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Camboja - Vietnan subindo Rio Mekong
Saindo de Phnom Penh (capital Camboja) com destino a Ho Chi Minh (antiga Saigon)
NavegaçãoApós algumas semanas nas ilhas da Tailândia, nosso destino foi o Camboja, para conhecer Angkor Wat na cidade de Siem Reap.
Passamos dois dias na capital do Camboja no retorno de Siem Reap, para tentar conhecer um pouco a cidade, mas fomos presenteados com as famosas chuvas do sul da Ásia, e mal conseguiamos sair do cafofo onde estávamos.
Conversando com outros viajantes, vimos a possibilidade de partir para o Vietnan através do Rio Mekong, local famoso nos filmes durante a guerra do Vietnan na década de 1970.
Consultamos algumas "agências" que faziam o percuros e escolhemos uma (mais barata, claro) que nos pegaria no Hostel com destino final Saigon.
Saimos ainda de madrugada em uma van de idade avançada e manutenção preventiva inexistente com destino ao porto onde embarcaríamos para nossa jornada.
Horas a fio dentro daquele veículo insalubre, suportanto um trânsito assustador até chegarmos ao que eles identificaram como nosso porto de embarque.
O local tinha mais gente que atração de rua na ìndia e barcos de todos os tamanhos e formatos espalhados pela beirada do rio sendo carregados e descarregados freneticamente.
A ideia inicial era a de um sequestro para retirada de órgãos, mas sem dar muita bola para nosso instinto, avançamos pelas palafitas até encontramos nosso tranporte que seria nosso transporte até Saigon.
Subimos em uma embarcação de madeira antiga, com cadeiras de praia fazendo as vezes de banco, mas bem cuidada com dois tripulantes e mais 2 turistas estrangeiros.
A viagem foi lenta e sem muitas novidades para quem já havia visto palafitas e casebres ribeirinhos, que deixaram os turistas estrangeiros que estvam no barco muito interessados.
Depois de algumas horas de navegação, chegamos a fronteira Camboja-Vietnan e tinhamos que descer para fazer a imigração de embos os lados.
O local era exatamente o que se vê nos filmes de guerra que retratam o conflito americano na Ásia na década de 70, com barco militar, armas e muito abandono.
Ao desenbarcar um "funcionário" da imigração recolheu todos os passaportes com aquela educação inerente dos guradas de fronteira e mandou que aguardássemos alí.
Caminhamos alguns metros até uma birosca a beira do rio e ali, naquele cenário holiwoodiano, sem passaporte e jogado no meio do nada, comecei a imaginar alguns finais não muito felizes para aquela situação.
Quase duas horas depoisjá aliviados e de posse do documento deguimos viagem para o sul com destinoa Saigon e sendo perseguidos pelas nuvem que carregavam uma tempestade gigante e assustadora, porém muito comum nessa região.
Com o tempo fechando e os primeiros pingos já caindo, chegamos a um porto em uma cidade pequena mas aparentemente bem cuidada onde solicitaram que descessemos. Questionei alguns moradores o nome daquela cidade e pelo sorriso nos lábios deles e vendo nosso barco se distanciando, percebi que fomos abandonados ali em Hong Ngu, distante por terra mais de 200 Km de Saigon.
O golpe está ai....e dessa vez fomos nós que caimos.
Abandonados e sob uma chuva torrencial, pegamos um riquixa até uma garagem imunda, com alguns colchões jogados pelo chão e cheiro de banheiro público que nos foi identificado como a rodoviária local, onde conseguimos dois lugares em uma van que nos levaria no final da tarde até Saigon.
Como já estávamos acostumados com a qualidade do transporte público na Ásia, não fiquei muito chocado com as condições da van que nos transportou até a periferia de Saigon onde pegamos uma táxi até um novo e também não tão limpo cafofo vietnanita, para iniciar mais uma jornada.
Bacana Rogério! E com relação a segurança em termos de assalto, pequenos furtos etc. Isso existe por lá ?
bom dia, não sentimos nenhum problema nesse sentido, o que acontece é o famoso batedor de carteira...se der mole com algum pertence ele some, mas não ouvimos falar de violência física nenhuma. A polícia do Camboja não usa armas, isso dá uma ideia da questão de segurança por lá.....mas sempre atento principalmente com o passaporte. viagem inesquecível