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Into the Wild, lançado no Brasil como Na Natureza Selvagem, é um raro caso em que o filme é tão bom quanto, ou até melhor que o livro.

O livro foi escrito pelo jornalista e alpinista americano Jon Krakauer (do também aclamado "No Ar Rarefeito"), publicado em 1996, e o filme, dirigido por Sean Penn, foi lançado no Brasil em 2008 com uma trilha impecável de Eddie Vedder (talvez um dos motivos da minha predileção pelo filme). Aliás, Vedder aceitou compor as músicas antes mesmo de conhecer toda a história—e o resultado é uma trilha sonora que se encaixa perfeitamente na atmosfera do filme.

Na Natureza Selvagem conta a história de Christopher McCandless (12/02/68 -faz aniversário no mesmo dia que eu! 18/08/92), um jovem de 22 anos que abandona sua vida privilegiada para viajar pelos Estados Unidos em busca de liberdade e aventura. McCandless, filho de pais ricos, doa suas economias para instituições de caridade, livra-se dos seus pertences e parte para o Alasca. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia, conhece pessoas que mudam sua vida, e sua presença também transforma as delas.

O filme foi rodado em locações reais, exigindo quatro viagens ao Alasca em diferentes épocas do ano para capturar a essência da jornada de McCandless. Emile Hirsch, que interpreta o protagonista, passou por uma intensa preparação, incluindo a perda de 18 quilos para se aproximar da aparência real do jovem em seus últimos meses. Todas as cenas foram feitas sem dublês, incluindo as sequências de rafting e escalada, tornando a atuação de Hirsch ainda mais impressionante. Curiosamente, o papel quase foi interpretado por Leonardo DiCaprio ou Shia LaBeouf, mas Sean Penn viu em Hirsch a dedicação ideal para dar vida a Chris (ainda bem kkkk).

Não vou entrar muito na história (há algumas descobertas relativamente recentes que trazem novas pistas, e o Magic Bus foi retirado de seu local em 18 de junho de 2020),

Apesar de ser por muito tempo um filme difícil de achar, hoje está na plataforma do Mercado Livre Play (grátis) Por incrível que pareça, muita gente nunca assistiu. Então, para evitar spoilers, só digo... ASSISTAM!

Sem dúvida, é meu filme favorito, e sempre que o revejo me desperta novos sentimentos. Cada vez que assisto, percebo detalhes que antes haviam passado despercebidos, e sempre volto à reflexão sobre nossa relação com a liberdade e a sociedade.

Até hoje, aos 53 anos, sempre que revejo o filme da aquela vontade de "sair pelo mundo" (quem nunca ?)


O filme tem início com uma belíssima citação do poeta Lord Byron, um dos grandes representantes do movimento romântico, que diz:

"Há um tal prazer nos bosques inexplorados;
Há uma tal beleza na solitária praia;
Há uma sociedade que ninguém invade;
Perto do mar profundo e da música do seu bramir:
Não que ame menos o homem, mas amo mais a Natureza…"

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Marcelo Belo

Marcelo Belo

São Paulo

Rox
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Montanhista ha mais de 2 décadas já escalou por toda am do Sul, Estados unidos, Canadá e Nepal @reybelo | Clube Alpino Paulista - CAP

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