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Socorro - Onde tudo começou

Socorro - Onde tudo começou

Uma cidade encantadora e cheia de aventuras que despertou em mim o amor por querer ter mais contato com a natureza.

E foi ajudando que eu fui ajudada :)

Eu, estudante universitária do curso de engenharia civil, assistente de orçamentos de uma construtora, alguém que só pensava em números e vivia mergulhada em livros, bibliotecas e grupos de estudo, um dia sente a imensa vontade em querer ajudar ao próximo mergulhando em uma aventura que mal sabia que mudaria o rumo da minha vida até os dias de hoje.

Eis que surge o convite através da própria empresa, e nele continha a seguinte proposta: Fim de semana radical com as crianças da Casa Taiguara, logo eu, aquela que morria de medo de altura, água e a que menos tinha habilidades com esportes rs... Naquele momento eu só consegui ler: "Fim de semana com as crianças da Casa Taiguara" kkkkk... Enfim, faltando dois dias para a viagem, me dou conta de que era um final de semana radical e que nós, os voluntários, tínhamos que participar das atividades juntamente com as crianças. Tá mas até aí você pode estar pensando: "mas que tão temível era esse final de semana?" Hahaha... eis a questão, as atividades não eram nada mais, nada menos do que Rapel de 106m, Rafiting no Rio do Peixe, Stand up Padle e Trilhas, bom aparentemente não parece nada de mais, mas lembrem-se do que eu descrevi sobre mim no começo desse parágrafo rs...

O dia da viagem enfim chega, e eu? Bom eu dei uma baita enrolada e fui trabalhar sem as malas para a viagem, você deve estar se perguntando, "mas como assim?" Pois é, sai de casa decidida a não viajar, detalhe: a viagem era toda paga pela empresa, não haveria custo algum com absolutamente nada, ao chegar na empresa uma colega de trabalho que iria junto comigo me convenceu a ir, ela foi um verdadeiro anjo, ainda bem que a escutei rs... Então, decidida a ir, o que eu faria sem roupas e sem nada? Lá fui eu pedir pra minha irmã, que gloriosamente estava em casa naquele dia, me levar uma mochila de roupas na empresa, ela não gostou óbvio, mas ela foi, ainda bem rs...

Chegada a hora de ir, juntamos toda a galera daquele incrível grupo de voluntários da Tecnisa para a foto oficial da saída.

E lá fomos nós rumo a Socorro encontrar a galerinha que já estava por lá nos esperando.

A viagem foi incrível, teve muita música ao som do violão da Verônica, que a propósito fez um grande show acústico para todos nós lá no sítio. Na chegada ao sítio, uma recepção super calorosa de todas as crianças da Casa Taiguara, e ali começamos nossas pequenas aventuras.

Uma sexta feira com muita piscina, futebol, queimada, sauna, e comida rs... tá, mas e o final de semana radical? Calma, esse foi o primeiro dia, o dia que chegamos por lá. O dia seguinte, ainda estava por vir rs.

Amanhece o sábado, e começam as aventuras. A primeira parada não podia ser nada mais nada menos do que? O Rapel, é claro! E eu como uma bela corajosa voluntária, mal sabiam as crianças o quanto eu tremia de medo kkkk... lá fui...

Medo superado e um amor que acabava de brotar em meu coração, aquilo tudo estava me deixando mais do que feliz e satisfeita, mas as surpresas não paravam por aí, nesse mesmo dia ainda fizemos uma trilha para conhecer uma antiga casa onde abrigavam escravos, e logo em seguida voltamos para o sítio para comermos e continuar com as brincadeiras, dessa vez com uma caça ao tesouro que não teve quem não entrou na brincadeira. Depois desse dia bem adrenado, fomos descansar e nos preparar para o terceiro dia, e o que vinha pela frente, bom, os proximos parágrafos contarão.

Amanhece o domingo e o que nos espera? Um dia totalmente aquático se é que podemos dizer assim rsrs... Pra começarmos, fomos para a trilha das cachoeiras, meu primeiro contato com a mata fechada, uma trilha bem fácil e muito bonita, passamos por três cachoeiras, claro que paramos em todas elas e a criançada não podiam fazer mais festa ao ver cada uma delas.

Seguimos então para as próximas aventuras, rafting e stand up, mais alguns desafios a serem superados, afinal, eu não sei nadar e naquela época eu tinha pavor de água, mas como tudo era pelo bem do outro, esqueci o medo e lá foi eu novamente.

Depois de mais esse dia de superações e muitas emoções, eis que voltamos para São Paulo, mas confesso que dentro de mim, a satisfação em ter superado tantos medos em poucos dias, de ter conhecido algo tão bom que foi o contato com a natureza, descobrir em mim uma força que eu não imaginava ter, foi além do que qualquer palavra pode expressar. Meu coração ali começou a florecer a paixão pela natureza e pelos esportes radicais, gratidão era o que transbordava naquele momento, e, eu no caminho de volta pra São Paulo só conseguia pensar em quando seria a próxima aventura.

Rosemary Rodrigues
Rosemary Rodrigues

Published on 09/11/2017 00:28

Performed from 09/12/2015 to 09/14/2015

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Renan Cavichi
Renan Cavichi 09/11/2017 12:29

Que bacana o relato Rosemary! Quando esse bichinho das aventuras na natureza pica não tem mais volta! rsrsr Parabéns pela superação! Bem-vinda!

Rosemary Rodrigues
Rosemary Rodrigues 09/20/2017 16:09

É vdd Renan rs... tem mto mais relato pra publicar aqui... aguarde q estou escrevendo os próximos rsrs... Obrigada e abraços!

Rosemary Rodrigues

Rosemary Rodrigues

São Paulo

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Engenheira Civil e uma aventureira sempre em busca de novos lugares e desafios. A cada nova aventura, novos amigos e novas experiências compartilhadas e recebidas.

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