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Cicloviagem: Santo André - Caraguatatuba

Cicloviagem: Santo André - Caraguatatuba

Cicloviagem de fim de semana

Amanhã, 12 de dezembro, farei mais uma cicloviagem, desta vez, seguirei para Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo.

Pretendo acampar na praia de Boracéia, Bertioga, e, no domingo, seguir até Caraguá e dali retornar para Santo André de ônibus.

Na volta, publico o relato da viagem.

Como prometido segue o relato da viagem.

Primeiro dia de viagem. 12 de agosto de 2015.

Essa foi uma cicloviagem curta, só para aproveitar o final de semana. Na verdade, eu também queria fazer um teste de campo com a minha nova barraca, uma CAMP Minima 1 SL.

Sai de casa por volta das 7h30, seguindo direto para Ribeirão Pires. Segui pelo asfalto até encontrar a SP-043, que é uma estradinha de chão de terra batida.

O dia estava ensolarado e o calor era corrosivo. Eu suava as bicas.

Em Quatinga fiz a minha primeira parada para comprar um sorvete e uma coca-cola. Eu ainda tinha bastante água nos bidons.

Segui em frente até encontrar novamente a estrada de terra. A viagem estava sossegada.

Essa viagem também foi uma oportunidade para "sentir" o garfo recém-instalado em Florinda (uma MTB). Substitui um garfo com suspensão por um garfo rígido. Confesso que estranhei a trepidação, mais pelo comportamento de Florinda que pela falta de costume de pedalar bicicletas com garfo rígido.

Passada a sensação de "dureza" da bicicleta, tudo se transformou em oportunidade para aproveitar a viagem.

De Quatinga, segui para Taiaçupeba, também em Mogi das Cruzes. Decidi não parar no distrito e segui direto para a estrada que me levaria até a Mogi-Bertioga. O acesso a estrada de terra se dava por um conjunto de subidas íngremes. Foram três, quase unidas.

Chegando a estradinha de terra, ainda tive que encarar muitas outras subidas. Além delas, o calor foi ficando mais forte e o sol começou a judiar. A água que carregava começou a baixar rapidamente.

A três quilômetros da Mogi-Bertioga encontrei um pequeno mercado. Não tive dúvidas em parar para abastecer. Comprei uma garrafa de água e um coca-cola. Bebi esta e completei os bidons com água.

Pouco depois dessa parada cheguei a entrada da Mogi-Bertioga. Decidi almoçar no restaurante Ao pé da serra para ganhar tempo.

Depois do almoço, eu tinha uma longa descida pela frente.

Durante a descida parei para fazer algumas fotos, que não ficaram nem ao menos satisfatórias. No mirante, também encontrei alguns ciclistas com quem conversei.

A descida foi tensa. A rodovia estava movimentada com muita gente descendo para aproveitar o dia ensolarado. No final da serra, entretanto, nuvens carregadas prenunciavam de que uma tempestada se avizinhava. Comecei a escutar trovões e donde estava já era possível ver a chuva.

Acelera para fugir da chuva. Nessa hora todas as desgraças possíveis acontecem. O pneu dianteiro começou a esvaziar e tive uma cãimbra. Decidi seguir enchendo o pneu até chegar à Boracéia. Quanto a cãimbra, bastou parar uns minutos e as pernas voltaram ao normal.

Parei três vezes para "completar" o ar nos pneus. Na última parada, já sem esperanças de superar a chuva, protegi os meus alforjes com as capas de chuva.

Segui pedalando até Boracéia. Nenhum pingo caiu até eu chegar ao meu destino.

Parei no camping da Rosana. Assim que fechei a minha estadia, a chuva começou a cair.

Montei a minha barraca embaixo de chuva - certo que estava protegido pelas árvores, mas ainda assim foi um tanto desconfortável armar uma barraca, pela primeira vez, embaixo de chuva. A montagem da CAMP Minima é muito simples e não tive nenhuma dificuldade. Em cinco minutos, eu já estava abrigado.

Como a barraca é praticamente um saco de bivak, não havia muito o que fazer lá dentro. Não dava para cozinhar e mal dava para trocar de roupas dentro da pequena Minima.

Quando a chuva diminuiu, sai de meu sarcófago para tomar um banho e também para jantar. Meus planos de cozinhar foram por água, literalmente.

