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Morro do Carvalho até o Avião de 1967

Morro do Carvalho até o Avião de 1967

Subida ao Morro do Carvalho para avistar os destroços do avião que caiu da sua encosta em 1967.

Hiking Mountaineering

ATENÇÃO!!! ESTE RELATO É SOBRE UMA ÁREA EXTREMAMENTE INÓSPITA E NÃO RECOMENDO A NINGUÉM SEM O MÍNINO DE TÉCNICA E PREPARO FÍSICO PARA TAL, MUITO MENOS SE GUIAR APENAS POR TRACKLOG. OU SEJA, É POR SEU TOTAL EMPENHO E RISCO.

Começamos a subida na base do Morro do Canal. Lá é o início para quem quer subir o morro do canal, a torre amarela ou a torre do vigia, ou ainda se quiser pode fazer a travessia entre os três. No caso para a subida ao Morro do Carvalho temos ir até a torre amarela e pegar uma trilha alternativa que dá ao morro do carvalho.

E é ai que começa a aventura, pois a trilha é realmente alternativa, visto que, sua localização se dá mais pelo instinto e pela observação do que qualquer outra coisa. Em muitos momentos a trilha se torna desafiadora com seus sobes e desces pelas rochas molhadas e cheias de limo, pela raizera e pelo mato fechado que nos faz muito das vezes ter que ir pra frente simplesmente olhando para baixo e até engatinhando.

Antes de se chegar ao morro do carvalho tem uma pequena indicação que é uma sacola branca amarrada numa arvore do lado direito da trilha que origina outro caminho que cumina na primeira fuselagem e logo mais a frente ao grande premio que é o resto da turbina do avião que caiu ali em 1967, matando 23 pessoas mas por incrivel que pareça sobreviveram duas que foram ejetadas por não estarem com cinto de segurança, como demonstra esse relato do nosso album de fotos no facebook.

"No dia 3 de novembro de 1967, um avião Dart Herald da Sadia, chocou-se contra o Morro do Carvalho, Serra do Mar, Paraná, deixando de 23 mortos e 4 feridos.
Destes 4 feridos, eram que estavam sem cinto,e foram arremessados para fora, 2 sobreviveram !
O avião caiu às 09:30h de uma sexta-feira, e imediatamente o COE seguiu para o local sob o Cmd do Maj. Meirelles.

Sob chuva e nevoeiro e oitenta graus de inclinação do morro, a tropa avançou lentamente. Depois de uma noite inteira de escalada e já clareando o dia, ouvem-se débeis ruídos de metal sendo batido. Novo ruído e todos seguem na direção do som, que fora provocado pela Sra. Silvia Tavares, que ao bater de forma regular nas ferragens, foi ouvida pelos integrantes do COE.
No momento o resgate encontrou quatro sobreviventes, Silvia Tavares, Armando Cajueiro e mais dois que não resistiram, morrendo em seguida durante cirurgia."

O link para o album de fotos é esse: https://www.facebook.com/carlos.fernandes.9022662/media_set?set=a.1108305912526296.100000406935200&type=3

Jonas Golart
Jonas Golart

Published on 01/26/2016 16:59

Performed on 01/24/2016

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Debora
Debora 01/26/2016 18:14

Nossa, interessante, mas meio preocupante dar direções de uma montanha que é proibida. Já pensou se alguém pouco experiente resolve subir? A trilha faz parte da alpha omega, pede experiência, fora que depois da indicação de onde é a entrada, não tem mais nada pra orientar as pessoas quando forem ver as peças. Um local fácil de se perder... Ainda mais quando ficam dando direções a torto e a direita, sem saber se quem está lendo é alguém experiente ou um mero curioso de montanha.

Jonas Golart
Jonas Golart 01/26/2016 21:34

Por isso, que eu coloquei aquele lembrete de atenção no começo do relato. As pessoas são livres para testarem os seus limites mas também devem ser racionais o bastante para saber medir suas consequências. Não recomendo a ninguém ir para qualquer lugar seguindo apenas um simples relato.

Jonas Golart
Jonas Golart 01/26/2016 21:41

Um detalhe que eu esqueci, não há proibição em transitar por montanhas em todo o território nacional salvo locais protegidos por lei na implantação de área particular, reservas de biodiversidade e áreas sob a tutela das forças armadas. Que se não me engano não enquadra essa região.

Getulio
Getulio 07/28/2017 16:44

Detalhe: o local tem sido um dos pontos mais frequentes de solicitações de resgates aos Bombeiros do GOST em nossas serras, justamente pelo grande número de "curiosos" que tem tentado chegar nos destroços do Dart Herald da Sadia. Então fica o aviso: lá não é lugar de testar limites! Já se deve ter consciência deles antes de arriscar a vida de outros que irão tentar resgatar vítimas em locais de difícil acesso como este. Fica o aviso e o pedido. Bons ventos!