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Pico Da Onça- São Francisco Xavier

Pico Da Onça- São Francisco Xavier

O roteiro do Pico da Onça,, localizado em São Francisco Xavier é uma ótima alternativa de trekking para quem está iniciando no montanhismo.

Mountaineering Trekking

ROTEIRO PICO DA ONÇA

Pico da onça- São Francisco Xavier

1)ONDE FICA?

Ao pesquisar atrações em São Francisco Xavier não demoramos muito para encontrar a famosa “Trilha da pedra da onça “uma trilha que acaba no alto da montanha há quase 2000 metros de altitude, é o chamado Pico da onça.

O pico da onça se localiza na Serra dos Poncianos em um distrito que faz parte de São José dos Campos chamado São Francisco Xavier, para quem ainda não conhece esse lugarzinho especial do vale do paraíba fica aqui minha sugestão de passeio para aqueles que gostam de estar em contato com a natureza, são Francisco Xavier é uma região privilegiada pela beleza e exuberância das paisagens. Considerada área de preservação ambiental federal e estadual é resultante de atrativos naturais, para pessoas que gostam de praticar ecoturismo e turismo de aventura como montanhismo, fazer trilhas e estar em contato da natureza. A sua paisagem é descoberta de picos e cumes, serras, pedras e quedas d'água, que são considerados atrativos turísticos para os visitantes.

2)COMO CHEGAR NO PICO DA ONÇA?

  1. Como chegar em São Francisco Xavier Saindo de São José Dos Campos

Aqui vou contar meu percurso saindo de Taubaté, no entanto independentemente do local que você esteja, o importante é que você chegue em são José dos Campos e posteriormente em São Francisco Xavier, a distância entre os dois é de 53 km.

Existem 3 maneiras que você pode escolher para chegar em São Francisco Xavier saindo de São José dos Campos

  1. Ônibus: se dúvida a forma mais econômica, porém não muito confortável

O valor da passagem está em média 9 reais e a operadora é a EMTU Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) o tempo estimado de viagem seria 1 hora e 50 minutos.

  1. Táxi: entre as opções voce pode optar por pegar um taxi, aqui temos um preço mais salgado e variável, no entanto sairia entre 180 até 300 reais, e demoraria mais ou menos uma hora (53km)
  2. Carro: Na minha opinião é a forma mais confortável e que não pesa tanto no bolso, talvez voce gaste de 30 a 50 reais para chegar, mas acredito que seria o melhor custo benefício.

No meu caso a saída foi por volta das 10 horas saindo do centro de Taubaté em direção a Caçapava.

Saída de Taubaté as 10:00

Um percurso de 17 km (mais ou menos 20 minutos). Em Caçapava pegamos a estrada municipal do livro para chegar em monteiro lobato, uma estrada não muito bem sinalizada, e um pouco esburacada, mas valeu a pena pela paisagem bonita e pelo pouco movimento

Estrada municipal do livro

Nessa estrada fizemos uma paradinha na frente no sítio do pica pau amarelo ( o verdadeiro sítio mesmo), dessa vez não tivemos tempo de fazer a visita , no entanto não deixa de ser uma opção legal pra quem curte as histórias de monteiro lobato e sua turma, por um valor de 10 reais voce pode visitar o casarão digno do neto do visconde, com 19 cômodos e mais de 60 portas e janelas.

Sitio do pica pau amarelo

De monteiro lobato seguimos pela estrada do livro até chegar no centrinho de São Francisco Xavier, paramos o carro na frente de uma igrejinha simpática, e saímos para dar um passeio por lá e tomar um café

Igreja, São Francisco Xavier

O centro de São Francisco Xavier apesar de pequeno, tem bastante opções de refeições, tanto para café da manhã como para almoço e janta.

Alguns lugares me surpreenderam pela graciosidade e um deles foi o Dona Xica, foi o local que escolhi para tomar meu café, um ambiente bem agradável e aconchegante, com venda também de itens locais como objetos de cerâmica e tecidos (não resistimos e compramos um tapetinho daqueles de colocar na cozinha, muito fofo)

Dona Xica

Depois do café coado ali na hora e de uns pães de queijo, continuamos nossa aventura, finalmente para o local esperado: O PICO DA ONÇA

B) COMO CHEGAR NO ÍNICIO DA TRILHA DO PICO DA ONÇA, SAINDO DO CENTRO DE SÃO FRANCISCO XAVIER

Saímos pela Rua 15 de Novembro, que posteriormente passa a ser chamada de estrada Ezequiel Alves Graciano.

Confesso que nesse momento foi de grande uso o gps para nos guiar até a estrada das ferreiras, então é importante que vc tenha instalado no celular algum aplicativo de mapas, eu particularmente gosto de usar o MAPS.ME porque funciona de maneira offline, e muitas vezes perdemos o sinal de internet.

No fim da estrada das ferreiras chegamos ao ponto de parada, um estacionamento que fica em frente à fazenda Monte Verde, onde deixamos o carro, arrumamos algumas coisas na mochila e seguimos para o início da trilha

Estacionamento

Fazenda monte verde

3) COMO É A TRILHA ATÉ O PICO DA ONÇA

Sempre fui uma pessoa que não gosta de mensurar os níveis de dificuldade, acredito que isso é muito variável e depende do preparo de cada um, de experiencias anteriores e de vários fatores. No entanto para min que me considero iniciante no montanhismo, a trilha foi de dificuldade moderada, não era uma trilha fácil, mas também não foi de graça.

Entrada da trilha

Começamos pegando a Trilha do JORGE, essa trilha é a que representa quase que a totalidade do percurso, com 4 pontos de água e muita sombra, foi uma experiencia bem agradável, sem muita dificuldade técnica e obstáculos.

