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Travessia Monte Verde x São Francisco Xavier

Travessia Monte Verde x São Francisco Xavier

Trekking de dois dias pela Serra da Mantiqueira com acampamento na Pedra da Onça e ataque a Pedra Partida.

Mountaineering Trekking Camping

RESUMO DAS INFORMAÇÕES

Quantidade de dias: de 1 a 2 dias

Direção do percurso: é possível fazer tanto saindo de Monte Verde quanto de São Francisco Xavier. Escolhemos partir de Monte Verde, pois de lá a subida era menos íngreme. Para quem inicia nessa cidade, a trilha sai da lateral do Hotel Guanxi.

Transporte: é possível chegar e sair das cidades de ônibus, mas optamos por ir de carro, o que fez com que precisássemos de um resgate. Deixamos o carro na praça de São Francisco Xavier e contatamos o Rithy (Rich, Ritchie, Riti rsrs) que nos cobrou R$200,00 para nos deixar no início da trilha em Monte Verde. Assim finalizaríamos a trilha já de volta no carro. O telefone dele é (12) 99971-03704.

Pontos de água: no trecho Monte Verde-Pedra da Onça há apenas 1 ponto de água. Já no trecho Pedra da Onça - São Francisco Xavier contamos pelo menos uns 4 pontos de água.

NOSSA EXPERIÊNCIA

“Acorda cambada!”

Às 6h30 da manhã saíamos de São José dos Campos rumo à São Francisco Xavier. Lá tomamos um café na padaria Vale Verde e encontramos o Riti, que nos levou por uma estradinha de terra bem bonitinha até a cidade de Monte Verde. No percurso dessa estradinha encontramos diversos ciclistas e, de fato, ela é bastante convidativa para um pedal. Chegamos no Hotel Guanxi às 10h50. Ele fica numa estrada que sai do centro da cidade, pela Avenida da Montanha.

“Que saudade estava de por a mochila nas costas!”

Partimos já cerca de 11h por uma pequena estrada que beira o hotel. Logo iniciamos a passada nos deparamos com uma placa dizendo ser ali uma propriedade privada, cuja entrada era proibida. Passamos pela cerca que estava aberta e demos continuidade ao planejado. Por volta de 40 minutos depois encontramos o único ponto de água desse trecho.

“Ainda bem que aqui faz frio!”

A trilha até a Pedra da Onça segue bem marcada, sem dificuldades de orientação, num aclive suave. O caminho é seco e o tempo estava muito agradável.

Apesar de andarmos sem pressa, muito rapidamente chegamos no trecho final da subida, o chamado Vale dos Duendes. Trata-se de um bosque agradável e que parece ser uma área de reflorestamento(?). Tiramos algumas fotos no local, partimos até a bifurcação que leva à Pedra da Onça. Chegamos no destino final do dia às 13h30.


“Vamos naquele morro!”

A partir da região de acampamento da Pedra da Onça é possível avistar o ponto mais alto ali da região: a Pedra Partida. Como estava cedo, pensamos em esticarmos até ali para podermos ver de lá o pôr-do-sol. Deixamos as barracas montadas, preparamos as mochilas e seguimos para lá às 15h45.

“Ferrou, vamos voltar!”

Inicialmente, encontramos uma trilha aberta seguindo naquela direção. Mas essa mesma trilha desaparecia em muitos pontos, o que fez com que nos sentíssemos perdidos com frequência. Pensamos em desistir em vários pontos do vara-mato, até porque teríamos que voltar por ali já depois de escurecer. Mas o cagaço não falou mais alto e seguimos com o perrengue até chegarmos na Pedra Partida, 1h40 depois, ainda a tempo de apreciarmos um lindo pôr-do-sol.

Cerca de 18h15 começamos a empreitada de voltar naquele vara-mato no escuro. Como havíamos marcado nosso caminho com o GPS, voltamos pelo mesmo trajeto, ainda que ele pudesse ser ruim ou não ser o certo - não nos arriscamos a tentar encontrar uma trilha melhor estando escuro. Em 1h15 estávamos de volta à Pedra da Onça, varados de fome e com um grupo de vizinhos recém instalados em suas barracas.

“Vizinhos!”

Após uma breve pausa para o “banho” começamos os preparativos para o jantar sob a luz de uma imensa lua cheia.