Enquanto eu jantava a chuva apertou. O vento, que estava fortíssimo, começou a me preocupar, eu não sabia como a barraca iria se comportar. Eu também temia que a bicicleta fosse empurrada pelo vento caindo sobre a barraca. Embora, esses pensamentos fizessem barulho em minha cabeça, do melhor modo possível, jantei tranquilamente.

Enquanto jantava a chuva foi amainando até praticamente cessar. Da minha mesa, eu conseguia ver a minha barraca e minha bicicleta. E as duas se comportaram muito bem.

Antes de voltar ao camping, fui ao mercado comprar água, algumas frutas para encarar o segundo dia de viagem e também para comprar o meu café da manhã.

Fiz amizade com um cachorrinho muito simpático que dormiu a noite toda do lado de minha barraca. Meu vizinho de acampamento, dessa vez, foi um bode tranquilão.

Li um pouco e ainda estava claro quando o sono bateu. Dormi para acordar no dia seguinte às quatro horas.

Segundo dia de viagem. 13 de agosto de 2015.

Levantei muito antes de o despertador tocar - programei o dito cujo para às 5h30.

Fiz as coisas comuns a uma manhã qualquer e em seguida fui consertar o pneu dianteiro. O pneu traseiro também havia perdido um pouco de pressão. Inspecionei o pneu traseiro e não encontrei nada anormal. Montei os pneus e aproveitei também a para para lubrificar a corrente.

Feita a manutenção na magrela, era chegada a hora de desmontar o acampamento.Pouco antes das seis da manhã, resolvi fazer uma parada para fotografar o nascer do sol. Fiz algumas fotos do crepúsculo, mas me faltou paciência para aguardar o sol aparecer. Terminei de guardar as coisas na bike e, pouco antes das 6h30, reiniciei a viagem. Nem bem guardei a câmera fotográfica e a chuva voltou. Decidi pedalar de chinelo para deixar a sapatilha seca e pedalei com as roupas que usei no dia anterior - afinal, para que eu molharia roupas secas?O segundo dia também prometia ser bastante longo, já que ainda tinha quase cem quilômetros para vencer.O domingo foi de muitas subidas. O começo da manhã chuvoso logo se transformou num dia ensolarado e muito quente.Subidas e mais subidas fizeram parte da manhã. O calor também estava "pegando" forte.Numa dessas subidas, avistei um pequeno incêndio na mata, que já tinha avançado uns quatro ou cinco metros e estava sendo empurrado pelo vento, parei a bicicleta e comecei o trabalho para apagar o fogo. Aos poucos consegui apagá-lo. Em outra subida, avistei um bugio. Consegui fazer algumas fotos dele. A impressão que dava é que as serras não acabariam nunca. Foi uma manhã bem pesada. Parei em Baraqueçaba para almoçar e lá me informei sobre o restante do caminho. Dependendo da notícia, eu considerava a possibilidade de parar em São Sebastião.Quando o dono do restaurante me disse que o pior já tinha ficado para trás, eu fiz algumas contas e conclui que seria possível chegar em Caraguatatuba por volta das quatro horas da tarde. Com essa previsão eu decidi que continuaria até o destino planejado. Chegando em Caraguá, após vencer as duas últimas serras (pequenas), segui pela ciclovia até a rodoviária. Esse trecho foi bastante entediante e chato. Cheguei na rodoviária às quatro horas da tarde, como havia previsto. Fui comprar a passagem e, para a minha surpreesa, o próximo ônibus com vaga sairia apenas as 18h40. Eram quase três horas de espera. Com a passagem garantida, e de saco cheio da espera, faltando cerca de duas horas para embarcar, decidi sair para jantar. De volta à rodoviária, pouco menos de vinte minutos depois, o meu ônibus parou na plataforma. Desmontei a bicicleta e assim que terminei, nos alto-falantes, começaram a anunciar para a necessidade de formarmos a fila na plataforma de embarque.Enquanto a fila se formava, uma chuva homérica desabou. Embarquei no ônibus e no horário o ônibus deu início a viagem para São Paulo.

Ricardo Watanabe
Ricardo Watanabe

Published on 12/11/2015 13:26

Performed from 12/12/2015 to 12/13/2015

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Ricardo Watanabe

Ricardo Watanabe

Santo André, SP

Rox
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Adoro cicloviagens, trilhas e fotografia. Sou bacharel em economia e em direito e fiz mestrado em direito.

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