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Rogério Lupião
Maurício Melro
Sérgio Cardoso
Saindo de pequim, após uma passagem pela ìndia e Nepal, iniciamos a epopéia que é conseguir um bilhete de trem para Ulan Battor, capital da Mongólia.
Iniciamos tentando a estação dentral de trem, lugar gigantesco e abaarotado de gente. Conseguir uma comunicação com os atendentes nos guichês já foi uma aventura a parte. Compramos bilhetes errados e se comprar em chinês já foi dificil, imagine troca los.
Recebemos nosso dinheiro de volta e conseguimos descobrir que os bilhetes para Mongólia só eram vendidos no Hotel Internacional, a poucas quadras dali.
com os biljhetes em mãos, compramos algumas coisas para comer e beber, já que a viagem seria de pelo menos 24 horas e não sabiamos como era o interior do trem.
Saimos pela manhã de Pequim em uma cabine quádrupla em um trem com muitos vagões e pouquissimos passageiros. Passamos por diversas cidades visivelmente planejadas para indústrialização futura, cidades inteiras vazias com uma grande indústria ao fundo cercada de diversos prédios de moradia e comércio.
já a noite chegamos a fronteira com a Mongólia e a personalização dos filmes se fez presente. oficiais chineses entraram em nossa cabine sem muita cerimônia nem sorrisos, revistando tudo e "confiscando" nossos passaportes. Sem nenhuma palavra, sumiram pelo corredor do trem nos deixando apreensivos.
Minutos depois o trem andou até uma grande garagem com muitos funcionáris da ferrovia, nosso vagão foi desligado dos outros e um a um os vag]oes eram erguidos e tinham suas rodas trocadas, como um pit stop de uma corrida de automóveis.
Por uma questão de segurança, em todo mundo os trens tem bitolas (largura entre as rodas) diferentes, para evitar que eum caso de querra, o país seja invadido por trem pelo país vizinho.
Religados após mais de uma hora de trancos e sacolejos, nossos passaportes são devolvidos e o trem segue viagem Mongóliadentro.
Pela manhã chegamos em uma linda estação em Ulan Battor, onde vários agentes de turismo já aguardavam os pouquissimos turistas que chegavam.
Sem internet e com poucas opções, escolhemos uma guia que nos levou ao hotel que haviamos reservado e nos mostrou algumas opções de viagem pelo país.
Dois dias depois já estavamos nós tres, a guia e uma motorista seguindo rumo ao norte do país em busca de algumas famílias que nos hospedassem nas montanhas do país.
Antes de entrar na estrada passamos em um mercado onde compramos, com a orientação da guia, fósforo, bolachas, frutas e outras guloseimas para presentear as famílias que nos receberiam.
Uma passada no açougue, nos mostrou a verdadeira cultura local. Cavalos aos pedaços eram vendidos sem nenhum tipo de refrigeração aos pedaços em uma cena que nos lembrava filmes de terror. Toneis de leite de cavala, também sem refrigeração, eram manuseados com mão com baixíssimoa higiene, mas se a idéia era um mergukho na cultura local, não podiamos reclamar. Os dias seguintes foram de refeições, preparadas pela guia em várias paradas com vistas cinematográficas, com muita carne de cavalo.
Foram 4 dias vivendo junto com os nômades no interior do país, conhecendo de perto toda as cultura e as dificuldades desse estilo de vida. Durante o dia faziamos passeios e nos deslocávamos entre as "tribos" locais e dormíamos na tendas nômades junto com as famílias locais.
Os presentes masi valorizados eram as frutas e fósforos, insumos difíceis de conseguir londe cas cidades, mesmo as crianças se encantavam com as frutas muito antes de dar atenção ao chocolate e aos doces.
De volta a capital, foram dosi dias conhecendo a culinária local e ao tentar embarcar de volta para Pequim, onde tinhamos passagem comprada para o brasil, descobrimos que nossos vistos para a China só dava direito a uma entrada no pais.
Fomos barrados no aeroporto e ai começa uma peregrinação ao consulado chinês para conseguirmos uma solução pois nosso voo saia no dia seguinte da China rumo ao Brasil.
A idéia de ficar preso na Mongólia e perder o voo para o Brasil não me agradava nem um pouco. Foram horas de tentativas no consulado chines até que conseguimos um visto de 72 horas que seria uma visto de trânsito no país.
Atraso na chagad a Pequim nos deixou com o tempo limite de voltar ao hotel no centro onde deixamos nossa malas e retornar ao aeroporto a tempo de voltarmos para casa, com a mala cheia de presentes, afinal estavamos na China, e a experiência inesquecível de viver entre os nômades mongóis.