Desta vez, como diferencial por ser um trekking “curto”, optamos pelo clássico, porém relegado, lamen com molho de tomate e queijo, acompanhado de um cabernet e muita, muita conversa fiada e afiada. (especial atenção à minha luta em favor do mito Monty Python e o Cálice Sagrado https://www.youtube.com/watch?v=d0xBv3mGg2Y). Logo após, nos recolhermos ao som animado das conversas dos vizinhos (que se estenderam madrugada a dentro) sobre assuntos que aqui não cabem (leia-se +18).

“E aí, quem conseguiu dormir?”

Por volta das 06h00 acordamos para observar, num céu límpido, um perfeito nascer do sol e tomar um café para nos preparar para a descida.

Às 08h20, após assinar o “livro de cume” que, curiosamente, não fica no cume mas numa pedra mais abaixo, iniciamos enfim a descida sentido São Francisco Xavier.

“Hey Ho!”

Interessante notar a diferença da trilha em relação à do dia anterior. Esta, bem mais marcada e com, no mínimo quatro bons pontos de água, porém sem grandes visuais o que a tornou célere.

Encontramos por toda ela várias pessoas no sentido contrário, algumas bem equipadas mas a maioria apenas com mochilas de ataque ou nem isso. Num destes primeiros grupos o Renan e a Bruna perguntaram quanto tempo de subida eles já haviam feito e, para surpresa de ambos, foi dito apenas “uma hora e meia”. Tínhamos conhecimento que o percurso não era longo, só não imaginávamos que fosse tão curto.

Por fim, perto das 10h40, chegamos à porteira que identifica o início da trilha. Logo ali perto encontramos um estacionamento, com cerca de dez carros, das pessoas que optaram por subir motorizados os 5km de estrada de terra. Numa rápida troca de olhares que muito dizia, decidimos ligar para Ritchie e negociar um resgate por R$20,00 (R$5 para cada) e, em menos de 15 minutos, lá estava nossa carona. Tempo suficiente para a Bruna se machucar(!) num toco qualquer no estacionamento.

“Comer como se não houvesse amanhã”

Após uma rápida pausa para lavar os rostos e fazer compras em São Francisco Xavier, optamos por almoçar no restaurante Tia Nastácia em Monteiro Lobato, distante 20 km. Local amplo com excelente atendimento, comida em porções generosas e preço igualmente justo.

O Renan optou pelo P.F. “normal” por R$16,00 e o resto de nós, pequenos mortais, pedimos o “mini” por R$13,00. Como eu e a Gra, que já conhecíamos o local, comentamos que havia uma certa demora na entrega dos pratos, mas não notamos isso desta vez, talvez por estar bem tranquilo naquele horário.

Terminado o almoço, e já pré-bodeados pela quantidade de comida, fomos até o lounge saborear uns “pequenos” docinhos caseiros. Enquanto o Renan tomava um café pra acordar e eu pedia uma porção Tranqueira (um prato com um pouco de cada um dos doces feitos na casa), a Bruna espantava o experiente atendente ao pedir um pote de doce de abóbora e um pedaço de pudim. “É tudo pra ela?” disse ele.

Relato colaborativamente escrito pela troupe.

Jeff Almeida
Jeff Almeida

Published on 04/26/2016 10:33

Performed from 04/22/2016 to 04/23/2016

3 Participants

Renan Cavichi Bruna Fávaro Graciela Rodrigues (Grá)

Views

8824

11
Fabio Fliess
Fabio Fliess 05/03/2016 13:36

Hahahaha! Muito bom pessoal...

Graciela Rodrigues (Grá)
Graciela Rodrigues (Grá) 05/03/2016 20:48

;)

Jéssie S. Almeida
Jéssie S. Almeida 07/04/2016 21:49

Nossa q dahora, quero fazer um desses qq dia :D

Renan Cavichi
Renan Cavichi 09/24/2016 09:47

Jéssie, essa é bem legal e tranquila, vale a pena! Você vai gostar!

Mauro Lima Pontes
Mauro Lima Pontes 10/03/2016 12:28

muito top esse visual

Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 10/11/2016 14:04

Vale a pena, Mauro! ;)

Lilian Oliveira da Silva
Lilian Oliveira da Silva 10/17/2016 16:44

Fui esse final de semana com uma galera! Havia pegado umas dicas do seu relato... Muito bonita mesmo a Travessia, mesmo com uma previsão enorme de chuva, não caiu nenhuma gota, ai não arriscamos subir a Pedra Partida Vou relatar também em breve ;)

Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 04/17/2017 03:12

Isso aí galera, show!!

Jeff Almeida

Jeff Almeida

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