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Mirante do Inferno - PARNASO - Teresópolis - RJ

Mirante do Inferno - PARNASO - Teresópolis - RJ

Trilha para o Mirante do Inferno no PARNASO, sede Teresópolis, RJ, com vista para a Agulha do Diabo e para o paredão da Pedra do Sino.

Trilha para o Mirante do Inferno. Vista para a Agulha do Diabo

Hoje quero falar um pouco da trilha que leva ao Mirante do Inferno, que dá uma linda vista para a Agulha do Diabo e o paredão da Pedra do Sino. Se trata de uma trilha tranquila nos seus dois primeiros terços, só no terço final que a brincadeira fica mais gostosa, com obstáculos que exigem um pouco de esforço.

A trilha fica dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO, com aproximadamente 12,5 km de extensão ela começa na trilha que leva a Pedra do Sino, ao Abrigo 4, seguimos por ela por pelo menos 2 terços do caminho.

Neste dia nosso grupo era de 5, como é uma trilha que no seu trecho final e complexa, não é aconselhável faze-la com grupos grandes. O dia estava excelente, não estava quente nem frio, temperatura extremamente agradável, começamos nossa subida as 9 horas da manhã. Quando fizer vale a pena dar uma parada na Cachoeira Véu de Noiva para uma refrescada.

Há dois caminhos para se chegar ao mirante, lembrando que a partir do momento que saímos da trilha que leva ao Sino, se torna uma trilha difícil, não recomendo fazer sem alguém que conheça o local ou com um GPS no mínimo. Subindo a trilha do Sino pode-se entrar pela trilha que segue pelo Paredão Paraguaio (mais curta, porém mais complexa e íngreme, requer mais esforço), a entrada não tem marcação, é bem antes do abrigo três, um desvio a esquerda, ou então pela cota 2000 entrada bem após passar o abrigo 3, também uma entrada a esquerda de quem sobe a trilha. Quem não conhece não vai conseguir visualizar bem nenhuma das duas entradas, por isso minha recomendação anterior.

Subindo pelo Paredão se chegará a uma pequena clareira com três caminhos, aí deve-se ficar atendo, o caminho a esquerda leva a Pedra da Cruz, também bem legal, dá um bate e volta de uma hora mais ou menos com um grande visual, o caminho do meio eu sinceramente não sei aonde leva, e o da direita e o que leva ao Mirante do Inferno. Já descendo pela Cota 2000 no cruzamento com a trilha vire à direita e siga. A partir daí a trilha e bem marcada, porem com obstáculos, trepa pedra, raízes, mas é uma trilha bem legal. Segue-se aí até o Acampamento Paquequer, popularmente chamado de Geladeira, é onde, em geral, quem vai escalar a Agulha passa a noite, para fazer o ataque de manhã bem cedo.

A partir daí vem uma subida íngreme, cerca de mais meia hora, primeiro em mata fechada que se abre em um capim alto no seu trecho final. Algumas observações, mantenha-se quando subindo sempre a direita na trilha, há uma variante a esquerda, onde eu ainda não fui, que leva a base da agulha. Irá chegar em um mirante, com o visual da Agulha, porém ai não é o cume, continue margeando a pedra pelo seu lado esquerdo, até a subida final que levará ao cume real, onde há o livro, e um visual fantástico da Agulha e do paredão da Pedra do Sino.

Na descida fique atendo a variante da trilha, o mato e alto e da pra confundir, mantenha a esquerda, a direita irá para a base da agulha. Caso entre no Parque cedo e o tempo permita, preveja para estar na trilha do Sino antes de escurecer, a trilha do Sino e fácil e não há problemas em descer a noite, porem até chegar nela é mais complexo a noite, preveja para fazer com a luz do dia, de um pulo a Pedra da Cruz, é um ataque rápido com pequeno de trecho de escalaminhada, vale a pena.

É uma trilha que vale muito a pena, consegue ir a dois cumes em um só dia, ambos com visual incrível. Neste dia entramos no parque as 9:00 então não deu tempo de ir a Pedra da Cruz, recomendo entrar pelo menos as 7 para dar tempo de fazer os dois.

Agradecimentos aos amigos de jornada, Norma Furtado, Washigton Goncalves, Cheong Tong e Dany Nascimento.

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Marcio Mirancos
Marcio Mirancos 05/07/2019 21:45

Olá. Precisou de corda em algum momento?

Rodolfo Damasceno
Rodolfo Damasceno 05/12/2019 23:10

Boa Noite Marcio Mirancos, não, nessa trilha não ha necessidade de cordas.