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Lapinha x Tabuleiro - Serra do Cipó

Lapinha x Tabuleiro - Serra do Cipó

4 dias entre Lapinha da Serra e Tabuleiro - Serra do Cipó

Carnaval, samba, cerveja, festa, trio elétrico, pegação... huhu.... massss não para mim e minha trupe que preferimos trocar tudo isso por natureza, ar puro, longas caminhadas, montanhas, silêncio e tranquilidade.

Nosso destino para este feriado prolongado: Serra do Cipó. Mais precisamente a travessia entre a cidade de Lapinha da Serra para a cidade de Tabuleiro totalizando aproximadamente 50km através de lindas paisagens, montanhas e cachoeiras.

Primeiro dia chegamos a cidade de Lapinha da Serra, onde chegamos por volta da hora do almoço. Ficamos no Camping Breu, armamos as barracas, comemos e fomos conhecer a cachoeira do Lajeado. Trilha tranquila de 6,5 km. Infelizmente ela não estava com grande volume, mas há um belo poço para nadar e retomarmos a energia.

A noite algumas pessoas optaram por jantar na cidade e outras fizeram seus próprios jantares no camping mesmo.

Segundo dia seguimos para a serra onde há 2 formas de se atravessar, por baixo sem grandes altimetrias, e por cima passando pelos cumes da serra. Claro que não fomos lá para seguir o caminho mais fácil hehe. Seguimos para o cume onde inicia-se cruzando a portaria de acesso a uma área privada onde segue para a trilha para o Pico da Lapinha. Após 4,7km chega-se a uma recente base construída. Lá é possível utilizar o banheiro e reabastecer a água. A base é completa e possui quartos para hospedar-se com um agendamento prévio.

Descansamos da subida e nos retomamos rumo ao Pico da Lapinha onde, em sua base antes do ataque final, algumas pessoas decidiram deixar as cargueiras e fazer o ataque leve, ja que a continuação da caminhada retornaríamos pelo mesmo caminho. O pico tem uma linda paisagem, com o rio ao fundo de um lado e o pico do Breu do outro, realmente belas paisagens e um Cruzeiro em seu cume. Total do camping até o cume da Lapinha: 6km.

Continuamos e fomos em direção ao Pico do Breu, o cume mais alto de toda a Serra do Cipó. Até este momento, grande parte da trilha era demarcada por totens feitos de estaca, mas aquele era o limite da propriedade e, por tanto, o proprietário não colocou mais sinalizações.

Aos pés do Pico do Breu, percebemos que o tempo dava sinais de que vinha chuva. Decidimos deixar as malas e subir rapidamente o Pico do Breu para poder descer antes que a chuva desça primeiro. Subida sem muitas dificuldades, apenas uma pequena fenda, mas facilmente transponível. O cume é grande, bem vasto e sem grandes deformidades rochosas. Visualizamos o rio e o campo imenso e deu para avaliar o restante da caminhadas que nos aguardava. Distância estre Cume da Lapinha até o Cume do Breu: 4,6km.

Ao descer do Pico do Breu iniciou-se a chuva. Retomamos a caminhada seguindo os totens e o tacklog por onde se faz através de uma bela piramba de aproximadamente 3km até o rio, contando desde a base do Breu. Rio este não muito profundo (ao menos nesta época do ano) sendo possível travessar saltitando pelas pedras. Distância entre Cume do Breu e a Prainha: ~6,3km.

Atravessando, seguimos margeando até onde o rio faz a curva em formato de 'U'. Este ponto é conhecido como Prainha devido a areia que se forma em torno do rio. Aquele horário, o tempo começava a escurecer e a chuva estava para vir novamente. O camping Ana Benta encontrava-se a ~1,2km portanto decidimos ficar na prainha mesmo, onde ao terminar de levantar o camping, a chuva retorna com força.

Após um tempo de chuva, decidi fazer uma varandinha para minha barraca e poder cozinhar. Foi começar a cozinhar a chuva parou e todos saíram para conversar e comer algo.

Terceiro dia se inicia e seguimos a trilha passando pelo camping Ana Benta e seguimos sem muitas altimetrias para o camping da Dona Maria e Seu Zé no lado de Tabuleiro. Uma caminhada linda, belas paisagens, realmente um passeio aconchegante e agradável. Chegando ao camping começamos a montar as barracas e lá vem chuva novamente. Montamos nossa mochila de ataque com água, comida, lanterna, nos agasalhamos e encaramos a chuva e o vento sentido ao Mirante da Cachoeira do Tabuleiro e a 'cabeça' da cachoeira, que se encontrava aproximadamente 4km do camping.

Subi atrás no grupo até atingir o vale, onde noto que um casal de amigos estava mais distante com uma velocidade mais forte. Devido ao frio, resolvi acelerar para aquecer e alcança-los. Outras 2 pessoas do grupo vieram juntas. Ao chegar na bifurcação que dividia, para a esquerda a trilha do Mirante e a direita a trilha para ir para a cabeça da cachoeira, reunimos o grupo e seguimos mais alguns metros para o mirante.

Que vista, realmente de tirar o fôlego. Uma imensa cachoeira praticamente brotando da parede e formando um poço imenso e correndo por dentro de um cânion. UAU.

