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Vale do Ribeira

Vale do Ribeira

Passeio por algumas cachoeiras da região, incluindo os Parques Estaduais Carlos Botelho e Caverna do Diabo.

Cave Waterfall Hiking

Caverna do Diabo, Cachoeiras do meu Deus, do Ribeirão Branco e do Travessão

Fomos passar o Carnaval na região do Vale do Ribeira, com a intensão de conhecer algumas cachoeiras e visitar o P.E. Carlos Botelho pra fazer uma das trilhas do livro Trilhas de São Paulo.

Saímos de SP no sábado dia 10 de fevereiro cedinho, e na hora do almoço já estávamos fazendo o check in na Pousada Ribeira, em Registro. A escolha da cidade onde ficar foi boa pois ela permite visitar a Caverna do Diabo e arredores, o Parque Carlos Botelho pelo núcleo Sete Barras e ainda atravessar a estrada parque e chegar no núcleo São Miguel Arcanjo.

Depois da rápida passada pela pousada fomos em direção à Caverna do Diabo. Aproveitamos para almoçar no restaurante de lá, que eu havia lido que era bom. E foi uma boa escolha.

​Depois compramos os ingressos para a visitação da caverna. Os grupos saem com um guia a cada 15 minutos, então foi bem tranquilo e sem espera. A experiência foi diferente do que estávamos acostumados. Se por um lado a caverna é toda preparada para facilitar a vida do visitante com escadas, pontes e iluminação, coisa que eu particularmente tenho preconceito, por outro lado ela nos permitiu enxergar a caverna de uma forma mais ampla, sem ficar limitando a visão até onde a lanterna alcança. Acabou com meu preconceito, o que foi uma boa surpresa pra mim.

​A caverna é muito grandiosa, e é claro, está bastante modificada por causa da constante presença de visitantes, que podem inclusive tocar as estruturas, coisa que nas outras cavernas felizmente os guias não deixam fazer. Mas eu não acho ruim...pelo menos esse ficou sendo o lugar pra se fazer isso, mantendo as demais cavernas mais preservadas, e permitindo o contato mais próximo do público com esse ambiente tão diferente.

O passeio é rápido, então tivemos tempo para sair de lá e ir conhecer a famosa Cachoeira do Meu Deus. Fica na mesma estrada da Caverna, do lado direito de quem volta dela, numa entradinha reconhecível pelos cartazes da cachoeira, e onde tem um bar. O ingresso se compra na entrada deste bar e só é permitido ir para a cachoeira com um guia, já pago no valor do ingresso.

Tivemos muita sorte, pois apesar do fácil acesso e de ter bastante gente por lá, quando chegamos à cachoeira só estávamos nós. Passamos um fim de tarde muito refrescante e maravilhados com a beleza da cachoeira do Meu Deus. É possível nadar em seu poço e entrar atrás dela.

​Voltamos para Registro e jantamos enquanto passava na avenida um desfile de bloquinhos de Carnaval (foi a unica coisa que nos fez lembrar que era Carnaval). Fomos numa pizzaria que eu não gostei. A massa veio crua e a marguerita veio sem tomate.

Acordamos no dia seguinte e fomos em direção ao P.E. Carlos Botelho, Núcleo Sete Barras. Lá, havíamos combinado de encontrar o guia Wagner que nos levou pela trilha da Figueira e depois da Cachoeira do Ribeirão Branco. Ele foi um ótimo guia, paciente e explicava muitas coisas pelo caminho. A figueira caiu há algum tempo já, mas sabíamos disso. É possível ver o tronco dela e seus fragmentos ainda no chão.

​A trilha até a cachoeira deixa o trajeto mais longo e interessante, com cerca de 10 Km ida e volta, mas é linda e fácil. Vale muito a pena. O banho na cachoeira é uma delícia, e mais uma vez demos sorte de encontrar um grupo bem tranquilo curtindo o banho no seu poço. Também é possível entrar debaixo da sua queda. Uma delícia de massagem, e a água nem estava gelada.

Voltamos de lá para Registro e novamente fomos jantar na cidade, mas dessa vez o jantar foi ótimo, no restaurante TR3S Steakhouse. Recomendo.

Na segunda feira (nosso terceiro dia) guardamos nossas bagagens e deixamos o hotel já com tudo. Íamos em direção ao Carlos Botelho Núcleo São Miguel Arcanjo, mas antes resolvemos seguir um tracklog que o Rô encontrou que levava até a cachoeira do Travessão. Só depois, no parque, viemos saber que essa cachoeira não está muito liberada para visitação, por causa de risco de acidentes por lá. Chegamos até ela sem dificuldade por causa do tracklog, mas não teria sido nada fácil sem ele. O final do caminho é todo dentro de uma plantação de bananeiras, que deve ser uma propriedade particular, mas não atravessamos nem uma porteira. Chegamos ao final da estrada onde tem uma clareira, paramos o carro, e 15 minutos de trilha depois estávamos em outra cachoeira impressionante. A força da água dela impõe respeito. Tive que pedir muito pro Rô não ir pra baixo da queda principal, porque fiquei mesmo preocupada dele não conseguir subir pra respirar. Ele me ouviu, e deu tudo certo. De quebra ainda tem uma cachoeira pequena do lado, onde dá pra entrar, e uma prainha muito boa na frente. Passamos boa parte do dia lá.

Depois seguimos para a sede do Carlos Botelho atravessando a estrada parque que é muito bonita, mas infelizmente debaixo de chuva. Chegando à sede fomos muito bem recebidos pelos pessoal do parque, e ficamos curtindo um pouquinho o sossego de lá antes de pegar estrada de volta pra São Paulo.

A viagem foi toda redondinha. A estrada não foi tão cansativa como eu imaginava, os parques nos receberam muito bem como sempre, e cada lugar que conhecemos deixou uma vontade imensa de voltar.