Trilha do Jorge

Um dos pontos positivos pra min sem dúvida foi essa disponibilidade de água durante o trajeto, como já tínhamos lido antes a respeito da trilha saímos com pouca água com intuito de diminuir o peso da mochila, e dessa forma fomos abastecendo na medida que parávamos nesses pontos.

Pontos de água

A trilha do Jorge é muito bem demarcada, e não tivemos dificuldade em encontrar o caminho, acredito que se trata de uma trilha bem intuitiva e que não há necessidade de contratar algum guia local.

Logo após a última parada de água existe uma bifurcação, que é onde a trilha continua para Monte verde, confesso que fiquei tentada a ir para lá, mas como já estava tarde resolvemos seguir nosso objetivo de chegar no PICO da onça e acampar por lá.

Faltando mais ou menos 1 km para chegar, pegamos a trilha do pico da onça que considero a parte mais difícil do trajeto, além de ter um declive maior essa parte final do percurso possui bastante pedra e obstáculos ,tivemos que diminuir um pouco o ritmo da caminhada nessa parte, parar um pouco a conversa fiada e prestar mais atenção no caminho.

Começamos a fazer a trilha por volta da uma hora da tarde , e acabamos as quatro da tarde , no total foram 3 horas de caminhada em um ritmo bem tranquilo, estávamos um pouco pesados pois carregávamos barraca , isolante , saco de dormir e também os ingredientes principais pra nossa janta.

SOBRE O ACAMPAMENTO:

Durante a subida encontramos várias placas de uma empresa privada, dizendo que era proibido acampar naquele local , confesso que ficamos um pouco receosos mas decidimos continuar devido ao fato que já tínhamos ouvido muitos relatos de pessoas que acamparam lá ,até mesmo vários na internet, por isso pensávamos que aquilo não era algo que deveríamos levar muito a sério.

Quando chegamos no topo da montanha, estávamos muito felizes, o lugar era espaçoso e até o momento não tinha ninguém, fizemos um chá, largamos as mochilas e nos sentamos para apreciar a bela vista que aquele lugar nos proporcionava

Acampamento

Enquanto curtíamos o fim de tarde, nos deparamos com algo inesperado , um homem chegou nos abordando dizendo que era proibido acampar naquele local, contou uma história de que ninguém poderia mais acampar ali ,que a montanha fazia parte de uma empresa privada e disse que deveríamos nos retirar do local afirmando que em pouco tempo iriam aparecer guardas.

Bom, confesso que nesses momentos demos uma balançada, ficamos com medo desses “guardas “existirem mesmo, e até consideramos voltar, mas isso até o momento parecia uma opção inviável, já estava escuro e não fomos preparados para fazer uma trilha noturna.

Continuamos ali, nos preparando já para fazer nossa comidinha e tomar nossa bebida, até que esse homem retornou e decidiu nos ameaçar, dizendo que se não saíssemos de lá ele iria acionar a PM, a guarda municipal, a esquadrilha da fumaça e sei lá mais quem.

Não tivemos escolha, fomos ameaçados a responder legalmente por nosso ato de “irresponsabilidade” e então fomos obrigados a descer a trilha no escuro na chuva, demoramos cerca de 3 horas para descer pois não estávamos enxergando bem e a trilha estava muito escorregadia.

Infelizmente nosso passeio acabou nesse momento, saímos as 19 horas do cume e chegamos as 22:00 no carro, voltamos para Taubaté.

MINHAS CONSIDERAÇÕES

Essa aventura foi importante para mim, apesar de todo sufoco que passamos e as frustações, percebi que precisamos lutar mais pelo livre acesso as montanhas, devemos difundir o montanhismo no brasil e não o restringir, claro que sempre difundindo a ideia de responsabilidade com a natureza e com o mínimo impacto ambiental.

A MONTANHA É DE TODO MUNDO

#livreacessoasmontanhas

Julia Galvão
Julia Galvão

Published on 10/28/2020 12:37

Performed on 10/24/2020

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Thiago Freela
Thiago Freela 10/28/2020 14:27

Presenciei isso e foi uma das situações mais vergonhosas que já vivi na montanha. O rapaz que nos abordou fazia parte de um "clube" de guias e outras pessoas locais, que foram os incentivadores e que estavam super felizes da empresa "dona" da montanha fechar o acesso e proibir acampar. Agora será obrigado a subir com condutores locais. Eu sou guia de montanha, vivo exclusivamente disso, e sou contra a obrigatoriedade de guias, principalmente em trilhas de fácil acesso, as montanhas são para todos, ofereçam um bom serviço que as pessoas vão te contratar, ficou claro o localismo, sendo que ele me falou pra respeitar o "pico deles". Monopolizar uma montanha é uma grande vergonha, enquanto lutamos mundo afora pelo livre acesso as montanhas, presenciar de perto essa cena foi triste. Essa pessoa disse que ia acionar a polícia militar e guarda municipal, por que eu estava em uma montanha, com minha namorada, em um dia de semana, sozinhos no cume.

Renan Cavichi
Renan Cavichi 11/23/2020 11:18

Lamentável essa situação, vi outro relato comentando sobre esse caso aqui na rede, pessoal bem revoltado! Era um dos trekking mais legais da região, vai tirar muito movimento turístico de quem praticava trekking por ali, acho que as cidades só tem a perder!

Julia Galvão

Julia Galvão

Taubaté

Rox
78

Aqui vocês encontrarão as vivências de uma universitária que gosta de se aventurar pela natureza e por culturas diferentes

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