Batemos fotos e uma parte do grupo, inclusive eu, decidiu retornar ao Camping, pois além de exaustos, estávamos molhados e com frio, outros decidiram continuar e tentar chegar na cabeceira da cachoeira. Lembro que eram 17:10 quando separamos na bifurcação. Devido ao frio, eu e 2 pessoas apertamos o passo para aquecer e ficamos á frente do grupo, devíamos estar a uns 150mts a frente, mais ou menos, pois em campo aberto era possível avista-los. Neste momento já não ventava e nem chovia. Amém.

Seguimos a trilha e quando chegamos ao campo aberto, onde na ida eu ultrapassei o grupo, começamos a seguir a trilha e notamos que os totens (estacas com pontas brancas) estavam em uma trilha mais abaixo, com isso efetuamos a troca de trilha e seguimos a trilha com as marcações. Após algum tempo, eu já estranhava o caminho, mas as meninas tinham certeza que estávamos certos até que nos deparamos com uma serie de bifurcação. Falei para retornar e voltar para a trilha até a parte que tínhamos certeza e se, caso aquela trilha fosse a certa, encontraríamos o grupo logo atrás. O que não ocorreu, mas sim escureceu e caiu uma neblina. Seguimos retornando sentido a cachoeira até que chegamos no campo aberto onde avistamos o grupo pela ultima vez. Apesar da minha certeza, uma das meninas achava incerto eu afirmar que o local era o correto devido não ter mais a visibilidade. Marquei aquele como ponto de partida e refizemos a trilha pela parte de cima (a trilha sem os totens) sem seguir as marcações e encontramos a placa que indicava a cachoeira. Um bom sinal, pois, apesar de não lembrarmos muito bem se havíamos visto aquela placa, significava que aquela trilha havia passagem de pessoas com certa frequência e que a outra ponta da trilha devia ter civilização, sendo ou não a nossa trilha. O caso é, em torno da placa havia 3 marcações de trilha e 2 destavam de frente para a placa. Marcamos como novo ponto e registramos o horário daquele momento e investimos alguns minutos na trilha inferior para tentar recordar algo. Sem sucesso. Retornamos a placa e investimos na segunda trilha. Também sem sucesso para relembrar algo. Decidimos voltar mais na direção da cachoeira para ficarmos mais 'visíveis' na trilha. Bem, pensando em tudo que havia aprendido até o momento que comecei com essa vida de trilheiro, lembrei o principal e básico, abrigar-se. Seria complicado montar um abrigo em uma montanha onde praticamente era somente de plantas rasteiras, procurei por formações rochosas e, bingo, achei uma caverninha bacana. Ai foi sentar e descansar. Isso era 22:30 aproximadamente. Tempo estava agradável, uma paz apesar da situação. Começou a pingar e entramos na 'caverna' onde ficamos até o Amanhecer. Difícil era conseguir uma posição onde podíamos ficar todos abraçados e ao mesmo tempo descansar. O bom é que o ronco de uma delas espantava qualquer bicho que poderia aparecer. rs.

Uma noite difícil, com um belo visual de nascer do sol (que nunca foi tão aguardado rs . Clareou e por volta das 6hrs retomamos o caminho até a placa e encaramos novamente uma das trilhas e conseguimos chegar ao camping, onde fomos muito bem recebidos pelos amigos que estavam extremamente preocupados.

Chegamos, tomamos um banho e um belo café da manhã. Dona Maria nem quis cobrar o camping, afinal, nem usamos rsrs. Sem tempo para descanso, levantamos o acampamento e seguimos ~4kms para a portaria onde a Van já nos aguardava. No caminho passamos por mirantes incríveis com o visual da cachoeira, do poço e do cânion. Deixamos as malas e seguimos para a parte baixa da Cachoeira do Tabubeiro. Um belo de um poço nos aguardava para um banho revigorante. Agua gelada como tem que ser.

A partir dai foi retornar, comer uma pizza no caminho de volta e chegar para casa e com saudades desde feriado emocionante.

Bem, apesar de 4 dias, para mim passou-se muito rápido. Chegava ao final com gostinho de quero mais dias de caminhada.

O perrengue do terceiro dia foi um grande aprendizado, onde me fez perceber que, mesmo á um simples ataque a uma cachoeira, devemos levar conosco um kit básico com itens de sobrevivência, além de prestar atenção no caminho por mais simples que ele pareça. Pois eu somente havia aprendido o caminho do campo aberto até a cachoeira, pois foi a parte que fiquei isolado do grupo, mas no momento anterior, onde segui em fila indiana, eu não prestei atenção em nada, portanto não recordava do caminho. Uma grande falha de orientação.

Enfim. Quero Mais

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Luiz Carlos G Lira
Luiz Carlos G Lira

Published on 04/10/2017 23:32

Performed from 02/25/2017 to 02/28/2017

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Fabio Niizoki
Fabio Niizoki 04/11/2017 12:39

Muito grato de ter feito parte da trupe! E que perrengue hein!!!

Luiz Carlos G Lira
Luiz Carlos G Lira 04/11/2017 16:18

haaaa rapa. Estamos juntos sempre.

Joyce Hellen
Joyce Hellen 04/20/2017 12:50

Muito bacana, quero muito fazer essa travessia.

Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 04/23/2017 09:41

Puxa, essa tá na lista há tempos! Belo trekking!