pedra do Elefante, que era a minha referência da entrada da trilha. Infelizmente, naquele ponto a estrada é muito estreita e deixar o carro ali poderia atrapalhar os moradores. Seguimos mais uns 350m e encontramos um recuo na estrada ao lado de outra placa, dessa vez a nossa direita. Deixamos o carro estacionado, pegamos as mochilas, carreguei o tracklog e descemos de volta até a entrada da trilha. O relógio marcava 7h50.
Já havia lido que a entrada era bem inclinada e escorregadia, mas não deixei de ficar surpreso com esse trecho inicial. Na verdade, tratava-se de um acesso ao aceiro que fizeram nessa montanha, para proteger o terreno de queimadas.
Subi na frente, me apoiando inicialmente nas raízes de uma árvore e depois me equilibrando entre os inclinados platôs da trilha. Subi uns 20 metros, conferi que estávamos “cravados” na marcação do tracklog e sinalizei para a Letícia subir também. Subimos com calma, para não deslocar o terreno frágil, até chegarmos em um primeiro mirante. Em pouco mais de 350m de trilha já havíamos subido 120m verticais.

Tiramos algumas fotos e voltamos a trilha. Mais da metade do caminho é feita através desse aceiro. A inclinação continua forte e fomos avançando sem correria. O tempo continuava feio, umidade muito alta, as montanhas estavam encobertas e em alguns momentos, havia um leve chuvisco. Apesar disso, o pouco que conseguíamos visualizar era bastante bonito.
Depois de mais dois trechos fortes de subida, alcançamos uma cerca de arame farpado, que pode ser transposta por um acesso lateral (que só vimos na volta... rs).  Em seguida, existe um trecho de subida forte com muitas pedras soltas. É preciso escolher bem onde pisar.

"Flor da Lobeira"

Vencida mais essa etapa, chegamos no trecho final do aceiro, onde existem muitas lobeiras e muitas estavam floridas. Após chegarmos a um pequeno bloco de pedras, deixamos o aceiro em favor de uma trilha discreta a direita. É tão discreta que eu passei direto e só vi o erro ao olhar o GPS mais acima. A Letícia me esperava ao lado dessas pedras e aproveitou para comer alguma coisa.
Desse ponto em diante, existem marcações com fitas plásticas em árvores e arbustos.  O próximo trecho seria fazer uma “travessia” em direção ao colo entre as duas Jacubas, entre as encostas da montanha e o abismo. O tempo continuava indeciso.
Fomos ganhando altitude até chegarmos nos trechos de laje de pedra. As fitas e o tracklog ajudam bastante nesse trecho. Aos poucos, a trilha começa a pender para a esquerda, já subindo pela crista da Jacuba Maior. Após passarmos uma laje de pedra onde existe uma grande seta “desenhada” com pedras, a trilha entra no seu trecho final, com muitos arbustos. Exatamente as 11h10 avistamos os dois grandes totens de pedra que fazem parte do cenário do cume da montanha. Lanchamos e nos hidratamos enquanto líamos os registros do livro de cume. Para nossa sorte, o tempo estava mais aberto. Tiramos algumas fotos e as 11h45 começamos a descida.

Fizemos o trecho mais acidentado acompanhando as marcações. Em cerca de 40 minutos estávamos de volta ao aceiro. Nesse momento, as nuvens desapareceram e o sol chegou com força. A vantagem do tempo aberto foi poder curtir melhor a paisagem.
Continuamos a descida sem maiores surpresas até o final da trilha, onde chegamos as 13h45, exaustos pelo calor.  Esperei pela chegada da Letícia e seguimos até o carro.
No final das contas, foi até providencial não termos ido à montanha no sábado, pois fazer toda a subida debaixo de sol seria muito puxado. A trilha é 100% exposta e não dispõe de nenhuma fonte de água. Então é fundamental levar chapéu ou boné, protetor solar e muita água. Bastões de caminhada ajudam bastante. Recomendo fortemente fazer a trilha no inverno, com tempo mais ameno.
Sempre em frente!

"Rastreamento via Spot"

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 11/14/2019 13:18

Performed on 11/03/2019

1 Participant

Letícia Fliess

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Fabio Fliess

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