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Circuito Marins

Circuito Marins

Retorno ao temível playground, com visita ao Marinzinho, Maria e Vale da Mariana

Circuito Marins

Aqui já sabemos onde fica essa elevação, com um breve memorial do bairro que chega a ser engraçado porque quem nunca pronunciou o nome errado de alguém? Mas claro que algumas pronúncias derivam de sotaques e não da ignorância do indivíduo em si, foi nessa linhagem que se originou o nome do Pico dos Marins, Luiz Martins que acompanhou a expedição de Brás Cubas, passou a frequentar mais a região, as pessoas ao pronunciar seu nome naquela época cortava o "T" ficando o pronunciado final em Marins, charme esse que fincou até hoje entre moradores. Alguns picos ao redor sofrem equívoco do nome entre lendas,conquistas, enigma de alguns montanhistas que já passaram por lá.

Sem esquecer de mencionar os feitos do Srº Maeda e a galera do Centro Excursionista de Campinas, a tristeza da história o sumiço do escoteiro, onde os fatos incluem essa montanha bom de falar quando se faz a travessia Marins x Itaguaré. É bom fazer a menção de Marins que se dá ao vocabulário simples e local, mas antes de estarem ali, outros Bandeirantes não subiram a perseguir e seguir os índios em seus caminhos e trilhas?

Sinceramente até agora estou procurando em minha memória a rampa famosa de escalaminhada, como pode subi e desci o Marins e não vi. Após quase cinco anos sem retornar nessa Montanha obscura estou aqui para um treino breve, muito temente na contemplação, pois todas vezes que fiz isso sua apresentação não foi das melhores, ainda mais quando é de praxe que Marins seduz o clima para as suas fendas tornando também seu refém.

No evento de Victor apareceu uma, duas vagas... sim pode me incluir. Quem ficou de pilotar e agilizar os comandos foi a figura de Diego Silva (Zagaia) dispenso comentários desse ilustre garoto, também é bom rever outros amigos. Então zarpamos a estrada que dá acesso ao Refúgio de Marins ainda está delicada perdemos algum tempo aqui, chegando no refúgio saudei alguns conhecidos entre os tais o grupo do Anderson Sotero e a Rafa, Plínio "Panda" também apareceu por lá com uma cara de sono. Antes de começar a caminhada fizemos um breve desjejum, a estrutura do Refúgio é boa, bem aconchegante para mim o almoço desse refúgio só pode ser uma das maravilhas de Piquete-SP comecei a trilha pensando nesse almoço.

Rumo ao prazer do perrengue iniciamos a trilha, com trânsito e ritmo do grupo Zagaia disse que levaríamos em torno de 4/5 horas só que muitos grupos esticaram a frente para não sonhar com o camping no Cume, bora lá! Incrível a quebra do grupo e Zagaia tinha a missão de apoiar Lucas que tem suas particularidades para atingir o Cume, fiquei um pouco para trás junto com eles para papear sobre a temporada e até que conversamos bem, mas o corpo começa a ficar aquecido então educadamente Zagaia me disse para ficar tranquila se fosse tocar para cima e avançar, talvez disse isso por saber um pouco do meu ritmo. Estiquei no avanço encontrei a última quebra do grupo continuamos tocando pra cima, não lembrava muita coisa dos lances de escalaminhadas, mas por fim chegamos uma hora depois da primeira leva que conseguiram estadia para todos no Cume, porém alguns ficaram no camping base.

Preparamos o almoço, aqui o meu foi leve purê de batata doce, couve, filé frango e uma fruta laranja. Fui cochilar e depois tentei contemplar a montanha, mas no sentido sul avisto o mesmo grupo de Padres que seguiu comigo e a Patricia no último trecho de escalaminhada para ascensão ao Cume Marins terminando a missa e aos poucos descendo sentido ao Cume Maria...hummmm. Quando voltei para o camping Zagaia tinha chegado perguntei se haveria algum receio e tal explicando a descida para o Cume Maria, me disse: Vai embora! Antes de terminar a conversa com Zagaia nosso amigo Douglas Bezerra “Madureira” brotou do nada no Cume foi uma surpresa para mim e Zagaia, visto que Maduca estava vindo de uma recuperação na clavícula e mal pegou alta médica e estava por lá com muita saúde.

