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Pedra de Paraibuna

Pedra de Paraibuna

Bonita montanha na divida dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Hiking Mountaineering

Pedra de Paraibuna – 29.08.2020

Sempre que passava pela BR-040, indo ou voltando de Minas Gerais ficava admirando aquela montanha que mais parece uma muralha granítica, com uma face rochosa imensa (quase dois quilômetros de extensão e 500 metros altura). Sabia que não era uma trilha difícil, mas diante de outros projetos, acabava deixando uma visita sempre para depois.
A Pedra de Paraibuna, está localizada em Mont Serrat, pequeno distrito de Comendador Levy Gasparian, bem na divisa do Rio com Minas. Região bem pacata, cortada pelo rio... Paraibuna! A montanha possui 805m de altitude e seu paredão obviamente, chamou a atenção dos escaladores. Existem diversas vias finalizadas e alguns projetos.

Devido a pandemia do Covid-19, ficamos um bom tempo sem fazer qualquer atividade outdoor. Conforme os protocolos foram ficando menos restritivos, passamos a estudar a melhor maneira de voltar às trilhas. Começamos a buscar locais onde não houvesse interação com as comunidades locais, trilhas com poucos visitantes e o nosso grupo inicialmente seria restrito aos familiares. Assim, decidimos fazer nosso retorno com uma visita a Pedra de Paraibuna.
No dia anterior compramos tudo que precisávamos, pois não queríamos fazer nenhuma parada em padarias ou mercados pelo caminho. Apesar da tentativa de madrugar, acabamos nos atrasando e saímos de Itaipava pouco depois das 6h30 da manhã. Letícia e sua mãe estavam comigo nessa.
Levamos pouco menos de 50 minutos para chegar no acesso a Mont Serrat, passando por baixo da BR-040. A partir desse ponto, temos 4km na RJ-151, que é uma estrada mais estreita, mas ainda em boas condições.
Passamos ao lado da Usina Hidrelética Simão Pereira (ou PCH Bonfante) e seguimos tendo sempre o rio no nosso lado direito. O paredão da montanha vai ficando cada vez mais impressionante. Um pouco antes de chegar a Mont Serrat, pegamos uma estradinha de terra a esquerda. No Google Maps está sinalizada como Estrada Real. Seguimos por aproximadamente 400m e paramos o carro bem próximo da entrada da trilha. Éramos os primeiros a chegar.
Arrumamos rapidamente as mochilas e começamos a trilha às 7h25. Existe uma placa indicativa ao lado da porteira. Poucos metros depois, passamos por uma pinguela improvisada e começamos a subir. A trilha é muito bem demarcada, e totalmente exposta ao sol em sua primeira metade.

Com aproximadamente meia hora de caminhada, passaram dois rapazes que estavam praticando trail run. Nós seguimos no nosso ritmo enferrujado pelo longo período parado. Depois de passarmos por um largo com muitos bambus em volta, a trilha entre em um trecho plano até chegarmos no colo da montanha. A partir desse ponto a inclinação aumenta bastante, mas é feita dentro da mata. Embora num ritmo lento, subimos com poucas paradas.
Quando a trilha voltou a ficar em terreno aberto, já estávamos bem próximos do bonito mirante, onde existe uma placa. O cenário com o rio e a usina é muito bonito. Quando chegamos só encontramos os dois corredores. Faltavam alguns minutos para as 9h.

Embora a placa dê a entender que chegamos ao topo, o cume da Pedra de Paraibuna é um pouco mais acima. Tocamos direto até lá, tiramos algumas fotos e voltamos para apreciar o visual do mirante. Coisa de 15 minutos. Quando chegamos, já tinham outros grupos por lá, mostrando que a trilha está bem mais frequentada que há poucos anos.
Encontramos um local mais isolado para fazer nosso lanche, que foi compartilhado com o doguinho que nos acompanhou morro acima. Dei uma circulada para tirar algumas fotos, mas não consegui chegar perto da placa, onde já tinha até uma fila para tirar as “clássicas” (ironia mode on) fotos para as redes sociais.
Depois desse período de descanso optamos por descer. Seguimos sem pressa, passando por outros pequenos grupos que estavam subindo. O sol já estava bem forte e castigando quando chegamos a parte mais aberta. As 10h40 estávamos de volta ao carro, com uma desagradável surpresa. Trouxemos conosco alguns carrapatos. Não havia lido absolutamente nada sobre a existência dos aracnídeos nessa trilha. Fica o alerta!
Retornamos non-stop até Itaipava felizes com esses momentos na montanha. Muito bom estar de volta!

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 09/20/2020 12:08

Performed on 08/29/2020

2 Participants

Letícia Fliess Casal Outdoor

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1061

2
Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 09/21/2020 19:10

Olho pra essa montanha sempre a caminho de São João Del Rei para visitar meu irmão. Obrigado por compartilhar, Fliess!!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 10/01/2020 16:43

Opa. Valeu Brunão! Ela chama bastante a atenção... Abs

Fabio Fliess

Fabio Fliess

Petrópolis - RJ

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Montanhista desde que me conheço por gente!!! Sócio e condutor do CEP - Centro Excursionista Petropolitano. Take it easy e bora pras montanhas! Instagram: @fliess

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