Disse a Patricia que iria arrumar algumas coisas e já estava de partida, Talita Mattos perguntou se podia ir, eu agitando igual coca disse a ela vambora... Indo sentido a encosta conversamos sobre todas possibilidades para a descida, como tínhamos uma breve noção visual o objetivo é subir o Cume Maria que se leva cerca de uns dez minutos de sua base até Cume. Com o tempo apertado sabia que não conseguiria subir o Mariana por ambas as vias mais acessíveis e/ ou tradicionais, então lacrei um objetivo com elas para chegar ao menos na interseção de Maria x Mariana, esse objetivo seria pessoal para ver o ajustamento da rocha e pensar sobre os comentários da inclinação daquele Pico, onde ficou na mesma opnião de quem já esteve por ali antes; Sim há possibilidade, porém se faz necessário dedicar uma investida naquela porção e não será surpresa se afundar em fendas e possíveis grotões uma vez que para inovar alguma rota nesse complexo, sempre será conhecer suas fendas e escalaminhar muitíssimo. Vista: frontal/medial

Quase 20m menor que seu predominador e seu cume lembra um arco esse é o Pico da Maria. Ainda de lá é possível ver sua interligação pela face sudeste de Marins, que digamos de passagem "intocáveis" devido suas atraentes muralhas rochosas na inclinação.

Chegando no trecho do Grotão onde tem a passagem ali dei uma azedada, acho que foi pela surpresa que me pegou, Patrícia e Talita olhando o perigo com breve noção foram de boa após ter passado o grotão disse que iríamos até ali mesmo porque ainda teria a passagem rampa da lesma logo tem que “deitar” de frente na rocha e passar as meninas desceram igual chuchu, chegou minha vez arreguei novamente mas dessa vez oficial chamei elas e disse: Olha vocês vão pegar a esquerda e descer daqui ficarei dando a seta para subirem Cume Maria... Vixiii elas juntas falaram: Ce ta loka, você que chamou nós, se você não for não vamos, vem nós te ajudamos.... Cocei a cabeça e fui descendo até chegar na parte de descalaminhada, encontramos um grupo receptivo subindo, onde gentilmente nos deu dicas para ultrapassar a passagem Marins x Maria, foi de muita valia as dicas e ainda disse que deixaria a corda para nós no lance da rampa.

Breve despedida e seguimos uma vez na base do Maria estávamos com o tempo apertado, mas para atingir o ápice leva uns 10 minutos seguimos, na volta elas queriam retornar ao Marins, mas disse que seria rápido só iria marcar uma seta do Maria x Mariana, pedi um pouco de compreensão conseguimos um pouquinho de tempo e fomos.

Vista: frontal/interna da Maria visto de sua base, tal da chaminé da verruga

Retornamos bem e seguras, mas até na volta eu travei e foi no tranco chegando no mirante do Marins fiquei pensando minha memória fraca ou muito tempo sem ir até lá. Devolvemos a corda ao grupo que nos convidou para uma contemplação noturna dispensamos, pois no dia seguinte tinha esticão matinal o Marinzinho mas a descontração ao redor da barraca fez quase todos dormir tarde hahaha...

Acordamos cedo no domingo Patrícia por algumas questões drástica de uma logística não pode nos acompanhar ficamos eu e a Talita na missão, porém em últimos segundos tivemos a companhia de Bárbara, Vinicius e Cleiton sendo essa última figura integrante do grupo do Sotero.

Vale

Aqui o avanço se deu bem chegando na trilha oficial preferimos um desvio e acabamos por sair na lateral ao Marinzinho, o vento matinal estava em equilíbrio pleno, descansamos um pouco, contemplamos, fotos e retorno para ao Refugio. Já estávamos cientes do trânsito humano em principal de quem faz ataque e corre em pleno domingo, enfim Bárbara dá um gás danado até chegar no engarrafamento ali se encontramos. Deixei avisado que estaria desacelerando e faria uma pausa no Morro do careca para um longo descanso até cogitei em repousar, mas pensei que eu pudesse a ficar sem o almoço então me neguei esse pensamento e objetivo agora era almoçar aquelas maravilhas saborosas. Levantei sacudi a poeira e fui aqui a descida fresca pela mata suaviza o cansaço, chegando no refúgio a apresentação da comida alimenta meus olhos, mas meu bucho também pede mais que bis então bora organizar o prato.

Continua...

OBS: As vias marcadas foram apenas para interesse pessoal para uma rota personalizada no complexo, uma vez que se pode considerar as vias vermelhas que são mais tradicionais e/ou mais utilizadas em escalaminhadas. Subimos pela vermelha e as meninas retornaram pela mesma via, eu desci pela via verde procurando a via rosa.

Na próxima temporada cogitamos alguma rota semelhante, mas ainda não queremos sair ao Sul.

As fotos foram cedidas pelos participantes.

Priscila Nascimento
Priscila Nascimento

Published on 10/12/2018 13:34

Performed on 06/02/2018

2 Participants

Patricia Saraiva de Souza Agostinha Santiagodelgado

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Paulo Lima
Paulo Lima 10/15/2018 12:00

Olha o Zagaia e o Estopa aí marcando presença rsrs

Priscila Nascimento
Priscila Nascimento 10/16/2018 22:40

Enfim conheci o Estopa, Paulo a história dele é linda d+

Paulo Lima
Paulo Lima 10/17/2018 10:49

a historia do estopa ou do Zagaia? rs

Priscila Nascimento
Priscila Nascimento 10/18/2018 15:34

As duas estão atreladas, mas disse do Estopa rs